quarta-feira, 29 de agosto de 2012

DIREITO: Servidor não é obrigado a restituir valores recebidos a maior por erro da administração


A 2.ª Turma do TRF/ 1.ª Região negou, por unanimidade, provimento a recurso  da  União, que buscava  ressarcimento  de   auxílio-alimentação  pago  indevidamente  a  servidora pública. A Turma  julgou  que,  uma  vez  demonstrada  a boa-fé  da  impetrante, não  há  de  se  falar  em restituição, principalmente se tratando de erro da Administração. 
O juízo de primeiro grau deu parcial provimento ao mandado de segurança impetrado pela servidora, isentando-a de ressarcir à Administração o valor referente a cinco anos de auxílio-alimentação.
Inconformada, a União apelou a este Tribunal.
O relator, juiz federal convocado Cleberson José Rocha, entendeu que a sentença não merecia reforma. De acordo com o juiz, se a União não se mostrou inconformada à época da decisão liminar, não cabe fazê-lo agora, reabrindo discussão quanto ao ponto que, a esta altura, está prescrito.
Ademais, é de entendimento pacífico, tanto do Judiciário quanto do TCU que “Recebendo o servidor quantia maior que a devida em seus vencimentos ou proventos, resultado de equívoco da própria Administração e por se tratar de verba alimentar recebida de boa-fé, não está ele obrigado a ressarcir o erário com relação aos valores recebidos até à data em que foi dada ciência da decisão administrativa que reduziu o pagamento ao seu patamar legal. Súmula 106 do TCU e precedentes deste Tribunal.” (AC 2001.38.00.032945-0/MG, Rel. Juiz Federal Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes (conv), Primeira Turma, DJ p.16 de 03/09/2007).
Processo: 0029408-41.2009.4.01.3400

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PREVIDENCIA: Previdência tem déficit de R$ 2,581 bilhões em julho


Do ESTADAO.COM.BR
Célia Froufe, da Agência Estado

Valor é resultado de uma arrecadação líquida de R$ 22,284 bilhões e de uma despesa com pagamentos de benefícios de R$ 24,864 bilhões 

BRASÍLIA - A Previdência Social registrou um déficit de R$ 2,581 bilhões em julho, divulgou nesta terça-feira o Ministério da Previdência. O valor é resultado de uma arrecadação líquida de R$ 22,284 bilhões e de uma despesa com pagamentos de benefícios de R$ 24,864 bilhões. Em julho do ano passado, o resultado previdenciário havia sido negativo em R$ 2,196 bilhões - montante corrigido pelo INPC.
Dessa forma, o crescimento do déficit nas comparações entre os meses de julho foi de 17,5%. No acumulado do ano até julho, o déficit da Previdência já soma R$ 23,450 bilhões. O rombo é 1,8% maior do que o verificado em igual período de 2011, de R$ 23,035 bilhões. De janeiro a julho deste ano, a Previdência arrecadou R$ 149,934 bilhões e teve despesas com benefícios no total de R$ 173,384 bilhões. Os valores acumulados também são corrigidos pelo INPC.

MUNDO: Jovem de 15 anos abre fogo em escola nos EUA


De OGLOBO.COM.BR
Com agências internacionais

Um aluno foi ferido nas costas por um disparo e está em estado grave

BALTIMORE, Estados Unidos - Um jovem de 15 anos abriu fogo nesta segunda-feira em uma escola de Baltimore, no estado americano de Maryland, deixando um aluno de 17 anos ferido e em estado grave. Segundo testemunhas, o atirador entrou na cafeteria da Perry Hall High School atirando aleatoriamente, mas foi detido por um professor e um monitor que estavam no local.
Com a chegada da polícia, todo o prédio do colégio foi esvaziado e o jovem suspeito de ter feito os disparos foi detido. O estudante baleado foi levado de helicóptero para um hospital da região e está internado em estado crítico. A polícia do condado de Baltimore está investigando o caso, que ocorreu no primeiro dia de aula após as férias.
De acordo com alunos, o jovem ferido estava próximo à entrada do local e teria sido atingido nas costas. A polícia não confirmou se o atirador é aluno da escola e ainda apura as razões do ataque. Como o jovem é menor de idade, é provável que sua identidade também não seja divulgada. Após o incidente, imagens do canal local WJZ-TV, divulgadas no YouTube, mostram um jovem sem camisa, com as mãos para trás, sendo colocado num veículo da polícia.
Um estudante, que não quis ser identificado, contou à emissora WBAL que ouviu barulhos e teria pensado inicialmente que se tratava de uma brincadeira. Ele relatou ter visto o atirador disparando a arma perto de máquinas de refrigerante e lanches, enquanto muitos estudantes corriam ou se escondiam sob as mesas.
Dezenas de policiais cercaram a escola e isolaram as ruas ao redor. Helicópteros foram usados para monitorar o local. Centenas de estudantes foram retirados do prédio e levados a um shopping center próximo, onde encontraram familiares orientados pelas autoridades. Para evitar o pânico, professores apreenderam celulares de estudantes, fato que foi duramente criticado por pais de alunos.
- Eu achei a coisa mais ridícula do mundo. Meu filho estava com medo de me ligar por eles iriam tomar seu celular? Digo, vocês conseguem imaginar uma situação mais necessária que essa para que eles permitissem que os alunos usassem seus telefones? - disse John DiPaula, pai de um dos estudantes.
Perry Hall é um condado de classe média a nordeste de Baltimore. A escola é a maior do local, com 2,2 mil estudantes e já foi citada pela revista Newsweek como uma das melhores instituições de ensino do país em 2010. O superintendente do condado, S. Dallas Dance - contratado há menos de seis meses para administrar a escola - destacou o “heroísmo” e a “bravura” dos que detiveram o atirador.
Apesar do incidente, a Perry Hall High School não cancelou as aulas de terça-feira e continuará sua programação anual em meio às investigações policiais.

