segunda-feira, 28 de julho de 2014

ECONOMIA: Dólar fecha em leve queda, cotado a R$ 2,224 na venda

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou em leve queda de 0,18% nesta segunda-feira (28), cotado a R$ 2,224 na venda. A moeda norte-americana encerrou a semana passadapraticamemente estável, com pequena baixa de 0,04%.
Nesta sessão, investidores estavam à espera da divulgação de importantes indicadores da economia dos Estados Unidos e da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).
"É uma semana de agenda cheia, é natural que comece sem muitos movimentos, enquanto o fluxo de notícias não engrena", afirmou um estrategista à agência de notícias Reuters.
Na quarta-feira (30), será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre. No mesmo dia, o Fed anuncia sua decisão sobre a política econômica que, atualmente, consiste em reduzir gradualmente o pacote de estímulos econômicos.
Na última reunião, em 18 de junho, o BC norte-americana cortou mais US$ 10 bilhões do seu programa de estímulos, para US$ 35 bilhões por mês.
A principal expectativa do mercado, no entanto, é quando o Fed deve começar a subir a taxa de juros no país.
A alta dos juros lá preocupa investidores brasileiros, pois isso poderia atrair para os EUA, onde os negócios são considerados mais seguros, recursos atualmente investidores em países emergentes, como é o caso do Brasil.
No contexto brasileiro, as atuações do Banco Central também influenciaram o resultado do dólar.

POLÍTICA: 'Minimizamos os efeitos da crise', diz Dilma sobre 'marolinha' de Lula

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

Campanha presidencial 2014 
28.jul.2014 - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, se negou a comentar se manteria o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, eu um segundo mandato. ?Não é hora de falar sobre ministério?, afirmou durante sabatina organizada pelo UOL, pela "Folha de S.Paulo", pelo SBT e pela rádio Jovem Pan no Palácio da Alvorada - Pedro Ladeira/Folhapress
A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) admitiu, em sabatina realizada nesta segunda-feira (28) no Palácio Alvorada, em Brasília, que o governo federal minimizou o impacto da crise financeira internacional, iniciada em 2008, sobre a economia brasileira.
A sabatina é realizada pelo UOL, "Folha de S. Paulo", SBT e rádio Jovem Pan" A afirmação de Dilma foi feita em resposta a uma pergunta do jornalista Josias de Souza, blogueiro do UOL, que a questionou sobre a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita em 2009, na qual o padrinho político de Dilma disse que a crise global teria o efeito de uma "marolinha" no Brasil.
"Todos nós erramos porque a gente não tinha ideia do grau de descontrole que o sistema financeiro internacional tinha atingido", afirmou Dilma. "Nós minimizamos os efeitos da crise sobre a economia brasileira", disse.
Antes, a presidente responsabilizou a crise internacional pelo baixo crescimento da economia durante a sua gestão. Na avaliação de Dilma, o impacto da crise foi sentido pelos países emergentes, como Brasil, Índia e, posteriormente, a China. A presidente afirmou que os países desenvolvidos já se recuperaram da crise e que o mesmo deve ocorrer com os emergentes nos próximos anos.
Ministério
Indagada sobre se irá trocar o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, se for reeleita, a presidente tergiversou e cutucou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao relembrar o episódio das eleições municipais de 1985, quando FHC foi fotografado pela revista "Veja" na cadeira de prefeito. 
"Estamos em plena campanha eleitoral. Não é bem a hora de a gente discutir ministério. A última vez que botaram o carro na frente dos bois, o que aconteceu? Sentaram na cadeira do prefeito antes das eleições", afirmou.
Sabatinas
A presidente foi sabatinada no Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial da presidencial. Os quatro veículos de comunicação já sabatinaram neste mês os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB). A sabatina dos dois opositores de Dilma foi realizada no Teatro Folha, que fica no Shopping Pátio Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. As duas entrevistas foram acompanhadas por uma plateia, ao contrário do que ocorreu no caso da presidente.

MUNDO: Novos ataques de Israel em Gaza deixam 10 mortos, dizem médicos

O ESTADO DE S. PAULO

Governo israelense negou responsabilidade e afirmou que ataques resultaram de erro em lançamento de foguete pelo Hamas
GAZA - Uma explosão em um jardim público em um campo de refugiados em Gaza matou dez pessoas, sendo oito crianças, e feriu outras 40, disseram médicos palestinos nesta segunda-feira, 28.
Os moradores atribuíram a explosão a um ataque aéreo israelense, mas Israel negou responsabilidade e afirmou que se tratou de uma falha num foguete lançado pelos militantes do grupo Hamas. Os passageiros de um carro que passava pelo local também foram atingidos.
Mãe de uma das crianças palestinas que morreu em ataque
Outra explosão abalou o hospital de Shifa, o principal de Gaza, sem causar vítimas. Segundo a agência Efe, o ataque deixou pelo menos três mortos e dezenas de feridos. Israel, que anteriormente acusou os militantes do Hamas de se esconderem no hospital, novamente atribuiu o fato a um erro no disparo de um foguete.
"Nós saíamos da mesquita quando vimos as crianças brincando com seus brinquedos. Segundos depois, o foguete caiu", disse Munther Al-Derbi, morador do campo. "Que Deus puna Netanyahu", disse ele, referindo-se ao primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.
Israel e os militantes palestinos em Gaza estão há três meses envolvidos em confrontos. Desde o início da operação israelense em Gaza, 1.049 palestinos morreram, a maioria delas civis. Morreram também 43 soldados e três civis israelenses atingidos por foguetes e projéteis de morteiro disparados pelo Hamas.
O Exército israelense disse estar investigando as informações vindas da Faixa de Gaza. Os ataques ocorreram quando expirou o cessar-fogo humanitário de 24 horas estipulado domingo.
Um ataque feito com morteiros a partir da Faixa de Gaza matou quatro pessoas no sul de Israel, disseram autoridades médicas israelenses. O diretor do ambulatório Magen David Adom disse a uma rádio do Exército que várias pessoas ficaram feridas no ataque e foram levadas a hospitais. /AP, EFE e REUTERS

