segunda-feira, 23 de maio de 2011

MEIO AMBIENTE: Novo acidente de cloro na Baskem fere mais cinco em Maceió, na madrugada

Do blog do CLÁUDIO HUMBERTO

Houve um novo acidente na unidade industrial da Braskem (ex-Salgema) em Macei[o, nesta madrugada. Foi um rompimento nas tubulações de cloro soda. Cinco funcionários da empresa foram atingidos e receberam atendimento pela equipe de socorro interna, sendo conduzidos para o Hospital Geral do Estado. Em nota, a Braskem confirma o incidente, que ocorreu por volta das 3h50. Os cinco funcionários se preparavam para uma inspeção preventiva no sistema de produção, que estava paralisado e por isso não houve vazamento de cloro, segundo informa o site Tudo na Hora. No último sábado (21), houve um vazamento de cloro na tubulação de cloro soda da indústria cloroquímica, provocando pânico e mal estar, afetando cerca de 130 moradores do bairro do Trapiche da Barra, nas proximidades da Braskem. Todas as pessoas foram atendidas no HGE. A Braskem – que é controlada pela empreiteira Odebrecht – prometeu “dar assistência” às vítimas.

GREVE: Rodoviários confirmam greve para terça-feira

Do POLÍTICA LIVRE


Quem precisa de transporte público em Salvador deve se preparar, pois está mantida a greve dos rodoviários a partir da zero hora de terça-feira, por tempo indeterminado. Segundo o diretor administrativo do Sindicato dos Rodoviários, Ubirajara Sales, a única possibilidade de que a greve não aconteça é se os empresários fizerem uma proposta diferente na rodada de negociação que acontece hoje, às 8h, na DRT. Entre as reivindicações dos rodoviários estão reajuste de 18%, a volta do quinquênio, tíquete-refeição nas férias e também para os 30 dias do mês, além da volta da gratuidade dos 100 quilômetros. As empresas, entretanto, ofereceram um reajuste de 3,37%. “Não queremos prejudicar a população, mas é inadmissível aceitar o que o patronal está propondo”, afirmou Sales. Em Salvador, rodam 2,3 mil ônibus urbanos operados por 6 mil motoristas e 6 mil cobradores. (Correio)

POLÍTICA: Crise política invade agenda de governadores do PT

Do blog do NOBLAT

Pauta oficial é reforma política, mas estratégia de defesa do ministro e necessidade esvaziar a ofensiva da oposição não escaparão das conversas
Vera Rosa, Estadão.com

Na esteira da crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o presidente do PT, Rui Falcão, vai se reunir hoje com os cinco governadores petistas, em Brasília.
O encontro será na residência do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, em Águas Claras. A pauta oficial é a reforma política, bandeira que o PT tem levantado na tentativa de aprovar no Congresso o financiamento público das campanhas eleitorais.
Embora a reunião tenha sido marcada antes de estourar o escândalo que atingiu o principal articulador político do Planalto, a estratégia de defesa de Palocci não escapará das conversas reservadas e da avaliação conjunta dos governadores petistas.
Não é só: os governadores, que vão assinar ali a Carta de Brasília, também estão de olho na montagem do segundo escalão do governo federal, pois todos indicaram nomes para vagas em estatais.
O problema é que, muitas vezes, há mais de um apadrinhado para a mesma cadeira e várias disputas entre Estados. No Ceará, por exemplo, o governador Cid Gomes, que é do PSB, assiste a uma poderosa briga entre petistas para definir quem será o novo presidente do Banco do Nordeste (BNB).
Mesmo com Palocci alvejado, a distribuição dos cargos deve ser acelerada nesta semana para conter as insatisfações na base aliada. Todos os nomes têm passado pelo crivo da presidente Dilma Rousseff, que até agora optou pela tática de tensionamento, para não ceder à pressão dos envolvidos.

ECONOMIA: Governo publica medida provisória que desonera tablets

De O Globo

RIO - O governo federal publicou nesta segunda-feira (23) a medida provisória nº 534, que zera os tributos PIS e COFINS cobrados sobre o valor de venda de tablets no Brasil. A medida inclui esse tipo de equipamento nos produtos beneficiados pela Lei nº 11.196/2005, que desonera equipamentos de informática. A alíquota de PIS e Cofins cobrada sobre tablets era de 9,25%.
Em entrevistas recentes, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que a medida vai reduzir em 36% o preço de tablets no país.
A desoneração abre caminho para a montagem de iPads e iPhones pela Foxconn no Brasil. A multinacional tinha condicionado o investimento na produção desses produtos à concessão de incentivos fiscais já existentes para outros equipamentos de informática.

POLÍTICA: ‘Operação abafa’ chega ao Senado para barrar CPI e convocação de Palocci

Do ESTADÃO.COM.BR

Leandro Colon e Mariângela Gallucci

Planalto considera semana decisiva para o futuro do ministro-chefe da Casa Civil e, a exemplo do que fez na Câmara, quer impedir que oposição consiga levá-lo a depor


O governo federal considera esta semana decisiva para conter a crise em torno do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, cobrado a explicar o aumento de seu patrimônio nos últimos anos. A base aliada governista no Congresso estabeleceu como prioridade barrar a tentativa de convocação de Palocci para depor no Senado, ação bem-sucedida na Câmara na semana passada, e impedir que a oposição avance na coleta de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.
"Essa disputa é um embate político, e o governo vai reagir para não permitir o desgaste do ministro. O Palocci já deu todas as explicações", afirma o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). A avaliação governista é a de que barrar a convocação de Palocci na Comissão de Fiscalização e Controle, onde a oposição quer levá-lo para dar explicações, e segurar os movimentos pró-CPI seriam um passo político fundamental diante do atual cenário da crise, uma estratégia que não pode levar em conta o surgimento de fatos novos que agravariam a situação.
Na Câmara, o governo trabalhou com tranquilidade para derrotar a oposição. No Senado, o jogo é mais pesado, embora o Palácio do Planalto tenha maioria. A ordem é não dar brechas em comissões, para não repetir episódios passados, em que a oposição aproveitou descuidos da base governista e conseguiu convocar ministros.
Senadores de oposição disseram estar convencidos de que os negócios do ministro são "tráfico de influência". Os partidos adversários do governo querem que Palocci explique como conseguiu multiplicar seu patrimônio em, pelo menos, 20 vezes num período de quatro anos com sua empresa Projeto Consultoria Econômica e Financeira, que, desde dezembro, atua só no ramo de administração imobiliária para cuidar do apartamento de R$ 6,6 milhões e do escritório de R$ 882 mil comprados em 2009 e 2010 em São Paulo.

