quinta-feira, 10 de julho de 2014

COPA NO BRASIL: Empresa sócia da Fifa acusa polícia do Rio de realizar prisão ilegal

Do ESTADAO.COM.BR
JAMIL CHADE E TIAGO ROGERO - ENVIADOS ESPECIAIS AO RIO DE JANEIRO - O ESTADO DE S. PAULO

Suspeito entregou credencial para a Fifa nesta quarta-feira; segundo empresa, ingressos da Match jamais foram vendidos para cambistas
A Match, empresa sócia da Fifa, acusa a polícia do Rio de ter feito uma prisão "arbitrária e ilegal" de Ray Whelan, executivo acusado de estar envolvido na quadrilha de cambistas da Copa do Mundo. Segundo a companhia, os ingressos negociados entre Lamine Fofana - chefe dos cambistas preso há uma semana - e Whelan jamais foram vendidos.
Ontem, escutas telefônicas entre Whelan e Fofana apresentadas à imprensa revelavam como o cambista e o executivo negociavam pacotes de ingressos durante a Copa.
A empresa confirma que Whelan falou pelo telefone com Fofana. Mas insiste que "não houve crime". Segundo a companhia, os ingressos solicitados por Fofana foram oferecidos por Whelan por seu preço de tabela, de US$ 24,7 mil.
Os ingressos teriam sido uma sobra de um pacote que havia sido comprado em 2013 ainda por uma rede hoteleira no Rio. Naquele momento, o hotel solicitava 42 ingressos. Mas informou em maio de 2014 que reduziria seu pedido. Para não ficar com os ingressos na mão, no valor de US$ 594 mil, a empresa explica que optou por revender a sobra pelo preço oficial.
Apesar de a Fifa dizer que Whelan não lidava com ingressos, o comunicado da Match aponta que o suspeito negociou os ingressos na capacidade de "consultor da Match".
Mas garante que os ingressos jamais foram vendidos. "Whelan não sabia que a Match havia bloqueado a venda para Fofana", justificou a empresa. A empresa de Fofana havia sido impedido de comprar ingressos, segundo a Match, depois que ficou provado que a companhia estava agindo no mercado negro. "As vendas jamais ocorreram", garantiu a Match.
Whelan foi solto mediante pagamento de fiança
Ilegal - Para a companhia, a divulgação das escutas telefônicas é ilegal e a polícia está tirando conclusões "sem fazer investigações e sem entender minimamente" como funciona a venda de pacotes. Em um comunicado emitido hoje, a Match acusa a polícia de "selecionar" o que vaza para a imprensa e está interpretando o que Whelan afirma. 
A empresa confirma, como o Estado havia antecipado, que Whelan vai entregar "de forma voluntária" sua credencial para a Copa do Mundo. "Whelan quer reafirmar seu compromisso em proteger os interesses da Match e da Copa". Mas ele garante que não cometeu qualquer crime e está certo de que será absolvido.
A Match ainda acusa a polícia de não divulgar quais ingressos foram apreendidos. Mas a empresa estima que os ingressos sejam antigos ou dos diretores da Match.

ECONOMIA: Governo publica MP com bondades para setor produtivo e mercado de capitais

De OGLOBO.COM.BR
POR MARTHA BECK

Medida Provisória regulamenta incentivos anunciados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega
BRASÍLIA - O governo publicou nesta quinta-feira no Diário Oficial da União a tão esperada medida provisória (MP) com bondades para o setor produtivo. A MP 651 tem 51 artigos e traz uma série de incentivos para a indústria que já haviam sido anunciados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas não regulamentados. O texto também inclui novas regras tributárias para o desenvolvimento do mercado de capitais.
Entre as bondades está, por exemplo, a recriação do Reintegra, programa que dá aos exportadores um crédito de PIS/Cofins decorrente das vendas de produtos manufaturados feitas fora do Brasil. Segundo o texto, o crédito poderá variar entre 0,1% e 3%, mas o governo já adiantou que o percentual deste ano será de 0,3%.
O texto também reabre com condições mais favoráveis o parcelamento especial de dívidas tributárias, conhecido como novo Refis, que já havia sido aprovado este ano pelo Congresso. De acordo com a medida provisória, quem aderir ao parcelamento vai pagar uma entrada que varia de acordo com o valor da dívida.
Para dívidas de até R$ 1 milhão, por exemplo, a entrada será de 5%. Para dívidas maiores, haverá um escalonamento de 10% (para dívidas entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões), 15% (entre 10 milhões e R$ 20 milhões) ou 20% (acima de R$ 20 milhões). A adesão ao programa fica aberta até 25 de agosto e podem ser parcelados débitos vencidos até dezembro de 2013.
Entre os incentivos para o mercado de capitais previsto na MP 651 está, por exemplo, a isenção de Imposto de Renda sobre ganhos de capital na alienação de ações de pequenas e médias empresas. O benefício vale para ações de companhias com valor de mercado inferior a R$ 700 milhões ou que possuíam receita bruta inferior a R$ 500 milhões no ano anterior ao IPO (primeira oferta de ações em bolsa). A isenção vale até 2023.
O texto também prorroga até 2020 a isenção de IR para debêntures de infraestrutura. E ainda inclui nos projetos de infraestrutura as áreas de educação, saúde, hídricos, de irrigação e ambiental. O benefício vale para projetos com o prazo médio de 4 anos.

