segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

EMPREGO: Governo articula contratação de demitidos da GM pela Chery

Da FOLHA.COM
GABRIEL BALDOCCHI, DE SÃO PAULO

A montadora chinesa Chery vai atender ao chamado do governo federal para absorver os funcionários demitidos da GM em São José dos Campos (SP) no final do ano passado.
A empresa promete dar preferência a ex-trabalhadores da concorrente no processo de contratação que se iniciará por volta de março para sua primeira fábrica brasileira, em Jacareí (SP).
O governo começou a arquitetar a manobra em 2012, quando a GM intensificou as negociações para a dispensa dos trabalhadores. O pedido formal à chinesa saiu no início deste ano em visita do ministro Manoel Dias (Trabalho) às obras da fábrica.
Um acordo entre o sindicato local e a GM previa a manutenção dos empregos até dezembro. A empresa continuou a pagar os trabalhadores mesmo após o fechamento da linha de automóveis, em agosto.
Na última semana do ano passado, a montadora anunciou a demissão dos funcionários em licença. Ao todo, cerca de mil funcionários foram dispensados da unidade do interior paulista em 2013.
Ao mesmo tempo, as obras da fábrica da Chery entraram na fase final e a montadora começará a contratar cerca de 800 funcionários para iniciar suas operações.
"Mão de obra no Brasil é sempre uma preocupação. Para nós, é interessante por ser uma mão de obra qualificada. Serão considerados com preferência", afirma o vice-presidente da Chery no Brasil, Luís Curi.
Um atraso no cronograma adiou a entrega do início deste ano para o segundo semestre. O intervalo entre as demissões até a fase de contratação é um dos entraves para garantir absorção da mão de obra.

ESPORTES: DENÚNCIA - Para obter empréstimo da CBF, Portuguesa teria que desistir da Série A

Do ESTADAO.COM.BR

Informações da ESPN dizem que para receber R$ 4 milhões, clube deveria desistir de entrar na Justiça comum
SÃO PAULO - Mesmo que a última rodada do Campeonato Brasileiro tenha se encerrado no dia 8 de dezembro, a decisão final dos clubes que disputarão a edição de 2014 deve ganhar um novo capítulo. De acordo com documentos obtidos pela ESPN, a CBF aceitaria um pedido de empréstimo da Portuguesa, caso o clube paulista abdicasse de entrar na Justiça contra o seu rebaixamento, devido a escalação irregular do meia Héverton.
Em seu site, o Lance! diz que o novo presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, foi à sede da Federação Paulista de Futebol, pedir ao presidente da CBF, José Maria Marin, um empréstimo de R$ 4 milhões. No decorrer da semana, o clube paulista havia recebido dois e-mails da entidade: um propondo que o empréstimo seja pago em dez parcelas sem juros de R$ 400 mil e outro pedindo para que o acordo seja selado, a Portuguesa abrisse mão de recorrer à Justiça comum para um possível retorno à primeira divisão do futebol nacional.
Alex Silva/Estadão
Héverton foi escalado de forma irregular
De acordo com a divulgação da ESPN, o documento seria assinado pelo presidente do clube, Ilídio Lico, e também pelo mandatário da CBF, José Maria Marin, e também prevê que a Portuguesa renuncie de qualquer decisão do Poder Judiciário. O motivo desta cláusula seriam as ações movidas por diversos torcedores da Lusa, que revogaram a decisão do STJD na Justiça comum, exigindo que a equipe paulista retornasse à Série A.

POLÍTICA: Com saída do PT do governo Cabral, Pezão não descarta apoiar PSDB de Aécio

De OGLOBO.COM.BR
CÁSSIO BRUNO

‘Aceito apoio de todos os partidos’, diz o vice-governador
Pezão com o governador Sérgio Cabral na inauguração de uma maternidade na Baixada Fluminense AlexandroAuler/01-12-2013 / Agência O Globo
RIO - Um dia depois de o PT do Rio anunciar a saída do governo Sérgio Cabral em 28 de fevereiro, o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) não descartou a possibilidade de se aproximar do PSDB, do senador Aécio Neves. Pré-candidato ao governo do Rio, Pezão afirmou ao GLOBO que, apesar de ter compromisso com a presidente Dilma Rousseff, vai conversar com o presidente regional do partido, Jorge Picciani, para saber que rumo deverá ser tomado.
- Aceito apoio de todos os partidos, mas o meu compromisso é com a presidente Dilma. Temos que conversar. Depois do fato consumado (saída do PT do governo Cabral), vou conversar com o presidente do partido (Picciani) - afirmou o vice-governador.
Pezão disse que ainda vai tentar um acordo com o PT fluminense, que tem como pré-candidato o senador Lindbergh Farias:
- Até junho, a minha luta é para ter o PT. Se não der certo, vamos ver o que acontece.
Perguntado, então, se as chances de apoiar Aécio e o PSDB eram zero, Pezão declarou:
- Zero nunca é. Mas muita água ainda vai rolar. É cedo para falar em eleição.
Pré-candidato à Presidência, Aécio Neves ainda não tem um pré-candidato ao governo do Rio. Alguns nomes já foram falados pelos tucanos, entre eles o do técnico de vôlei Bernardinho, que recusou o convite. Fala-se agora na ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Graice, recém-filiada ao partido. Ou seja: Aécio, por enquanto, não tem um palanque no estado.
- O PSDB quer ter um projeto próprio no Rio, que represente o novo. Mas nos interessa aproximar de várias seções do PMDB, como a do Rio. É possível. O Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes já foram do PSDB. No momento que houver uma ruptura (do PMDB com o PT), pode haver um diálogo com o PSDB. Só não queremos ser um contrapeso nas negociações do bloco governista - disse o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos tucanos mais próximos de Aécio.
Na semana passada, a executiva nacional do PMDB cogitou fazer alianças regionais com o PSDB. Os peemedebistas estão insatisfeitos com a reforma ministerial da presidente Dilma. O assunto foi debatido durante um jantar no Palácio Jaburu, residência oficial do vice Michel Temer.
PMDB quer antecipar convenção para 26 de abril
O presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, disse que o diretório nacional do partido pretende antecipar a convenção da legenda de 30 de junho para 26 de abril. No encontro, os peemedebistas querem aprovar um texto que condicione apoio da sigla à reeleição de Dilma somente se o PT pedir votos para candidatos do PMDB em estados como Rio, Ceará e Maranhão, estados onde o clima na aliança é tenso.
- Só nos estados do Ceará, Rio de Janeiro e Bahia já temos 35% dos diretórios. Há dissidências também no Tocantins, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco. É possível aprovar o fim da aliança nacional com o PT - ressaltou Picciani.
Ele criticou os petistas:
- Depois da afronta do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que foi ao Ceará e, depois, ao Rio de Janeiro, desmanchando duas alianças, é porque o PT está disposto a correr o risco. A soberba do PT é que leva essa posição do PMDB.
O presidente regional do PSDB, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, desconversou:
- Até o fim de março, queremos o Bernardinho. Por enquanto, não temos plano B. Só o Bernardinho.
Em maio do ano passado, durante uma reunião do PMDB, em Brasília, Sérgio Cabral lembrou a aliados sua íntima relação com Aécio. Ao comentar sobre a difícil missão de fazer com que o PT embarcasse na pré-candidatura de Pezão, Cabral disse:
- Não é bem assim que a gente não tenha alternativa. Eu tenho relação com várias pessoas no mundo político. O nome do meu filho é Marco Antônio Neves Cabral - disse, apontando para o filho, também presente ao encontro.
Marco Antônio é filho do primeiro casamento do governador, com Suzana Neves, que é parente de Aécio.
Caso o PT entregue mesmo os cargos da administração de Cabral em 28 de fevereiro, Cabral anunciou que também deixará no Palácio Guanabara na mesma data, conforme O GLOBO revelou no domingo. O objetivo é dar maior visibilidade a Pezão, que assumiria o governo. A data prevista para Cabral sair era em 31 de março.
A pressão do PT do Rio para abandonar Cabral e Pezão ocorre desde o segundo semestre do ano passado. Mas, até então, os petistas eram contidos pelo ex-presidente Lula para não provocar um desgaste com o PMDB na aliança nacional e não prejudicar a tentativa de reeleição de Dilma.

