terça-feira, 26 de julho de 2011

DIREITO: STJ - Expectativa de concursado vira direito à nomeação se contratação temporária revela vaga

A mera expectativa de direito à nomeação, por parte de candidato aprovado em concurso cujo prazo de validade ainda não venceu, transforma-se em direito subjetivo de ser nomeado quando a contratação de servidores temporários comprova a necessidade da administração em preencher vagas existentes. Com essa consideração, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão do ministro Napoleão Nunes Maia Filho e garantiu a nomeação de uma candidata ao cargo efetivo de médica oftalmologista na Universidade Federal Fluminense (UFF).
A candidata entrou na Justiça do Rio de Janeiro alegando que, apesar de ter ficado em terceiro lugar no concurso público, foi preterida pela administração, que contratou, em caráter temporário e excepcional, profissionais médicos para a prestação de serviço no Hospital Universitário Antônio Pedro – entre eles um oftalmologista.
Segundo a defesa da candidata, a contratação precária de servidores temporários dentro do prazo de validade do concurso transforma a mera expectativa de direito à nomeação em direito líquido e certo, pois comprova a existência de vagas e o interesse público no seu preenchimento.
O Tribunal Regional Federal da 2a. Região (TRF2) não reconheceu o direito, afirmando que a candidata não foi preterida. “A contratação temporária de médico oftalmologista, levada a efeito pela administração por meio de processo seletivo simplificado (Lei 8.745/93), realizado dentro do prazo de validade do certame anterior, não gera preterição, a qual só ocorreria se tal medida tivesse sido adotada em uma circunstância distinta, em que se constatasse a existência de cargo público de provimento efetivo vago”, afirmou o TRF2.
Ao examinar recurso especial da candidata, o relator, ministro Napoleão Maia Filho, reconheceu que ela tem razão em sua pretensão de ser nomeada. Segundo o ministro, a habilitação em concurso não cria, para o aprovado, o imediato direito à nomeação, mas somente uma expectativa de direito. “Por outro lado, caso haja omissão ou recusa na nomeação de candidato devidamente aprovado em concurso público, cujo prazo ainda não expirou, e se ficar comprovada nos autos a necessidade da administração em preencher vagas existentes, este passa a ter direito subjetivo a ser nomeado”, ressaltou.
O relator deu provimento ao recurso em decisão monocrática. A universidade entrou com agravo regimental contra a decisão, mas, como já existe entendimento pacífico sobre o assunto no STJ, a Quinta Turma manteve a posição do ministro. “A manutenção de contratos temporários para suprir a demanda por médicos oftalmologistas demonstra a necessidade premente de pessoal para o desempenho da atividade, revelando flagrante preterição daqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o cargo – circunstância que, a teor da jurisprudência desta Corte Superior, faz surgir o direito subjetivo do candidato à nomeação”, concluiu o ministro.

DIREITO: TSE - Liminar suspende cassação de deputado estadual do RJ

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, deferiu liminar em favor do deputado estadual pelo Rio de Janeiro Domingos Inácio Brazão (PMDB) suspendendo, assim, a cassação de mandato determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RJ).
O deputado estadual sustentou, no pedido de liminar, que o tribunal regional aplicou a Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010) para cassar o mandato e declarou sua inelegibilidade por oito anos. Ele foi acusado, pelo Ministério Público Eleitoral, de abuso de poder econômico, captação ilícita de voto e conduta vedada a agente público durante a campanha eleitoral de 2010. Centros sociais, que sofreram operação da fiscalização da propaganda eleitoral durante o período eleitoral, estariam vinculados ao nome do político.
Na ação, o deputado afirmou que a suposta conduta ilegal teria acontecido na fase pré eleitoral de 2010 e, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei da ficha Limpa não pode ser aplicada para as eleições daquele ano.
O deputado sustentou ainda que o tribunal regional não analisou a potencialidade da conduta, medida necessária para a condenação. Alegou também a suspensão do julgamento por cerceamento de defesa, pois o laudo pericial só foi juntado aos autos após as alegações finais.
Na decisão, o ministro Ricardo Lewandowski destacou que as alterações introduzidas pela Lei da Ficha Limpa não se aplicam às eleições de 2010, conforme decisão do STF, e que o TRE-RJ desconsiderou essa jurisprudência.
Além disso, antes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, o TSE já havia firmado entendimento de que a cassação de registro somente seria possível na hipótese da ação de investigação judicial eleitoral, por abuso de poder, se julgada até a data da diplomação.
“Não há falar, portanto, em cassação de mandato por abuso de poder em processos regulados pela redação original da LC 64/1990 nos casos em que a decisão é posterior à diplomação. Tampouco pode-se falar em inelegibilidade de oito anos para a hipótese dos autos, uma vez que o prazo da redação original cingia-se a três anos”, afirmou o ministro.
O ministro deferiu a liminar para conceder efeito suspensivo à decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, “sem prejuízo de melhor exame da questão pelo relator sorteado”.