ECONOMIA: Indústria cai em metade das regiões pesquisadas em maio, diz IBGE

Da FOLHA.COM
PEDRO SOARES, DO RIO

A indústria nas diversas regiões do país em maio repetiu o mesmo ritmo fraco de atividade em nível nacional diante de um consumo retraído, juros maiores, crédito restrito e maior concorrência de importados.
Diante desse cenário, sete das 14 áreas pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda no mês.
O tombo ocorreu em importantes polos industriais. Dentre eles, os destaques ficaram com Amazonas, com recuo de 9,7%, Bahia (-6,8%) e região Nordeste (-4,5%).
Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (10).
Também tiveram retração de abril para maio Rio de Janeiro (-1,6%), Espírito Santo (-1,4%) e Rio Grande do Sul (-1%) –em todos os casos, acima da média nacional (-0,6%).
Pernambuco (-0,2%) mostrou queda mais moderada.
No Rio, o destaque negativo foi a menor produção de combustíveis.
No Amazonas, o recuou foi determinado pela forte queda da produção de TVs e itens de informática –já numa efeito de "ressaca" da Copa, uma vez que consumo mostra sinais de desaceleração.
ALTAS
Por outro lado, Pará (4,2%), puxado pela maior produção de minério de ferro da Vale, e Goiás (2,1%) assinalaram as maiores expansões em maio e avançaram pelo quarto mês seguido.
Ceará (1,2%), Paraná (1,1%), São Paulo (1%), Minas Gerais (0,5%) e Santa Catarina (0,3%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas de abril para maio.
Na média geral, a indústria caiu 0,6% em maio frente a abril. Foi o terceiro mês consecutivo de retração.
No ano, o setor acumula uma perda de 1,6%. Analistas esperam que a produção neste ano recue entre 0,8% e 1% –estimativa pior do que o projetado inicialmente, quando especialistas ainda esperavam, ao começo do ano, uma ligeira recuperação do setor.
Um dos setores mais afetados é o de veículos, cuja produção declina mesmo com o incentivo do IPI reduzido.
VEJA O DESEMPENHO POR REGIÃO PESQUISADA (em %)
REGIÃOMAI.14/ABR.14MAI.14/MAI.13NO ANOEM 12 MESES
Amazonas-9,7-5,84,56,1
Pará4,236,3188,8
Região Nordeste-4,5-2,11,62,2
Ceará1,21,107
Pernambuco-0,21,75,72,8
Bahia-6,8-6,6-2,81,7
Minas Gerais0,5-4,10,2-0,7
Espírito Santo-1,40,3-3,3-3,8
Rio de Janeiro-1,6-7,9-4,3-2,3
São Paulo1-3,6-4,7-0,7
Paraná1,1-3,7-1,71,9
Santa Catarina0,300,11,6
Rio Grande do Sul-1-7,8-2,53,9
Mato Grosso-0,92,24,6
Goiás2,14,20,23,3
BRASIL-0,6-3,2-1,60,2

DIREITO: STF - Cassadas decisões do TCM-CE que julgaram irregulares contas de ex-prefeitos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes julgou procedentes as Reclamações (RCLs) 10456 e 10551 e cassou decisões do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (TCM-CE) que julgaram irregulares contas de Eugenio Rabelo e Antônio Roque de Araújo, quando ambos exerceram mandato de prefeito, respectivamente, dos munícipios cearenses de Ibicuitinga e Antonina do Norte.
Ao confirmar liminares concedidas anteriormente, o ministro Gilmar Mendes ressaltou que o STF reconhece a clara distinção entre a competência para apreciar e emitir parecer prévio sobre as contas prestadas anualmente pelo chefe do Poder Executivo (do tribunal de contas) e a competência para julgar essas contas, que fica a cargo do Poder Legislativo.
De acordo com o ministro, diante dos parâmetros fixados pela jurisprudência do STF, está claro que os acórdãos do TCM-CE impugnados nas duas reclamações desrespeitaram decisão da Corte nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 849, 1779 e 3715.
Nelas, o Supremo decidiu que, em analogia ao que dispõe a Constituição Federal em seu artigo 71, inciso I, sobre a apreciação das contas do chefe do Poder Executivo Federal, cabe aos tribunais de contas estaduais apenas “apreciar e emitir parecer prévio” sobre as contas prestadas anualmente por chefe do Poder Executivo estadual ou municipal, cabendo ao respectivo Legislativo (Assembleia Legislativa ou Câmara Municipal) a competência para “julgar” essas contas.
Embora as ADIs tenham sido ajuizadas contra normas estaduais que dispunham sobre a competência dos tribunais de contas de Mato Grosso, Pernambuco e Tocantins, respectivamente, o ministro Gilmar Mendes esclareceu que o efetivo parâmetro de controle destas reclamações refere-se ao entendimento consolidado naquelas ações, e sua aplicação prestigia a atual tendência de que a reclamação assuma cada vez mais o papel de ação constitucional voltada à proteção da ordem constitucional como um todo.
“Os vários óbices à aceitação da reclamação em sede de controle concentrado de constitucionalidade, inclusive, já foram superados, estando o Supremo Tribunal Federal em condições de ampliar o uso desse importante e singular instrumento da jurisdição constitucional brasileira. A ordem constitucional necessita de proteção por mecanismos processuais céleres e eficazes”, concluiu o ministro Gilmar Mendes.