POLÍTICA: PSD e PSB puxam derrotas do governo na Câmara; núcleo fiel a Dilma fica 60% menor

Do ESTADAO.COM.BR
José Roberto de Toledo, Isadora Peron e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo

Apenas 123 deputados votaram com o governo 90% das vezes em 2013; no início eram 306
Foram 11 derrotas do governo em 37 votações na Câmara dos Deputados no segundo semestre de 2013. Nunca a presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu tanto em tão pouco tempo. Ela sofrera só 3 derrotas ao longo de todo ano de 2011, 5 em 2012 e outras 5 no primeiro semestre do ano passado. O surto de derrotas sucedeu os protestos de rua que derrubaram a popularidade presidencial.
Alex Silva/Estadão
Presidente só pode contar mesmo com o voto de 1 em cada 4 deputados
A tendência de perda de apoio vem de longe, porém. O núcleo duro governista - aqueles que votam com Dilma em pelo menos 90% das vezes - caiu de 306 deputados em 2011 para 134 em 2012 e fechou 2013 com apenas 123 parlamentares (uma redução de 59,8%). Ou seja, a presidente só pode contar mesmo com o voto de 1 em cada 4 deputados.
Como o governo tem maioria teórica no Congresso, as derrotas só podem ser impingidas por seus aliados. Nessas 11 derrotas, os partidos da base de apoio a Dilma que mais traíram a presidente foram PSD e PSB, este último já em fase de afastamento do Planalto por causa do projeto presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Mas não foram só eles. Ao racharem, os peemedebistas também atrapalharam bastante. Além disso, o PMDB detém a presidência da Câmara e determina o que e quando será votado.
Os aliados "ma non troppo" morderam com precisão de vampiro, só em votações-chave, e assopraram nas demais, apoiando o governo maciçamente nas outras matérias. Como resultado, a taxa de apoio ao governo aumentou no segundo semestre, apesar das derrotas. A média de apoio na Câmara foi de 81% dos votos entre julho e dezembro, contra 72% no semestre anterior.
Tome-se o caso do PSD. O partido de Gilberto Kassab foi o primeiro a anunciar publicamente apoio à reeleição de Dilma. Mas, na Câmara, o PSD agiu como se fosse de oposição. O líder do partido recomendou que sua bancada votasse contra o governo em 8 das 11 derrotas de Dilma no segundo semestre. Só para comparar, o PSDB fez isso em 9 das 11 votações.
A liderança do PSD foi na contramão do governo, por exemplo, na apreciação das propostas de extinção da multa sobre o FGTS a ser paga pelos empregadores em caso de demissão, na criação do programa Mais Médicos e no apoio da proibição de o BNDES conceder empréstimos subsidiados em fusões ou aquisições de empresas. Também bateu de frente nas votações da dívida dos municípios e dos royalties do petróleo.
O PSB fez o discurso oposto - anunciou sua saída do governo, por causa da candidatura presidencial de seu chefe, Eduardo Campos, e cumpriu a promessa. De uma taxa de governismo de 94% em 2011, o PSB caiu para 88% em 2012 e para 77% em 2013. Foi o único grande partido que teve taxa de governismo menor no segundo semestre (74%) do que no primeiro (79%). E já anunciou que vai radicalizar a tendência em 2014.
Senado. A situação no Senado é similar, apesar de mais confortável. O número de derrotas pulou de três no primeiro semestre de 2013 para dez no segundo - e todos os partidos governistas votaram contra o governo em algum momento. O núcleo duro, porém, continua o mesmo de 2011, com 25 senadores.
Para o professor da FGV-SP Cláudio Couto, o "desgaste" na relação de Dilma com os aliados explica parte das derrotas sofridas pelo Planalto. "Quando fica claro que a conduta ruim do governo não vai se alterar, as pessoas votam contra." Humberto Dantas, do Insper, concorda. "As derrotas mostram que é notório que temos um governo que não sabe negociar e que envolve pouco o Legislativo nas decisões." 

DENÚNCIA: Documento mostra como Alstom distribuiu propina

Da FOLHA.COM
MARIO CESAR CARVALHO
FLÁVIO FERREIRA, DE SÃO PAULO

Um documento apreendido na sede da Alstom, na França, indica que integrantes da Secretaria de Energia e três diretorias da EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) foram subornados para que a companhia obtivesse em 1998 um contrato de US$ 45,7 milhões (R$52 milhões, em valores da época) com a estatal paulista.
Até agora, a Polícia Federal só havia chegado até o intermediador da propina, o lobista Romeu Pinto Jr., que admitiu ter recebido recursos da Alstom para pagar suborno, mas alegou desconhecer os destinatários. Ele sustenta que entregou os valores a motoboys enviados por pessoas que não conhecia.
O documento traz detalhes da divisão e do caminho do dinheiro. Segundo o papel, a Secretaria de Energia, chamada de "SE", recebeu 3% do contrato (R$ 1,56 milhão). Já as diretorias financeira, administrativa e técnica da EPTE aparecem como destinatárias de 1,5% (R$ 780 mil), 1% (R$ 520 mil) e 0,13% (R$ 67,6 mil), respectivamente.
À época da assinatura do contrato, em abril de 1998, o secretário de Energia era Andrea Matarazzo, que ocupou o cargo por seis meses. Ele nega ter recebido propina.
Editoria de Arte/Folhapress