MUNDO: Incêndio recomeça em refinaria na Venezuela, dizem testemunhas



De OGLOBO.COM.BR
O GLOBO
Com Agencias Internacionais

Empresa estatal chegou a anunciar o fim das chamas em Amuay

Explosão causou a morte de 48 pessoas e afetou ao menos 500 casas
Foto: JUAN BARRETO / AFP
Explosão causou a morte de 48 pessoas e afetou ao menos 500 casas JUAN BARRETO / AFP
PUNTO FIJO, Venezuela - Poucos minutos após a empresa estatal Petroleiros de Venezuela (PDVSA) anunciar o fim do incêndio na refinaria de Amuay, testemunhas afirmam que o fogo recomeçou na instalação. Uma explosão no sábado matou quase 50 pessoas na maior refinaria de petróleo da Venezuela, e mais de 500 casas foram afetadas pelas chamas. O governo de Hugo Chávez pretende reativar as operações no próximo fim de semana.
O incêndio, causado por um escapamento de gás, acontece a pouco mais de um mês das eleições e ganhou contornos políticos. O candidato opositor Henrique Capriles criticou o incidente, e o bloco chavista reagiu, condenando o “uso midiático” das críticas.
- Quando as coisas não são bem feitas, com responsabilidade, estão aí as consequências. Os venezuelanos não têm por que pagar pelas consequências da ineficácia dos que governam - disparou o candidato da oposição, Henrique Capriles.
Após a declaração do opositor, o presidente da Assembleia Nacional e vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, condenou o “uso político” da tragédia.
- Os desesperados andam assim, mais desesperados e mais amargurados à medida que sentem mais medo.
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MUNDO: Obama pede que moradores deixem áreas ameaçadas por Isaac



De OGLOBO.COM.BR
Com agências internacionais


Presidente americano fez apelo para que cidadãos obedeçam orientações de autoridades

Moradores reforçam janelas com madeira em Nova Orleans
Foto: David J. Phillip / AP
Moradores reforçam janelas com madeira em Nova Orleans David J. Phillip / AP
NOVA ORLEANS, Estados Unidos - Em discurso na manhã desta terça-feira, o presidente americano Barack Obama pediu que os cidadãos da costa sul do país obedeçam as orientações de autoridades e deixem as áreas ameaçadas pela chegada da tempestade tropical Isaac. O fenômeno avança nesta terça-feira pela costa do Golfo do México e deve alcançar intensidade de furacão nas próximas horas.
Segundo as previsões do Centro Nacional de Furacões dos EUA, a tormenta deve chegar à cidade de Nova Orleans, no estado de Louisiana entre a noite desta terça-feira e ou no início de quarta-feira, sete anos depois de o Katrina arrasar a região.
“Isaac deve se tornar um furacão na noite de terça-feira. Um fortalecimento maior está previsto até o centro da tempestade se mover para a terra, aproximadamente na quarta-feira", disse o centro em seu comunicado, emitido às 6h da manhã desta terça-feira, no horário de Brasília.
Em meio aos temores sobre a chegada da tormenta, o presidente Barack Obama marcou um discurso sobre a tempestade, que será realizado na manhã desta terça-feira. Espera-se que chuvas e ventos fortes espalhem-se pela região nas próximas horas, trazendo a ameaça de temporais e inundações.
Na quarta-feira, o desastre causado pelo furacão Katrina em Nova Orleans completará exatos sete anos, aumentando temores sobre Isaac. Segundo autoridades, os piores danos não serão causados pelos ventos, mas sim pela água da chuva que causará inundações, já que grande parte da metrópole está abaixo do nível do mar.
Como medida de precaução, autoridades pedem a milhares de moradores em áreas baixas que saiam de suas residências. Os que preferem ficar estocam comida, água e artigos de primeiros socorros, fortalecendo janelas com madeiras protegendo carros e barcos. A tempestade está prevista para se fortalecer para um furacão de categoria 1, a menor na escala Saffir-Simpson, com ventos superiores a 145 km/h. Apesar de ser bem abaixo da intensidade de Katrina, um furacão de categoria 3, o tamanho do Isaac faz com que os meteorologistas prevejam grandes inundações.
- Mesmo que seja uma tempestade tropical sobre o continente, seu tamanho grande ainda vai gerar tempestades significativas - afirmou o diretor do Centro Nacional de Furacões, Rick Knabb, a repórteres - Isso é potencialmente um risco à vida.
Em 29 de agosto de 2005, o furacão Katrina chegou à região e causou bilhões de dólares em prejuízos e matou mais de 1.800 pessoas. A tempestade Isaac já matou pelo menos 22 pessoas e causou inundações e danos significativos no Haiti e na República Dominicana antes de contornar a ponta sul da Flórida, no domingo.

ECONOMIA: Bovespa sobe após três quedas; dólar avança a R$ 2,04

De OGLOBO.COM.BR

Na Europa e nos EUA, principais pregões operam em queda nesta terça
SÃO PAULO - Em compasso de espera dos investidores, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), tenta uma recuperação depois de três quedas seguidas. Por volta de 11h08m, o índice subia 0,68% aos 58.507 pontos. O dólar comercial também se valoriza nesta terça-feira e, no mesmo horário, subia 0,59% cotado a R$ 2,040 na compra e R$ 2,042 na venda.
Entre as ações mais negociadas do pregão, Vale PNA sobe 0,20% a R$ 33,47; Petrobras PN cai 0,04% a R$ 21,38; OGX Petróleo ON avança 0,61% a R$ 6,52; Itaú Unibanco PN perde 0,32% a R$ 33,39 e PDG Realty ON sobe 3,19% a R$ 3,55.
No mercado doméstico, começa hoje a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que definirá a nova taxa Selic, a taxa básica de juros. A decisão sai amanhã e a expectativa é de uma queda de 0,5 ponto percentual, de 8% ao ano para 7,5% ao ano. O mercado também espera o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, o banco central americano, na sexta. Organizado pelo Federal Reserve Bank de Kansas City (Fed Kansas), Bernanke já usou o encontro em Jackson Hole para sinalizar ações de política econômica. Nesta terça, foi confirmado que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não irá ao encontro, onde também discursaria.
O mercado acompanha também a reunião entre o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, que acontece hoje, em Madri. A expectativa é de que o chefe do governo espanhol defenda a união bancária do continente.
Na Europa, as Bolsas operam em queda. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, perde 0,97%; o Dax, de Frankfurt, se desvaloriza 0,83%; o Cac, do pregão de Paris, recua 1,07% e o FTSE, de Londres, cai 0,34%. Nos EUA, as Bolsas também operam em queda. O S&P 500 perde 0,10%; o Dow Jones se desvaloriza 0,22% e o Nasdaq cai 0,12%.
Nos EUA, o índice de confiança do consumidor, medido pela Conference Board caiu para 60 pontos em agosto contra os 65,4 pontos de julho. O mercado projetava 66 pontos. O resultado mostra queda na expectativa de consumo da população, principalmente pela situação do mercado de trabalho.
Na Espanha, a notícia positiva desta terça é que o governo vendeu cerca de 3,6 bilhões de euros em títulos com vencimento em três e em seis meses, com taxas de juros menores. Foram vendidos 1,6 bilhão em títulos com vencimento de três meses e 1,9 bilhão em papéis de seis meses. O juro ficou em 0,94% e 2,02% respectivamente. Em leilão anterior, a taxa dos papéis de 3 meses ficou em 2,43% e de seis meses em 3,69%. A notícia negativa é que o governo da Catalunha pediu formalmente ao governo federal uma ajuda de 5 bilhões de euros. Também foi confirmado hoje que o PIB espanhol caiu 0,4% no segundo trimestre do ano.
O Tesouro da Itália também vendeu 3,75 bilhões de euros em títulos com vencimento entre 2014 e 2019, com queda nas taxas de retorno (yields).
Na Ásia, os principais pregões fecharam sem tendência definida. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, recuou 0,57% com a informação de que o governo japonês revisou para baixo a estimativa de crescimento da economia este ano. Foi a primeira revisão negativa em dez meses atribuída à crise global. Na Bolsa de Seul, o índice Kospi, fechou com baixa de 0,08%; na China, o Xangai Composto teve alta de 0,85% e em Hong Kong o índice Hang Seng subiu 0,07%.