CORRUPÇÃO: Programa revela pagamento de propina na Fifa

Do ESTADÃO.COM.BR


Às vésperas de eleição na entidade, BBC leva ao ar nesta segunda reportagem que mostra corrupção em seus meandros
JAMIL CHADE - O Estado de S.Paulo

GENEBRA - A TV pública britânica BBC leva ao ar nesta segunda-feira reportagem em que revela que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, admite em audiências a juízes suíços a existência de pagamentos de propinas na Fifa e diz ainda ter fechado acordo para barrar a publicação dessas informações pelo tribunal da cidade de Zug, na Suíça, no caso da ISL.
O programa vai mostrar que o acordo passou também pelo ex-presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange, diante de procuradores que investigavam suspeitas de pagamento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 162 milhões) em propinas na entidade.
Segundo a BBC, tanto Teixeira como Havelange fecharam acordo com o presidente da Fifa, Joseph Blatter. O conteúdo do programa vazou neste domingo na imprensa norueguesa.
A investigação foi feita pelo repórter britânico Andrew Jennings, banido da Fifa e autor de livros sobre os bastidores da entidade. Entre 1989 e 1999, a empresa de marketing ISL foi a responsável pela venda dos direitos de TV das Copas, maior fonte de renda da Fifa.
No início da década, a ISL quebrou e quase levou consigo a Fifa. Um processo foi aberto e se constatou no ano passado que o pagamento de propinas ocorreu dentro da entidade e que a ISL servia como empresa laranja para impedir que o pagamento da corrupção fosse revelado.
Apesar da comprovação das propinas, os bastidores do processo, depoimentos e culpados foram mantidos em sigilo. Isso porque as partes envolvidas chegaram a um acordo: multa de US$ 5,5 milhões (aproximadamente R$ 8,9 milhões) foi paga como punição. Pela lei suíça, quando há um acordo, os detalhes do processo são mantidos em sigilo.
Mas, segundo o programa Panorama, da BBC, audiências do tribunal com Teixeira e Havelange, no marco do processo, revelam que eles confirmam o pagamento da propina.
No total, os pagamentos chegaram a US$ 120 milhões (em torno de R$ 195 milhões) ao longo dos anos. O programa vai ao ar às vésperas das eleições na Fifa, marcadas para semana que vem e repletas de polêmicas em torno de corrupção. Joseph Blatter, presidente em exercício, concorre a mais um mandato e no domingo deu murros em um palanque na África do Sul, insistindo : "A Fifa não é corrupta".
Nem Havelange nem Teixeira teriam aceitado responder à BBC diante das informações obtidas pela televisão.
O presidente da CBF foi citado há duas semanas em CPI no Reino Unido por ter pedido favores em troca de votos à Inglaterra para ser sede da Copa de 2018. Questionado, Blatter declarou neste domingo ao jornal suíço NZZ que as acusações que pesam sobre Teixeira não são crimes diante da lei suíça.
Rota. No caso envolvendo o programa da BBC, ex-funcionários da ISL admitiram ao tribunal que a Fifa usou a empresa "praticamente como seu banco pessoal", fazendo transitar os recursos para camuflar o pagamento da propina.
Segundo documentos que fizeram parte do processo, o dinheiro saía da ISL para uma conta denominada "Nunca", no paraíso fiscal de Liechtenstein. O passo seguinte era a transferência desse dinheiro para uma empresa.
A partir dela, Jean Marie Weber, ex-funcionário da Adidas, servia de emissário. Ele fazia a transferência dos pagamentos para os vários beneficiados, entre eles "pessoas estrangeiras da Fifa", segundo os termos do processo.
Pelos documentos assinados pelo juiz Marc Siegwart, essas pessoas "receberam recursos da ISL". Entre as diversas entidades e clubes citados no processo aparecem os nomes de Flamengo e Grêmio.

GESTÃO: Um em cada cinco conselheiros dos Tribunais de Contas responde a inquéritos e processos

De O GLOBO.COM

Chico Otavio

RIO - Eles estão ali para fiscalizar os gastos do setor público. Muitos, porém, não entenderam os limites e as responsabilidades do cargo que ocupam. Levantamento da Associação Nacional do Ministério Público de Contas mostra que 48 dos 240 ministros e conselheiros dos tribunais de contas brasileiros, sejam os estaduais ou o da União, sofreram ou enfrentam no momento algum tipo de investigação.
Do envolvimento em fraudes clássicas, como licitações viciadas e superfaturamento, a casos insólitos, como o uso do cargo para pressionar prefeitos e vereadores a apoiar a candidatura do filho a deputado estadual, a lista de investigados nos últimos oito anos corresponde a 20% do total dos conselheiros do país.
Ao todo, são 55 inquéritos e processos. Jaleco, Taturana, Caixa de Pandora, Pasárgada e Navalha são algumas das operações policiais que tiveram, entre os alvos investigados, conselheiros de contas. Em Rondônia, por exemplo, seis dos sete conselheiros são investigados.
Se o mesmo percentual de conselheiros suspeitos fosse aplicado no Judiciário, o número representaria nada menos do que 3.400 dos 17 mil magistrados brasileiros - mas não há oficialmente um percentual disponível sobre a quantidade de juízes sob algum tipo de investigação.
Enquanto o Congresso Nacional discute um instrumento de controle externo para os conselhos, proposto pelo Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 28/2007, a presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcom), Evelyn Pareja, prefere atacar a origem do problema. Para ela, é preciso aprovar uma lei que reserve uma fatia da composição dos tribunais, formados por sete conselheiros, a alguém de notório saber jurídico, em vez das tradicionais e imprevisíveis indicações políticas. Entidade defende indicação técnica
Das sete vagas disponíveis, três são indicadas pelo governador e quatro pela Assembleia Legislativa, que frequentemente indica ex-deputados. Evelyn explicou que, por lei, o único pré-requisito exigido para a nomeação é a conduta ilibada. Porém, pelo volume de casos policiais envolvendo conselheiros, o filtro não impede a contaminação.
- O fato de ter sido deputado não habilita alguém para o tribunal. Para melhorar a composição, a alternativa é ampliar a participação das carreiras públicas - sustenta a presidente da Ampcom.
Hoje, ao prevalecer sobre o critério técnico, a nomeação política não apenas engorda os prontuários da Polícia como constrange o poder fiscalizador dos tribunais. Um dos casos levantados revela que, em Rondônia, um secretário estadual articulou um acordo para indenizar a própria empresa em R$ 4,5 milhões por desapropriação de terras em Porto Velho. Logo depois, nomeado conselheiro, aprovou as contas deste governo.
O exame dos casos investigados oferece um painel sobre o grau de contaminação dos tribunais. No Paraná, por exemplo, o dono de uma rádio nomeado conselheiro disse que não via problemas em conciliar as atividades, embora a emissora tivesse entre os anunciantes algumas prefeituras do estado, que ele próprio deveria fiscalizar.
Em Alagoas, um conselheiro foi acusado de ser dono de empresa que fabricava cadernos escolares e conciliar a atividade empresarial com a atuação como conselheiro, julgando as contas de prefeitos que compravam seus cadernos.
Leia a íntegra na
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DIREITO: STJ - Levantamento pelo credor de valores consignados pelo devedor não extingue processo

