Oficiais e autoridades acompanham velório de Kim Jong-il no Memorial Kumsusan REUTERS O Globo
Com agências internacionais
PYONGYANG - Com o corpo do pai exposto dentro de uma caixa de vidro, cercado por flores, o sucessor do ditador da Coreia do Norte visitou nesta terça-feira o mausóleu onde acontece o velório de Kim Jong-il. Desconhecido no mundo e no próprio país até 2010, quando foi anunciado como o herdeiro da dinastia governante, Kim Jong-un já herda também o culto à personalidade que acompanhou Jong-il e seu pai, Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte.
A mídia norte-coreana começou a chamar Jong-un de "outro líder mandado dos céus", descrição até agora reservada a seu pai. Em um longo editorial, o jornal "Rodong Sinmun", do Partido dos Trabalhadores, chamou a Coreia do Norte de a nação de "Kim Il-sung", a "Coreia de Kim Jong-il" e classificou Kim Jong-un como "o pilar espiritual e o farol da esperança" para o Exército e o povo. Já a rádio estatal afirmou que "a ideologia do respeitoso camarada Kim Jong-un equivale à ideologia e à vontade do general Kim Jong-il".
Além do corpo do ditador - que morreu no sábado, mas só teve sua morte revelada no domingo (madrugada de segunda-feira no horário de Brasília) -, a TV estatal norte-coreana exibiu também imagens de soldados aos prantos e cidadãos lotando praças em Pyongyang para render homenagens a Jong-il e a seu filho mais novo, escolhido como sucessor apesar da inexperiência. Os atos são mais uma indicação de que a transição já está em curso.
Em sua primeira aparição pública após a morte do pai, o jovem foi acompanhado ao mausoléu Kumsusan por oficiais militares e autoridades do Partido dos Trabalhadores, indicando quem participa da transição de poder. Nenhum nome novo apareceu em cena. Mas, apesar da falta de surpresas, a ausência de informações característica da Coreia do Norte levanta dúvidas e temores sobre uma possível instabilidade no país, detentor de armas nucleares.
Coreia do Sul ofrece condolências aos norte-coreanos
Com a tensão em alta na região, a Coreia do Sul, que colocou seu Exército em alerta, ofereceu nesta terça-feira condolências ao povo norte-coreano. O governo do Sul informou, porém, que não enviará uma delegação do governo ao funeral de Kim Jong-il, vítima de um ataque cardiáco durante uma viagem em seu trem.
"Esperamos que a Coreia do Norte recupere sua estabilidade em breve e que o Sul e o Norte possam trabalhar juntos pela paz e a prosperidade na península coreana", afirma um comunicado do governo lido pelo ministro da Unificação, Yu Woo-ik.
Em Pequim, o presidente Hu Jintao visitou a embaixada da Coreia do Norte para expressar suas condolências. A visita foi mais um sinal de apoio do governo chinês, que já expressou seu aval a Kim Jong-un para liderar a única dinastia comunista do mundo. Com a estabilidade na Coreia do Norte figurando no topo da lista de prioridades da China, o governo de Pequim afirmou na segunda-feira esperar que o povo "continue unido e transforme sua dor em força".
Com agências internacionais
PYONGYANG - Com o corpo do pai exposto dentro de uma caixa de vidro, cercado por flores, o sucessor do ditador da Coreia do Norte visitou nesta terça-feira o mausóleu onde acontece o velório de Kim Jong-il. Desconhecido no mundo e no próprio país até 2010, quando foi anunciado como o herdeiro da dinastia governante, Kim Jong-un já herda também o culto à personalidade que acompanhou Jong-il e seu pai, Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte.
A mídia norte-coreana começou a chamar Jong-un de "outro líder mandado dos céus", descrição até agora reservada a seu pai. Em um longo editorial, o jornal "Rodong Sinmun", do Partido dos Trabalhadores, chamou a Coreia do Norte de a nação de "Kim Il-sung", a "Coreia de Kim Jong-il" e classificou Kim Jong-un como "o pilar espiritual e o farol da esperança" para o Exército e o povo. Já a rádio estatal afirmou que "a ideologia do respeitoso camarada Kim Jong-un equivale à ideologia e à vontade do general Kim Jong-il".
Além do corpo do ditador - que morreu no sábado, mas só teve sua morte revelada no domingo (madrugada de segunda-feira no horário de Brasília) -, a TV estatal norte-coreana exibiu também imagens de soldados aos prantos e cidadãos lotando praças em Pyongyang para render homenagens a Jong-il e a seu filho mais novo, escolhido como sucessor apesar da inexperiência. Os atos são mais uma indicação de que a transição já está em curso.
Em sua primeira aparição pública após a morte do pai, o jovem foi acompanhado ao mausoléu Kumsusan por oficiais militares e autoridades do Partido dos Trabalhadores, indicando quem participa da transição de poder. Nenhum nome novo apareceu em cena. Mas, apesar da falta de surpresas, a ausência de informações característica da Coreia do Norte levanta dúvidas e temores sobre uma possível instabilidade no país, detentor de armas nucleares.
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Com a tensão em alta na região, a Coreia do Sul, que colocou seu Exército em alerta, ofereceu nesta terça-feira condolências ao povo norte-coreano. O governo do Sul informou, porém, que não enviará uma delegação do governo ao funeral de Kim Jong-il, vítima de um ataque cardiáco durante uma viagem em seu trem.
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