GREVE: Grevistas têm até esta terça-feira para aceitar proposta do governo


De OGLOBO.COM.BR

Algumas categorias começam a voltar ao trabalho

BRASÍLIA e RIO — Acaba nesta terça-feira o prazo que o Executivo deu aos grevistas para aceitar o acordo que garante reajuste de 15,8%, em três anos, a partir de 2013. Apesar de algumas categorias de servidores federais já estarem retornando ao trabalho, policiais e fiscais agropecuários decidiram continuar a paralisação.
A greve nacional já dura três meses e prejudica setores estratégicos em todo o Brasil. Na segunda-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz fechou acordo com o governo federal para um reajuste entre 12% e 18%, em três parcelas, para os 5,8 mil servidores. Eles foram a terceira categoria a entrar em consenso com o governo, depois de professores e servidores técnico-administrativos das universidades federais. Os servidores federais lotados no Distrito Federal também aceitaram a oferta do governo.
— Tivemos avanço significativo na reestruturação do plano de carreira. A greve está encerrada — disse Paulo Garrido, presidente do sindicato que representa os funcionários da Fiocruz.
Oton Pereira Neves, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep), disse que a decisão de aceitar o acordo envolve órgãos como os ministérios da Saúde, da Previdência, da Integração Nacional, do Desenvolvimento Agrário, do Planejamento, dos Esportes e do Turismo. Eles fazem parte basicamente do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE); da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho (CPST); e do Plano Especial de Cargos (PEC) lotados no DF. Mas o governo só aceita fechar um acordo com a Condsef, que representa essas categorias em todo o país.
Josemilton Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), disse que, a despeito da posição do funcionalismo na capital, sindicatos de todos os estados vão se reunir em plenária hoje para decidir sobre a proposta:
— Só amanhã (hoje), na votação, saberemos que decisão será tomada.
Servidor do Rio suspende paralisação
Na avaliação do governo, o resultado das negociações tem sido satisfatório. Ao concentrar a apresentação de propostas e o fechamento de acordos em duas semanas, o Ministério do Planejamento aposta que a maioria das greves vai acabar até sexta-feira. O Executivo se respalda no artigo 76 da Lei de Diretrizes Orçamentárias, segundo o qual, para haver reajuste nas remunerações, os projetos de lei devem ser encaminhados ao Congresso até 31 de agosto.
Há ainda sindicatos que resistem a fechar acordo. Os policiais e fiscais federais agropecuários decidiram ontem manter a greve e recusaram, em assembleias, a proposta de 15,8%. Reginaldo Aguiar, diretor da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra, adiantou que os servidores do órgão também não vão assinar acordo.
Em assembleia no Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio (Sintrasef), os servidores federais aceitaram a proposta do governo, encerrando a greve.

ECONOMIA: Economia da Espanha encolhe 0,4% no 2º trimestre, aprofundando recessão

De OGLOBO.COM.BR
Reuters

Na comparação anual, a queda foi de 1,3%

MADRI — A economia da Espanha encolheu ainda mais no segundo trimestre e a queda do consumo doméstico se acelerou, sinalizando uma recessão prolongada conforme o país avança com os esforços para reduzir seu déficit público.
O Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) caiu 0,4% no segundo trimestre do ano, de acordo com os dados finais que confirmaram uma leitura preliminar. Mas na comparação anual a queda foi de 1,3%, pior do que as estimativas iniciais de 1%.
A economia da Espanha caiu de novo em recessão no primeiro trimestre, quando a produção recuou 0,3%, e as estimativas do governo mostram que o PIB provavelmente encolherá neste ano e no próximo conforme avança com as medidas de redução de déficit.
Os dados foram divulgados um dia depois da Espanha dizer que sua economia teve uma performance bem menor do que o esperado nos últimos dois anos.
Nesta terça-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) também revisou para baixo o PIB do quarto trimestre de 2011, para queda de 0,5% ante recuo de 0,3% anteriormente.
Perto de custos de empréstimos recordes e com uma economia mostrando poucos sinais de recuperação em breve, a Espanha se aproxima de pedir um resgate europeu, o que para analistas é apenas uma questão de tempo. O país já negociou até 100 bilhões de euros em ajuda para seus bancos.
Os dados desta terça-feira mostraram que as exportações garantiram algum suporte para a economia, ao crescerem 3,3% no segundo trimestre na comparação anual. Mas a demanda nacional recuou 3,9%, após uma queda revisada de 3,2% no primeiro trimestre.

