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POR RENNAN SETTI
Câmbio reage à criação menor que a esperada de postos de trabalho no país

- SeongJoon Cho / Bloomberg News
RIO — O dólar cai nesta segunda-feira ao menor valor em um mês, reagindo a dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados no fim de semana. O dólar comercial apresenta queda de 0,99%, cotado a R$ 3,096 para compra e a R$ 3,098 para venda. Se fechar nesse mesmo patamar, será o menor nível desde 6 de março, quando encerrou cotado a R$ 3,057. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), opera em alta de 0,65%, aos 53.469 pontos.
No mês passado, os empregadores dos EUA criaram 126 mil vagas, o menor saldo desde dezembro de 2013, informou o Departamento de Trabalho nesta sexta-feira. A mediana das expectativas compiladas pela Bloomberg era de avanço de 245 mil postos. A taxa de desemprego ficou estável em 5,5%.
Ultimamente, sempre que os dados sobre a atividade econômica americana decepcionam, o dólar perde força. Isso porque o Federal Reserve (Fed) condicionou o aumento dos juros que está planejando à retomada econômica no país. Assim, se a atividade ainda não está a pleno vapor, é provável que a elevação dos juros demore mais a acontecer — e juros altos valorizariam a moeda.
“O nível fraco pode dar ao mercado a ideia de que o Fed possa ter mais paciência para implementar sua política monetária”, comentou o analista Cláudio Moura, da Elite Corretora, em texto enviado hoje a clientes.
Entre as ações, os principais papéis operam em alta. A Petrobras avança 1,22% (ON, com direito a voto) e 0,83% (PN, sem voto). A Vale registra alta de 1,27% (ON) e 0,77% (PN). No setor bancário, o Banco do Brasil opera em alta de 1,95%, o Bradesco sobe 1,35% e o Itaú Unibanco, 1,22%.
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