MUNDO: Netanyahu critica pedido da ONU por cessar-fogo em Gaza

O ESTADO DE S. PAULO

Primeiro-ministro de Israel afirma que a proposta atende apenas às necessidades do grupo Hamas e não dos israelenses
JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, criticou nesta segunda-feira, 28, o pedido do Conselho de Segurança da ONU de uma trégua humanitária imediata na Faixa de Gaza, alegando que o posicionamento atendia às necessidades dos militantes islamitas do Hamas enquanto negligenciava a segurança de Israel.
Segundo Netanyahu, comunicado da ONU atende necessidades de "grupo terrorista assassino, que ataca civis israelenses"
O comunicado emitido pelo Conselho no domingo "refere-se às necessidades de um grupo terrorista assassino, que ataca civis israelenses e não tem nenhuma resposta para as necessidades de segurança de Israel", disse Netanyahu ao Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, segundo informações repassadas por seu gabinete.
O Conselho de Segurança chegou a um acordo na noite de domingo 27 e fez um comunicado pedindo a Israel uma trégua humanitária e incondicional, "permitindo a entrega da assistência urgentemente necessária" a Gaza./REUTERS

MUNDO: Ao menos 160 crianças morreram cavando túneis para o Hamas, diz relatório

De OGLOBO.COM.BR
POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Documento do Instituto de Estudos Palestinos aponta que grupo militante islâmico não agiu para impedir trabalho infantil
Militar dá explicações a jornalistas durante uma turnê organizada pelo Exército por um túnel que seria usado por militantes palestinos para ataques a Israel - POOL / REUTERS
JERUSALÉM — No momento em que Israel denuncia a descoberta de numerosos túneis construídos pelo Hamas, a mídia israelense chamou atenção nesta segunda-feira para o uso de mão de obra infantil nas obras, citando um relatório do Instituto de Estudos Palestinos, de 2012. De acordo com o documento, pelo menos 160 crianças morreram durante as escavações.
O relatório, intitulado de “O fenômeno túnel de Gaza: A dinâmica involuntária do cerco de Israel”, diz que o grupo militante islâmico não agiu para acabar com o trabalho infantil.
Em dezembro de 2011, o autor do relatório, Nicolas Pelham, acompanhou uma patrulha policial em Gaza. Segundo o analista, “nada foi feito para impedir o uso de crianças nos túneis”.
Desde o início da operação Limite Protetor contra o Hamas, há 21 dias, o Exército israelense descobriu 31 ​​túneis do Hamas que levam até Israel.
Do lado da Faixa de Gaza, a ofensiva israelense provocou a morte de mais de mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, o que provocou duras críticas da comunidade internacional e de grupos de direitos humanos.

COMENTÁRIO: Responsabilidade moral

Por Ricardo Noblat - Do blog do NOBLAT
OGLOBO.COM.BR

Fica combinado: Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobras em 2006, nada teve a ver com a compra pela empresa da refinaria americana de Pasadena, negócio de US$ 1,245 bilhão que deixou um prejuízo de US$ 792 milhões.
E Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, nada fez de censurável ao asfaltar em 2010 uma pista de aeroporto a apenas 6 quilômetros de uma fazenda dele.
Candidato a vice-presidente na chapa de Aécio, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) comentou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que isentou Dilma e os demais membros do Conselho de Administração da Petrobras de responsabilidade pelo mau negócio de Pasadena:
- No sentido jurídico, que implica ressarcimento ao dano, ela foi inocentada. Mas, e a responsabilidade moral?
Por oportuna, a indagação do senador caberia no caso de Aécio e da pista de aeroporto na cidade de Cláudio. Ali foi construída em 1983 uma pista de terra batida quando Tancredo Neves, avô de Aécio, governava Minas.
Em 2010, no governo Aécio, o Estado gastou R$ 13,9 milhões com o asfaltamento da pista, o sistema de iluminação do aeroporto e outras benfeitorias.
“Não prejulgo ninguém, acho apenas que todos devem prestar esclarecimento de questões que surgem”, disse Aécio na sexta-feira passada.
Não, ele não se referia ao aeroporto de Cláudio. Nem a outro em Montezuma, cidade do Norte de Minas, onde a família de Aécio é também dona de terras. A pavimentação da pista custou R$ 309 mil em 2007. O aeroporto ainda não funciona.
Aécio cobrou uma palavra de Dilma a respeito de Pasadena. Há quatro meses, Dilma afirmou que ela e os demais conselheiros da Petrobras se basearam num parecer técnico e “juridicamente falho” para aprovar a compra da refinaria.
E jogou a culpa na diretoria da Petrobras comandada, na época, por José Sérgio Gabrielli, homem de confiança de Lula. Por mais absurda que soe, o TCU aceitou a explicação de Dilma.
O Ministério Público de Minas investigou a obra no aeroporto de Cláudio e concluiu que nenhuma ilegalidade foi cometida. Quanto ao aspecto moral...
Não se deve misturar investimento público com propriedade privada. Aécio tornou-se vulnerável a ataques. Assim como a antiga diretoria da Petrobras, que responderá pela compra de Pasadena.
Quanto à capacidade de Dilma como gestora... Pois é!
Peca o TCU pela falta de rigor no exame de assuntos que envolvem políticos importantes.
O inciso IV do artigo 29 do estatuto da Petrobras diz que compete privativamente ao Conselho de Administração “a constituição de subsidiárias, participações em sociedades controladas ou coligadas, ou a cessão dessa participação, bem como a aquisição de ações ou cotas de outras sociedades”. (Olha Pasadena aí, gente!)
O Conselho representa os acionistas da empresa. A diretoria da Petrobras não tem autoridade para vender ou comprar algo sem o referendo dele. É simples assim.
Tinha duas páginas e meia o parecer que Dilma taxou de técnico e “juridicamente falho”. Ora, os conselheiros poderiam ter pedido mais detalhes do negócio. Não o fizeram. Foram açodados - para dizer o mínimo.
No último dia 18, o Conselho aprovou por R$ 600 milhões a venda para a Companhia Energética de Minas da participação acionária da Petrobras na estatal Gasmig.
O preço foi estipulado com base numa avaliação feita pelo Unibanco. Insatisfeito, o Conselho encomendou ao Banco do Brasil outra avaliação. Que confirmou a primeira.
É assim que se faz. E estamos conversados.