DIREITO: STJ - Suspenso mandado de segurança que discute denúncia sobre fraudes no metrô paulista

O ministro Rogerio Schietti Cruz (foto), da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu a tramitação do mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para que fossem recebidas as denúncias contra 30 executivos de 12 empresas que estariam envolvidos na formação de cartel de trens e materiais ferroviários e em diversas fraudes na licitação para o Projeto Linha 5 do metrô de São Paulo, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. 
Com essa decisão, o mérito do mandado de segurança só poderá ser decidido após o julgamento do habeas corpus impetrado no STJ por um dos denunciados, Albert Fernando Blum, então presidente da DaimlerChrysler.
O Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), do MPSP, calcula que o prejuízo causado aos cofres públicos com a celebração de cinco contratos entre os anos de 1999 e 2010 gira em torno de R$ 850 milhões (30% do montante dos contratos).
Extinção da punibilidade
Em 31 de março deste ano, o juízo de primeiro grau reconheceu a prescrição dos delitos e extinguiu a punibilidade dos denunciados, rejeitando a denúncia. O Ministério Público interpôs recurso para que fosse afastada a prescrição, mas, diante do risco de que os crimes viessem mesmo a prescrever em curto prazo, impetrou mandado de segurança em que pediu o imediato recebimento da denúncia.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu parcialmente a liminar no mandado de segurança para receber a denúncia e determinar o prosseguimento da ação penal. Além disso, determinou que os acusados oferecessem resposta à acusação e contrarrazões ao recurso do MPSP. Inconformado, Albert Fernando Blum impetrou habeas corpus no STJ.
Sustentou que não é possível a impetração de mandado de segurança como substitutivo de recurso. Defendeu que a tramitação simultânea da ação penal e do recurso que combate a própria rejeição da denúncia traz uma “incompatibilidade lógico-jurídica”. Por fim, pediu a suspensão da liminar concedida no mandado de segurança e da determinação para oferecimento de resposta na ação penal.
Efeito suspensivo
O relator do habeas corpus, ministro Rogerio Schietti, considerou que o MP fez pedidos idênticos nos dois instrumentos com a intenção de utilizar o mandado de segurança para atribuir efeito suspensivo ao recurso contra o reconhecimento da prescrição. “A jurisprudência desta corte é firme no sentido do não cabimento de mandado de segurança para conferir efeito suspensivo a determinado recurso que não o possui”, afirmou.
Schietti concedeu a liminar em 17 de junho, com o que ficou suspensa a liminar do TJSP no mandado de segurança. Posteriormente, o denunciado pediu que a medida fosse estendida para alcançar o trâmite do próprio mandado de segurança – que aguardava somente a citação dos acusados para ser levado a julgamento. Ele sustentou que o mérito do mandado de segurança poderia ser decidido antes do julgamento do habeas corpus.
“Constatada a possibilidade de julgamento do próprio mandado de segurança, o que tornaria inócua a liminar anteriormente concedida, e diante de mandamus em que se pretende atribuir efeito suspensivo ativo ao recurso em sentido estrito, para determinar o recebimento da denúncia, entendo oportuna a suspensão da tramitação do referido mandado de segurança”, decidiu Schietti.
Esta notícia se refere ao processo: HC 296848

DIREITO: TSE - Coligação Muda Brasil e PSDB apresentam ação contra Dilma por suposta propaganda antecipada em evento


A coligação Muda Brasil e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) apresentaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representação contra a presidente Dilma Rousseff por suposta propaganda eleitoral antecipada em evento de entrega de 5.460 unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, em 3 de julho de 2014. Afirmam os autores da ação que notícia do evento teria sido replicada no site do Palácio do Planalto.
A coligação e o PSDB pedem a aplicação de multa à Dilma de acordo com o parágrafo 3º do artigo 36, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
Pelo artigo 36 da Lei das Eleições, a propaganda eleitoral somente é permitida a partir do dia 6 de julho do ano do pleito. O responsável pela divulgação da propaganda irregular e o seu beneficiário, quando comprovado seu prévio conhecimento da mesma, ficam sujeitos à multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.
O relator da representação é o ministro Admar Gonzaga.
Processo relacionado: RP 77181

DIREITO: TRF1 - Julgamento do crime de divulgação de pornografia infantil é de competência da Justiça Federal

Crédito: Imagem da web
O crime de divulgação de imagens pornográficas, envolvendo crianças e adolescentes, por meio do Orkut, disponibilizando o acesso do material fotográfico a qualquer individuo, dentro e fora do Brasil, atrai a competência do julgamento para a Justiça Federal. Essa foi a decisão da 3.ª Turma do TRF da 1.ª Região.
O caso, envolvendo uma rede de pedofilia, fora encaminhado a uma das varas da Justiça Federal em Goiás. O juiz da causa afirmou que não ficara provada a ocorrência da transnacionalidade e, por essa razão, declinou da competência para a Justiça estadual.
Segundo o relator, desembargador federal Ney Bello, no Brasil, um dos signatários da Convenção da ONU sobre direitos da Criança, a questão foi incorporada ao direito nacional por meio do Decreto Legislativo 28/90 e promulgada pelo Decreto 99.710/90. Este tratado internacional visa combater a prática da pornografia infantil.
Além disso, segundo o artigo 109 da Constituição em vigor, compete aos juízes federais processar e julgar: (...) V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;“.
Em seu voto, disse o magistrado: “O caso em tela trata da divulgação de imagens pornográficas, envolvendo crianças e adolescentes por meio do ORKUT, o que, provavelmente, não se limitou a uma comunicação eletrônica entre pessoas residentes no Brasil, tendo em vista que qualquer indivíduo, em qualquer lugar do mundo, desde que conectado à internet e pertencente ao dito sítio de relacionamento, poderá acessar a página publicada com tais conteúdos pedófilos-pornográficos, verificando-se, portanto, cumprido o requisito da transnacionalidade exigido para atrair a competência da Justiça Federal.”.
Acrescentou ainda que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (CC 29886/SP) e do Supremo Tribunal Federal (HC 86.289-6/GO) são unânimes neste entendimento, da mesma forma que o TRF1 (HC 0023631-71.2001.4.01.0000 / GO).
Desta forma, o relator concluiu pela competência da Justiça Federal, no que foi acompanhado pela Turma, à unanimidade.
Processo 206789020134013500/GO