DIREITO: Partidos receberam R$ 200 milhões do TSE em oito meses

De OGLOBO.COM.BR
O Globo

Verba liberada vem do Fundo Partidário, de acordo com Tribunal

RIO - Os 27 partidos políticos do país receberam até agosto deste ano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um total de R$ 201,1 milhões. Os recursos vêm do Fundo Partidário, voltado à manutenção das agremiações políticas de todo o país. A verba do fundo, em sua maior parte, vem do Orçamento da União e fica sob administração do Tribunal. Até o final do ano, as legendas devem receber um total de R$ 326,1 milhões. As informações são do site Contas Abertas.

Este ano, os partidos PT, PMDB e PSDB lideram a lista dos maiores beneficiados. Até julho, o Partido dos Trabalhadores havia recebido R$ 24,1 milhões. O PMDB, no mesmo período, recebeu R$ 22,2 milhões. O PSDB, terceiro colocado, R$ 17 milhões. Coincidentemente ou não, os líderes nas pesquisas eleitorais em grande parte dos municípios (principalmente nas capitais) são destes partidos.
De acordo com Antônio Flávio Testa, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), a dependência do fundo é maior conforme diminui o tamanho dos partidos. Para ele, quase todos usam o fundo para manterem sua militância e custearem despesas operacionais.
- Há pouca aplicação na formação de quadros e desenvolvimento político - disse Testa, ressaltando que a legislação diz que 20% do valor destinado às agremiações devem ser aplicados na criação e manutenção de institutos ou fundações de pesquisa, doutrinação e educação política. O cientista político também é contra um eventual crescimento do modelo de financiamento público das siglas.
- Deveria sim haver mais fiscalização e transparência sobre a aplicação dos recursos - afirmou. Segundo ele, o fundo deveria ser gerenciado profissionalmente, com a apresentação de um plano estratégico para aplicação dos repasses da União.
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DIREITO: Juíza usa princípio penal para julgar causa eleitoral


Da CONJUR

Na dúvida, libere a pesquisa. Assim decidiu a Justiça Eleitoral do Acre ao autorizar a divulgação de uma pesquisa eleitoral no Estado contestada por uma coligação. “Afinal é de se aplicar em beneplácito do in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu), isso porque a garantia da liberdade de expressão e o direito à informação deverão prevalecer sobre a pretensão restritiva ainda que legislativa do Estado — sempre interpretada pela via excepcional”.
A decisão é da juíza Maha Kouzi Manasfi e Manasfi, da 1ª Zona Eleitoral de Rio Branco, que indeferiu a impugnação de pesquisa eleitoral do Ibope/Rádio TV Amazons (afiliada da Globo) pedida pela coligação Produzir para Empregar (PP, PDT, PPS, DEM, PRP, PSDB PT do B), encabeçada pelo tucano Tião Bocalom. A coligação afirma que o levantamento não atende aos requisitos da legislação eleitoral.
A chapa encabeçada por Bocalom alegou que a pesquisa não informou os bairros em que foi feita. Sustentou ainda que continha itens capazes de influenciar o eleitor, já que o levantamento pedia uma avaliação dos governos federal, estadual e municipal. Outros pontos contestados pela coligação foram a identificação dos entrevistados e o questionamento sobre problemas da cidade.
Segundo a juíza, o Ibope informou no prazo os bairros em que a pesquisa foi feita. Quanto às demais acusações, alegou que pesquisas de rejeição/aprovação são comuns e que a identificação dos entrevistados é necessária para assegurar a idoneidade dos dados. O instituto disse ainda que uma tarjeta impede a identificação das pessoas consultadas.
Os procedimentos do Ibope, porém, foram vistos com ressalvas pela juíza. “Ora, a impressão que tenho não é das melhores quanto à preservação da identidade do entrevistado, já que o método de controle pode (parece, na verdade!) ser falível e precisa ser aperfeiçoado", afirmou.
Maha também teceu críticas aos itens que avaliam as administrações municipal, estadual e federal. “Se a atual administração municipal local, assim como o governo estadual ou a presidência pretenderem avaliar suas gestões, que contratem cada um a sua pesquisa. A carona nas pesquisas alheias, no Acre, não são bem-vindas.” Apesar dessas ressalvas, Maha rejeitou o pedido de suspensão da pesquisa.
A utilização do princípio in dubio pro reo dividiu especialistas. Para o presidente da Comissão Eleitoral da OAB-SP, Silvio Salata, a juíza foi infeliz ao utilizar o conceito. “Ela estava um pouco indecisa e quis prevalecer a garantia da liberdade de expressão”. Para Salata, a juíza deveria ter determinado a exclusão dos aspectos que ela considerasse capazes de induzir o entrevistado. “Não existe in dubio pro reo, porque a jurisdição dela poderia impedir a divulgação dos quesitos que ela está comentando”.
Já para o advogado criminalista Jair Jaloreto a utilização do princípio tratou-se apenas de uma “questão semântica”. “Ela se expressou de uma maneira diferente sobre uma questão extrapenal, mas na verdade o que ela quis dizer foi que a prova não era suficiente para gerar a procedência do pedido”, avalia.
Apesar de reconhecer que o uso do princípio pode gerar questionamentos da parte vencida, ele acha difícil que a decisão seja revertida num tribunal superior. “Ela não se utilizou de uma legislação penal para julgar num ambiente eleitoral”.
Clique aqui para ler a decisão.

DIREITO: Mensalão : contornos (cada vez mais) incertos


DO POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

O STF tece um longo tecido jurídico para sentenciar 38 réus, numa mistura de argumentos factuais, jurídicos e retóricos (estes mais a cargo do relator e revisor). Ao mesmo tempo, está se formando na opinião pública - esta limitada aqueles que de facto tentam entender tudo que corre no salão principal da Corte Suprema - uma percepção de que interesses, além do livre convencimento dos juízes, estão fluindo com mais força para dentro do STF. (As entrevistas de advogados e ministros do STF complicam ainda mais). Ademais, evoca-se na Corte e, sobretudo fora dela, de forma crescente, nomes consagrados (juristas ou não) para justificar o que fizeram e o que não fizeram os réus para merecer tal penalidade ou absolvição. Falta mesmo é a opinião clara dos juízes que julgam o caso. Com efeito, a confusão está crescendo. Deve-se observar que, sem esta transparência "pedagógica" das sentenças, o distinto público vai sentir cheiro de pizza no ar. Ou seja, é preciso que os julgadores sejam mais transparentes em relação ao que estão concluindo. O tal do mensalão precisa satisfazer além dos autos. Senão, o julgamento histórico vira "retórico" e a Justiça parecerá ainda mais inalcançável para o cidadão desprovido de privilégios. 