O credor pode levantar os valores consignados pelo devedor, sem prejuízo do seguimento do processo quanto à parcela controvertida da dívida. A decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou recurso da Sociedade Piauiense de Combate ao Câncer (Hospital São Marcos) em ação contra a Companhia Energética do Piauí (Cepisa).
A sociedade propôs ação buscando a revisão do contrato de fornecimento de energia elétrica, com a conversão da demanda contratada e registrada e alteração da tarifa do horário de ponta, relativo a três horas diárias. A ação foi combinada com consignação de débitos integrais correspondentes às faturas de energia consumida.
Após a sentença, favorável à sociedade, a Cepisa apelou, mas levantou os valores depositados pela entidade como contraprestação pelos serviços de fornecimento de energia elétrica prestados. Diante disso, a sociedade questionava o seguimento do processo. Para ela, com o ato, a Cepisa teria reconhecido os valores como incontroversos e seu pedido como procedente.
O ministro Mauro Campbell Marques discordou da sociedade. Segundo ele, a própria natureza da ação consignatória pressupõe a incontrovérsia dos valores depositados, ao menos do ponto de vista do devedor. O relator esclareceu que, se o credor ressalva a discordância com os valores depositados, não há por que dar a dívida por quitada.
O artigo 899, parágrafo 1º, do Código de Processo Civil ainda permitiria exatamente que o réu na ação de consignação levante, desde o início, a quantia depositada, mas determina o seguimento do processo quanto aos valores controvertidos.

DIREITO: STJ - Petição assinada por advogado dispensa apresentação de certidão de intimação

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, determinou que o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) prossiga na análise de agravo de instrumento interposto pelo Banco Bradesco S/A. O TJAL havia negado provimento ao agravo por considerar que houve deficiência na instrução devido à ausência de cópia de certidão de intimação da instituição financeira acerca da decisão agravada.
Ao interpor recurso especial, o Bradesco sustentou que o agravo foi devidamente instruído, sendo que a intimação ficou comprovada com a retirada dos autos de cartório e a juntada de cópia integral para a formação do instrumento.
A relatora, ministra Nancy Andrighi, observou que a carga dos autos foi realizada por uma estagiária de Direito inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo. Portanto, a certidão não serviria como comprovante da intimação do banco. A ministra destacou que, conforme entendimento consolidado no STJ, “a carga dos autos feita por estagiário de Direito antes da publicação da sentença não importa em intimação da parte, ato formal a ser dirigido diretamente a quem possui legitimidade para recorrer: o advogado.”
Lembrou, também, que a mera alegação de que foi apresentada cópia integral dos autos não supre a ausência de peça obrigatória. Assim, explicou que é preciso verificar se as peças que de fato instruíram o agravo permitem inferir a data em que o Bradesco tomou ciência da decisão agravada, de modo a possibilitar a aferição da tempestividade do recurso.
A ministra verificou que, na petição que requer a juntada de instrumento de mandato aos autos, assinada por advogado, o banco declara “estar tomando ciência da referida decisão de fls.”. Na análise da relatora, “apesar de não mencionar expressamente qual seria essa decisão, a sequência numérica original das páginas permite inferir que se trata justamente da decisão objeto do agravo de instrumento em questão.”
Prova
Com base no princípio da instrumentalidade das formas, a ministra Nancy Andrighi concluiu que “a apresentação de certidão de intimação da decisão agravada, peça obrigatória, pode ser suprida por outros documentos que façam igual prova”. No caso, a petição, assinada por advogado, tomando ciência da decisão agravada, dispensa a apresentação da certidão de intimação.
Nancy Andrighi acrescentou que o fato de as peças que instruíram o agravo terem sido juntadas de forma desordenada pode dificultar a compreensão da controvérsia, mas não é obstáculo para o conhecimento do recurso. “Não há nenhuma exigência quanto à sequência em que as peças devem ser juntadas, de sorte que a ordem em que se apresentam não é determinante para o conhecimento do agravo”, explicou.
Desse modo, a ministra Nancy Andrighi votou para que se desse provimento ao recurso do Bradesco e determinou que os autos retornem ao TJAL, a fim de que o tribunal dê continuidade à análise do mérito do agravo. Os ministros Sidnei Beneti e Paulo de Tarso Sanseverino acompanharam a relatora. Divergiram o ministro Massami Uyeda e o desembargador convocado Vasco Della Giustina, que negavam provimento ao recurso especial.

DIREITO: STF - Ministro nega seguimento a mandado de segurança impetrado pelo líder do DEM

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao Mandado de Segurança (MS 30614) impetrado pelo deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto, líder do Partido Democratas (DEM), contra ato do presidente da Câmara dos Deputados, que deu início ao processo de discussão e votação da Medida Provisória (MP) 521.
O deputado alegou violação a seu direito líquido e certo de participar de um processo legislativo livre de vícios e afirmou que, no projeto de lei de conversão de MP, ocorreu a “imprópria inserção”de dispositivos completamente alheios ao objeto inicial da matéria, "violando assim a necessária pertinência temática que se exige das emendas parlamentares em projetos iniciados pelo Executivo".
À MP – que inicialmente tratava de questões funcionais de médicos residentes e de funcionários requisitados para a Advocacia-Geral da União (AGU) –, foram adicionados dispositivos para criar o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que poderá ser aplicado nas licitações para as obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
De acordo com o ministro relator, o deputado ACM Neto “não logrou êxito em demonstrar de que forma o ato impugnado nesta via mandamental violou seu direito líquido e certo público subjetivo previsto na Constituição da República”, sobretudo pela ausência de indicação da controvérsia jurídica em torno de preceito constitucional concernente ao devido processo legislativo e o suposto coator [presidente da Câmara dos Deputados].
"Ademais, ressalte-se que, em face dos estreitos contornos que caracterizam este remédio constitucional, é imperativo que se demonstre, de maneira incontroversa, a certeza e liquidez do direito pleiteado, sob pena de incognoscibilidade do writ. Isto posto, nego seguimento a este mandado de segurança. Prejudicado, pois, o pedido de liminar”, concluiu o ministro Ricardo Lewandowski.
Leia mais:
17/05/2011 –
DEM quer suspender análise de MP sobre regime de contratações