DIREITO: TRF1 - Turma confirma sentença que condenou ex-servidor por estelionato

Crédito: Imagem da web
A 3.ª Turma do TRF da 1.ª Região confirmou a sentença da 3.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia, que condenou o ex-chefe da agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Porto Velho-RO por fraudar a documentação de um cúmplice para conseguir aposentadoria por tempo de serviço. O Colegiado decidiu ainda diminuir a pena de cinco anos, cinco meses e dez dias de reclusão e 56 dias-multa para quatro anos e oito meses de reclusão e 28 dias-multa.
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com a ação na justiça federal, acusando o funcionário de adulterar a documentação de um trabalhador para ajudá-lo a obter o benefício. A prática foi comprovada por documentos e depoimento de uma testemunha que afirmou ter conhecimento de que o réu teria falsificado cerca de 180 concessões de benefícios.
Segundo a testemunha, o chefe da agência recebia normalmente a documentação das pessoas que pleiteavam aposentadoria, inclusive daquelas que não tinham direito ao benefício, e registrava dados falsos, passando a trabalhar com eles.
No caso em questão, o servidor aumentou o tempo de trabalho do cúmplice, possibilitando-lhe obter a aposentadoria, fato que resultou em dano de mais de 50 mil reais ao erário. O juiz federal condenou o acusado a cinco anos, 5 messes e 10 dias de reclusão e mais 56 dias-multa.
Inconformada, a parte ré apelou ao TRF1, requerendo a diminuição da pena, levando-se em consideração os seus bons antecedentes.
A relatora, desembargadora federal Mônica Sifuentes, entendeu que as provas documentais confirmam as informações prestadas pela testemunha e não deixam dúvidas sobre a veracidade da conduta irregular do réu.
Mesmo demonstrado o crime, a relatora recalculou a pena do réu: “(…) a pena-base merece reforma, pois, quanto à culpabilidade, registre-se que a consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa são inerentes à própria tipificação da conduta do réu, e, portanto, considerá-las em fase de dosimetria da pena seria valorá-las duplamente”, afirmou a magistrada. A pena então ficou estabelecida em quatro anos e oito meses de reclusão e 28 dias-multa.
O voto foi acompanhado à unanimidade pelos demais desembargadores da 3.ª Turma.
Processo n.º 25281220104014100

quarta-feira, 9 de julho de 2014

COMENTÁRIO: O Mineirazo e Dilma

Por Merval Pereira - O Globo
Do blog do NOBLAT

Assim como Dilma não faz gol, nem defende pênalti, também não escala o time. Por isso, nada tem a ver com o vexame protagonizado pela seleção brasileira na tarde de ontem no Mineirão. Mais uma vez, porém, foi xingada por parte da torcida presente ao estádio, em igualdade de condições com Felipão e Fred.
Nada mais equivocado do que essa repetição de comportamento, mas, mais uma vez, a equipe de marketing que assessora a candidata à reeleição errou na dose ao imaginar que a campanha da seleção poderia reverter em seu benefício, que não tem nada a ver com o sucesso do campeonato.
Até mesmo a derrota desmoralizante é mais um ingrediente para tornar esta a Copa das Copas, por razões alheias à atuação do governo. Dentro dos estádios, a Copa pode ser considerada a melhor de todos os tempos, e provavelmente a goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil vai consolidar o recorde de gols marcados nesta edição.
Ficou claro, à medida que a seleção brasileira chegava aos trancos e barrancos à semifinal, que o Palácio do Planalto arvorou-se o responsável pelo sucesso da Copa, e tudo estava sendo preparado para que a presidente Dilma revertesse a situação da abertura, quando, mesmo não discursando por temor das vaias, foi xingada em uníssono no Itaquerão.
Com a seleção se classificando para as semifinais, Dilma confirmou que entregaria a taça ao campeão e classificou as vaias como “ossos do ofício”, na afoita esperança de que, entregando a Copa do Mundo ao capitão brasileiro Thiago Silva, tudo lhe seria perdoado. Fez de tudo para associar sua imagem à da seleção pretensamente vitoriosa, fazendo até o “é tois” do Neymar para exibir-se nas redes sociais.
Mais grave, fez uma ligação direta — mais desastrada do que os passes longos da defesa brasileira para o ataque inexistente — entre o sucesso da Copa e as previsões pessimistas para a economia brasileira este ano.
Como seus críticos supostamente erraram nas previsões catastróficas sobre a realização da Copa do Mundo, Dilma achou-se no direito de dizer que as previsões catastróficas para o crescimento de nossa economia também não se realizarão.
Se a seleção em campo não justificava um otimismo tão grande assim, mas ia seguindo em frente, na economia nada indica que uma previsão otimista tenha base na realidade. Nos últimos 30 dias, vivemos em um país, pelo menos nas 12 capitais que sediam a Copa, que um dia poderá ser, mas ainda não é.
Mesmo o desabamento do viaduto em Belo Horizonte, que sinaliza a decadência de nossas obras públicas e o açodamento com que o PAC da mobilidade está sendo tocado, não provocou grandes reações, pois estávamos todos anestesiados pelo encantamento do futebol.
A fantasia da Copa do Mundo, que fez o país sair de sua realidade para criar uma bolha de felicidade e segurança nos últimos 30 dias, neutralizou por efêmeros momentos as consequências de uma política econômica que produz resultados desastrosos.
Mas eles estão aí, vigendo enquanto a bola rola nos estádios padrão Fifa e, assim como voltariam a ditar a vida dos brasileiros na próxima segunda-feira, na hipótese de uma vitória da seleção brasileira numa final que não acontecerá, retornaram ontem mesmo diante da tragédia do Mineirazo.
A inflação superando o limite máximo aceitável é uma demonstração de que os efeitos perversos da política econômica são inexoráveis mesmo no país do futebol.
Já tivemos a tragédia do Maracanazo, quando perdemos a final da Copa de 1950 para o Uruguai em pleno Maracanã. Tivemos a tragédia do Sarriá, quando a notável seleção de 1982 perdeu para a Itália por 3 a 2 quando dependíamos apenas de um empate. Mas nunca uma seleção perdeu de 7 em uma semifinal, onde os jogos são equilibrados geralmente, nem nunca uma seleção brasileira perdeu de 7.
Nada disso teria a ver com a presidente Dilma se ela não tivesse tentado afoitamente se aproveitar da Copa em benefício de sua candidatura. Tendo feito isso de caso pensado, a tragédia de ontem volta-se também contra ela.