POLÍTICA: Eleições : o que está em jogo para Dilma I


Do POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

Para o eleitor de um modo geral a eleição é essencialmente municipal, mas para muitos partidos e políticos as urnas de outubro tem outros significados e outro alcance, para o bem e para o mal. Vamos, nas próximas colunas, avaliar a situação de cada um deles. Começamos hoje com a presidente Dilma. A presidente está nesse jogo numa espécie de "ganha-ganha". A não ser que a combalida oposição consiga um desempenho de bom tamanho, principalmente nas capitais e nas grandes cidades, Dilma será a grande vencedora das urnas de outubro, com a enfiada de partidos aliados que tem em torno de seu governo. Onde houver um governista eleito, o troféu será dela.
Eleições : o que está em jogo para Dilma II
Seu grande risco é uma derrota em BH, capaz de ofuscar o grande sucesso mais do que previsível, onde se meteu para derrubar ao mesmo tempo Eduardo Campos e Aécio Neves. Se meter, por pressões dos aliados, em algumas outras cumbucas, tipo São Paulo e Recife, pode ficar com respingos de uma derrota. Outra situação problemática que terá de administrar será a insatisfação de alguns aliados, que tenderão a jogar parte de prováveis derrotas no alheamento presidencial. De todo modo é quem está mais à vontade na eleição. Até porque poder ver-se livre de alguns aliados incômodos em derrotas para as quais nem sonha nem torce, mas para que seriam bem-vindas. Só em sonhos seus aliados mais fiéis admitirão algumas derrotas específicas dos petistas e dos peemedebistas, somados aos fracassos do PSB, derrotas estas que lavariam a alma presidencial, transformando-a, sem contraste, na mais forte figura da política brasileira. Um governo vitorioso sem uma grande figura vitoriosa em seu campo é um governo sem mais sombras. O único desafio passaria então a ser a economia, única capaz de dar algum fôlego à oposição e/ou a companheiros de jornada.  

ECONOMIA: Pacote atrasado (e fatiado) I


Do POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

Em princípio, o pacote para turbinar a economia brasileira seria anunciado em um lance só, tudo de uma vez. Depois foi "fatiado" (palavra da moda) para permitir ao governo mais momentos de exposição positiva e marketing. Os marqueteiros oficiais teriam aconselhado esse método (estilo Joaquim Barbosa) para que se criassem mais ondas positivas e se rivalizasse na mídia com o noticiário do mensalão. As boas novas viriam em sequências semanais : concessão de ferrovias e rodovias ; concessão de portos e aeroportos ; redução das tarifas de energia elétrica ; inclusão de mais setores da economia na redução da contribuição para a Previdência Social.

Pacote atrasado (e fatiado) II
Todos os projetos em estudo há bastante tempo e mais do que pré-anunciados. Sobre a situação da eletricidade, por exemplo, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, deu a notícia somente mais de dez vezes somente este ano. No entanto, o pacotão do PIB emperrou logo após seu primeiro filhote, o das rodovias e ferrovias, anunciado em suas grandes linhas, mas faltando o essencial : os detalhes, que ainda vão demorar alguns meses para serem todos conhecidos. O restante ficou para setembro e algo até para agosto. As razões : (1) havia muito voluntarismo, muita improvisação e pouco estudo nos pré-anúncios ; (2) as divergências entre as diversas áreas envolvidas no projeto, inclusive algumas de cunho ideológico ; (3) a presidente está sempre insatisfeita com o que se lhe é apresentado. 

Uma questão também de dinheiro Nos casos específicos da energia elétrica e da contribuição empresarial para a Previdência Social há um agravante : o caixa do Tesouro e o compromisso com a meta de superávit fiscal. O governo não está em condições de abrir mão da receita agora. E talvez tenha de ser comedido, pelo menos inicialmente, pelo menos nos primeiros meses de 2013. A duas medidas só devem começar a valer mesmo a partir de janeiro ou mais. O Orçamento da União, a ser enviado ao Congresso até sexta-feira, vai dar mais dicas sobre o que se pode esperar da promessa da presidente Dilma de tratar os brasileiros um pouquinho melhor em matéria de tributos. 

DIREITO: STF - Seis ministros concluem voto quanto à primeira parte do julgamento da AP 470



Quatro ministros apresentaram seu voto na sessão plenária desta segunda-feira (27), na parte da denúncia já examinada pelos ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, relator e revisor da Ação Penal (AP) 470. Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Cármen Lúcia Antunes Rocha apreciaram as imputações e fatos relacionados a supostos desvios de recursos na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil.
O julgamento da AP será retomado na sessão plenária de quarta-feira (29) com o voto dos demais ministros, em relação aos mesmos fatos.
Confira, abaixo, um resumo do voto de cada ministro sobre esse ponto da acusação (item 3 da denúncia), de acordo com os votos proferidos até o momento.
Ministro Joaquim Barbosa (relator)

Fatos ligados à Câmara: vota pela condenação de João Paulo Cunha pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
Fatos ligados ao Banco do Brasil: vota pela condenação de Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.

Ministro Ricardo Lewandowski (revisor)

Câmara: vota pela absolvição de João Paulo Cunha pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
Banco do Brasil: vota pela condenação de Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.

Ministra Rosa Weber

Câmara: vota pela condenação de João Paulo Cunha pelos crimes de corrupção passiva e por uma das acusações de peculato, absolvendo-o no caso da subcontratação da empresa IFT, e pela condenação de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
Banco do Brasil: vota pela condenação de Henrique Pizzolato por corrupção passiva e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
A ministra afirmou que examinará as acusações de lavagem de dinheiro mais adiante.

Ministro Luiz Fux

Câmara: vota pela condenação de João Paulo Cunha pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
Banco do Brasil: vota pela condenação de Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.

Ministro Dias Toffoli

Câmara: vota pela absolvição de João Paulo Cunha pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
Banco do Brasil: vota pela condenação de Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.

