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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

IMPROBIDADE: MP move ação contra Pezão por improbidade administrativa

OGLOBO.COM.BR
POR O GLOBO

Representação argumenta falhas nos investimentos na área de Saúde por parte do governo estadual

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão - André Coelho - 26/01/2016 / Agência O Globo

RIO - O Ministério Público do Rio ajuizou nesta segunda-feira ação civil pública (ACP) contra o governador Luiz Fernando Pezão por ato de improbidade administrativa. A ação foi ajuizada pelo procurador de Justiça decano do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), Ricardo Ribeiro Martins.
O Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) decidiu, no último dia 26 de janeiro, por 6 votos a 3, pela não homologação da promoção de arquivamento do inquérito civil que investigou a prática de ato de improbidade administrativa pelo governador.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

IMPROBIDADE: Procuradoria entra com oito ações de improbidade contra Ivo Cassol

UOL
De São Paulo

Moreira Mariz/Agência Senado

O Ministério Público Federal entrou com oito ações de improbidade administrativa contra o senador Ivo Cassol (PP), outras nove pessoas e duas empresas por supostas fraudes em licitações realizadas no período em que ele foi governador de Rondônia (2003/2010).
Segundo a acusação, empresas pertencentes ou ligadas diretamente a Cassol "venceram várias licitações realizadas pela administração pública estadual e foram contratadas para execução de obras".
As oito ações serão julgadas pela Justiça Federal em Porto Velho e não possuem caráter sigiloso. O Ministério Público Federal em Rondônia vai remeter cópia das ações à Procuradoria-Geral da República, "a fim de que se avalie a possibilidade de ingresso de nova denúncia no Supremo Tribunal Federal pelos crimes cometidos".
O Ministério Público Federal aponta que "assim que assumiu o governo de Rondônia, Cassol reproduziu no âmbito estadual o mesmo esquema que fez quando era prefeito de Rolim de Moura (RO), o direcionamento das licitações para favorecer um estrito grupo de empresas pertencentes a seus parentes ou a pessoas próximas a ele".
Além de Ivo Cassol, também são réus nas ações de improbidade as empresas que venceram as licitações - J.K. Construções e Terraplanagem e Construtora Rondoniense de Obras - CRO -, os sócios dessas empresas - Izalino Mezzomo, Ivalino Mezzomo, Edna Aparecida Soares Mezzomo, Aníbal de Jesus Rodrigues, Odeval Divino Teixeira, Gian Marcos de Jesus e Sebastiana Dutra Corrêa -, o então superintendente de Licitações de Rondônia, Salomão da Silveira, e o diretor do Departamento de Viação e Obras Públicas (Devop) Jacques da Silva Albagli.
A Procuradoria pede que a Justiça Federal condene Cassol e os outros acusados às penas do artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa - perda do cargo, mandato, emprego ou função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa, ressarcimento dos prejuízos causados ao erário, entre outras sanções.
A Procuradoria também quer que todos sejam obrigados "a pagar indenização por danos morais sofridos pela União e pela própria sociedade, totalizando R$ 8 milhões em reparação".
Ivo Cassol e outros envolvidos já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal a quase cinco anos de prisão por fraude em licitações em Rolim de Moura.
"Apesar da condenação no STF e do reconhecimento das irregularidades por outras instituições, como o Tribunal Contas da União (TCU), Ivo Cassol e os demais réus praticaram as mesmas improbidades nas licitações realizadas no Governo de Rondônia a partir de 2003", diz o Ministério Público Federal.
Defesa
A assessoria do senador Ivo Cassol informou que ele só vai se manifestar sobre o caso nos meios oficiais: no plenário do Senado ou perante a Justiça.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

IMPROBIDADE: Negligência’ com FGTS na SEC causou danos de R$ 281 mi, apontam MP e Receita