DIREITO: STJ - Mantida condenação de prefeito que utilizou servidores públicos em atividades particulares

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de Luiz Antônio de Farias, ex-prefeito de Hidrolândia (CE), por crime de responsabilidade, e reduziu sua pena para dois anos de reclusão em regime aberto. Em diversas ocasiões, ele utilizou servidores públicos em atividades particulares.
O relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, aplicou a jurisprudência consolidada no STJ que considera constrangimento ilegal o uso de ações penais e inquéritos policias em curso para majoração da pena-base, a título de maus antecedentes. Essa orientação está na Súmula 444/STJ. O prefeito havia sido condenado a seis anos de reclusão em regime semiaberto.
Apesar de seguir o entendimento do STJ, o relator ressaltou que, para ele, a existência de inquéritos e de ações penais com condenação, mas ainda não transitadas em julgado, constituem dados objetivos da biografia do acusado. “Atento à função primordial desta Corte de ser a diretriz uniformizadora da jurisprudência nacional, ressalvo meu ponto de vista pessoal para aderir ao posicionamento dominante”, explicou.
Ao fixar a pena-base em seis anos de reclusão, bem acima do mínimo previsto na Lei n. 201/67, o magistrado de primeiro grau considerou a “vasta folha de antecedentes criminais” do ex-prefeito e sua condenação em processos não transitados em julgado. Afirmou também que o delito havia sido cometido por motivos “ambiciosos e egoísticos”, utilizando grande número de servidores em seu benefício particular.
Outro fundamento adotado pelo relator para reduzir a pena ao mínimo legal diz respeito justamente à motivação egoística e obtenção de proveito próprio, que são elementos essenciais do crime de responsabilidade. “É firme o entendimento desta Corte de que elementos próprios do tipo penal não podem ser utilizados como circunstâncias judiciais desfavoráveis para o fim de majorar a pena-base”, esclareceu no voto.
Seguindo as considerações do relator, todos os ministros da Quinta Turma votaram pela concessão do habeas corpus.

DIREITO: STJ - Suicídio sete meses após o contrato não impede pagamento do seguro de vida

Uma empresa de seguros terá que indenizar a mãe de um segurado que cometeu suicídio sete meses depois da assinatura do contrato. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que não foi comprovada a intenção de fraude contra o seguro de vida, a fim de favorecer a beneficiária com pagamento de indenização, e resolveu o caso aplicando o princípio da boa-fé contratual.
A decisão seguiu entendimento da Segunda Seção, que, em julgamento realizado em abril (Ag 1.244.022), definiu que a seguradora será isenta do pagamento apenas se comprovar que o suicídio cometido nos dois primeiros anos do contrato já estava premeditado. O prazo de carência para esse tipo de indenização foi instituído pelo novo Código Civil, de 2002. A própria Terceira Turma já vinha dando essa interpretação à lei (REsp 1.077.342).
Segundo a relatora do caso em julgamento, ministra Nancy Andrighi, “a seguradora em momento algum faz prova ou sequer alega que o suicídio foi premeditado e limita-se a afirmar que a premeditação deveria ser presumida”. Para ela, as regras relativas aos contratos de seguro devem ser interpretadas sempre com base nos princípios da boa-fé e da lealdade no contrato. “Essa premissa é extremamente importante para a hipótese de indenização securitária decorrente de suicídio”, afirmou.
Nancy Andrighi destacou que “o planejamento do ato suicida para fins de fraude contra o seguro nunca poderá ser presumido”. Ela se apoiou na ideia de que a boa-fé é sempre pressuposta, enquanto a má-fé deve ser comprovada. “Assim, ausente prova da premeditação, não há motivo para exclusão da cobertura oferecida pela seguradora, que deverá indenizar integralmente a família do segurado pelo valor contratado”, concluiu.
A ministra alertou para a necessidade de se distinguir entre a premeditação que diz respeito ao ato do suicídio e aquela que se refere ao ato de contratar o seguro com finalidade de fraude, para favorecer o beneficiário que vai receber a indenização. “Somente a última hipótese permite a exclusão da cobertura contratada, pois configura má-fé”, afirmou.
Prazo de carência
O artigo 798 do novo Código Civil afirma que “o beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se suicida nos primeiros dois anos de vigência inicial do contrato”. Foi com base nisso que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu razão à seguradora, considerando que seria irrelevante qualquer discussão sobre premeditação quando o suicídio ocorre no prazo de carência.
No entanto, para Nancy Andrighi, “não é razoável admitir que o legislador, em detrimento do beneficiário de boa-fé, tenha deliberadamente suprimido o critério subjetivo para aferição da premeditação do suicídio”.
Ela disse que “a interpretação literal do artigo 798 desconsidera importantes aspectos de ordem pública, entre eles a necessidade de proteção do beneficiário de contrato de seguro celebrado em conformidade aos princípios da boa-fé e lealdade contratual”. De acordo com a relatora, esses princípios determinam a presunção de boa-fé, que deve prevalecer sobre o entendimento literal do texto da lei.
Na interpretação da ministra, “o período de dois anos contido na norma não deve ser examinado isoladamente, pois seu objetivo certamente não foi substituir a prova da premeditação do suicídio pelo mero transcurso de um lapso temporal”. Segundo ela, mesmo com o novo dispositivo legal, continua aplicável a Súmula 61 do STJ (elaborada ainda sob o antigo Código Civil), a qual estabelece que “o seguro de vida cobre o suicídio não premeditado”.
Para Nancy Andrighi, o objetivo do artigo 798 foi impedir a ocorrência de fraudes e ao mesmo tempo “evitar infindáveis discussões judiciais a respeito da premeditação do suicídio do segurado, geralmente ocorrido anos após a celebração do contrato”.
“À luz desse novo dispositivo legal”, disse a relatora, “ultrapassado o prazo de dois anos, presumir-se-á que o suicídio não foi premeditado, mas o contrário não ocorre: se o ato foi cometido antes desse período, haverá a necessidade de prova da premeditação”. Ela observou que, até a reforma do Código Civil, havia uma posição praticamente unânime da jurisprudência, no sentido de que a seguradora somente se eximiria do pagamento do seguro se comprovasse a premeditação do suicida – como ficou expresso na Súmula 61.