Ministra Cármen Lúcia

Câmara: vota pela condenação de João Paulo Cunha pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.
Banco do Brasil: vota pela condenação de Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, e de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato.

DIREITO: Belo Monte: ministro Ayres Britto defere liminar requerida pela AGU



O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, deferiu hoje (27) pedido de liminar formulado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e suspendeu decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que, ao julgar embargos de declaração, determinou a paralisação das atividades na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e impediu que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) praticasse qualquer ato de licenciamento da usina. O ministro considerou “evidente a plausibilidade jurídica do pedido” da AGU na Reclamação (RCL 14404), na qual foi requerida a liminar.
Na Reclamação, a AGU, em nome da União e do Ibama, sustenta que a última decisão do TRF desrespeitou a autoridade do STF no julgamento da Suspensão de Liminar (SL) 125. Nela, a então presidente do STF, ministra Ellen Gracie (aposentada), autorizou o Ibama a ouvir as comunidades indígenas interessadas, além de manter a determinação para realização de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do laudo antropológico, a fim de permitir os atos necessários à viabilização do empreendimento. Esta decisão, assinalou o ministro Ayres Britto, “vigora até o trânsito em julgado da decisão de mérito na ação principal”.
Ele explicou que, na SL 125, o que estava em discussão era a interpretação do parágrafo 3º do artigo 231 da Constituição Federal: se a audiência das “comunidades afetadas” deveria preceder a autorização do Congresso Nacional para o aproveitamento de recursos hídricos em terras indígenas ou se, ao contrário, a autorização do parlamento é etapa anterior ao processo de licenciamento da obra. Embora no exame da SL 125 não se tenha entrado no mérito da causa, a ministra Ellen Gracie, “em homenagem à ordem e economia públicas, autorizou a atuação do Ibama e dos demais órgãos responsáveis pela continuidade do processo de licenciamento ambiental da obra, não obstante continuar existindo a pendência judicial”.
No julgamento de embargos de declaração, porém, o TRF decidiu em sentido contrário, proibindo o Ibama de praticar os atos administrativos referentes ao licenciamento e invalidando os já praticados. Ao determinar a intimação do presidente do Ibama “para fins de imediato cumprimento”, o acórdão do TRF “violou, neste juízo provisório, a autoridade da decisão deste Supremo Tribunal Federal na SL 125”, concluiu.
A liminar deferida suspende os efeitos do acórdão do TRF da 1ª Região nos Embargos de Declaração na Apelação Cível nº 2006.39.03.000711-8, sem prejuízo de uma "mais detida análise quando do julgamento de mérito”.

DIREITO: TRF 1 - Indisponibilidade de bens só pode ser decretada se comprovados indícios do direito e urgência, cumulativamente



A 3.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região deu provimento a recurso (agravo de instrumento), com pedido de efeito suspensivo, proposto pela Construtora Centro Minas Ltda. (CCM) e por dois sócios da empresa contra sentença que, nos autos de ação civil pública de improbidade administrativa, decretou a indisponibilidade de seus bens.
Sustentam os agravantes que o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação de improbidade administrativa em razão de supostas irregularidades constatadas na execução de contrato celebrado entre a CCM e o Departamento de Infraestrutura de Transportes (DNIT), requerendo, liminarmente, a indisponibilidade dos bens.
Alegam, no recurso, que o juízo de primeiro grau decretou a indisponibilidade de bens efetuando penhoras on-line, em contas bancárias de sua titularidade, no valor de R$ 4.872.261,71, valor que corresponde ao quantum do objeto da ação de improbidade. Sustentam que a petição inicial da ação proposta pelo MPF “não aponta ou sequer sugere ato concreto dos sócios da empresa contratada, pessoas físicas, para a prática de qualquer ilícito, bem como não demonstra conduta específica dos agravantes, que tenha contribuído, induzido, apoiado ou se beneficiado das irregularidades lá mencionadas”.
De acordo com os recorrentes, incumbia ao MPF, nos autos da ACP, demonstrar objetiva e concretamente que tenham os réus agido com dolo e má-fé, o que não ocorreu no caso em questão. “A pretensão formulada pelo recorrido não possui sustentação jurídica e amparo legal, eis que a prova pericial por ele embasada não demonstra a realidade dos serviços executados pela CCM, eis que realizada por servidor público que não detém a menor capacitação técnica para sua feitura, revelando a inequívoca ausência do fumus boni iuris”, afirmam os recorrentes na apelação.
Os argumentos foram aceitos pela relatora, desembargadora federal Assusete Magalhães. “Com efeito, o entendimento consolidado da 3.ª Turma do TRF da 1;ª Região, na esteira da jurisprudência do STJ, é o de que, para a decretação da cautelar de indisponibilidade de bens, em ação de improbidade administrativa, o fumus boni iuris e o periculum in mora devem estar demonstrados, cumulativamente”, afirmou.
Segundo ressaltou a relatora, não basta a manifestação de risco abstrato ou mera suposição (presunção) de que, como decorrência do ajuizamento da ação de improbidade, ocorrerá o desfazimento, dissipação, ocultação ou desvio dos bens, pelo réu. “No caso vertente, a decisão recorrida não apontou, ainda que de forma indiciária, conduta ou intenção do agente demandado de dilapidar, ocultar ou desviar seu patrimônio, para frustrar a eficácia de eventual execução, se, ao final, procedente o pedido”, destacou a magistrada.
E acrescentou: “Não se desconhecem respeitáveis posições doutrinárias favoráveis à decretação de indisponibilidade de bens, com amparo, tão somente, nos fortes indícios de prática de improbidade”.
Com tais fundamentos, a Turma, de forma unânime, deu provimento ao recurso para afastar a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores da CCM e de seus dois sócios.
Processo n.º 0018844-13.2012.4.01.0000

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ECONOMIA: Governo registra queda de 7,36% na arrecadação de julho