ECONOMIA: Dólar sobe, perto de R$ 2,23, e Bovespa opera em queda

Do UOL

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda nesta segunda-feira (28). Por volta das 13h52, o índice recuava 0,38%, a 57.600,28 pontos. No mesmo momento, o dólar comercial tinha alta de 0,14%, a R$ 2,231 na venda. Nesta semana serão divulgados indicadores econômicos importantes nos Estados Unidos. O Banco Central brasileiro deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio, vendendo 4.000 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento em 2 de fevereiro de 2015. O BC também realizou mais um leilão para rolar swaps que vencem em 1º de agosto, vendendo 7.000 contratos. Deixe um comentário (Com Reuters)

FRAUDE: Brasil registra uma tentativa de fraude a cada 17,2 segundos no mês de junho

Do ESTADAO.COM.BR
AGÊNCIA ESTADO
Por Mário Braga

Segundo a Serasa Experian, número de roubos de identidade para realização de negócios ou obtenção de crédito de maneira irregular caiu 11,9%
Em junho, maioria das tentativas ocorreu no setor de telefonia. Foto: Free Images
O número de roubos de identidade para realização de negócios ou obtenção de crédito de maneira irregular caiu 11,9% em junho ante maio e 11,2% em relação a junho de 2013. Apesar da queda, o número chegou a 150.864 tentativas de fraude no mês passado, o que representa uma a cada 17,2 segundos no País, segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude.
No acumulado do primeiro semestre deste ano, o recuo do índice foi de 3,4% ante o mesmo período do ano passado. Na internet, alguns cuidados podem ser tomados para evitar golpes.
Do total de tentativas de criminosos de fraudar dados pessoais de consumidores para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito sem a intenção de honrar os pagamentos, 36,6% se deram no setor de telefonia, segmento com maior concentração de ocorrências. Em junho, o setor de serviços apareceu em segundo lugar, com 33,3% das tentativas de fraude. Neste segmento, se enquadram construtoras, imobiliárias, seguradoras e prestadores de serviços. Com 20,0% do total, o setor bancário é o terceiro colocado.
A Serasa Experian destaca que entre as principais tentativas de golpe aferidas pelo indicador estão: emissão de cartões de crédito, financiamento de eletrônicos no comércio varejista e compra de celulares com documentos falsos ou roubados.
Metodologia. A Serasa Experian esclarece que o Indicador de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de dois conjuntos de informações das bases de dados da entidade: o total de consultas de CPFs efetuado mensalmente e a estimativa do risco de fraude, obtida através da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global consolidada em outros países. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados pela probabilidade de fraude.

ECONOMIA: Aécio já bate Dilma nas apostas de duas consultorias financeiras

Do ESTADAO.COM.BR
FABIO ALVES

MCM Consultores e Nomura Securities acreditam que o candidato tucano tem mais chances de ser o próximo presidente da República
Aécio Neves, do PSDB, ganha terreno nos prognósticos de consultores (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
A MCM Consultores passou a atribuir uma probabilidade de 60% de derrota de Dilma Rousseff na eleição presidencial em outubro. Desde abril, a consultoria trabalhava com um cenário de probabilidade equivalente à reeleição e à vitória da oposição. Em relatório distribuído na quarta-feira, 23, os analistas da MCM rebaixaram as chances da presidente e agora trabalham com uma probabilidade de 60%-40% contra a reeleição.
A consultoria é a segunda instituição financeira a divulgar relatório a clientes apostando publicamente na derrota da presidente Dilma nas eleições presidenciais. A primeira instituição foi a corretora japonesa Nomura Securities, que na quarta-feira, após a pesuisa Ibope/Estadão, aumentou a probabilidade de vitória do candidato tucano Aécio Neves para 70%. No dia 11 de junho, a Nomura Securities já havia atribuído uma probabilidade de 60% de vitória do tucano num segundo turno da eleição presidencial.
“Não estamos declarando taxativamente, é bom esclarecer, que a presidente Dilma não se reelegerá. Longe disso. É muito cedo. A campanha ainda nem começou efetivamente”, escreveram os analistas da MCM na nota enviada a clientes ontem. “Contudo, a nosso juízo, já existem elementos suficientes para atribuir mais probabilidade de vitória à oposição do que à candidatura governista.”
Segundo a MCM, as últimas pesquisas Datafolha e Ibope representaram um ponto de virada (“turning point”) para o novo cenário, agora desfavorável à reeleição. “Ambas mostraram continuidade na tendência de encurtamento da vantagem de Dilma frente a Aécio Neves e
Eduardo Campos no segundo turno e aumento da diferença entre a rejeição à presidente e aos candidatos de oposição”, afirmaram os analistas.
Além das pesquisas, destacou a MCM, a mudança de cenário também levou em conta a piora do quadro econômico, “sintetizado pelo resultado decepcionante do último Caged (abertura de apenas 25 mil vagas de trabalho em junho), os sinais de forte rejeição ao PT no Sudeste – de maneira mais acentuada em São Paulo -, e a baixa competitividade das candidaturas petistas nos estados mais importantes do país, excetuando-se Minas Gerais, onde Fernando Pimentel lidera as pesquisas”.
Segundo a MCM, os fatores que beneficiam a candidatura Dilma não desapareceram, entre os quais mais tempo de propaganda no rádio e na televisão, forte apoio entre os eleitores mais pobres, possibilidade de explorar no horário eleitoral gratuito os programas federais voltados principalmente aos eleitores de baixa renda e o apoio do ex-presidente Lula.
“Considerando a evolução do quadro econômico e político e suas perspectivas futuras, avaliamos que, neste momento, os elementos favoráveis à presidente Dilma são insuficientes para atribuirmos à reeleição maior probabilidade de sucesso do que de fracasso”, escreveram os analistas da consultoria.