ARTIGO: Estado do estrangeiro liberto precisa de regularização



O Brasil já há alguns anos tem sido visto como um principal ponto do eixo internacional do tráfico de drogas. No dia 4 de maio, a Polícia Federal deflagrou a Operação Niva, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa internacional ligada ao tráfico de drogas, instalada e estruturada no país, e formada em sua maioria por cidadãos sérvios.
Chama a atenção e à discussão o caso de um dos presos na aludida operação, um cidadão estrangeiro que se encontrava em cumprimento de pena no país, solto em virtude de progressão ao regime semi-aberto, e que seria parte atuante da organização criminosa, porém, sem indicação de família ou residência que justificasse a sua permanência no país.
Ressalte-se que milhares são os casos em que estrangeiros são liberados pelo Poder Judiciário brasileiro, sejam em livramento condicional ou regime semi-aberto, casos em que tais estrangeiros possuem em seu desfavor a Portaria Ministerial de Expulsão, emitida e publicada no Diário Oficial da União pelo ministro da Justiça, e que em sua grande maioria não possuem família, residência fixa ou possibilidade de conseguir emprego em condições dignas, já que não possuem permissão de trabalho ou de permanência regular no país, mas aqui devem permanecer por determinação judicial, até o cumprimento final de sua pena corporal imposta.
Tal situação atrai muitas vezes o estrangeiro ao retorno à marginalidade, ainda que por inexigibilidade de conduta diversa, já que soltos do sistema carcerário, a grande maioria ali foi inserida quando tinha ainda poucos dias no país, presa como “mula” do tráfico internacional de drogas, e aqui nada conhece, não tem onde morar, e sequer tem condições de conseguir alimentos para a sua subsistência no país, e soltos, são alvos fáceis de criminosos que os utilizam em novas empreitadas.
Não há de se desconsiderar aqui o importante papel de ONGs que atuam no sentido de ajudar tais estrangeiros, ao menos quanto à parcela feminina dos estrangeiros soltos em benefício na Execução, mas sabe-se que isso se dá por um período de tempo curto, já que muitas são as necessitadas nessas condições. Já na parcela masculina, tal situação não é atendida, e os recém liberados do sistema fechado, com pena a cumprir, devem prover sua própria subsistência, e permanecer no país, onde também muitas vezes por necessidade aderem ao trabalho informal, em condições não muito dignas, sem procurar a proteção das leis trabalhistas brasileiras, talvez por desconhecimento de sua condição universal de ser humano.
Veja-se que em muitos casos, os próprios estrangeiros (as) soltos do sistema prisional, mas em cumprimento final de pena, comparecem na sede da Polícia Federal em São Paulo e em outros estados, e imploram para serem expulsos para seu país de origem, pois não tem as mínimas condições de aqui permanecerem ante as situações acima expostas, e em alguns casos suas famílias no exterior até se oferecem para pagar suas passagens de retorno, mas a recusa é de praxe ante à negativa do Poder Judiciário neste sentido.
E não há que se falar aqui no instituto da transferência de presos, já que ali se exige a existência formal de acordo bilateral entre países, além de requisitos questionáveis, onde por exemplo, os requerentes devem desistir de suas apelações, já que não deve existir processo em curso para o deferimento da transferência pelo Ministério da Justiça, questão esta presente na grande maioria dos tratados de transferência de presos firmados pelo Brasil.
Alguma aproximação aos juízes da Execução em São Paulo já foi feita, por um grupo formado por Delegados Federais, advogados, representantes de ONGs, defensores públicos da União e dos estados, no sentido de se solicitar a expulsão daqueles estrangeiros que se encontravam em cumprimento final de pena, e como tal fora do sistema carcerário, e que tivessem em seu desfavor a publicação da Portaria Ministerial de Expulsão, mas segundo explicam alguns, principalmente na execução feminina onde a recusa é a regra, ouvido os representantes do Ministério Público, há a determinante idéia de que tal situação geraria um sentimento de impunidade no país.
E aqui se questiona: Qual é a impunidade aplicada a um cidadão estrangeiro que solto em benefício em execução, após permanecer recluso no sistema carcerário brasileiro, um dos piores do mundo, diga-se de passagem, restando apenas alguns meses para cumprimento final de pena, é expulso do país para aqui nunca mais regressar (artigo 338 do CP)?
E aliás, olhando-se por este lado, há que se analisar o sentido, ou a finalidade última da pena. Na visão clássica da finalidade da pena defendida por Cesare Beccaria, entre outros, na primeira metade do século XIX, a pena era um mal imposto ao indivíduo, que mereceria um castigo em vista de uma falta, considerada crime, involuntária ou conscientemente cometida. Desta forma punia-se o agente porque cometeu o crime. Da união da visão Clássica, Positiva, e outras posteriores, surge a Teoria Mista ou unificadora, adotada pelo Brasil (artigo 59 do CP) que unifica dois conceitos: a pena retributiva e ressocializadora (finalidade preventiva especial positiva). Assim a pena deve ter a finalidade preventiva e retributiva, com ênfase na ressocialização do indivíduo.
E aí novamente se questiona: Afinal, qual é o melhor lugar para o processo de ressocialização do estrangeiro solto em benefício em execução do que seu país de origem, onde ele entende o idioma, tem permissão para o trabalho, residência, e vive com seus entes queridos? Será que mantendo o estrangeiro no Brasil, nas condições anteriormente expostas, apenas por receio do sentimento da impunidade, é o mais adequado? Qual é o bem jurídico protegido que neste caso deve prevalecer, afinal deve a pena também ser reintegradora dos valores fundamentais da pessoa humana e da vida coletiva?
Ressalte-se que o artigo 67 da Lei 6.815/80, alterada pela Lei 6.964/81, traz o enunciado de que “Desde que conveniente ao interesse nacional, a expulsão do estrangeiro poderá efetivar-se, ainda que haja processo ou tenha ocorrido condenação”, mas há que se lembrar que a lei em questão foi elaborada ainda no regime anterior, e que hodiernamente prevalece o princípio democrático de respeito às decisões emanadas pelos demais poderes, razão pela qual não deve o Executivo, embora possa, se conveniente ao interesse nacional, expulsar o estrangeiro do país sem a liberação pelo poder Judiciário.
A expulsão é por assim dizer um modo coativo de se retirar um estrangeiro do Estado onde ele de qualquer forma, atenta contra a segurança nacional, a ordem política e social, a tranqüilidade, a moralidade pública e a economia popular e se fundamenta na necessidade de defesa e conservação da ordem interna, ou na defesa das relações internacionais do Estado interessado. E de acordo com o artigo 66 da Lei 6.815/80, alterada pela Lei 6.964/81, cabe exclusivamente ao Presidente da República decidir quanto à conveniência e oportunidade da Expulsão ou sua revogação, e nos termos do artigo 22, XV da Constituição Federal de 1988, compete à União privativamente legislar sobre a Expulsão.