O documento menciona os destinatários do suborno por meio de siglas. "SE" era a forma como a Alstom chamava a Secretaria de Energia em comunicações internas, segundo papéis do inquérito da PF. As diretorias são designadas pelas siglas DF, DT e DA.
A Folha consultou Jean-Pierre Courtadon, que foi vice-presidente da Alstom-Cegelec, e ele confirmou que DA, DT e DF costumavam designar diretorias administrativas, técnica e financeira.
Courtadon é investigado no Brasil sob suspeita de ter repassado propina, o que ele nega. Apuração na Suíça concluiu que ele não fez repasses a políticos e inocentou-o.
Entre 1998 e 1999, as diretorias administrativa, técnica e financeira da EPTE eram ocupadas por Carlos Eduardo Epaminondas França, Sidney Simonaggio e Vicente Okazaki, respectivamente. Como as negociações para o contrato se estenderam por anos, não dá para saber se o documento designa esses diretores ou outros.
ENIGMA
O mistério do documento é a sigla "F", apontada como recebedora de 2% do valor do contrato (R$ 1,04 milhão). Entre os executivos que assinaram o contrato, há um cujo sobrenome começa com "F": Henrique Fingerman.
Ele foi diretor financeiro da EPTE até maio de 1998 e assumiu a presidência da empresa em seguida. Fingerman, como Matarazzo, já foi indiciado pela PF sob suspeita de corrupção.
O valor do suborno no documento chega a R$ 6,4 milhões, ou 12,3% do contrato. O maior valor, segundo a PF, foi pago a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (R$ 2,07 milhões) e chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB) entre 1995 e 1997.
A investigação brasileira sobre a Alstom começou em 2008 para apurar suspeita de que a companhia havia pago propina para reativar em 1998 aditivo de contrato que fora assinado em 1983 para construção de três subestações de energia. A lei limita a duração de contratos a cinco anos.
O documento obtido pela Folha foi usado nos processos francês e suíço contra a Alstom. O da França foi arquivado porque até 2000 era permitido pagar comissões para obter negócios no exterior. O da Suíça resultou numa multa para a Alstom de US$ 42,7 milhões em 2011. A multa não contemplou a suspeita de suborno no Brasil porque a apuração aqui não foi encerrada.
O promotor Silvio Marques, que atua no caso, diz já ter visto o documento na Suíça. " Ele nunca foi usado porque ninguém sabia o significado das siglas".
O documento aponta que a empresa MCA, usada por Romeu Pinto Jr. para intermediar a propina, recebeu 7,5% do valor do contrato diretamente da Alstom francesa. Contas secretas que a Alstom tinha na Suíça remeteram mais US$ 516 mil para a MCA.
A Alstom do Brasil também participou do processo. A empresa Acqua Lux, que pertence a Sabino Indelicato, recebeu R$ 1,82 milhão (3,5% do contrato). Investigadores suspeitam que Indelicado seja laranja de Robson Marinho.

SEGURANÇA: Dilma diz que governo não ‘lavou as mãos’ sobre violência nos estados

De OGLOBO,COM.BR
FLÁVIA PIERRY

Presidente destacou que depende de estados solicitarem ajuda e que o governo federal não pode se impor
A presidente Dilma Rousseff concedeu entrevista a rádios de MG Eliaria Andrade / Arquivo O Globo
BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo federal está observando a crise nos presídios, mas deixou claro que depende de um pedido dos estados para atuar. Em entrevista a rádios mineiras nesta segunda-feira, Dilma afirmou que os governos do PT não “lavaram as mãos” sobre a violência nos estados e disse que isso aconteceu em gestões federais anteriores.
- Nós, no meu governo e no do presidente Lula nunca dissemos que a violência era um problema dos estados e que portanto nós lavávamos a mão. Outros governos alegaram isso, não os nossos. Ate porque respeitamos a Constituição e a relação federativa prevista e acreditamos muito numa ação cooperativa, numa ação que constitua e crie uma parceria entre governo federal, estados e municípios – disse a presidente.
Dilma destacou que depende de pedido dos estados. Sem citar o Maranhão, que enfrenta uma crise no sistema prisional, com conflitos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, e afirmou que estão sendo feitas ações, como o envio da Força Nacional de Segurança aos estados que solicitam essa atuação.
- Há atribuições de fato que são exclusivas dos estados. Mas nessas ações o governo federal pode atual por demanda, não podemos nos impor, mas o estado demandando nós atuamos em conjunto. E fizemos de fato algumas ações em conjunto. Por isso, toda vez que o governo foi solicitado nós oferecemos aos estados uma grande ação cooperativa – disse a presidente.
Ela listou, na entrevista, ações durante a Copa das Confederações para ajudar a segurança nas cidades que sediaram os jogos, apontou a entrada da Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) em comunidades do Rio, e problemas com facções criminosas em São Paulo. Nesses casos, segundo Dilma, os estados solicitaram ajuda e receberam apoio do governo federal.
A presidente ainda disse que o governo federal tem estado atuante em suas atribuições na área de segurança, disponibilizando vagas em presídios federais para que os estados transfiram líderes do crime para esses presídios. Para ela, isso ajuda a reduzir a insegurança no país.
- Há hoje quase 500 presos no sistema penitenciário federal. São de segurança máxima e (esses presos) eles são fundamentalmente lideranças, que o governo transferiu, a pedido dos estados - disse a presidente, que afirmou que 21 estados já utilizaram essa possibilidade.

DIREITO: Delúbio começa a trabalhar na CUT em Brasília

Do ESTADAO.COM.BR
Bernardo Caram - O Estado de S. Paulo

Ex-tesoureiro do PT obteve autorização para trabalhar como assessor da entidade na última quinta-feira
Brasília - Delúbio Soares saiu da prisão pela primeira vez desde que se entregou à Polícia Federal há pouco mais de dois meses. Por volta de oito horas da manhã desta segunda-feira, 20, o ex-tesoureiro do PT chegou ao escritório da Central Única dos Trabalhadores, em Brasília, onde vai atuar como assessor da direção nacional da entidade e receberá um salário de R$ 4,5 mil.
Jorge William/ Agência O Globo
Ex-tesoureiro do PT receberá salário de R$ 4,5 mil como assessor da CUT
Condenado a seis anos e oito meses de prisão, além de uma multa de R$ 466,8 mil, Delúbio poderá trabalhar durante o dia, de segunda a sexta-feira. No fim do expediente, ele precisará voltar para o Centro de Progressão Penitenciária. A permissão de trabalho foi concedida na última quinta-feira, 16 pelo juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal Bruno André Silva. Até o momento, dez condenados no processo que cumprem pena em regime semiaberto, sete pediram para trabalhar fora da cadeia.
Na decisão referente a Delúbio, o juiz disse que o trabalho externo, "além de ser fundamental para a ressocialização do sentenciado", "é compatível com o regime semiaberto". "Não é muito lembrar que a concessão do beneplácito neste momento constitui uma possibilidade de se avaliar a disciplina, autodeterminação e responsabilidade do(a) reeducando(a) antes de uma possível transferência para um regime de pena mais avançado", observou o magistrado.
Às 10h30, dois agentes da Secretaria do Sistema Penitenciário do DF saíram do edifício onde fica o escritório da CUT, mas não falaram com a imprensa.

