Do UOL
Janaina Garcia
Incêndio em boate de Santa Maria (RS)
O juiz da 1ª Vara Criminal de Santa Maria (301 km de Porto Alegre), Ulysses Fonseca Louzada, negou o relaxamento das prisões de três dos quatro presos investigados pelo incêndio que matou 238 pessoas e deixou outras mais de cem feridas na boate Kiss. A tragédia ocorreu na madrugada do último dia 27.
A decisão do magistrado foi encaminhada nesta quarta-feira (6) ao cartório, segundo a secretaria da 1ª Vara Criminal. A decisão já é a segunda proferida pela justiça de Santa Maria, desde a ordem pelas prisões, no último dia 28, contrária à soltura dos investigados.
Os pedidos de relaxamento citados na decisão de hoje haviam sido ingressados pelas defesas de Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da boate, e Luciano Bonilha Leão, produtor da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no dia da tragédia. Os três, mais o vocalista da banda, Marcelo dos Santos, estão presos no presídio estadual de Santa Maria.
O único dos investigados a não ter solicitado ainda pedido de relaxamento da prisão foi o vocalista. "Ainda analisamos o inquérito para ver os requisitos que devem ser preenchidos e que subsidiem o pedido de liberdade", justificou o advogado do músico, Omar Obregon. "Mas sabemos que será uma investigação longa que dificilmente acabará dentro do prazo de 30 dias", acrescentou.
MP pediu manutenção das prisões
Requeridas pela Polícia Civil, as prisões tiveram parecer do Ministério Público contrário à liberação dos investigados.
Em entrevista ao UOL nessa terça-feira (5), o promotor criminal que acompanha o caso, Joel Dutra, havia dito que as prisões precisavam ser mantidas porque "nada mudou, nos últimos dias, que justificasse a liberdade dos presos".
Em pareceres anteriores, o MP elencara a possibilidade de fuga dos presos, o risco de manipulação de provas e testemunhas e a reinquirição dos investigados como argumentos para manutenção das temporárias.

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