BAHIA NOTÍCIAS
por Fernando Duarte

Foto: Divulgação

A ação de improbidade administrativa contra o ex-secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto, e o então Diretor Geral, Wilson Teixeira Cunha, pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), aponta um dano de mais de R$ 281 milhões ao Estado da Bahia. De acordo com o MP-BA, tal situação “causou um grave prejuízo social, pois, além de desfalcar os sensíveis cofres da seguridade social, a omissão desses milhares de “trabalhadores PST” na GFIP gera sobremaneira dificuldade e, mormente, impossibilidade de concessão dos benefícios previdenciários pelo INSS, cujo Cadastro Nacional de Informação Social (CNIS) - sistema utilizado para concessão de benefício - é alimentado pelas GFIP´s portadora das informações dos trabalhadores”. A fiscalização da Receita Federal, que resultou numa autuação de mais de R$ 33 milhões (veja aqui), acabou identificando um gasto extra no montante de R$ 247.855.127,09, quantia referente à soma da multa de ofício e dos juros aplicados sobre os valores sonegados. O MP-BA requer o ressarcimento integral do dano, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

IMPROBIDADE: Procuradoria propôs mais de 5 mil ações de improbidade desde 2013

ESTADAO.COM.BR
Blog do Fausto Macedo
Por Fausto Macedo e Julia Affonso
REDAÇÃO

Levantamento indica que em todo o País, em pouco mais de dois anos, Ministério Público Federal instaurou também 27,4 mil novas investigações contra agentes públicos, servidores e particulares
O subprocurador-geral da República Nicolao Dino. Foto: ANPR

O Ministério Público Federal propôs, desde 2013, um total de 5445 ações de improbidade administrativa contra agentes públicos. As ações alcançaram gestores, ex-gestores e servidores, além de particulares que se beneficiaram de irregularidades e causaram prejuízo aos cofres públicos.
Em 2013, os procuradores federais propuseram 3.143 ações e abriram 9.881 procedimentos de investigação relacionados à improbidade. Em 2014, foram contabilizados 2.002 ações e 11.405 procedimentos de investigação. Para 2015, o estudo aponta 300 ações já propostas e 6.118 procedimentos de investigação até o dia 22 de maio. O diagnóstico abrange os 26 Estados e o Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público Federal, entre as irregularidades encontradas estão, por exemplo, procedimentos licitatórios fraudulentos, desvio de verbas públicas, inconsistências na prestação de contas ou mesmo a sua omissão. As atribuições dos procuradores abarcam os atos de improbidade administrativa praticados por agentes públicos federais ou de outros entes políticos – Estados e municípios –, desde que envolvam a aplicação de recursos federais.
A responsabilidade também pode recair sobre os particulares que concorrem para a conduta ilícita ou que tenham se beneficiado da má gestão das verbas públicas. As ações do Ministério Público Federal pedem que os acusados sejam condenados à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio e, ainda, a ressarcir integralmente o dano, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa, proibição de contratar com a administração ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, além de perderem a função pública.
Em alguns casos, as irregularidades servem de parâmetro para a propositura de ações penais contra os agentes, quando os fatos também configurarem crime. Na fixação das penas, é considerada a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo infrator.
Em 2014, a 5.ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF julgou cerca de 13 mil procedimentos, dos quais mais de 10 mil foram sobre improbidade administrativa, principal tema analisado pelo colegiado, cuja temática é combate à corrupção. Além da improbidade administrativa, a 5ª Câmara aprecia crimes cometidos por funcionários públicos e por particulares contra a administração em geral, crimes de responsabilidade de prefeitos e vereadores e alguns previstos na Lei 8.666/93 e seus conexos.
De acordo com o coordenador da Câmara, subprocurador-geral da República Nicolao Dino, são necessários esforços coletivos para combater a corrupção no país, transformando a atuação em resultados concretos e fortalecendo as redes de controle social.
“O volume de demandas que chegam à 5ª Câmara reflete a intensidade e a dedicação que as unidades do Ministério Público Federal em todo o Brasil tem dado ao enfrentamento da corrupção”, avalia Nicolao Dino. “Além disso, com a redefinição de nosso planejamento temático, fruto de um trabalho de base, importantes projetos foram desenvolvidos na área de coordenação e prevenção da corrupção, buscando, por exemplo, detectar os problemas de estrutura dos órgãos de controle interno do Executivo, os desvios de recursos do Programa Bolsa-Família, a falta de transparência na administração pública, entre outras importantes iniciativas que estão sendo executadas por colegas de todo o País.”
A criação dos Núcleos de Combate à Corrupção (NCCs) também trouxe avanços aos trabalhos na área, segundo Nicolao Dino. Atualmente, 25 unidades do Ministério Público Federal já contam com essa estrutura.
“Há um interesse para a instalação do núcleo em todas as procuradorias, de forma a racionalizar as investigações e imprimir maior agilidade e efetividade à atuação nas matérias penal e de improbidade”, aponta Dino.
O Núcleo de Combate à Corrupção tem atribuição plena nas áreas cível e criminal para reprimir condutas que caracterizem violação à Lei de Improbidade Administrativa e à parte da legislação penal referente aos crimes de corrupção. O novo modelo de atuação segue diretriz nacional do MPF, que elegeu o combate à corrupção como prioridade nos próximos anos.
No plano externo, a Câmara tem intensificado a articulação com órgãos de fiscalização e controle, notadamente Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União e Polícia Federal, mediante termos de cooperação e convênios. Também lançou o portal de Combate à Corrupção do MPF, que reúne casos emblemáticos de corrupção revelados no Brasil (www.combateacorrupcao.mpf.mp.br).
A recuperação de ativos, no Brasil e no exterior, com vistas a recompor o dano ao patrimônio público e a devolver o dinheiro à sociedade, está entre as principais preocupações do MPF. Somente em 2015 – tomando como exemplo alguns casos de atuação das Procuradorias da República –, já foram arrecadados aos cofres públicos R$ 60 milhões do ex-juiz federal em São Paulo João Carlos da Rocha Mattos, repatriados da Suíça, mais R$ 579 milhões devolvidos por atuação da força-tarefa Lava Jato.
Dez medidas. Em março deste ano, o Ministério Público Federal apresentou para debate dez medidas que visam aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade. As propostas de mudança legislativa buscam evitar o desvio de recursos públicos e garantir maior transparência, celeridade e eficiência ao trabalho institucional, com reflexos no Poder Judiciário. Esse conjunto de propostas tem como destinatários o Congresso Nacional e o Conselho Nacional de Justiça.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