DIREITO: Ceará é condenado por morte de detento em presídio

Da CONJUR


O estado do Ceará terá que indenizar em R$ 30 mil os familiares de um detento assassinado na Cadeia Pública de Crateús, que fica a 337 km de Fortaleza, em julho de 2002. Cabe recurso. A decisão é do juiz Joaquim Vieira Cavalcante Neto, da 4ª Vara da Fazenda Pública. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A mulher do detento, que foi morto por um companheiro de cela, na época grávida, entrou com ação de indenização por danos morais e materiais contra o estado. Esse último, em sua defesa, alegou não ser o responsável pelo ocorrido, já que o crime foi cometido por terceiro. Disse ainda que "cumpriu com o dever de retirar das ruas um indivíduo que ameaçava a paz social".
O juiz não acatou o argumento e entendeu que o detento estava sob custódia do Poder Público. "Restou comprovado que o preso veio a sofrer ação criminosa nas dependências da Cadeia Pública de Crateús, o que significa não ter o Estado cumprido com o seu dever de vigilância e guarda", afirmou.
A filha do detento vai receber pensão alimentícia no valor de dois terços do salário mínimo, a contar da data da morte do pai até o dia em que ele completaria 65 anos de idade.

ECONOMIA: Crescem sinais de que lua de mel entre Brasil e China acabou, diz "FT"

Da FOLHA.COM

DA BBC BRASIL


Brasil e China vêm fortalecendo cada vez mais seus laços econômicos, mas crescem os sinais de problemas e desafios na relação, segundo afirma reportagem especial publicada nesta segunda-feira pelo diário econômico britânico "Financial Times".
"Longe de ser uma passagem tranquila, é uma relação que será fragilizada por desafios e incompreensões ao longo do caminho", afirma o texto, que abre um caderno especial sobre a relação entre os dois países publicado pelo jornal.
"Seria difícil encontrar dois grandes países no mundo moderno que são menos familiares um com o outro do que a China e o Brasil ou que são mais diferentes socialmente, politicamente e culturalmente", diz.
Segundo o jornal, há sinais crescentes de tensão no relacionamento, principalmente pelo lado brasileiro.
"Enquanto o Brasil recebe bem a demanda da China por suas commodities, se enraivece com o fluxo de importados manufaturados baratos da China, que diz estarem prejudicando a indústria brasileira", afirma o texto.
O "Financial Times" comenta ainda que o Brasil acusa a China de fechar seu mercado para importados do Brasil e de manter sua moeda artificialmente barata para tornar suas exportações mais competitivas.
"A velocidade com que essa relação se desenvolveu significa que os principais pontos explosivos em potencial só começam a aparecer agora", diz o jornal.
LUA DE MEL NO FIM
A reportagem comenta que os laços entre os dois países foram intensificados durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dando a ele o impulso econômico que o ajudou a se reeleger em 2006 e a eleger Dilma Rousseff em 2010.
Apesar disso, o jornal afirma que "hoje, há sinais crescentes de que a lua de mel está chegando ao fim" e relaciona as críticas dos industriais brasileiros, que reclamam da ameaça de desindustrialização do país por conta do crescimento das importações de manufaturados chineses.
A reportagem comenta que, apesar de o Brasil ter ainda um superávit no comércio com a China, quando são considerados apenas os produtos industrializados há um déficit que cresceu de US$ 600 milhões para US$ 23,5 bilhões nos últimos sete anos.
Apesar dos problemas, o jornal observa que muitos analistas dizem que "ainda é cedo para o Brasil apertar o botão de pânico em seu relacionamento com a China".
"Apesar de o comércio entre os dois ter crescido rapidamente, isso aconteceu sobre uma base mínima. Hoje, ele representa 15% do comércio internacional do Brasil", observa a reportagem.

MUNDO: Tornado deixa ao menos 24 mortos no Estado americano do Missouri

Da FOLHA.COM
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


Um devastador tornado atingiu no domingo a cidade americana de Joplin, no Estado do Missouri, deixando ao menos 24 pessoas mortas e um número indeterminado de feridos.
Ryan Nicholls, do departamento de emergências do Condado de Springfield-Greene, confirmou a morte das 24 pessoas, segundo informações do jornal local The Springfield News-Leader.
As autoridades locais reconheceram no final do dia que não dispunham de um balanço exato dos danos causados pela tempestade em Joplin, embora tenham assegurado que a devastação é similar à sofrida pela localidade de Tuscaloosa, no Alabama, no mês passado, onde morreram 30 pessoas.
O jornal local da cidade, que conta com cerca de 50 mil habitantes, "Joplin Globe", narra em seu site o aspecto desolador que o tornado deixou, com as ruas praticamente impraticáveis por causa da queda de árvores e de postes da luz.
Os veículos de emergência trabalham por toda a cidade para ajudar as pessoas presas e recolhem os cidadãos feridos a fim de levá-los para os hospitais mais próximos.
Muitos dos prédios públicos da cidade ficaram gravemente danificados, especialmente dois colégios de ensino fundamental e médio, assim como o hospital regional St. John, que ficou praticamente destruído.
Testemunhas asseguraram à imprensa que o hospital foi golpeado diretamente, não parcialmente, pelo tornado, e várias de suas alas sofreram incêndios.
Um caçador de tornados, Steve Polley, disse à "CNN" que a situação de Joplin era irreconhecível, e que tinha acontecido uma "completa devastação".
O tornado que se abateu sobre Joplin faz parte de uma cadeia de tempestades que atravessou neste domingo alguns estados do meio oeste dos Estados Unidos, como Wisconsin, Minnesota e Missouri.
Em Minneapolis, os tornados provocaram o fechamento de estradas e rodovias devido à queda de árvores e fios elétricos, além de ter provocado escapamentos de gás e destruições de casas.
As autoridades advertiram que os tornados continuarão nas regiões próximas do meio oeste do país, e recomendaram à população buscar abrigo.
Com France Presse e Efe