ECONOMIA: País registra entrada de US$ 118 milhões em junho

O ESTADO DE S. PAULO

No acumulado do ano, incluindo os dados parciais de julho, o fluxo cambial está positivo em US$ 2,5 bilhões, contra US$ 8,4 bi no mesmo período de 2013
O fluxo cambial ficou positivo em US$ 118 milhões em junho, informou o Banco Central (BC). As operações financeiras respondem por uma entrada líquida de US$ 1,890 bilhão, diferença entre entradas de US$ 42,543 bilhões e saídas de US$ 40,652 bilhões. 
Até a semana passada, no comércio exterior, o saldo está negativo em US$ 1,772 bilhão, com importações de US$ 18,819 bilhões e exportações de US$ 17,047 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 3,640 bilhões em ACC, US$ 4,048 bilhões em PA e US$ 9,358 bilhões em outras entradas. 
No acumulado do ano até 4 de julho, o fluxo está positivo em US$ 2,539 bilhões, sendo negativo em US$ 456 milhões no financeiro e positivo em US$ 2,995 bilhões no comercial. No mesmo período de 2013, o fluxo total estava positivo em US$ 8,461 bilhões.

MUNDO: Mahmud Abbas denuncia genocídio de Israel em Gaza

Do UOL
Em Ramallah

O presidente palestino, Mahmud Abbas, acusou nesta quarta-feira (9) Israel de estar cometendo um genocídio em Gaza com sua operação militar, que, até o momento, matou 43 palestinos.
"É um genocídio; matar famílias inteiras é um genocídio realizado por Israel contra nosso povo", afirmou Abbas em uma reunião de crise com a direção palestina na cidade de Ramallah, Cisjordânia.
O Exército israelense lançou na noite de terça-feira (8) mais de 160 ataques aéreos na faixa de Gaza, provocando a morte de ao menos seis pessoas.
Morte de jovens reacende conflito Israel-palestinos
9.jul.2014 - Palestino procura por pertences sob os escombros de casa destruída, segundo a polícia, em um ataque aéreo israelense na cidade de Gaza, nesta quarta-feira (9). Pelo menos 23 pessoas foram mortas em toda faixa de Gaza em bombardeios que podem ser apenas o início de uma ofensiva prolongada contra o Hamas, a maior desde 2012, após novos foguetes palestinos atingirem Israel -  Leia mais - Mohammed Salem/Reuters
De acordo com fontes médicas, como o Ministério da Saúde de Gaza, ao menos 43 palestinos morreram e mais de 200 ficaram feridos desde o início da operação "Margem Protetora", iniciada na noite de segunda-feira (7).
O ministro da Defesa, Moshe Ya'alon, anunciou que a investida militar deve crescer nos próximos dias.
"Estamos assassinando terroristas de diferentes categorias, e esta operação prosseguirá e se intensificará. Por nossa parte, esta não será uma batalha curta. Seguiremos batendo duro no [movimento islamita] Hamas e outros grupos terroristas", afirmou o ministro durante a reunião diária com seu alto comando.
A maioria dos mortos é civil -- incluindo crianças. Segundo Asraf el Qadra, porta-voz de Emergências da faixa de Gaza, 11 pessoas morreram nos bombardeios desta quarta-feira (9), entre elas uma idosa de 80 anos e cinco crianças.
"A ocupação israelense vai pagar um preço muito alto por tudo isso", declarou o porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri.
Tensão entre palestinos e israelenses
25.fev.2013 - Palestinos carregam o corpo de Arafat Jaradat até sua casa, antes do funeral, na cidade de Sa"ir, na Cisjordânia. Jaradat estava preso há uma semana, por jogar pedras em carros militares israelenses. Sua morte em uma cadeia de Israel e uma greve de fome de outros quatro prisioneiros aumentaram a tensão na região - Darren Whiteside/Reuters
"Os ocupantes israelenses estão excedendo e trespassando todas as linhas vermelhas ao atacar com seus caças-bombardeiros casas de civis e matando mulheres e crianças", afirmou o porta-voz em entrevista coletiva.
Segundo Peter Lerner, porta-voz militar israelense para meios de comunicação estrangeiros, a aviação de Israel atacou 118 plataformas de lançamento de mísseis das milícias palestinas, "algumas para projéteis de longo alcance", dez túneis e vários supostos armazéns de armamento.
Além disso, foram alcançados seis quartéis do movimento islamita Hamas e dez "posições de comandos terroristas", explicou em comunicado.
Israel já havia informado antes que havia matado em um ataque Abdullah Dyifala, comandante do Hamas identificado como responsável pelo lançamento de foguetes contra alvos israelenses.
Ataques a Israel
Horas antes dos últimos bombardeios israelenses, milicianos palestinos haviam lançado 45 foguetes contra o centro e sul de Israel, três dos quais caíram em Jerusalém e sua área metropolitana, sem causar vítimas.
Nesta quarta-feira (9), dois foguetes palestinos disparados a partir da faixa de Gaza caíram no mar em frente a Haifa, no norte de Israel, informou a rádio militar isralense.
É a primeira vez que foguetes palestinos atingem o grande porto do norte de Israel, a mais de 165 km de Gaza. Os disparos foram reivindicados pouco depois pelo braço militar do Hamas em Gaza.
Morte de jovens
A violência na região se intensificou desde a morte de três jovens israelenses na Cisjordânia no mês passado, seguida do assassinato de um adolescente palestino.
Palestinos usam cápsulas de bombas de gás lacrimogêneo para criar jardim inusitado
Palestina rega flores cultivadas dentro de recipientes coletados ao longo de anos de confrontos com soldados israelenses na região de Ramallah, na Cisjordânia. Como forma de resistência, os palestinos do vilarejo de Bilin reivindicam a não construção da muralha que, quando estiver pronta, irá cercar todo o território da Cisjordânia - Leia mais - Majdi Mohammed/AP
Os jovens Eyal Yifrah,19, e Gilad Shaar e Naftali Fraenkel, 16, foram sequestrados no dia 12 de junho e seus corpos foram encontrados em 30 de junho ao norte de Hebron. De acordo com autoridades envolvidas na investigação da morte dos jovens, os israelenses foram alvejados dez vezes por uma arma com silenciador, em assassinatos que parecem ter sido premeditados.
O governo de Israel responsabilizou o Hamas pela morte dos jovens, e o primeiro-ministro do país jurou vingança contra o grupo palestino.
Já o palestino Mohamed Abu Khdeir, 16, foi sequestrado no dia 2 de julho em Shuafat, um bairro de Jerusalém Oriental. Seu corpo, totalmente queimado, apareceu horas depois perto de uma floresta no oeste da cidade. Os suspeitos pertenceriam a "um grupo judeu extremista" e três deles "confessaram ter assassinado e queimado Mohamed.
Milhares de pessoas se reuniram no funeral do adolescente, que, segundo o resultado preliminar da autópsia, foi queimado vivo. (Com agências internacionais)