De OGLOBO.COM.BR
Vivian Oswald

Pelo segundo mês consecutivo é registrada redução comparando com igual período de 2011
BRASÍLIA - A arrecadação das receitas federais fechou o mês de julho em R$ 87,94 bilhões. Embora tenha sido o terceiro melhor resultado do ano, trata-se de uma queda real (já descontados os efeitos da inflação) de 7,36% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Este é o segundo mês consecutivo em que o recolhimento de tributos e contribuições apresenta uma redução em comparação com igual período de 2011, o que confirma que as receitas ainda não refletem a recuperação da economia desejada pelo governo após a adoção de uma série de medidas de estímulo ao crescimento.
Com mais este desempenho, a arrecadação totalizou R$ 596,50 bilhões no primeiro semestre do ano. Tendo em vista o melhor comportamento destas receitas no início do ano, este resultado ainda representa um aumento real de 1,89% em comparação com o primeiro semestre de 2011, o maior da história para seis primeiros meses do ano. Mesmo assim, o governo esperava uma expansão de cerca de 4% durante este ano.
- (Quando vai começar a crescer) a gente não é capaz de falar agora. Mas a expectativa é que seja no decorrer do segundo semestre - disse a secretária-adjunta da Receita, Zayda Manatta.
A maior queda no início deste ano foi registrada para a arrecadação da Cide, o tributo usado pelo governo para regular os preços da gasolina, que foi zerado pelo governo para evitar que o reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras recentemente não fosse repassado ao consumidor. A perda das receitas com a Cide caíram pela metade já descontados os efeitos da inflação. Passaram de R$ 5,26 bilhões para R$ 2,73 bilhões no período.
Em seguida, vem o IPI de automóveis, que passou de R$ 4,13 bilhões para R$ 2,81 bilhões, uma redução real de 35,32% em relação ao mesmo período do ano anterior. O período de redução deveria se encerrar no dia 31 de agosto, mas o governo deve estender o benefício por mais dois meses. A queda também se justifica pela intervenção do governo, que reduziu as alíquotas do tributo do setor como tentativa de reaquecer a economia.
De maneira geral, o setor produtivo ainda registra resultados aquém do esperado pelo governo, como reflete sobretudo a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que tiveram uma queda real de 0,64% e 11,01%, respectivamente no semestre. Estes tributos costumavam ser o carro-chefe da Receita.
O setor de extração de minerais metálicos foi o que apresentou o pior desempenho, com queda de quase 80% na arrecadação dos principais tributos federais (Imposto de Importação, IPI, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, CSLL, Cofins e PIS/Pasep). O que o setor recolheu destes tributos passou de R$ 10,42 bilhões no primeiro semestre de 2011 para R$ 2,15 bilhões este ano.
Tributo da renda do trabalhador continua em alta
Já a arrecadação de tributos da renda do trabalhador seguiu mantendo uma trajetória de alta. No semestre, o Imposto de Renda da Pessoa Física teve um aumento real de 7,82% e o Imposto de Renda Retido na Fontes sobre rendimentos do trabalho, de 3,08%.
Para o mês, a queda se explica, em boa medida, pelas desonerações concedidas pelo governo ao setor produtivo e pelo fato de não ter se repetido em julho o recolhimento atípico de Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL) feito pela Vale no mês anterior, de mais de R$ 6 bilhões, após o fim de uma ação judicial.
- Não fossem estes fatores, a arrecadação poderia ter tido um crescimento de 0,89% no mês - afirmou.
Sobre a greve dos auditores fiscais, que teve início em 18 de junho deste ano, a secretária disse que ainda não é possível identificar os efeitos da manifestação sobre a arrecadação.
- Não dá para saber o impacto da greve sobre arrecadação. Os efeitos, às vezes, não ocorrem tão imediatamente - explicou.

DIREITO: Ministra Rosa Weber vota pela condenação de Cunha, ex-diretor do BB, Valério e ex-sócios