CIDADE: Buscas por desaparecidos em lago de Brasília são retomadas nesta manhã

Do UOL Notícias*

As buscas pelos oito desaparecidos no Lago Paranoá, em Brasília, foram suspensas na madrugada desta segunda-feira (23), mas, segundo os bombeiros, o trabalho de resgate já foi retomado nesta manhã, por volta das 7h.
O barco virou na noite de domingo e um bebê de seis meses morreu. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros havia informado que 104 pessoas estavam a bordo da embarcação - 92 passageiros e 12 tripulantes. No início da madrugada, no entanto, a corporação voltou atrás e disse que ainda não se sabe a quantidade exata de pessoas no barco.
A polícia e os bombeiros informaram que depoimentos colhidos com os primeiros passageiros resgatados apontavam para a possibilidade de o acidente ter sido provocado por uma lancha - que passava pela mesma área do lago ou que fazia uma espécie de escolta da embarcação.
O barco percorria o lago enquanto acontecia uma festa, programação comum nos finais de semana em Brasília. A embarcação saiu de um clube por volta das 19h30. Familiares das pessoas que estavam no barco e os serviços de socorro usaram as instalações da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade) como base de apoio para trabalhar e coletar informações sobre seus parentes.
Poucos coletes
O passageiro Ismael Mousinho queixou-se da falta de coletes para todos os passageiros e disse que o resgate foi facilitado pelo fato de o barco ter "embicado" em uma região do lago com pouca profundidade. "Uma parte do barco ficou de fora". Ele disse que sentiu quando uma lancha bateu na embarcação.
Os passageiros resgatados reclamaram que a maioria dos coletes salva-vidas estava no segundo andar do barco. A maioria das pessoas dançava no momento em que o barco começou a afundar. O comandante da embarcação, Airton Carvalho da Silva, tem 28 anos e foi levado para prestar depoimento no 10º DP.
*Com informações da Folha.com e da Agência Estado

domingo, 22 de maio de 2011

ARTIGO: Quem comprou Palocci?

Da FOLHA DE SÃO PAULO
Por Clóvis Rossi


Tratemos as coisas pelos nomes próprios: o caso Palocci é uma operação de compra e venda. Ponto. O próprio ministro confessa o lado “venda”, ao dizer na nota divulgada por sua assessoria que a experiência (“única”) no Ministério da Fazenda lhe acrescentara “valor de mercado”.
São mais que justas e necessárias as cobranças para que preste os esclarecimentos devidos. Mais justa – e mais importante – foi a cobrança de Fernando Rodrigues de que a presidente Dilma Rousseff apresente projeto para eliminar o que Fernando chama elegantemente de “vácuo institucional”, mas que é esculhambação pura e simples.
Refere-se ao duplo emprego de parlamentares, em especial dos que se dedicam ao negócio de compra e venda (consultorias). Resta apenas apontar o dedo para quem “comprou” Palocci, o que a leitora Cléa M. Corrêa fez à perfeição no “Painel do Leitor” de ontem: “O importante não é saber quanto Palocci enriqueceu com sua empresa de consultoria, mas saber quanto as empresas, seus clientes, enriqueceram com negócios ligados ao governo”.
Bingo. Repito o que escrevi quinta-feira: trata-se evidentemente de um caso clássico de tráfico de influência. Palocci pode até não tê-lo praticado, mas que as empresas queriam usar os contatos dele no governo para obter facilidades e/ou negócios, só o mais tolo dos tolos pode duvidar.
Então, se é justo cobrar de Palocci que explique a quem se vendeu (ou vendeu seus serviços), é igualmente justo cobrar dos compradores que venham a público dizer a razão pela qual o compraram.
Seria um exercício prático de “responsabilidade social”, expressão que enche páginas e páginas de relatórios anuais em papel finíssimo. Ou os compradores da consultoria nem fingem ter “responsabilidade social”?

RELIGIÃO: Igreja Católica beatifica a 'bem-aventurada Dulce dos pobres'


Da FOLHA.COM

A imagem da religiosa baiana Irmã Dulce (1914-1992) foi revelada pela primeira vez como beata às 18h deste domingo, na missa de beatificação realizada em no Parque de Exposições de Salvador.
A "bem-aventurada Dulce dos Pobres" foi recebida por dezenas de milhares de fiéis, que acenaram para a imagem com lenços brancos com a imagem da nova beata.
O rito de beatificação durou exatos 20 minutos. Primeiramente, foi feito o pedido oficial de beatificação pelo Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger. Um dos religiosos presentes leu então a biografia de Irmã Dulce, nascida Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, em 26 de maio de 1914.
Cerca de 15 minutos depois, o cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, representante do papa Bento 16 e presidente da cerimônia, leu, em latim e em português, a carta apostólica assinada pelo pontífice, oficializando a beatificação da religiosa.
O momento final do rito de beatificação ocorreu às 18h, com o descerramento da imagem de Irmã Dulce pela primeira vez como "bem-aventurada Dulce dos pobres".
O papa Bento 16 fixou a data de 13 de agosto como o dia de celebração da beata.
MISSA
A celebração teve início às 17h com a presença de dezenas de milhares de fiéis. A presidente Dilma Rousseff acompanha a cerimônia, junto com os governadores da Bahia Jaques Wagner e de Sâo Paulo, Geraldo Alckmin, além do ex-governador paulista, José Serra, o presidente do Senado, José Sarney, prefeitos da Bahia e autoridades religiosas.
Após o rito de beatificação, a sergipana Cláudia Cristiane dos Santos Araújo, agraciada com um milagre atribuído pela Igreja Católica à religiosa, subiu ao altar, onde também foram exibidos objetos pertencentes à nova beata, agora considerados relíquias.