EDUCAÇÃO: MEC divulga lista de aprovados da primeira chamada do ProUni

Do ESTADAO.COM.BR

Antes da divulgação, alunos relatavam nas redes sociais dificuldades para acessar o site
O Ministério da Educação divulgou na manhã desta segunda-feira, 20, a primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni), que dá bolsas em instituições privadas de ensino superior. A lista pode ser consultada no endereço http://siteprouni.mec.gov.br/. Antes da divulgação, no entanto, alunos relatavam nas redes sociais dificuldades para acessar o site.
A primeira edição de 2014 do ProUni registrou 1,259 milhão de inscritos. O número bateu o recorde anterior, que era de 1,208 milhão de inscritos em 2012.
Segundo o balanço final da pasta, a quantidade de inscrições chegou a 2.424.354, já que cada candidato pode fazer até duas opções de instituição e curso. Neste primeiro semestre, o programa oferece 191,6 mil bolsas - 131,6 mil bolsas integrais e 59,9 mil parciais em quase 26 mil cursos. O crescimento é de 18% na oferta em relação à primeira edição do ano passado.
O cronograma do ProUni prevê duas chamadas de candidatos, que serão divulgadas na página virtual do programa. Os estudantes deverão levar a documentação às instituições onde foram aprovados durante a semana. Depois do resultado da primeira convocação nesta segunda, 20, outra chamada será liberada em 3 de fevereiro caso sobrem vagas.
Critérios. O estudante deve comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio para concorrer à bolsa integral. Para as bolsas parciais, a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa. Estão dispensados dos requisitos de renda os professores da rede pública em efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Eles concorrem exclusivamente a bolsas para cursos de licenciatura.
O ministério informou que neste ano haverá mudança de procedimentos da lista de espera. Agora, o estudante que não for pré-selecionado nas duas chamadas regulares e quiser participar da lista terá de manifestar interesse pela internet e, em seguida, nas datas previstas em edital, levar a documentação à instituição de ensino na qual pretende estudar. Após esse processo, a instituição terá prazo para avaliar os documentos. 
O estudante selecionado receberá o resultado por meio do boletim do candidato, disponível on-line na página do ProUni. Nas edições anteriores, o candidato tinha de manifestar interesse na lista de espera e aguardar a convocação da instituição. 

DIREITO: STF - Ministro Ricardo Lewandowski preside STF até dia 31

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, assume interinamente, nesta segunda-feira (20), a Presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em função de viagem oficial do ministro Joaquim Barbosa. O ministro Lewandowski ficará no cargo até o dia 31 de janeiro.
De acordo com a Constituição Federal (parágrafo 1º do artigo 103-B), na ausência do presidente, o CNJ deve ser comandado pelo vice-presidente do STF.

CONCURSO: Divulgado resultado provisório de concurso para vagas no STF

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) divulgou, nesta sexta-feira (17), o resultado provisório do concurso público para provimento de cargos de analista judiciário e de técnico judiciário do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado da prova objetiva é final, mas o da discursiva ainda está sujeito a recursos. No total, 37.168 candidatos de todo o país concorreram a 34 vagas de analistas e técnicos em diversas áreas.
O resultado final na prova discursiva e a convocação para a perícia médica dos candidatos que se declararam com deficiência têm divulgação prevista para o dia 5 de fevereiro. O edital com o resultado provisório está disponível na página do Cespe na internet. O documento informa, ainda, a data final para interposição de recurso contra a nota da prova discursiva.
O concurso público para provimento de cargos efetivos do STF em 2013 é o quarto realizado após a Constituição Federal de 1988, que marcou a obrigatoriedade do certame para a investidura em cargos públicos a fim de estabelecer competição democrática e imparcial, além de dar transparência à administração pública. Os concursos anteriores ocorreram em 1993, 1999 e 2008.
Confira aqui o resultado.

DIREITO: STJ - Aprovados em concurso que não viram convocação exclusiva no Diário Oficial têm direito à nova convocação

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que seja feita nova convocação dos candidatos aprovados em concurso público para professor de educação básica de São Paulo que não viram seus nomes no Diário Oficial (DOSP), e não foram comunicados de outra forma. 
Os aprovados entraram na justiça em busca de nova convocação, tanto no Diário Oficial quanto de forma pessoal, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) indeferiu o pedido, pois considerou que os candidatos têm a obrigação de acompanhar as publicações e comunicados do concurso. 
No recurso especial para o STJ, eles sustentaram que a administração não pode exigir que o candidato aprovado leia sistematicamente o Diário Oficial por prazo indeterminado, para verificar se já foi nomeado. 
Jornais diários 
Além disso, defenderam que a convocação também deve ser feita em jornais diários de grande circulação e, se possível, de forma pessoal, por outros meios de comunicação. 
De acordo com Napoleão Nunes Maia Filho, o acórdão do TJSP divergiu da jurisprudência do STJ. Isso porque há precedentes do Tribunal no sentido de que a convocação para determinada fase de concurso público apenas por meio da publicação em Diário Oficial contraria os princípios da razoabilidade e da publicidade. 
Para o ministro, especialmente quando transcorrido considerável lapso de tempo entre a realização ou a divulgação do resultado e a referida convocação – no caso específico, se passaram quatro anos –, a convocação não pode ser feita apenas no Diário Oficial. 
“É inviável exigir do candidato o acompanhamento diário, com leitura atenta, das publicações oficiais”, disse o ministro. 

DIREITO: STJ - Configuração de crime de apropriação indébita previdenciária não exige dolo específico

Não há necessidade da comprovação do dolo específico no crime de apropriação indébita previdenciária. A decisão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar embargos em que uma denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), no Estado de Sergipe, pedia a aplicação de efeitos infringentes a um recurso em que se discutia a necessidade do dolo para configuração do crime. 
Conforme decisão da Turma, a conduta descrita no artigo 168-A do Código Penal está centrada no verbo “deixar de repassar”, sendo desnecessária, para a consumação do delito, a comprovação do fim específico de se apropriar de valores destinados à Previdência Social. A denunciada argumentava que para a caracterização do crime era necessário a intenção de se apropriar de valores da Previdência. 
O recurso foi julgado em agosto de 2012 sob a relatoria do ministro Gilson Dipp, e os embargos tiveram solução no final do ano passado sob a relatoria da ministra Regina Helena Costa. O objetivo da denunciada era manter decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que entendeu haver a necessidade da comprovação do dolo. 
Dolo específico
Para o órgão, o crime de apropriação indébita não se exaure com o mero deixar de pagar, exigindo dolo específico. O TRF5, por maioria, entendeu que o MPF não conseguiu demonstrar na denúncia os elementos essenciais à configuração do tipo penal. A rotineira fiscalização, limitada ao exame das folhas de salários, não seria suficiente para atestar o propósito do não recolhimento. 
O ministro Gilson Dipp, ao analisar o recurso, entendeu que o STJ já tem entendimento pacificado no sentido de que a conduta descrita no tipo do artigo 168-A do Código Penal é centrada no verbo “deixar de passar”. O crime se consuma com o simples não recolhimento das contribuições previdenciárias descontadas dos empregados no prazo legal. 
A relatora dos embargos, ministra Regina Helena, entendeu que a fundamentação adotada na decisão do ministro Dipp é suficiente para respaldar a conclusão adotada. O processo deve retornar ao tribunal de origem para julgamento da apelação, pois não compete ao STJ realizar juízo de condenação para o caso, pois poderia haver supressão de instância. 
“A partir da tese jurídica decidida no recurso especial, qual seja a da conduta descrita no artigo 168-A, do Código Penal, não impõe a demonstração do dolo específico, compete ao tribunal de origem o julgamento, a fim de verificar, sob tal prisma, o acerto da sentença”, afirmou a ministra. 

