O Globo
Com agências internacionais
É assim que o governo sírio classifica os manifestantes que protestam contra o regime
BEIRUTE - Em mais um desafio à pressão da comunidade internacional contra a violência na Síria, o presidente Bashar al-Assad promulgou uma lei que determina a aplicação da pena de morte para quem for condenado por distribuir armas para terroristas ou participar de atos terroristas. Essa é a classificação que o regime sírio vem usando para descrever os manifestantes que desde março enfrentam as tropas oficiais em protestos por liberdade no país.
A agência de notícias oficial da Síria informou nesta terça-feira que, de acordo com a nova lei, aqueles que foram considerados culpados por tráfico de armas poderão enfrentar penas de 15 anos à prisão perpétua. Já os condenados por contrabandear e distribuir armas com o objetivo de realizar ataques terroristas serão sentenciados à morte.
Embora o governo Assad tenha assinado um plano de paz proposto há semanas pela Liga Árabe, a violência no país continua e a oposição considera que a medida foi apenas uma manobra. Segundo ativistas, mais de 100 pessoas foram mortas no país apenas nesta segunda-feira.
O Observatório Sírio para Direitos Humanos informou que entre as vítimas estão cerca de 70 desertores do Exército que teriam sido baleados ao tentar fugir de suas bases em Idlib. Outro grupo, o Comitê de Coordenação Local, afirmou que 48 civis morreram em oito incidentes diferentes.
Resolução da ONU cobra cumprimento de acordo
A Liga Árabe disse que uma equipe seria enviada ainda esta semana à Síria, que se comprometeu, ao assinar o acordo com a organização, a aceitar a entrada de observadores internacionais. Outra medida para aumentar a pressão sobre o regime Assad foi a aprovação na Assembleia Geral da ONU de uma resolução condenando o governo pela repressão aos protestos, que segunda a organização já deixou cerca de 5 mil mortos.
A medida foi aprovada por 133 votos, contra 11, com 43 abstenções. O texto exige o fim imediato do desrespeito aos direitos humanos e pede que a Síria adote o plano da Liga Árabe. Além dos observadores internacionais, a proposta prevê a entrada da mídia estrangeira no país, a libertação de presos políticos e a retirada de tropas de cidades sírias.
Com agências internacionais
É assim que o governo sírio classifica os manifestantes que protestam contra o regime
BEIRUTE - Em mais um desafio à pressão da comunidade internacional contra a violência na Síria, o presidente Bashar al-Assad promulgou uma lei que determina a aplicação da pena de morte para quem for condenado por distribuir armas para terroristas ou participar de atos terroristas. Essa é a classificação que o regime sírio vem usando para descrever os manifestantes que desde março enfrentam as tropas oficiais em protestos por liberdade no país.
A agência de notícias oficial da Síria informou nesta terça-feira que, de acordo com a nova lei, aqueles que foram considerados culpados por tráfico de armas poderão enfrentar penas de 15 anos à prisão perpétua. Já os condenados por contrabandear e distribuir armas com o objetivo de realizar ataques terroristas serão sentenciados à morte.
Embora o governo Assad tenha assinado um plano de paz proposto há semanas pela Liga Árabe, a violência no país continua e a oposição considera que a medida foi apenas uma manobra. Segundo ativistas, mais de 100 pessoas foram mortas no país apenas nesta segunda-feira.
O Observatório Sírio para Direitos Humanos informou que entre as vítimas estão cerca de 70 desertores do Exército que teriam sido baleados ao tentar fugir de suas bases em Idlib. Outro grupo, o Comitê de Coordenação Local, afirmou que 48 civis morreram em oito incidentes diferentes.
Resolução da ONU cobra cumprimento de acordo
A Liga Árabe disse que uma equipe seria enviada ainda esta semana à Síria, que se comprometeu, ao assinar o acordo com a organização, a aceitar a entrada de observadores internacionais. Outra medida para aumentar a pressão sobre o regime Assad foi a aprovação na Assembleia Geral da ONU de uma resolução condenando o governo pela repressão aos protestos, que segunda a organização já deixou cerca de 5 mil mortos.
A medida foi aprovada por 133 votos, contra 11, com 43 abstenções. O texto exige o fim imediato do desrespeito aos direitos humanos e pede que a Síria adote o plano da Liga Árabe. Além dos observadores internacionais, a proposta prevê a entrada da mídia estrangeira no país, a libertação de presos políticos e a retirada de tropas de cidades sírias.
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