ECONOMIA: Mercado reduz previsão para alta do PIB pela 9ª vez seguida

Do ESTADAO.COM.BR
VICTOR MARTINS - AGÊNCIA ESTADO

Analistas consultados pelo Banco Central agora esperam um crescimento da economia brasileira de 0,90% em 2014

Pessimismo no mercado

Projeção para o PIB em 2014 caiu para 0,9% nesta semana
Março (1ª semana)Maio (3ª semana))Julho (4ª semana)2.521.510.50
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 recuou de 0,97% para 0,90% na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, 28, a nona revisão consecutiva do número para baixo. Na semana passada, a expectativa recuou para menos de 1% pela primeira vez no ano. Para 2015, a estimativa de expansão segue em 1,50%.
A projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2014 caiu de 6,44% para 6,41%. Segundo o boletim Focus, há quatro semanas, a estimativa era de 6,46%. Para 2015, a projeção se elevou entre uma semana e outra, passou de 6,12% para 6,21%. Um mês antes, a expectativa estava em 6,10%. A previsão de inflação para os próximos 12 meses à frente recuou de 5,95% para 5,94%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas estava em 5,91%. 
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2014 no cenário de médio prazo caiu de 6,51% para 6,39%. Para 2015, a previsão dos cinco analistas, no entanto, permaneceu estável entre uma semana e outra, ficou em 6,75%. Há quatro semanas, o grupo apostava em altas de 6,33% para 2014 e 7,03% para 2015. 
Os economistas ainda mantiveram em 5% a previsão para os preços administrados para 2014, mesma previsão que consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Um mês antes a expectativa era de alta de 5%. Para 2015, a projeção subiu de 6,50% para 6,75%. Há quatro semanas, era de 7,00% para o próximo ano. O Banco Central espera um valor bem mais baixo para o período, alta de 6%.
Selic. Os economistas mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 em 11% ao ano pela oitava semana seguida. Para 2015, a projeção ficou estável em 12% pela nona semana consecutiva. A taxa básica de juros está em 11,00% ao ano desde a reunião do Copom que ocorreu em 27 e 28 de maio. O próximo encontro da diretoria colegiada do BC será em 02 e 03 de setembro.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2014, no médio prazo, segue em 11% há cinco semanas. Para 2015, no entanto, caiu de 12,25% para 12% entre uma semana e outra.

POLÍTICA: Santander vira alvo de petistas após dizer que economia piora com Dilma

Do UOL
Fernando Rodrigues

Prefeito de Osasco cancelou convênio com o banco; militantes pedem boicote
O banco Santander virou alvo de ataques de petistas desde a 6ª feira (25.jul.2014), quando veio a público um texto enviado a clientes ricos dizendo que o eventual sucesso eleitoral da presidente Dilma Rousseff iria piorar a economia do Brasil.
Jorge Lapas (PT), prefeito de Osasco, município na região metropolitana de São Paulo, aproveitou o episódio para anunciar que romperá o convênio com o banco para recolhimento de impostos e taxas municipais. Segundo ele, o Santander já foi notificado e o contrato será encerrado em 30 dias. Osasco tem o 12º maior PIB do país, segundo o último levantamento do IBGE.
Militantes petistas lançaram uma campanha de boicote ao banco. Em redes sociais, defenderam a transferência de contas correntes para o Banco do Brasil e a Caixa, bancos públicos sob controle do governo federal. Na manhã de 6ª feira, o termo “Santander” era o 4º mais citado por usuário do Twitter no Estado de SP. Porém, dada a dificuldade prática de encerrar uma conta em um banco e abrir em outro, é pouco provável que o movimento ganhe magnitude.
Rui Falcão, presidente do PT, classificou o caso como “terrorismo eleitoral” e divulgou que o banco havia enviado um pedido de desculpas à Presidência. O site Muda Mais, vinculado à campanha de Dilma, também definiu o episódio como “terrorismo eleitoral”. O Blog Amigos do Presidente Lula chamou o extrato de “panfletagem política anti-Dilma” (reprodução abaixo).
A versão brasileira do jornal espanhol “El País” publicou reportagem sobre o episódio no sábado (26.jul.2014). O veículo lembrou que o presidente mundial do banco, Emilio Botín, já foi recebido 4 vezes por Dilma Rousseff e tentava cultivar uma relação de proximidade com o governo brasileiro. Segundo o “El País'', a divulgação do texto vinculando a vitória da presidente a uma piora na economia teria caído “como uma bomba” na Planalto.
Botín chegou ao Rio de Janeiro no domingo (27.jul.2014), para um encontro internacional de reitores de universidades promovido pelo Santander, e falou publicamente sobre o tema. O executivo disse que a interpretação contida no texto enviado aos clientes de alta renda “não é do banco'', mas de um analista que o elaborou e enviou “sem consultar'' seus superiores. Botín também declarou que a divisão brasileira do Santander tomou “as medidas cabíveis'' a respeito e que o presidente da instituição no Brasil, Jesús Zabalza, prestou esclarecimentos a Dilma.
Até às 11h desta 2ª feira (28.jul.2014), o Santander mantinha um grande anúncio em sua página na internet pedindo desculpas pelo episódio. No final de semana, o banco também enviou aos seus clientes mensagem por e-mail, “lamentando profundamente qualquer mal-entendido”, assinado por Conrado Engel, vice-presidente de Varejo do Santander.