DIREITO: TSE - PROS pede inclusão no rateio do Fundo Partidário

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ação cautelar, com pedido de liminar, em que solicita sua inclusão no rateio dos 95% dos recursos do Fundo Partidário, distribuídos proporcionalmente entre as legendas de acordo com os votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. O TSE aprovou o pedido de registro do PROS no dia 24 de setembro de 2013.
O partido pede que o Tribunal conceda liminar para assegurar à sigla sua participação no rateio do Fundo Partidário, com base no número de deputados federais que migraram para a legenda, com a retenção dos valores pela Justiça Eleitoral até o julgamento da ação (Pet 76.693) que decidirá se o PROS tem direito a estar no rateio dos 95% do Fundo. Os outros 5% do total do Fundo são distribuídos, em partes iguais, entre todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no TSE.
Para o PROS ter acesso a uma parcela dos recursos do Fundo no rateio deverá haver redução nos montantes das cotas mensais recebidas pelas legendas que vierem a perder deputados para a nova agremiação. A sigla afirma que os partidos, cujos deputados federais migraram para ela, continuam recebendo os respectivos valores do Fundo referentes a esses parlamentares. Segundo o PROS, a manutenção desses repasses causa “dano irreparável” à legenda já que esses recursos seriam de difícil recuperação.
Para reforçar seu pedido, o PROS citou decisão recente em que o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, deferiu liminar, em ação cautelar, para incluir o Partido Solidariedade no rateio dos 95% dos recursos do Fundo Partidário.
Na decisão sobre o Solidariedade, o ministro Marco Aurélio definiu que o cálculo dos valores da parte do partido deve tomar como base o número de deputados federais de outros partidos que migraram para a sigla. O magistrado afirmou, no entanto, que os valores obtidos pelo Solidariedade devem ser retidos pela Justiça Eleitoral até o julgamento da ação (Pet 76.948) que decidirá se a sigla tem direito a uma parte do rateio dos 95% do Fundo.
“O caso em questão é o mesmo do supracitado precedente, até porque o Partido Solidariedade obteve registro [no TSE] em mesma data [do PROS] e está sofrendo os mesmos danos pelos quais sofre o partido autor [da ação]”, afirma o PROS.
Após o deferimento do pedido de registro de um partido no TSE, abre-se um prazo de 30 dias para ocupantes de cargos públicos eletivos se filiarem à nova sigla.
A ministra Laurita Vaz é a relatora da ação no TSE.
Processo relacionado: AC 2604

DIREITO: TSE - Calendário Eleitoral: eleitores com deficiência devem solicitar seção especial para votar




Os eleitores que necessitam de atendimento especial em decorrência de alguma deficiência ou mobilidade reduzida devem informar à Justiça Eleitoral, até o dia 7 de maio, que precisam de um local adaptado para votar. Nas eleições de 2010, 17.904 seções eleitorais foram adaptadas para os eleitores com deficiência em todo o Brasil. Para 2014, a expectativa é que esse número cresça. O
Em todo o Brasil, a Justiça Eleitoral tem o registro de 378.806 eleitores com deficiência e, diante disso, trabalha para promover o acesso, amplo e irrestrito, com segurança e autonomia desses eleitores ao processo eleitoral. Os procedimentos que devem ser adotados para atender da melhor forma esse público especial estão previstos na Resolução TSE nº 21.008, aprovada em 2002. O texto determina que os locais de votação para os deficientes tenham fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações que atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nas últimas eleições gerais, em 2010, o TSE especificou ainda mais as garantias asseguradas aos eleitores com deficiência por meio da Resolução TSE nº 23.218. Um exemplo é a possibilidade, prevista no artigo 51, de o eleitor ser acompanhado por uma pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. A pessoa que prestar o auxílio poderá, além de entrar na cabine de votação junto com o eleitor, digitar os números na urna.
Além disso, a Justiça Eleitoral desenvolveu sistema de áudio, teclado em braile e a marca de identificação da tecla 5 na urna eletrônica como recursos auxiliares aos deficientes visuais. Há, ainda, uma orientação para que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) busquem parcerias para incentivar o cadastramento de mesários e colaboradores com conhecimento em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
A ampliação de um melhor atendimento aos eleitores com deficiência foi impulsionada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em 2007 em Nova York, nos Estados Unidos. O texto assinado foi ratificado pelo Congresso Nacional e passou a integrar o rol dos direitos e garantias individuais inscritos na Constituição Federal de 1988.
O objetivo da convenção é dar aos portadores de deficiência a participação efetiva na vida política e pública, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votados. Para tanto, os estados signatários devem adotar procedimentos, instalações, materiais e equipamentos para votação apropriados, acessíveis e de fácil compreensão e uso.
Como solicitar uma seção especial?
Para requerer a transferência do local de votação para uma seção especial, basta comparecer a qualquer cartório eleitoral munido do título de eleitor e documentos pessoais e informar o tipo de atendimento que necessita até o dia 7 de maio. Os eleitores que não conseguirem solicitar a seção dentro do prazo, ainda poderão comunicar ao juiz eleitoral sobre suas restrições e necessidades até 90 dias antes das eleições. O requerimento deverá ser feito por escrito para que a Justiça Eleitoral providencie os meios e recursos para facilitar o exercício do voto. Se ainda assim o eleitor não tiver como comunicar suas necessidades, no dia da eleição, ele deve informar ao mesário sobre sua condição para que o auxílio adequado seja providenciado.

DIREITO: TRF1 - Psicanálise não pode ser exercida como profissão no Brasil

Crédito: Imagem da Web
O TRF da 1.ª Região negou permissão à Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil para desempenho de atividades de psicanálise de forma profissional no país. A 7.ª Turma do Tribunal chegou ao entendimento unânime após julgar apelação da instituição contra sentença que julgou improcedente o seu pedido para declarar seu direito a ministrar cursos, realizar debates, seminários, conferências sobre psicanálise e praticá-la em termos profissionais em todo o território nacional.
O artigo 5.º da Constituição Federal de 1988 prevê, no rol dos direitos e garantias fundamentais, o livre exercício profissional, desde que o profissional atenda as qualificações profissionais definidas por lei. No caso, a profissão de psicanalista não foi regulamentada, mas isso não desincumbe o profissional das exigências legais, pois é uma especialidade da área de Psicologia, conforme prevê a Lei n.º 4.119/62, que regulamenta a profissão de Psicólogo.
O desembargador federal Luciano Tolentino Amaral, relator do processo na Turma, destacou que além de a formação em Psicanálise não integrar ainda o elenco dos currículos de graduação aprovados na forma da legislação vigente, a instituição apelante não é sociedade de ensino regularmente credenciada nos órgãos competentes para ministrar e manter qualquer tipo de curso, tanto menos em todo o território nacional. “Inexiste lei que regulamente especificamente a atividade de psicanalista, o que não enseja a abertura para qualquer pessoa atuar no ramo, uma vez que é especialidade da área de Psicologia, conforme o art. 13, § 1º da Lei 4.119/62, que regulamenta a profissão de Psicólogo. Assim, as supostas atividades de um psicanalista se enquadram nas competências dos psicólogos, razão pela qual não existe um tratamento normativo que a rege como profissão autônoma (TRF2, AC200350010024277, T5 especializada, Rel. Desembargadora Federal Maria Amelia Senos de Carvalho, e-DJF2R 24.07.2012)”, votou o magistrado, citando jurisprudência do TRF da 2.ª Região sobre o tema.
Assim, o relator negou provimento à apelação.
Processo n.º 0025214-81.1998.4.01.3400

domingo, 19 de janeiro de 2014

ARTIGO: “Justiça padrão Fifa”, pede irmão de Celso Daniel“Justiça padrão Fifa”, pede irmão de Celso Daniel

Do ESTADAO.COM
Por Fausto Macedo

Bruno José Daniel Filho, irmão do ex-prefeito petista assassinado há 12 anos reclama que o julgamento dos acusados nunca chega ao fim