Do UOL, em Brasília
Camila Campanerut

O julgamento do mensalão no STF
A  ministra  Rosa  Weber  seguiu  o voto do ministro-relator do mensalão, Joaquim Barbosa, e votou pela condenação dos réus  João Paulo Cunha (deputado federal do PT), Marcos Valério (publicitário, apontado como o operador do mensalão),  Cristiano  Paz  e  Ramon Hollberbach (ambos ex-sócios de Valério) por três crimes.   Weber também votou pela condenação do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. 
O voto da ministra foi proferido nesta segunda-feira (27) no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, na 15ª sessão do julgamento.
Weber votou pela condenação dos dos quatros primeiros réus pelos crimes de peculato (uso de cargo público para desviar dinheiro). Sobre o deputado, a ministra votou pela condenação por corrupção passiva e, para os outros três réus, por corrupção ativa. As condenações referem-se aos contratos de publicidade assinados pela Câmara dos Deputados com as empresas de Valério na época em que a Casa era presidida por Cunha entre 2003 e 2005, na época do suposto esquema.
Cunha, que atualmente é deputado federal e único dos réus candidato nas eleições deste ano - ele concorre à Prefeitura de Osasco (SP) -, é acusado de ter recebido R$ 50 mil do publicitário Marcos Valério em troca de favorecimento à agência SMP&B em uma licitação para contratos com a Câmara.
Já sobre o segundo crime de peculato, Weber absolveu Cunha e o grupo de publicitários, contrariando Barbosa e seguindo o voto do revisor Ricardo Lewandowski, e decidiu se abster quanto à acusação de lavagem de dinheiro - crime que deve se analisado pela ministra em outro momento. 
A segunda acusação de peculato diz respeito à contratação da empresa IFT, do jornalista Luís Costa Pinto, para a realização de serviços de comunicação à Câmara dos Deputados. Segundo a Procuradoria Geral da República, o jornalista prestava assessoria pessoal ao presidente da Câmara, João Paulo Cunha. A ministra concluiu não haver provas para condenar Cunha.
"Todos os serviços foram prestados, eu não consigo vislumbrar a lesão patrimonial', afirmou Weber.
Sobre os crimes imputados ao ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato - referente a contratos entre o banco e a agência de Marcos Valério -, a ministra seguiu os votos do relator e do revisor e foi a favor da condenação por dois peculatos e corrupção passiva. Pizzolato é acusado de favorecer as empresas de Valério ao adiantar valores do chamado fundo Visanet e ajudar a desviar parte do dinheiro do contrato. Além disso, Pizzolato é acusado de receber R$ 326 mil por beneficiar o grupo de publicitários. 
Sobre os crimes apontados no Banco do Brasil, Marcos Valério e seus ex-sócios foram condenados por Weber por outros dois peculatos e por corrupção ativa sobre Pizzolato.
O ex-secretário de Comunicação do governo Lula, Luiz Gushiken, foi absolvido pela ministra, assim como já havia ocorrido no voto do relator e o revisor.
Após o voto de Rosa Weber, Barbosa rebateu parte dos votos que foram contra seu entendimento, em especial o do revisor Ricardo Lewandowski.
Na última quinta-feira (23), Lewandowski votou pela absolvição do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), de Marcos Valério e seus ex-sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, configurando a primeira divergência em relação a Barbosa. 
Em sua réplica, Barbosa disse que apresentou diversas provas de que o o jornalista Luís Costa Pinto, dono da empresa IFT, prestou serviços pessoais ao deputado João Paulo Cunha e que nenhum boletim, que o jornalista deveria ter feito, foi encontrado.
Lewandowski respondeu que, nos autos do processo, há depoimentos e uma prestação de contas exaustiva mostrando que os serviços foram prestados. Barbosa voltou a questionar o revisor, dizendo que a prestação de contas foi feita a posteriori, ou seja, depois que o mensalão foi denunciado.
O revisor respondeu, então, que as provas e perícias estão nos autos e que, portanto, a Suprema Corte tem de aceitar sua veracidade ou então questionar a Procuradoria Geral da República para que as provas sejam reavaliadas.
Além de divergirem quanto aos contrato da Câmara com a IFT, os ministros interpretaram de maneira diferente as relações do grupo de Marcos Valério com Cunha.
Para Barbosa, os réus agiam da mesma forma tanto na Câmara quanto no Banco do Brasil, com desvio de recursos e pagamento a intermediários em troca de favorecimento –no caso, João Paulo Cunha na Câmara e Henrique Pizzolato no Banco do Brasil. Já no entendimento do revisor, os crimes ficaram comprovados no Banco do Brasil, mas não na Câmara.
Além disso, Barbosa acredita que os R$ 50 mil recebidos por Cunha da agência de Valério após a assinatura de um contrato de R$ 11 milhões entre a Câmara e a SMP&B foi um “claro favorecimento privado” em benefício próprio.
Já o revisor acolheu a versão de que o dinheiro foi recebido para pagar uma pesquisa eleitoral em municípios da região metropolitana de São Paulo.
A controvérsia relativa aos contratos da Câmara com as empresas de Valério, bem como o destino dos R$ 50 mil repassados de Valério para Cunha, não foram debatidas hoje pelos ministros.
Além de Barbosa, Lewandowski e Rosa Weber, os demais ministros ainda precisam apresentar seus votos. Eles serão lidos de acordo com a ordem crescente da entrada dos ministros na Suprema Corte, da seguinte forma: Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto –que, como presidente do STF, é sempre o último a votar. 
Os ministros não têm limite de tempo para falar, sendo assim, não há previsão para o fim do julgamento, que é o maior da história do STF.

DIREITO: Ministros debatem hoje no STF caso João Paulo Cunha


Da FOLHA.COM

RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

O julgamento do mensalão entra hoje na sua 15ª sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) com um debate entre o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. Eles divergiram sobre o ponto da acusação que trata do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP).
No capítulo que aborda uma suposta propina paga a João Paulo, Barbosa votou pela condenação do deputado, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de dois sócios pelos crimes de corrupção e peculato. Lewandowski decidiu pela absolvição.

Hoje Barbosa faz sua "réplica" e Lewandowski, sua "tréplica", expressões típicas de debate eleitoral, mas que têm sido usadas pelos próprios ministros.

Barbosa deve apontar deficiências no voto do colega e vice-versa. Na sequência, os outros nove ministros devem votam as acusações contra o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato -parte em que Barbosa e Lewandowski concordaram pela condenação.
A sessão de hoje está marcada para começar às 14h e será transmitida ao vivo pela Folha e pela TV Justiça (canal 53-UHF em Brasília), pela Rádio Justiça (104.7 FM em Brasília) e também pela internet.
EQUÍVOCO
Lewandowski cometeu pelo menos um erro no voto que leu na quinta-feira passada. Ele atribuiu a um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) uma conclusão que não é dele nem do tribunal, mas de um personagem que foi alvo de uma auditoria do órgão, o ex-diretor-geral da Câmara Sérgio Sampaio.
Lewandowski disse que o ministro do TCU relator da apuração sobre o contrato de Valério com a Câmara afirmara que uma apuração da Secretaria de Controle Interno da Câmara (que apontou problemas no contrato) fora "maculada por vícios que a nulificam [anulam]".
Ele mencionou a página e o volume do processo do mensalão em que estaria a conclusão do TCU. No documento, contudo, vê-se que a afirmação sobre "mácula", "vícios" e "inimizade" não partiu do TCU, mas do próprio Sampaio.
Segundo Sampaio, a reprovação da auditoria interna da Câmara seria decorrente de uma suposta "notória inimizade" entre o então secretário de Controle Interno, Alexis Paula Souza, com o diretor de comunicação da Câmara, Márcio Araújo, e ele.
Apesar de ter aprovado os gastos do contrato, o TCU não avalizou essa versão.
Ontem, a assessoria do ministro reconheceu: "Houve um equívoco, uma falha de interpretação, mas o ministro mantém que a informação consta do acórdão do TCU. O essencial é que o TCU decidiu pela legalidade do contrato".
Editoria de arte/Folhapress

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

GREVE: MEC reafirma que está encerrada a negociação com professores


Do UOL
Mariana Branco
Da Agência Brasil, em Brasília


O MEC (Ministério da Educação) reafirmou hoje (24), por meio de nota, que as negociações com os professores das instituições federais de ensino estão encerradas.
A presidente do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Marinalva Oliveira, protocolou, ontem (23), pedido de reabertura das negociações. Foi ao MEC e ao Ministério do Planejamento. Hoje, protocolou o mesmo documento na Presidência da República.
Na resposta, o MEC afirma que o acordo assinado com a Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior), que representa parte dos professores, "busca a valorização da dedicação exclusiva e da titulação dos docentes".
De acordo com a nota, as entidades que não aderiram ao acordo - Andes-SN e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) - podem fazê-lo a qualquer momento. A oferta do governo prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% para os professores.
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