IMPROBIDADE: Ex-chefe do escritório da Presidência em SP é acusada de receber favores em troca de nomeações

OGLOBO.COM.BR
POR SÉRGIO ROXO

SÃO PAULO - A ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa como desdobramento de irregularidades levantadas na Operação Porto Seguro, deflagrada em novembro de 2012. Rose já é alvo de uma ação criminal por corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica
Na denúncia apresentada no dia 30 de abril, são listados os favores recebidos pela ex-chefe do escritório da Presidência para fazer indicações de nomeações e marcar reuniões para o ex-diretor da Agência Nacional de Águas Paulo Vieira. Rose também é acusada de indicar o irmão de Paulo, Rubens Vieira, para a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os irmãos Viera comandariam uma quadrilha de venda de pareces em órgãos federais. Eles também foram denunciados por improbidade administrativa na nova ação proposta pelo MPF.
Ao analisar a denúncia de improbidade administrativa, o juiz José Henrique Prescendo, da 22ª Vara Cível Federal, disse que entre Rose e os irmãos Vieira “havia uma identidade de propósito consistente em se beneficiarem reciprocamente através das diversas condutas ímprobas que lhes são imputadas”. O juiz cita o favorecimento da empresa Tecondi, que explora terminais no Porto de Santos (SP), em processos no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ingerência da ex-chefe do escritório da Presidência da República no Ministério da Educação.
A Operação Porto Seguro revelou que Rose obteve para o seu ex-marido José Cláudio Noronha um diploma universitário falso para que ele pudesse ser nomeado para o conselho de administração da BrasilPrev, seguradora do Banco do Brasil. José Cláudio também foi denunciado por improbidade administrativa, assim como José Batista de Oliveira Vasconcelos, outro ex-marido de Rose. A empresa de Vasconcelos conseguiu um contrato com a Cobra, braço tecnológico do Banco do Brasil.
Durante as investigações, foi descoberto ainda que Rose e Paulo Vieira planejavam abrir uma escola de inglês. A unidade, da rede Red Ballon, registrada em nome de Meline e Mirelle, as duas filhas de Rose, e de seu ex-marido Noronha, começou a funcionar no início do ano passado, em São José dos Campos (SP).
Ao analisar a denúncia de improbidade administrativa, o juiz Prescendo declinou da competência para conduzir a ação e determinou a remessa do processo para Brasília porque outras ações civis relacionadas à Operação Porto Seguro já correm na capital federal. O juiz determinou ainda o sigilo sobre o processo por causa da existência de documentos decorrentes da quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário dos réus. O Ministério Público Federal recorreu para que o processo seja mantido em São Paulo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