O desvendamento das razões do assassinato de Celso poderá nos levar ao questionamento dos fundamentos a partir dos quais é feita a política em nosso país. E quem sabe poderemos caminhar para um outro jeito de fazê-la pautada pela utopia de uma sociedade mais justa e solidária, cujo alicerce é o respeito aos direitos humanos, dentre eles o direito à vida, coisa que Celso não teve. (Marilena Nakano e Bruno Daniel, 16/04/2010, França).
Mais um ano se passou, sem que ocorressem novidades no plano legal relativas ao assassinato de Celso. Há, no entanto, dois livros lançados em 2013, cujos autores, ao escreverem sobre suas memórias, tratam daquele assunto: Assassinato de reputações, de Romeu Tuma Júnior1 e Gracias a la vida, de Cid Benjamim2. Eles apontam fatos, circunstâncias e problemas existentes em torno de sua morte e contribuem para uma reflexão sobre a importância de transformar o Brasil num país melhor.
No plano legal, algumas conquistas aconteceram ao longo dos 12 anos que se passaram:
- dos sete indiciados pelo assassinato de Celso, seis foram julgados e condenados a penas que variam de dezoito a vinte e quatro anos de prisão. Foram aceitas, por júri popular, as teses defendidas pelo Ministério Público, segundo as quais houve um crime de mando, de cujo planejamento e pagamento teria participado Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra, ex-segurança de Celso, tido por seu amigo e que, armado, conduzia a Pajero blindada quando de seu seqüestro;
- Sérgio Sombra chegou a ficar preso por sete meses, tendo sido solto pelo então presidente do STF. “Segundo o promotor Amaro, o processo foi muito rápido, ‘Nelson Jobim deu uma liminar concedendo um habeas corpus e liberdade provisória de um dia para outro de 10 páginas, dizendo que Sérgio era bom, sempre colaborou com a justiça, sempre compareceu. Por isso a prisão é injusta. Eu nunca vi isso na minha vida, um ministro do Supremo Tribunal Federal elogiando o réu, em liminar’” 3. Desde então continua aguardando seu julgamento em liberdade. No momento espera-se posicionamento do STF sobre suposto cerceamento de defesa.
- processos ligados a esquemas ilegais de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais organizados dentro da prefeitura de Santo André estão em curso, mas ninguém ainda foi julgado.
Longo e importante caminho foi percorrido, portanto, dado que as condenações, por júri popular, são decisões que derrubam as versões de crime comum, ou crime urbano, tão defendidas ao longo dos anos pelo PT e pelo DHPP. Apesar de inúmeros obstáculos, chegou-se até aqui pelo empenho de muitos, mas não por que as coisas funcionem bem normalmente e sim por tais esforços e sorte.
De 2002 a 2014, os mesmos desejos de justiça
Em junho de 2013 muitas reivindicações foram expressas nas ruas, tais como tarifa zero, educação “padrão FIFA”, saúde “padrão FIFA”, menos impostos, menos corrupção, contra a PEC 37 e muitas outras, com vitórias parciais importantes.
Sugere-se aqui uma ampliação da agenda de junho, tomando-se como referência a resolução do assassinato de Celso, de todos os crimes conexos a ele, isto é, aqueles ligados à obtenção ilegal de fundos para campanhas eleitorais organizados em Santo André e das oito mortes que puderam ter com ele alguma relação.
1º desejo: uma justiça “padrão FIFA”
Que tal um sistema judiciário que ao mesmo tempo preserve o direito de defesa, mas impeça todo tipo de tática protelatória que faz com que, por exemplo, não se saiba quanto tempo demorará para que Sérgio Gomes da Silva vá a júri popular, se é que irá?