COPA NO BRASIL: Fifa pede que Brasil mantenha compromissos

Do ESTADAO.COM.BR
JAMIL CHADE - ENVIADO ESPECIAL AO RIO DE JANEIRO - O ESTADO DE S. PAULO

Entidade teme que, com a seleção fora da disputa pelo título, autoridades locais deem menos importância à Copa
Não tinha nem acabado o primeiro tempo e os operadores da Fifa já entraram em contato com as autoridades brasileiras para fazer um apelo: que o governo desse garantias de que as operações e os compromissos para a realização do Mundial sejam mantidos, mesmo sem o Brasil na grande final e diante de um colapso que vai afetar o 'clima de Copa' do País.
A Fifa também pediu maior segurança e, na terça-feira mesmo, um reforço da tropa de choque foi enviada ao Copacabana Palace, hotel que serve de sede para a Fifa no Rio. O Estado apurou que os contatos começaram ainda quando o jogo estava 4 a 0 para a Alemanha.
A Copa entra em sua fase mais importante, quando a audiência cresce ainda mais. O esquema de segurança é reforçado e os desembarques de chefes de Estado e de convidados vips exigem um esquema detalhado e que envolvem uma participação ativa das autoridades. 
Após pedidos de dirigentes da Fifa, segurança do Copacabana Palace foi reforçada
Para a final, que será disputada no Maracanã, no domingo, o governo e a Fifa já esperavam mais de 20 chefes de Estado e a esperança era de transformar o camarote do Maracanã em um palanque internacional para as autoridades. Agora, a derrota humilhante do Brasil será parte da conversa, de forma inevitável.
O temor da Fifa era de que as autoridades locais e federais deixassem de lado parte dos esforços públicos e que políticos fizessem "corpo mole" diante de uma organização que criou já muitos inimigos dentro da administração pública.
Não foram poucos os momentos em que Joseph Blatter, presidente da Fifa, indicou que o Brasil estava "mais preocupado em ganhar a Copa que em organizá-la". José Maria Marin, presidente da CBF, disse em 2013 que sua meta não era construir estádio, mas ganhar a Copa. Neste ano, ele ainda completou: "Vamos todos para o inferno se o Brasil não ganhar".
SEGURANÇA
Durante a competição, existia o temor de que uma eliminação precoce do Brasil transformasse a Copa do Mundo e deixasse brechas para a volta das manifestações. Uma situação mais dramática teria sido a eliminação nas oitavas de final, quando a seleção ficou próxima de cair diante do Chile. Naquele momento, o temor era de que a ausência do time da casa durante duas semanas do Mundial criasse um espaço "perigoso" para alimentar o retorno de manifestações.
Agora, o Brasil tem ainda mais um jogo - o da disputa do terceiro lugar. Mas ninguém na Fifa tem qualquer dúvida de que a Copa acabou para o País.
Nas horas que se seguiram ao apito final, Copacabana registrou várias brigas, arrastão e tentativa de assaltos. Na porta da sede da Fifa, a segurança foi reforçada e deve ser assim até domingo.
Em termos financeiros, os grandes contratos já estão fechados e, em quatro anos, a entidade acumulou uma renda de US$ 4,5 bilhões, a maior da história com um Mundial. Mas o que a queda brasileira promete afetar é a capacidade de manter o interesse de patrocinadores locais e mesmo das televisões de manter a extensa cobertura sobre o evento durante toda uma semana.
Uma percepção da Fifa é de que o brasileiro acompanha basicamente a sua seleção, e não outras seleções. Num dos informes internos da entidade, os dirigentes se surpreenderam que, enquanto Holanda e Espanha estavam jogando, crianças na cidade não estavam assistindo à partida, mas sim jogando bola em um terreno. 