MEIO AMBIENTE: Barulho de explosão precedeu vazamento de gás em Alagoas, dizem moradores; crianças passam mal

Do UOL Notícias

Em Maceió, Aliny Gama e Carlos Madeiro

Uma grande explosão resultou no vazamento de gás tóxico da empresa petroquímica Braskem, que atingiu centenas de pessoas na região sul de Maceió na noite deste sábado (21). A informação é de moradores dos bairros do Trapiche da Barra e do Pontal da Barra ouvidos pelo UOL Notícias, que ficaram intoxicados com a nuvem de cloro que vazou da sede da empresa. A Braskem negou a existência de uma explosão e disse que ocorreu um “estampido” causado pelo rompimento da tubulação.
Passado o susto e a noite mal dormida, muitos moradores --em especial crianças-- ainda se queixavam de problemas de saúde neste domingo (22). Vômito, falta de ar e tonturas são sintomas comuns entre a população. Com os problemas persistentes, alguns moradores voltaram a procurar o serviço médico na manhã deste domingo.
Os moradores relataram que a chegada da nuvem de fumaça gerou pânico e correria. “Foi uma explosão grande, tremeu tudo. Estão dizendo que não houve explosão, é mentira. Todos aqui ouviram. E a sirene só tocou 20 minutos após a explosão”, afirmou Genivaldo Souza, 64, que mora no Trapiche desde a inauguração da então Salgema, nos anos 70. “Já houve vazamentos, pânico, mas nunca foi como esse”, afirmou.
Morador do sítio Recreio, Valmir Pereira, 39, estava próximo à Braskem alimentando o seu cavalo quando ouviu um barulho forte. “Saí correndo na hora e, ao chegar aqui em casa, percebi a nuvem de fumaça”, disse. “Meu cavalo Paixão está sem comer desde ontem, passando mal. Se ele morrer, vão ter que me pagar, pois ele é meu companheiro de trabalho”, disse.
Muitos também reclamam que o atendimento foi demorado, eles tiveram que socorrer a si mesmos, com muitas crianças vomitando e pelo menos dois adultos desacordados. “A Braskem ainda não veio nos procurar, tá todo mundo revoltado. Fomos nós mesmos que corremos, porque se fôssemos esperar bombeiros, Samu, morreríamos”, afirmou Diogo do Santos, 21, que mora no local desde que nasceu e não se lembra de vazamento semelhante na maior empresa do Estado.
Crianças voltam a passar mal
Mãe de uma criança de sete anos com síndrome de Down, Joelma Silva Oliveira, 28, teve que levar a criança de volta ao HGE (Hospital Geral do Estado) neste domingo. “Ela estava muito cansada, se apresentava depressiva com o que aconteceu. Passaram remédio ontem, mas ela não melhorou”, afirmou a mãe, no momento em que voltava à comunidade após atendimento.
Já Flaviana de Lima Silva, 11, também apresentava problemas de saúde neste domingo, mas não precisou ser internada. “Ela vomitou muito ontem, fomos para o HGE, onde ela recebeu remédio, mas hoje ainda está sentido cansada”, disse Jaqueline da Silva, 26, mãe da criança.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 152 atendimentos foram registrados, 130 no HGE e 22 na clínica infantil Dayse Brêda. Apenas um paciente estava em estado grave, mas segundo o HGE, ele já apresentava problemas de saúde anteriormente ao incidente e não haveria relação direta com o vazamento.
Moradores querem transferência
Os moradores do sítio Recreio, área mais afetada pelo vazamento, prometem se organizar e realizar protestos cobrando a remoção da comunidade da área, considerada por eles de risco, já que esse é o segundo grande vazamento ocorrido em 20 anos.
Andréia Silva, 30, assegura que nunca foram procurados pelo poder público para uma possível transferência de local. “Foi um susto muito grande, um desespero. A gente mora aqui porque não tem dinheiro para viver em outro lugar, mas todo mundo sempre teve medo. E agora, com essa explosão, é que a gente não dorme mais direito”, disse.
Maior vazamento da história
Segundo o gerente de Relações Institucionais da Braskem, Milton Pradines, não há ainda explicação para as causas do rompimento da tubulação e vazamento de gás de cloro, mas esse incidente é o que atingiu o maior número de pessoas desde a fundação da empresa, há 35 anos. “Não podemos precisar o volume de gás que escapou da tubulação. Estamos avaliando esses números, mas nunca houve um número tão grande de pessoas afetadas. Tudo está sendo apurado”, afirmou.
O gerente confirmou a existência de um barulho intenso, mas negou a existência de uma explosão. “Foi um estampido. O que a população ouviu foi o barulho da tubulação quando rompeu. Não houve fogo, por isso não foi uma explosão”, disse.
Pradines informou que a empresa já procurou os líderes comunitários das regiões atingidas para prestar assistência, mas confirmou que as vítimas ainda não foram visitadas. “Amanhã [segunda-feira, 24] o departamento de recursos humanos estará com as listas das pessoas que deram entrada no HGE. A partir daí, faremos a visita a todos os afetados. A princípio, não há necessidade de essas pessoas se mudarem do local, não há riscos. Nosso sistema é automatizado”, afirmou.
IMA também investiga

As causas do vazamento de gás tóxico também estão sendo investigadas pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Alagoas). O órgão aguarda um relatório da Braskem detalhando o acidente, para anexar ao processo administrativo que foi aberto contra a petroquímica.
A Braskem será multada pelo vazamento, segundo informou o diretor técnico do IMA, Ricardo Cesar Barros."Vamos avaliar o grau de danos ocorridos à população e ao meio-ambiente para estipularmos a multa. O valor vai ser de acordo com os danos causados, mas garanto que vai ser pesado." Nesta segunda-feira, o IMA vai coletar amostras da água da lagoa Mundaú, que fica às margens da empresa, para saber se a área também foi atingida.
Ele explicou que os ventos fracos contribuíram para que a nuvem tóxica dissipada no ar ficasse por muito tempo nas redondezas da Braskem afetando parte da comunidade vizinha à empresa. "Muita gente estava se divertindo na praça Pingo d'Água, que é um dos programas de sábado à noite, daquela comunidade, quando o gás de cloro foi tomando conta do ar. O gás se dissipou no ar com rapidez e os ventos fracos demoraram a deslocá-lo para um local não habitado", afirmou.
Em nota divulgada no início da tarde deste domingo (22), a Braskem informou que um funcionário da empresa sentiu-se mal durante a madrugada, por conta do vazamento de cloro, e está internado em um hospital de Maceió. O nome e o estado de saúde dele não foram revelados. "A Braskem está adotando todas as medidas necessárias para a plena recuperação do integrante", diz a nota.

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