MUNDO: Conselho de Segurança da ONU se reúne e pede cessar-fogo em Gaza

O ESTADO DE S. PAULO

Comunicado aprovado por todos os integrantes do CS pede trégua humanitária e entrou em vigor à meia-noite
NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança da ONU chegou a um acordo na noite de domingo 27 e fez um comunicado pedindo a Israel, aos palestinos e aos militantes do Hamas que implementem uma trégua humanitária que se estenda além do feriado muçulmano do Eid al-Fitr e se envolvam em esforços para alcançar um cessar-fogo durável.
O comunicado expressa forte apoio a "um cessar-fogo humanitário e incondicional, permitindo a entrega da assistência urgentemente necessária" a Gaza, onde tropas de Israel e o Hamas lutam há quase três semanas.
Os 15 membros do Conselho de Segurança concordaram com o comunicado, disseram diplomatas, que entrou em vigor formalmente à meia-noite do domingo.
Moradores da Faixa de Gaza e testemunhas disseram que os bombardeios de Israel e o lançamento de foguetes do Hamas diminuíram aos poucos no domingo, indicando que uma trégua de fato estava sendo implementada antes do feriado que começa nesta segunda-feira. /REUTERS

POLÍTICA: Computadores do Planalto editaram Wikipédia para elogiar Padilha e atacar Serra

Do BAHIA NOTÍCIAS


Foto: Alexandre Durão / G1
Computadores do Palácio do Planalto, em Brasília, foram usados para editar páginas do Wikipédia – enciclopédia colaborativa da internet – para fazer elogios ao ex-ministro da Presidente Dilma Rousseff (PT), Alexandre Padilha, que atualmente é candidato do PT ao governo de São Paulo. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o site registra todos os endereços de IP que entram na página e fazem algum tipo de alteração. Após investigação, a reportagem cruzou os dados e descobriu que os endereços localizados estavam registrados em nome do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Presidência da República. Entre 2008 e 2014, a página foi modificada por 11 computadores do governo. Eles incluíram elogios, excluíram críticas feitas aos petistas e ainda atacaram o ex-governador José Serra, em 2010, quando ele era adversário de Dilma nas eleições. Ainda segundo a Folha, as alterações foram desfeitas por outros usuários da rede, já que a página não deve ser tendenciosa, e sim informativa. O Serpro se negou a informar onde ficam os computadores usados para fazer as mudanças e nenhum dos petistas quis comentar o assunto.

MUNDO: Caixas-pretas mostram que partes de foguete acertaram o voo MH17

O ESTADO DE S. PAULO

Autoridade ucraniana afirmou que as análises dos dados do voo mostram que avião caiu em razão de uma 'descompressão explosiva'
KIEV - Análises da caixa-preta com os dados de voo do avião da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia no dia 17 mostram que ele foi destruído por estilhaços vindos da explosão de um foguete e caiu devido a "grande descompressão explosiva", disse uma autoridade do setor de segurança da Ucrânia nesta segunda-feira, 28.
O porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia, Andrei Lisenko, declarou em Kiev que a informação foi dada por peritos que analisam os registros de voo do avião que caiu em território sob controle dos separatistas no leste da Ucrânia, em 17 de julho.
A Grã-Bretanha está encarregada de baixar os dados das duas caixas-pretas recuperadas no local do desastre e entregar a informação para investigadores internacionais que farão a análise.
O governo da Ucrânia e os EUA acusam os separatistas pró-Rússia de terem derrubado o avião. Moscou responsabiliza o governo ucraniano pela queda, na qual morreram todas as 298 pessoas a bordo. /REUTERS