HUMOR

       

                 Do blog do NOBLAT
                 Charge do Chico Caruso
              

MUNDO: Foguetes caem no mar de Israel a 165 km de Gaza

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Israel ataca outros 160 alvos do Hamas; mísseis são interceptados nas imediações de Tel Aviv
Menino palestino coloca uma bandeira do Hamas em uma casa destruída pelo ataque de Israel na Faixa de Gaza - MOHAMMED SALEM / REUTERS
TEL AVIV — O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta quarta-feira intensificar os ataques contra o Hamas, depois que militantes palestinos lançaram novos foguetes contra Israel, demostrando um poder de fogo inédito no conflito. Segundo o jornal “Jerusalem Post”, dois mísseis caíram no mar de Haifa, a 165 quilômetros da Faixa de Gaza, e sirenes de alerta aéreo soaram em Zichron Yaakov, com uma distância de 120 quilômetros do território controlado pelo grupo islâmico. Nas imediações de Tel Aviv, cinco foguetes foram interceptados pelo sistema de defesa israelense Domo de Ferro. Jatos e navios israelenses, por sua vez, bombardearam outros 160 alvos do Hamas durante a noite de terça-feira.
Netanyahu foi citado por seu Gabinete advertindo que o Hamas pagará um preço alto por atacar civis. De acordo com o premier, a operação militar “Limite Protetor”, iniciada na segunda-feira, será ampliada e continuará até que o lançamento de foguetes contra cidades israelenses seja interrompido e o clima de tranquilidade retorne ao país. Até o momento, foram registrados mais de 400 ataques aéreos, elevando as tensões na região para o maior nível desde 2012, quando 170 palestinos e seis israelenses foram mortos.
O governo israelense lançou a operação contra o Hamas em resposta ao disparo de projéteis de Gaza, intensificando os bombardeios na madrugada desta quarta-feira. Pelo menos 35 palestinos foram mortos e 300 ficaram feridos desde o início da ofensiva, segundo um porta-voz do Hamas. Mais cedo, os serviços de emergência de Gaza apontaram 27 mortos e cem feridos, incluindo duas mulheres, uma idosa de 80 anos, oito crianças, um pai e seu filho.
Os ataques aéreos de Israel atingiram 120 bases de lançamento subterrâneas e 10 túneis, além de uma base da polícia naval, escritórios de segurança interna e casas de oito membros sênior do Hamas que o Exército diz que serviram como centros de comando e foram usadas ​​na coordenação do lançamento de foguetes.
Do outro lado, de acordo com as Forças de Defesa israelenses, mais de 170 foguetes foram disparados em Israel a partir de Gaza nas últimas 24 horas, fazendo com que as sirenes soassem em todo o país pela primeira vez desde 2012. Moradores ficaram em alerta e dirigiram-se para abrigos antiaéreos. Não houve relatos de mortes, somente um ferido em Zichron Yaakov. A rodovia de Kibbutz Erez foi fechada, com as forças de segurança dizendo que houve um “incidente terrorista”, sem dar mais detalhes.
Dos 40 projéteis palestinos disparados somente nesta quarta-feira, oito foram interceptados pelo Domo de Ferro. Mísseis foram lançados em direção ao aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. A cidade já havia sido alvo no dia anterior, assim como Jerusalém e Hadera.
A ofensiva militar ocorre num momento de crescentes tensões entre Israel e palestinos após o sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses, que Israel culpou o Hamas, e a morte de um jovem palestino, que teria sido um ato de vingança, o que provocou violentos protestos na semana passada.
OBAMA PEDE CONTENÇÃO
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que os dois lados do conflito mostrem contenção em vez de vingança em um comunicado citado pela imprensa alemã.
“Neste momento de perigo, todos os envolvidos devem proteger os inocentes e agir de uma maneira sensata e calculada, não com vingança e retaliação”, disse Obama, de acordo com “Die Zeit”.
Segundo o ministro da Defesa israelense, Moshe Ya’alon, a operação militar será expandida nos próximos dias e o Hamas pagará um enorme preço.
— Nós continuamos realizando ataques que são um preço enorme para o Hamas — disse Ya’alon. — Estamos destruindo as armas (do Hamas), infraestrutura terrorista, comando e controle de sistemas, instituições, prédios do governo, casas terroristas e estamos matando terroristas do alto comando da organização.
Com o objetivo de deter os ataques do grupo militante islâmico, o governo de Israel autorizou as Forças Armadas a mobilizarem 40 mil reservistas, considerando a possibilidade de uma invasão terrestre à Faixa de Gaza.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, havia apelado a Israel para suspender os ataques aéreos imediatamente e pediu calma.
— Líderes palestinos está realizando contatos intensos e urgentes com as partes regionais e internacionais para impedir a escalada — disse ele.