DIREITO: TSE - Vice-prefeito cassado de Marcionílio Souza-BA pede para reassumir o cargo

O vice-prefeito cassado de Marcionílio Souza-BA, Edson Pires de Souza, ajuizou uma ação cautelar, com pedido de liminar, para que seja suspenso recurso especial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que lhe seja garantido o exercício do cargo até o julgamento definitivo do recurso.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) cassou o prefeito de Marcionílio Souza, Edson Ferreira de Brito (PMDB) e seu vice, Edson Pires de Souza, pela distribuição de combustível aos eleitores durante a campanha de 2008. O município de Marcionílio Souza fica a 330 quilômetros de Salvador, na chapada diamantina.
O pedido de cassação dos mandatos foi negado em primeira instância, mas o tribunal regional acolheu a denúncia da coligação “Renovar é preciso, o povo no poder”, Rauildo Santos de Souza e o PRTB municipal e cassou os mandatos do prefeito e do vice por prática de compra de votos e abuso de poder econômico.
Edson de Souza afirma a existência de má fé da parte dos adversários que teriam falsificado as notas de abastecimento apresentadas como prova. Diz que essas notas foram apresentadas inicialmente em fotocópias no mesmo dia da audiência. A decisão do tribunal regional, que modificou a do juiz de primeira instância, apresentou, como fundamento principal, o reconhecimento das notas, sustenta.
A relatora é a ministra Nancy Andrighi.

DIREITO: Pseudônimo não pode sobrepor-se a registro de marca já regularmente concedido