ELEIÇÕES: Sete dos dez maiores doadores de campanha são suspeitos de corrupção

Do UOL, em São Paulo
Leandro Prazeres

Levantamento feito pelo UOL constatou que sete das dez maiores empresas doadoras de campanha nas eleições de 2010 foram ou estão sob investigação devido a indícios de corrupção envolvendo contratos públicos ou por conta dos seus relacionamentos com partidos e políticos.
Para especialistas em direito eleitoral e em contas públicas, os altos valores doados por empresas a candidatos criam uma relação de "promiscuidade" na política que favorece a corrupção no Brasil. Segundo eles, os casos de corrupção investigados ou constatados são, segundo os especialistas, um "efeito colateral" desse relacionamento e as doações são, na realidade, um "investimento" feito pelas empresas. Empresas doadoras e partidos e políticos que receberam as verbas rebatem o argumento e alegam que doações foram feitas dentro da lei. 
A pesquisa tem como base dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aponta que, juntas, essas empresas doaram aproximadamente R$ 496 milhões para candidatos e partidos (veja gráfico detalhando os destinatários do dinheiro ao final do texto).
Entre as doadoras há cinco empreiteiras, um banco e um frigorífico. Parte das investigações sobre os envolvimentos dessas companhias em crimes de corrupção ainda está em curso, mas já há casos de condenações.
A maioria dos crimes investigados envolve o desvio de recursos públicos, superfaturamento de obras contratadas por governos ou empresas públicas e a não contabilização de recursos utilizados em campanhas eleitorais, o chamado caixa dois (veja os principais casos envolvendo cada doador).
As sete maiores doadoras de campanha em 2010 suspeitas de corrupção são: Construções e Comércio Camargo Correa S.A, Construtora Andrade Gutierrez S.A, JBS S.A , Construtora Queiroz Galvão S.A, Construtora OAS S.A, Banco BMG e Galvão Engenharia S.A.
Entre políticos e partidos, apenas a direção nacional do PSC (Partido Social Cristão) e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato ao governo de São Paulo em 2010, responderam. Os dois disseram que as doações recebidas pelo partido em 2010 seguiram a legislação eleitoral.
Para o secretário-geral e fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, as doações de campanhas no Brasil criam uma relação de promiscuidade entre as doadoras, partidos e políticos. "Não é doação, é investimento. Existem estudos que indicam que, de cada R$ 1 doado em campanha, as empresas conseguem outros R$ 8,5 em contratos públicos", diz Castelo Branco.
Para Marlon Reis, que atuou por dez anos como juiz eleitoral e é autor do livro "Nobre Deputado", as doações de grandes empresas colocam partidos e políticos em situação de "dívida" para com os doadores.
"Entrevistei vários políticos que me explicaram como as doações são feitas. Um deles me disse que essas doações são, na realidade, um adiantamento por futuros contratos públicos que as empresas esperam ganhar. É o que eles chamam de bate-pronto", explica.
Outro lado
O UOL entrou em contato com todas as empresas, partidos e políticos citados nesta reportagem. A Camargo Corrêa S.A e a JBS S.A não retornaram aos e-mails e às ligações. A Galvão Engenharia informou que não iria se manifestar sobre o assunto. O Banco BMG respondeu dizendo que não iria comentar sua política de doações. 
A Queiroz Galvão S.A, a OAS S.A e a Construtora Andrade Gutierrez S.A responderam alegando que todas as suas doações foram feitas de acordo com a lei brasileira. A Andrade Gutierrez S.A justificou suas doações com base na representatividade política de cada beneficiado. 
A legislação eleitoral brasileira permite que empresas privadas façam doações a candidatos e partidos políticos. O limite imposto pela lei é de 2% do faturamento das empresas. As principais exceções são empresas concessionárias de serviços públicos como operadoras de telefonia, rodovias e de serviços de saneamento básico.
Uma ação movida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no STF (Supremo Tribunal Federal) pediu a proibição das doações de empresas para campanhas e, apesar a ação ter os votos da maioria dos ministros do STF, a restrição não vai vigorar neste ano.

DIREITO: STF - Indeferida liminar para ex-governador de RR que teve contas julgadas irregulares pelo TCU

O ministro Ricardo Lewandowski, no exercício da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar em Mandado de Segurança (MS 33006) por meio do qual o ex-governador de Roraima Neudo Campos questiona decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que julgou irregulares as contas referentes a sua gestão no Executivo estadual. A irregularidade envolve convênio firmado pelo ex-governador com o então Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER, hoje Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT).
Ao analisar o pedido, o ministro Lewandowski afirmou que não ficou demonstrada nos autos a presença dos requisitos que autorizariam a concessão da medida. Ele ressaltou que as razões que embasam o mandado de segurança “foram integralmente rechaçadas pelo TCU”, não sendo possível concluir, nesse momento processual, pelo desacerto de tal decisão. Além disso, para o ministro, de acordo com os argumentos apresentados, a medida pleiteada não será ineficaz caso seja deferida apenas no julgamento de mérito do MS.
De acordo com os autos, em junho de 2000, durante seu governo em Roraima, Neudo Campos assinou convênio com o DNER, pelo sistema de reembolso de despesas, para execução de obras e serviços em rodovia federal. Segundo ele, foram feitas duas transferências financeiras pelo DNER, para reembolso das despesas. Na sequência, o ex-governador afirma que o TCU julgou irregulares suas contas, condenando-o a restituir o valor integral do convênio.
No MS impetrado no Supremo, Neudo Campos afirma que não tinha responsabilidade na prática de atos de execução do convênio, e que apenas os assinava formalmente. Sustenta que a responsabilidade pela prestação de contas seria de seu sucessor e não sua, uma vez que não se encontrava mais à frente do Executivo no momento em que deveria haver a prestação de contas referente a esse convênio. Por fim, o ex-governador diz que não teve direito à ampla defesa no processo perante o TCU.
Com esses argumentos, pediu ao STF a suspensão liminar dos efeitos da decisão questionada até que o TCU promova audiência do governador que o sucedeu no cargo – a quem, segundo ele, caberia a prestação de contas referente ao convênio. Pedia, ainda, que fosse permitida sua manifestação no processo na corte de contas, alegando que teve negado o direito ao devido processo legal e à ampla defesa.
Processos relacionados

DIREITO: STJ - Liminar suspende pagamento de dívida milionária pelo município de São Paulo