COMENTÁRIO: Teto furado

Por Celso Ming - ESTADAO.COM.BR

Está mais do que na hora de cair na real. E não é só no futebol. A inflação em 12 meses agora estourou o teto da meta (os 4,5% mais os 2 pontos porcentuais de tolerância) e nesses níveis tende a ficar instalada pelo menos nos próximos cinco meses. Em setembro e outubro, muito provavelmente rondará a altura dos 6,9%.
Se o próprio Banco Central (BC), que sempre se empenha em passar melado nas projeções sobre desempenhos ruins, já admite uma inflação de 6,4% para todo este ano, ficou mais provável o estouro do teto da meta ao final de 2014.
Essa inflação bem mais alta em 12 meses deverá agora colocar em marcha mecanismos de defesa contra perdas de patrimônio, mais do que habitualmente. E este é um fator autônomo de aumento de preços.
O governo Dilma vacilou entre combater a inflação e a estagnação. Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Agora terá de enfrentar a campanha eleitoral tendo de explicar o mau desempenho da economia, sem argumentos convincentes para isso, e não tendo outras caras a expor na vitrine que não seja a dos administradores da economia com credibilidade fortemente desgastada até mesmo dentro do PT, como Guido Mantega e Arno Augustin.
O efeito Copa pode ter concorrido para a aceleração da alta em junho, como ontem observou a coordenadora de Pesquisas de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Mas esse tipo de avaliação não leva muito adiante. Cada mês aparece um imponderável assim.
Para não ir mais longe, as verdadeiras causas da inflação estão lá no Relatório da Inflação, ainda que algumas delas venham sendo propositalmente disfarçadas pelo BC, como é o caso da frouxidão na administração das contas públicas.
Entre as causas estão a disparada dos custos trabalhistas muito acima da produtividade da economia e uma demanda que, embora algo mais fraca, continua sancionando a alta. Não dá para evitar outra fonte recorrente de pressão que é o represamento dos preços administrados (combustíveis, energia elétrica e transportes urbanos). É um fator que leva os remarcadores de preços a antecipar os reajustes.
Boa pergunta consiste em saber se a desaceleração das vendas e da produção não passa a concorrer para segurar a escalada inflacionária. Às vezes o governo dá a impressão de que conta com isso. O ministro Mantega tem insistido na aposta de que o afrouxamento do consumo se deve aos estragos no poder aquisitivo provocados pela inflação e, assim, deixa implícito que a menor demanda se encarregará de conter a aceleração dos preços. E, desse ponto de vista, ele está certo.
O diabo é que os radares também apontam para o inevitável desrepresamento dos preços administrados e do câmbio, hoje usado para conter a alta dos preços dos importados. Não se sabe em que ritmo acontecerá, até mesmo porque isso também depende do resultado das eleições.
Inflação alta demais e crescimento perto de zero serão os temas da campanha eleitoral, que será curta, mas intensa. É cair na real.

COMENTÁRIO: Ilusão à toa

Por Dora Kramer - ESTADAO.COM.BR

A vitória da técnica sobre o improviso no vexame planetário de ontem na partida entre Brasil e Alemanha pareceu corroborar a escrita: não se pode fazer tudo errado esperando que no fim dê tudo certo.
A despeito disso, em um ponto situação e oposição estão de acordo: o Brasil tem sido anfitrião de uma Copa do Mundo inesquecível. Ainda que não tenha saído tudo certíssimo conforme o figurino ideal, saiu tudo na medida do agradabilíssimo.
É a Copa de um país de sorte. Ou melhor, um país onde ocasionalmente dá tudo certo apesar de todos os pesares. Nada para se orgulhar. Ao contrário, é para fazer pensar.
Se no improviso, na base da simpatia é quase amor, na reversão da expectativa que de tão negativa faz dos erros meros detalhes nos safando do desastre, é de se imaginar o que faríamos com planejamento correto, cumprimento de prazos, gastos dentro da previsão, respeito ao cidadão local.
Seríamos coletivamente mais felizes. Ou, por outra, teríamos mais razões objetivas para sermos essas pessoas cuja amabilidade tanto tem impressionado os estrangeiros. Novidade nenhuma, uma vez que o Brasil aparece em pesquisas como um dos países cuja população tem alto grau de satisfação pessoal.
Um pouco dessa capacidade de organizar e produzir se expressa no sambódromo do Rio de Janeiro naquele espetáculo de sincronização algo incompreensível para quem já participou de um desfile e pôde testemunhar o grau de improvisação na concentração em contraposição ao profissionalismo do resultado na passarela.
Assim foi também na Jornada Mundial da Juventude, em 2013, quando por aqui esteve o papa Francisco e provavelmente será na Olimpíada de 2016. Mas não se pode viver assim na base do remendo, na ilusão de que no limite a presumida nacionalidade do Divino dá seu jeito.
Trata-se de uma falsa competência. Realiza o sucesso ocasional, mas é incompetente para proporcionar ao povo de maneira permanente condições mínimas de conforto e bem-estar.
Daqui a menos de cinco dias tudo volta ao normal. E por "normal" entenda-se o que é absolutamente anormal: insegurança nas ruas, trânsito caótico, sistema de transportes deficiente, contas a pagar das obras superfaturadas, economia devagar quase parando, preços subindo, serviços públicos de quinta, uma realidade muito distante do Brasil maravilha disponível à diversão geral.
Nada do que se viu nesses dias era de verdade em relação ao cotidiano. Todo o empenho dos governos federal e estaduais esteve voltado para atender às exigências do Mundial. Concentraram-se esforços e o resultado foi positivo.
Se isso é possível ocasionalmente para efeito externo, seria também possível permanentemente para efeito interno.
O grande legado da Copa não são aeroportos modernos nem "arenas" ao molde de elefantes brancos. É, sim, a percepção de que nossos governantes podem, mas não fazem o melhor porque tratam o Brasil como uma nação de vira-latas.

Olho vivo. No ano passado Eduardo Campos comentava assim as especulações de que poderia aceitar a proposta de desistir em troca do apoio do PT a uma candidatura em 2018: "Tem gente que ainda espera o cumprimento de compromissos firmados em 1989".
Sinalizava que não seria ele a acreditar em acordo futuro lastreado em palavras não cumpridas no passado.

Sou você. O ex-presidente Lula está se movimentando (e falando) de modo a dar às suas plateias - principalmente aquelas formadas por empresários e políticos - a impressão de que um segundo mandato de Dilma Rousseff seria um ensaio geral para o retorno dele de fato e de direito em 2018.
Com isso, ele promete nos próximos quatro anos um ambiente mais Lula e menos Dilma.
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