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e o titular da marca “Antonio Carlos e Renato” apelaram contra sentença de 1.º grau que julgou procedente o pedido de ex-componente da dupla sertaneja para cancelar o registro da marca. Na sentença também foi decidido que, caso o integrante continue fazendo uso da marca, será aplicada a ele multa a cada apresentação.
O INPI alega que a sentença se dissociou da legislação, pois o caso não se enquadra nas hipóteses legais de extinção e de cancelamento de marca, salientando que não há como acolher o argumento do ex-integrante da dupla, que pretende o cancelamento da marca regularmente concedida ao outro integrante, sob o pretexto da ocorrência de fato superveniente, qual seja a separação da dupla então formada pelo autor e pelo réu. Afirma também que eventual cancelamento de marca, nas hipóteses legalmente previstas, é ato privativo do INPI, sendo que ao Judiciário cabe intervir somente nas hipóteses em que a Administração agiu de forma contrária à lei.
O titular da marca alega que a sentença violou garantia constitucional ao anular ato jurídico perfeito concernente à marca regularmente registrada no INPI, a qual goza de proteção. Assevera que, não obstante o pseudônimo goze de proteção, a hipótese dos autos não autoriza que este se sobreponha ao registro da marca da qual é titular, salientando que a própria Lei n.º 9.279/1996, que trata da propriedade industrial, em seu art. 124, inciso XVI, veda o registro de pseudônimo, salvo com autorização do titular, o que não ocorreu na hipótese.
O relator, desembargador federal Daniel Paes Ribeiro, esclareceu que Antônio Carlos, titular da marca, solicitou ao INPI o registro da marca “Antônio Carlos e Renato”, que foi regularmente concedida em meados de 1990, quando a dupla, ainda em sua primeira formação, era composta por ele e por Renato Brás Natividade. Desfeita a primeira composição, o autor da ação judicial fora convidado pelo titular da marca para integrar a dupla musical, apresentando-se como o “Renato”, o qual, segundo alega, contribuiu de forma decisiva para que a dupla atingisse fama no Brasil e no exterior, e que, por isso, ele tem o direito de utilizar o pseudônimo “Renato”, em detrimento dos direitos que Antônio Carlos ostenta na qualidade de titular da marca.
Para o magistrado, a questão deve ser apreciada com ênfase na Lei de Proteção à Propriedade Industrial, pois, apesar da relevância que o pseudônimo utilizado pelo autor tenha alcançado, isso não retira o direito de utilização de marca regularmente concedida ao réu, sob pena de ofensa à garantia constitucional do ato jurídico perfeito.
O relator lembrou ainda que outra pessoa, de nome Renato, foi quem emprestou seu nome à dupla, cedendo a Antônio Carlos, por meio de acordo, os direitos de uso da marca. E o autor, ao aceitar o convite para compor a dupla musical, estava ocupando o lugar do verdadeiro Renato e, nem por isso, enganaram-se os fãs que acompanhavam a dupla primitiva.
Por fim, o desembargador considerou que na conformidade com o art. 124, inciso XVI, da Lei n.º 9.279/1996, o pseudônimo somente pode ser objeto de registro se houver consentimento do titular, o que, na hipótese, não foi obtido.
ApReeNec – 2004.38.00.031207-1/MG

segunda-feira, 25 de julho de 2011

POLÍTICA: Pagot cancela férias e pede demissão do Dnit

Da FOLHA.COM

O diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes), Luiz Antônio Pagot, pediu nesta segunda-feira demissão do cargo.
Segundo nota do Ministério dos Transportes, Pagot cancelou suas férias, que iriam até o dia 4 de agosto, e solicitou à presidente Dilma Rousseff sua exoneração.
O agora ex-diretor esteve pela manhã na sede do órgão, em Brasília, onde se despediu dos funcionários.
Com a saída de Pagot, o governo espera encerrar a pior parte da crise que há 23 dias assola a pasta.
O Ministério dos Transportes é alvo de suspeitas de corrupção após reportagem da revista "Veja", no dia 2 de julho, revelar um suposto esquema de pagamento de propinas em obras federais da pasta.
Ao todo, já somam 17 as demissões por causa das denúncias de superfaturamento e pagamento de propina envolvendo o ministério, a Valec e o Dnit, incluindo o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM).

EDUCAÇÃO: FGV divulga resultado da primeira fase do 1º Exame de Ordem de 2011

Do UOL


A FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou nesta segunda-feira (25) o resultado da primeira fase do 1º Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de 2011, realizado no dia 17. A instituição pede que os candidatos tenham paciência, pois é possível que, devido ao grande número de acessos, o site com os selecionados fique congestionado.
VEJA O RESULTADO NO SITE DA FGV PROJETOS - É PRECISO ENTRAR COM CPF E SENHA
CONFIRA O GABARITO DA PRIMEIRA FASE