Esperava-se que isto ocorresse em março de 2013. Hoje aguarda-se posição do STF sobre alegação da defesa de Sérgio de cerceamento de defesa, sem data para decisão. O juiz de Itapecerica, Antonio Augusto Hristov, bem como a promotoria, há bom tempo enviaram informações que indicam que não houve cerceamento nenhum.
Que o júri ocorra neste ano. E que o sistema seja reformado para que ações protelatórias não existam mais para ninguém, pois sabe-se o quanto isso o sobrecarrega e o encarece. Sabe-se também que justiça que tarda não é justiça.
O mesmo sistema tem ainda que julgar todos os processos de obtenção ilegal de recursos organizado na prefeitura de Santo André. Quando isto ocorrerá?
Que tudo isto seja encaminhado neste ano.
2º desejo: um sistema penitenciário “padrão FIFA”
É responsabilidade desse sistema preservar a vida de quem é preso. Peça-chave para o esclarecimento da morte de Celso, Dionísio Aquino Severo fugiu de helicóptero de um presídio de Guarulhos. Sua fuga “foi armada para ele comandar esse seqüestro, que planejou de forma totalmente compartimentada” para que quem executasse o crime não soubesse quem o havia planejado (Tuma Júnior, p.243).
Dionísio era líder do Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), facção rival do PCC. Depois de preso e levado à delegacia onde Tuma Júnior o ouviu por 20 horas, foi encaminhado ao CDP1 do Belém. “Consultei o Dionísio. Ele deu o ok, disse que era área dele, na presença de sua advogada. No dia seguinte ele estava no parlatório, em conversa com uma das advogadas, a Maura Marques. No mesmo local estava o José Edson, integrante da favela do Pantanal, não se sabe porquê.
E aconteceu uma coisa surreal, escandalosa, absolutamente incomum. Nove portas do presídio estavam abertas. Um grupo de presos atravessou as nove portas, pegou o Dionísio no parlatório onde ele, tranquilamente, escrevia uma carta para a sua mulher, afim de que sua advogada pudesse entregar, e o arrastaram. E o José Edson ali, vendo tudo. A advogada ligou lá de dentro e disse: ‘Doutor, estão matando o menino. O Dionísio levou mais de 40 facadas!!!’.
Agora me respondam: como, em um presídio de segurança máxima, deixam nove portas abertas entre uma área e outra?
Para apurar as circunstâncias da morte dele não fizeram quase nada” (Tuma Júnior, pp. 254 e 255).
Que os presídios sejam estruturados de modo a preservar a vida de quem é recluso e que não sejam dominados por facções criminosas, o que os torna mecanismos de sua reprodução ampliada.
3º desejo: um sistema policial “padrão FIFA”
Quanto à Polícia Federal “dois delegados da PF estiveram no apartamento do Celso Daniel após o crime. Fizeram uma busca, e consta que levaram seu computador, fato registrado pela TV Globo, que os abordou na saída do prédio; até hoje ninguém sabe e ninguém viu aquele hardware. Ambos os delegados, por mera coincidência, foram muito prestigiados no governo Lula, que se instalou menos de um ano depois” (Tuma. Júnior, p.268).
Quanto ao DHPP, diante de sua vergonhosa investigação de tudo o que se relacionou com a morte de Celso, resta responder por que razões isto se deu?
Que essa resposta seja dada neste ano com um trabalho que retome o que de bom já foi feito nas investigações e seja complementado de forma profissional, seja pela polícia federal, seja pela estadual.
4º desejo: um sistema legal “padrão FIFA”
Como aceitar que cidadãos de um mesmo país sejam julgados em condições diferentes? A legislação brasileira tem lacunas que permitem que os indivíduos sejam tratados de forma desigual. “Quebra de sigilo indicou que o telefone celular de um deputado estadual do PT estava nas imediações do local do encontro do cadáver de Celso Daniel; Esse deputado tinha um cheque de Sombra depositado em sua conta bancária” (Tuma Júnior, p. 273). Por que razão ele foi julgado em foro especial?
Aliás, Sergio Gomes da Silva, enquanto ficou preso, teve direito a cela especial, em função de possuir diploma de curso superior, rematado absurdo.
Que a legislação seja aperfeiçoada, nestes e em inúmeros outros aspectos para que todos sejam tratados igualmente.
5º desejo: um sistema partidário “padrão FIFA”
O sistema partidário brasileiro está em crise. Partidos políticos são utilizados mais para projetos de poder e para enriquecimento do que para ouvir os anseios da população, discuti-los com toda a sociedade e canalizá-los às instituições para a definição de rumos que possam levar o país ao desenvolvimento.
Costumam atuar de forma intransparente. Para se viabilizarem eleitoralmente buscam esconder o que de ilegal e imoral fazem. Cid Benjamin destaca que, “Poucos dias depois do assassinato de Celso, e já tendo sido publicadas minhas primeiras matérias sobre o caso, houve uma edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Fui cobrir o evento pelo Jornal do Brasil. Tinha a expectativa de, lá, conseguir mais informações de dirigentes do partido e de militantes do PT em Santo André que estavam naquela cidade.
Não obtive grande coisa. Um ministro todo-poderoso do governo Lula teve uma reunião com a delegação petista do Grande ABC só para tratar do assunto. Afirmou ser muito grave o que fora publicado no JB, porque com certeza tinha como fonte ‘gente de dentro do PT’. E determinou que ninguém aceitasse falar comigo “(Benjamin, p. 259).
Que os partidos mudem sua forma de atuar, se enraízem na sociedade, promovam o debate de questões que estejam alicerçadas em seus interesses e sejam democráticos e transparentes.
6º desejo: um sistema de comunicações “padrão FIFA”
Problemas do sistema de comunicação no Brasil, pouco afeto a alargar os espaços de debate dos problemas nacionais, se refletiram e continuam se refletindo na cobertura dos acontecimentos que cercaram “o assassinato de Celso Daniel. Nos meses seguintes, houve sete mortes [na verdade foram oito] de pessoas que, de uma forma ou de outra, estiveram ligadas ao caso. Quando essa sucessão de mortes aconteceu, eu não estava mais no JB. Embora elas tenham sido noticiadas de forma isolada, os jornais, não lhes deram a importância devida, por motivos que não consigo captar” (Benjamin, p. 260).
Que se reforme nosso sistema de comunicações para que ele seja um local de debates, de educação e cultura e não de manipulação de informações, de espetacularização das notícias e de esvaziamento das mentes dos telespectadores para que fiquem atentos nos momentos de propaganda, momento em que atingem maior eficácia.
7º desejo: um sistema de financiamento de campanhas “padrão FIFA”
Partidos políticos que se voltam fundamentalmente a viabilizar projetos de poder, desenraizados da sociedade, em geral organizam esquemas ilegais de arrecadação de recursos a partir do uso do aparato público e pouco fazem para mudar as leis que regulam a propaganda eleitoral. Muitos os encaram como mal necessário. Mas então “os fins justificam os meios?
Penso que não. Fins e meios estão indissoluvelmente ligados. Determinados meios comprometem os fins que se pretende atingir de forma irremediável. é inevitável uma constatação: se o PT tivesse refletido de forma mais profunda e tirado as devidas lições do caso Santo André – e antes dele, do caso CPEM – provavelmente não teria vivido as agruras que viveu no episódio do mensalão, no qual, aliás, foram condenados à prisão alguns dos mais importantes dirigentes que estava à frente do partido em 2002, ano de morte de Celso Daniel” (Benjamin, p. 264).
Que a sociedade discuta meios de financiar campanhas que as barateiem, que viabilizem o debate das grandes questões (locais, regionais e nacionais), que evitem a formação de “caixa dois”, a estruturação de “partidos de aluguel” e o enriquecimento ilícito.
8º desejo: uma “burocracia com autonomia inserida” “padrão FIFA”
O Estado deve deixar de ser problema para se tornar solução: que seja profissionalizado, que garanta a evolução de seus quadros em carreiras estáveis (não incondicionais), com formação contínua (portanto capazes de inovar), que tenham capacidade para o planejamento democrático, e, portanto, se insiram na sociedade sem serem por ela corrompidos, que não façam da sociedade sua presa.
Romeu Tuma Junior, em função de investigações que realizava sobre a máfia dos fiscais em São Paulo, estava para indiciar o então secretário de governo da prefeitura em 2000. A pressão para que isso não ocorresse o tirou da investigação: “fui exilado para comandar a delegacia de Taboão da Serra” (Tuma Junior, p. 234). Talvez se houvesse na estrutura policial o estatuto da inamovibilidade dos cargos, esse tipo de pressão poderia não ter plena eficácia.
Outro problema da administração pública brasileira é seu enorme número de cargos de confiança, não necessariamente utilizados para fazer com que ela funcione de forma eficiente e republicana, mas como objeto de manipulação para organizar maiorias parlamentares e projetos de poder: “o que garantiu a impunidade, até hoje, das cabeças que articularam e/ou se omitiram diante dos crimes que culminaram na morte de Celso Daniel foi a eleição de Lula naquele ano, e sua permanência no poder. Esse fato possibilitou a distribuição de espaços, cargos e recompensas aos companheiros, e permitiu empregar, até o presente, todos os órfãos, atores, ‘viúvos’ e ‘viúvas’ do prefeito morto de Santo André. E com certeza contribuiu decisivamente para que, burras abastecidas, as bocas permanecessem caladas e os ânimos serenados” (Tuma Junior, p. 282).
Que entre na agenda a construção de uma “burocracia estatal com autonomia inserida”.
9º desejo: um sistema tributário “padrão FIFA”
Sistemas de educação, saúde, transporte público, policial, prisional, de justiça etc, “padrão FIFA”, exigem recursos, muito embora recursos apenas, sem as necessárias reformas, sem alocação eficiente, podem significar desperdiçá-los. A esse respeito, valem os seguintes relatos.
Após o lamentável trabalho de investigação feito pelo DHPP, a cúpula da polícia designou a doutora Elizabeth Sato para presidir o segundo inquérito. Segundo Tuma Júnior, a delegacia por ela presidida não tinha estrutura para isso: “Com os recursos de que dispunha, e certamente a pressão que sofria, a Dra. Sato cumpriu seu trabalho e confirmou minha tese investigativa: Dionísio de Aquino Severo era implicadíssimo no seqüestro e morte do prefeito Celso Daniel, que teve ação compartimentada e levou para o túmulo o que poderia revelar.
Em outras palavras, ela reconheceu que o Dionísio era o vínculo com o esquema do Sombra e de seus comparsas. Só por isso já se vê como são inverídicas as notícias que afirmam que a polícia refez a investigação e chegou ao mesmo resultado” (Tuma Júnior, p. 279). No entanto encerrou sua incumbência sem encaminhar diligências demandadas por seus próprios investigadores e também pelo Ministério Público.
Tuma Júnior também se refere à insuficiência de recursos quando investigava a máfia dos fiscais: “… eu estava sofrendo até ameaça de morte. Um dia fui ao gabinete falar com o secretário da segurança pública, Marcos Vinícius Petreluzzi. Disse a ele: ‘Secretário, não temos estrutura, precisamos de gente. Pô, estamos investigando a máfia dos fiscais, que já tentaram investigar uma vez e não conseguiram. É um jogo muito pesado’. Ele respondeu: ‘Aqui não é o Muro das Lamentações’.
Veja: você é delegado de polícia, dedicado, e chega no secretário de Segurança, informando que não há estrutura, e ele te responde que ali não é o Muro das Lamentações!”(Tuma Júnior, pp. 234 e 235).
Que se reforme o sistema tributário de tal forma que simultaneamente contribua para reduzir desigualdades, tributando mais os ricos e menos os pobres, ao contrário do que ocorre atualmente e viabilize recursos para dotar o Estado de estrutura adequada para prestar bons serviços à população.
10º desejo: a retomada da investigação do assassinato de Celso “padrão FIFA”
Tuma Júnior elenca em seu livro inúmeras providências investigativas não encaminhadas ao longo do tempo. Sugere que isto pode ser feito pela Dra. Elizabeth Sato: “Hoje, já promovida à Classe Especial, ela dirige o DHPP e tem uma estrutura fantástica para –agora sim, e se deixarem- reinvestigar o caso” (Tuma Júnior, pp.279 e280).
Que se reiniciem então novamente as investigações neste novo ano.
Bruno José Daniel Filho, técnico da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) e professor do departamento de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