O município de São Paulo conseguiu suspender no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pagamento de uma dívida milionária com a construtora Tratex. Em decisão monocrática, o vice-presidente do STJ, ministro Gilson Dipp, concedeu liminar para suspender o levantamento dos valores sequestrados em favor da construtora até o julgamento de recurso interposto pelo município.
Em medida cautelar com pedido de liminar, o município requereu efeito suspensivo para sustar o levantamento, pela construtora, de valores sequestrados dos cofres públicos até o julgamento do recurso em mandado de segurança pelo STJ. O levantamento em favor da Tratex havia sido determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
O município sustentou que o levantamento dos valores antes da apreciação do recurso implica desrespeito ao seu direito de incluir o débito nos preceitos da Emenda Constitucional 62/09, já que esses valores sequestrados ainda se encontram pendentes de pagamento.
A dívida original da prefeitura com a Tratex havia sido dividida em dez parcelas anuais de R$ 190 milhões, acrescidas de juros legais, mas foram pagas apenas as parcelas de números 1, 2, 3 e 6.
Risco iminente
O ministro Gilson Dipp reconheceu no caso a presença do fumus boni iuris (plausibilidade do direito alegado) e do periculum in mora (risco de dano irreversível), requisitos para a concessão da liminar. Além disso, considerou a necessidade de garantir a utilidade de eventual provimento do recurso em mandado de segurança pelo STJ. Citando precedente da corte, ele entendeu que há risco iminente de dano irreparável na autorização para a construtora sacar os valores bloqueados.
O ministro ressaltou ainda que não há jurisprudência consolidada no STJ acerca da abrangência da norma constitucional – especificamente, se a EC 62, que incide sobre precatórios pendentes de pagamento, alcançaria aqueles cujo sequestro foi deferido no regime anterior, mas que ainda não haviam sido pagos quando da publicação da emenda.
No recurso, o município questiona acórdão do TJSP que o impediu de levantar para si os valores sequestrados e que determinou que a execução da dívida prosseguisse, com o pagamento das parcelas vencidas de números 4, 5, 7 e 8, ficando apenas as duas parcelas restantes sujeitas ao regime especial.
Segundo o TJSP, o valor sequestrado diz respeito a débitos anteriores à EC 62, e o sequestro foi consumado nos termos do regime anterior ao dessa emenda. Com a concessão da liminar na medida cautelar, estão suspensos os efeitos do acórdão.
“Defiro a liminar para atribuir efeito suspensivo ao recurso ordinário em mandado de segurança dirigido a esta corte e, por conseguinte, suspender a execução do acórdão recorrido até ulterior deliberação”, concluiu o ministro. 
Esta notícia se refere ao processo: MC 22952

DIREITO: STJ - Empresa que forneceu suplemento alimentar defeituoso deve indenizar pecuaristas

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que condenou a empresa Bellman Nutrição Animal a indenizar fazendeiros pela venda de suplemento alimentar que provocou a diminuição da fertilidade de seus rebanhos em Mato Grosso.
Na ação indenizatória, proprietários de fazendas em Brasilândia e Alto Paraguai narraram que o produto fornecido pela empresa em 1996 e 1997 provocou diminuição na produtividade dos rebanhos porque continha quantidades inadequadas de flúor. Pelo mesmo motivo, a empresa chegou a receber um auto de infração do Ministério da Agricultura.
Os fazendeiros pediram reparação pelos danos morais e materiais, além do valor pago pelo produto defeituoso. O juízo de primeiro grau considerou a responsabilidade objetiva por fato do produto, prevista no artigo 12 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), e deferiu o pedido quanto aos danos materiais, mas não reconheceu dano moral no caso.
Produto defeituoso
A empresa foi condenada a devolver o valor do produto defeituoso, atualizado e corrigido. Também foi obrigada a pagar indenização em dinheiro referente a 1.445 bezerros, além de indenização pela redução da safra 96/97, equivalente a 4.540 arrobas na recria e 6.092 arrobas na engorda.
Ambas as partes apelaram e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) afastou a incidência do CDC, mas manteve o dever de indenizar, por considerar válida a prova pericial juntada ao processo. Deu parcial provimento ao recurso da empresa ré em relação ao número de bezerros que deixaram de nascer com a queda da fertilidade e ainda no que diz respeito à incidência dos juros de mora.
No STJ, os fazendeiros afirmaram que a indenização requerida na petição inicial por certo número de bezerros correspondia a animais do sexo masculino e que o tribunal estadual considerou da mesma maneira o nascimento esperado (e frustrado) de machos e fêmeas. Para eles, o TJSP também não poderia ter alterado o termo inicial dos juros de mora.
A Bellman também interpôs recurso especial. Entre outras coisas, disse que não ficou comprovado o nexo causal entre o consumo do produto e os prejuízos materiais alegados pelos pecuaristas.
Nexo causal
“A alegação de que o laudo técnico produzido não seria suficiente para indicar com segurança a existência de nexo causal entre o produto defeituoso consumido pelo gado e a queda de produtividade do rebanho esbarra na Súmula 7 do STJ”, afirmou o ministro Sidnei Beneti, relator dos recursos. A súmula veda o reexame de provas na instância especial.
Como as instâncias de origem dispensaram a instauração de liquidação de sentença para quantificar os prejuízos, “não é possível em sede de recurso especial concluir em sentido contrário, sob pena de ofensa à Súmula 7”, explicou o ministro. Com base na mesma súmula foi afastada a rediscussão do valor dos lucros cessantes.
Quanto aos juros de mora, Beneti afirmou que “em caso de responsabilidade contratual, quando não se tratar de dívida líquida e com vencimento em termo certo”, eles incidem, em princípio, “a partir da citação verificada no processo principal, e não daquela verificada na ação cautelar preparatória que o antecedeu”.
Em decisão unânime, a Terceira Turma negou provimento ao recurso da Bellman e deu parcial provimento ao recurso dos produtores rurais para restabelecer a sentença no ponto em que distinguiu o valor dos animais em razão do gênero.
Esta notícia se refere ao processo: REsp 1432859