IMPROBIDADE: Justiça acata pedido do MP-BA e bloqueia bens do vereador Henrique Carballal

BOCAO NEWS
Por: Redação Bocão News (twitter: @bocaonews)
A Justiça acatou a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e manteve bloqueados os bens do vereador de Salvador Henrique Carballal (PT). Ele foi acionado judicialmente por improbidade administrativa e ficou comprovado que se apropriou total ou parcialmente dos salários de alguns dos seus assessores nos anos de 2009 e 2010. Alguns dos seus assessores, inclusive, seriam funcionários-fantasmas, e Carballal os teria contratado somente para se apossar de seus vencimentos.
A Justiça pede "indisponibilidade dos bens do acionado, visando garantir futura execução, até o montante de R$1.351.133,42 e para tal sejam oficiados e para tal sejam oficiados os Cartório de Registros e Imóveis de Salvador, determinando que estes informem a este Juízo dos possíveis bens imóveis de propriedade do acionado e efetivem a correspondente averbação visando a indisponibilidade dos respectivos". "Ademais, que seja oficiado ao DETRAN para que conste a indisponibilidade dos bens dos Réus nos veículos de sua propriedade, até o montante acima especificado", acrescenta o documento.
Além disso, segundo a Justiça, os assessores de Carballal trabalhavam como líderes comunitários, agindo, na verdade, como cabos eleitorais, o que fere os princípios da moralidade administrativa.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

IMPROBIDADE: Polícia Federal prende ex-chefe da Receita em Pernambuco

Da FOLHA.COM

FÁBIO GUIBU, de RECIFE

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira, em Maceió (AL), o ex-chefe da Receita Federal em Caruaru (a 136 km de Recife, PE) Saulo de Tarso Muniz dos Santos, suspeito de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, as investigações, iniciadas há dois anos, revelaram que Santos teria acumulado R$ 12 milhões em patrimônio com as supostas fraudes. O valor foi considerado incompatível com o salário do servidor, que é auditor da Receita Federal.
Foram detectados cerca de 40 bens que pertenceriam ao suspeito, entre eles imóveis de alto padrão, lotes em condomínios, pousadas, casas de veraneio e carros de luxo.
Os bens estariam espalhados em Pernambuco, nas cidades de Caruaru, Gravatá, Recife e Jaboatão dos Guararapes, e em Alagoas, na praia de Maragogi e em Maceió.
O esquema que teria permitido os desvios consistia, de acordo com a PF, na "blindagem" patrimonial de pessoas físicas e jurídicas, por meio de declarações forjadas de Imposto de Renda. Também havia, ainda segundo a polícia, lavagem de dinheiro com a compra de imóveis registrados em nome de 'laranjas'.
A operação da PF, batizada de "Incongruência" em alusão à incompatibilidade dos bens encontrados com a renda do auditor, conta com a participação de 60 policiais. Estão sendo cumpridos um mandado judicial de prisão e 17 ordens de busca e apreensão. A reportagem não conseguiu conversar com Saulo de Tarso Muniz dos Santos nem com seu advogado.
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