POLÍTICA: Marta Suplicy vai recorrer de condenação por improbidade administrativa

Do BAHIA NOTÍCIAS 

Foto: José Cruz/ABr
A ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), vai recorrer da condenação por improbidade administrativa. Caso a medida não seja revertida, a ex-senadora perderá os direitos políticos por três anos e ainda terá que multa de cinco vezes o valor atualizado do salário que recebia entre os anos de 2001 e 2005, quando era prefeita de São Paulo (veja aqui). Segundo a assessoria do Ministério da Cultura, Marta e seus advogados particulares já estão discutem a sentença da 1ª Vara da Fazenda Pública da Justiça de São Paulo, publicada no Diário da Justiça estadual do último dia 10. Segundo a Agência Brasil, a decisão do juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho proíbe a ministra de assinar contratos com o Poder Público, receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária. A proibição também tem validade de três anos. A denúncia por improbidade administrativa foi apresentada pelo Ministério Público estadual. Segundo o documento, a prefeitura de São Paulo contratou a organização não governamental (ONG) Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual sem licitação quando era prefeita da capital paulista. No mesmo processo, também foi condenada a ex-secretária de Educação Maria Aparecida Perez. Ela foi condenada às mesmas penas que Marta. Já a ONG foi condenada a pagar multa de 10% do valor do contrato original firmado com a prefeitura de São Paulo (R$ 373.119,19, em 2002), quantia que deve ser atualizada, além de estar proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por três anos.

GESTÃO: Estados e municípios perderam cerca de R$ 23 bi com desonerações do IPI

Do ESTADAO.COM.BR

Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, essa foi a perda desde 2009 do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados

ALEXA SALOMÃO - O Estado de S.Paulo

A desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para sonhos de consumo, como o carro e a máquina de lavar roupa, foi adotada em caráter provisório para combater uma eventual retração da economia a partir da crise financeira de 2008. Boa parte da renúncia fiscal, porém, permanece até hoje, encolhendo o caixa não apenas da União. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a desoneração do IPI desde 2009, já incluindo a estimativa de 2014, provocou uma perda de R$ 23,5 bilhões a Estados e municípios.
O ministro Guido Mantega defende a desoneração como uma alternativa positiva para elevar o consumo, reverter a retração dos setores beneficiados e preservar empregos - o que, por tabela, no médio prazo, aqueceria a economia e levaria ao aumento da arrecadação, anulando a renúncia fiscal.
Não foi o que identificou a CNM. Estados e municípios perderam recursos por meio dos fundos criados para a União compartilhar o IPI. O Fundo de Participação dos Estados, que recebe 21,5% do IPI, perdeu R$ 12,4 bilhões. O Fundo de Participação dos Municípios, que fica com 23,6% da arrecadação, tem uma retração estimada em R$ 11,1 bilhões.
"Foi dinheiro que deixou de ser investido na melhoria da infraestrutura e em serviços básicos: só a saúde perdeu R$ 4 bilhões", diz Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.
Insustentável. Na avaliação de Raul Velloso, especialista em contas públicas, há um prejuízo ainda maior, que ainda não foi bem avaliado. Velloso concorda que desonerações deveriam ser bem-vindas, pois aliviam o peso da enorme carga tributária do Brasil. Mas, segundo ele, como o gasto público é engessado por várias obrigações, cortes aleatórios tendem a trazer mais prejuízos do que benefícios.
Velloso identificou que o crescimento das receitas e das despesas era quase igual até 2008,cerca de 9% ao ano. À medida que a desoneração ganhou espaço, a receita continuou a crescer, mas abaixo da expansão das despesas. Nos 12 meses fechados em novembro de 2013, a receita cresceu 2,6%, abaixo dos 6,1% de alta das despesas.
"Não é possível que o governo não tenha percebido que a desoneração, sem corte de gastos, é insustentável e coloca em risco a solvência do País, pois afeta não apenas a União, mas também Estados e municípios", diz Velloso.

EDUCAÇÃO: OAB divulga resultado final da primeira fase do Exame de Ordem

Do BAHIA NOTÍCIAS 

O resultado final da primeira fase do XII Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi divulgado nesta última sexta-feira (17). A lista de candidatos aprovados na prova objetiva já leva em conta as alterações decorrentes de recursos interpostos após a liberação do resultado preliminar. A segunda fase, que envolve a prova prático-profissional, será aplicada no dia 9 de fevereiro, a partir das 13h (horário de Brasília), em todo o país. A prova é composta de uma peça profissional e quatro perguntas discursivas, sob a forma de situações-problema. Caso o candidato não seja aprovado nesta segunda fase, ele poderá aproveitar a aprovação na primeira etapa e fazer apenas a prova prático-profissional no próximo Exame de Ordem. O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharéis de Direito ou alunos que cursam o último ano da graduação, e é condição necessária para que o profissional possa advogar.

FRAUDE: Primeiro suspeito de participar de fraude na Caixa Econômica é preso

Do CORREIO

PF deteve suplente de deputado Ernesto Vieira Neto neste sábado (18)
Agência Estado

A Polícia Federal deteve na tarde de hoje o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto. Filiado ao PMDB, ele é suspeito de fazer parte do esquema que desviou cerca de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal.

O suplente foi detido entre as cidades de Carolina e Estreito, na região sul do Maranhão, segundo o delegado federal Omar Pepow. Ele deve prestar depoimento ainda hoje, conforme informações da Agência Brasil.



Operação da PF deflagrada hoje em três Estados desarticulou uma quadrilha que teria dinheiro da Mega-Sena. O banco relatou à PF que se trata da maior fraude já sofrida em toda sua história. Segundo a polícia, os envolvidos forjavam um bilhete da Mega-Sena com os números sorteados.

Depois, abriam uma conta em nome de um ganhador fictício, com o aval de um gerente da Caixa da agência de Tocantinópolis (TO). Em seguida, o dinheiro era transferido para diversas contas.
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