DIREITO: TSE - Fundo Partidário: legendas recebem cotas no total de R$ 25,6 milhões em julho

No mês de julho, os 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dividiram o montante de R$ 25.684.755,06 em duodécimos referentes ao repasse do Fundo Partidário. O Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu o maior valor, de R$ 4.179.996,91, seguido do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que ficou com R$ 2.985.369,89, e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que obteve R$ 2.824.264,61.
As legendas receberam ainda as cotas referentes ao valor arrecadado com o pagamento de multas eleitorais, no total de R$ 5.399.659,85. Desse montante, o PT recebeu R$ 878.753,23. Já o PMDB obteve o segundo maior valor, de R$ 627.608,94, e o terceiro foi para o PSDB, com R$ 593.740,07.
O artigo 5º da Lei dos Partidos Políticos (Lei n° 9.096/1995) determina que sejam distribuídos, em partes iguais, 5% do total do Fundo Partidário a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no TSE. Os outros 95% devem ser distribuídos às legendas na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
O Fundo Partidário é constituído por dotações orçamentárias da União, recursos financeiros destinados por lei, em caráter permanente ou eventual, e por doações de pessoa física ou jurídica efetuadas por intermédio de depósitos bancários diretamente na conta do Fundo Partidário. Também é composto de dotações orçamentárias da União em valor nunca inferior, cada ano, ao número de eleitores inscritos em 31 de dezembro do ano anterior ao da proposta orçamentária, multiplicados por R$ 0,35, em valores de agosto de 1995.
Acesse os valores repassados às legendas: duodécimos de julho e multas de junho de 2014.
Cotas
Os saldos das dotações orçamentárias dos duodécimos de julho e das multas de junho também contemplam os valores bloqueados em favor do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), com base na Ação Cautelar nº 2604, até decisão final na Petição nº 76693, a ser analisada pela Justiça Eleitoral. No que se refere aos duodécimos, a agremiação tem bloqueado o valor total de R$ 439.813,44. Já quanto às multas, a legenda tem bloqueado, ao todo, o valor de R$ R$ 92.461,19.
Aplicação dos recursos
Segundo a Lei dos Partidos Políticos, as verbas do Fundo Partidário devem ser aplicadas na manutenção das sedes e serviços do partido – sendo permitido o pagamento de pessoal, até o limite máximo de 50% do total recebido –, na propaganda doutrinária e política, no alistamento e em campanhas eleitorais, na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política – sendo esta aplicação de, no mínimo, 20% do total recebido – e na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, observado o limite de 5% do total recebido.
Prestação de contas
Os órgãos de direção partidária devem discriminar na prestação de contas as despesas realizadas com os recursos do Fundo Partidário. A Justiça Eleitoral pode, a qualquer tempo, investigar a aplicação, pelas legendas, dos recursos provenientes do Fundo.
A aplicação incorreta dessas verbas pode acarretar à legenda a suspensão dos repasses de cotas do Fundo de um a 12 meses, dependendo da gravidade das irregularidades encontradas pela Justiça Eleitoral.

DIREITO: TRF1 - Exclusão de aluno de concorrência pelo sistema de cotas para negros deve se basear em critérios objetivos

Crédito: Imagem da web
A exclusão de aluno do sistema de cotas para negros deve se basear objetivamente em caracteres de seu fenótipo. Com essa fundamentação, a 6ª Turma do TRF da 1ª Região manteve sentença de primeira instância que garantiu ao autor da ação o direito ao ingresso no curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) pelo sistema de cotas para negros.
Consta dos autos que o aluno foi excluído da concorrência pelo sistema de cotas para negros com base em critérios não objetivos, tendo a UFMA, inclusive, desconsiderado fundamentação acerca do fenótipo do aluno. “A mera aprovação em processo seletivo vestibular para ingresso em outra instituição não implica a negativa de matrícula na categoria Escola Pública/Negro, o que somente ocorreria na hipótese de o candidato já ter concluído ou estar freqüentando outro curso universitário”, diz a sentença.
O caso chegou ao TRF da 1ª Região por remessa oficial. Trata-se de um instituto previsto no Código de Processo Civil (artigo 475) que exige que o juiz singular mande o processo para o tribunal de segunda instância, havendo ou não apelação das partes, sempre que a sentença for contrária a algum ente público. A sentença só produzirá efeitos depois de confirmada pelo tribunal.
Ao analisar o caso, o colegiado entendeu que a exclusão do aluno da concorrência pelo sistema de cotas para negros somente poderia ocorrer mediante a análise de critérios objetivos. “É desarrazoado o afastamento do impetrante da política de inclusão ao argumento de que o candidato em entrevista declarou que o fator étnico-social não obstaculariza o seu crescimento na esfera social, acadêmica ou de outra natureza”, diz a decisão.
Além disso, de acordo com a Corte, o aluno já cursou mais da metade da graduação, “conjuntura cuja desconstituição não se recomenda, aplicável ao caso a teoria do fato consumado”. A decisão, unânime, seguiu o voto do relator, desembargador federal Jirair Aram Meguerian.
Processo nº 0007510-08.2010.4.01.3700
Decisão: 7/7/2014
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