A prova prático-profissional acontece em 21 de agosto, das 14h às 19h. Nessa etapa, o candidato deverá elaborar uma peça profissional e responder quatro questões discursivas. O resultado da segunda fase está previsto para 13 de setembro. A lista final de aprovados deve sair em 4 de outubro. Outras informações podem ser obtidas no edital.
Como foi a prova
Professores de cursinhos especializados ouvidos pelo UOL afirmaram que a primeira fase teve nível médio para difícil.
Para Luiz Flávio Gomes, presidente do curso LFG, quem estudou, passou. "Não foi uma prova fácil, pode-se dizer que foi difícil, mas foi justa. Não tinha pegadinhas. É possível ter um número maior de aprovados", afirmou. Segundo ele, pode-se esperar um nível de aprovação em torno de 25% para a segunda fase - ainda baixo, mas maior que em anos anteriores.
Já Marco Antonio Araujo Junior, diretor-pedagógico do Complexo Damásio de Jesus, notou algumas "pegadinhas", principalmente na parte de ética. A redução de questões - de cem, na última prova, para 80 - ajudou no gerenciamento do tempo.
"[Foi] Uma média de quase 4 minutos por questão. Deu um tempo maior para que o candidato pudesse resolver", afirmou. No entanto, diz, isso não é garantia de aprovação maior. "Acho que vai ter um numero de aprovados menor. Algumas disciplinas vão fazer a diferença."
No total, a OAB recebeu 121.309 inscrições. A seccional com maior número de inscritos é São Paulo, com 27.630 candidatos. Em seguida aparece Minas Gerais, com 13.318 inscrições, e Rio de Janeiro, com 11.066.
Polêmica
A diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil publicou um comunicado na semana passada hoje (22) dizendo que o Exame da Ordem é constitucional e que
o subprocurador-geral da República Rodrigo Janot teve uma visão preconceituosa ao dizer que a prova é dispensável. Janot deu o parecer do Ministério Público na ação em que um bacharel contesta a legalidade da prova no Supremo Tribunal Federal (STF).
Reprovações
No último exame, foram reprovados 9 em cada 10 bacharéis, o que levou
a OAB ao pior resultado da história: apenas 9,74% dos candidatos foram aprovados. O número inclui os treineiros.
No começo deste mês, a OAB divulgou uma
lista com as 90 faculdades cujos estudantes de direito se submeteram à última edição do Exame de Ordem, mas não tiveram nenhum candidato aprovado após as duas etapas do exame. O índice representa 14,75% das 610 faculdades que tiveram alunos matriculados na prova. Também foi divulgada a relação de instituições que mais aprovaram alunos: em termos proporcionais e absolutos.
Em junho, a ordem decidiu reduzir o número de questões da prova em 20%. Advogados dizem que um dos motivos para a mudança é o alto número de reprovações no exame.

MUNDO: Após audiência a portas fechadas, juiz decreta prisão preventiva e isola autor de atentados na Noruega

De O Globo

Com agências internacionais

OSLO - Após frustrar os planos de Anders Behring Breivik de se defender diante do público em uma audiência aberta, o juiz Kim Heger decidiu nesta sexta-feira que o autor dos atentados de sexta-feira na Noruega ficará preso sem acesso a cartas, notícias ou visitas até o próximo dia 22. O juiz também aceitou o pedido de promotores e decretou prisão preventiva de oito semanas para Breivik.
Durante a audiência a portas fechadas, o norueguês de 32 anos disse que agiu com ajuda de dois grupos de colaboradores. Breivik, que admitiu ter aberto fogo na ilha de Utoyea e provocado a explosão que atingiu prédios do governo em Olso, disse anteriormente que havia agido sozinho.
Ele havia preparado um discurso para sua audiência antes mesmo de cometer os crimes que chocaram o país. Segundo seu advogado, Geir Lippestad, o norueguês preferia que a audiência fosse aberta e queria se declarar "inocente". Lippestad disse ainda que seu cliente pediu para comparecer à audiência fardado.
A sessão começou por volta de 14h (9h no horário de Brasília) terminou 35 minutos depois. Segundo a imprensa local, além de temer que o atirador aproveitasse a exposição, a Justiça impediu acesso à audiência porque também temia que ele passasse mensagens cifradas a possíveis cúmplices.
Ainda nesta segunda-feira, a polícia deve rever para baixo o número oficial de mortos, que atualmente é de 93 (86 na ilha e sete em Oslo).
Embora tenha admitido ser o autor da explosão em Oslo e do ataque a tiros à ilha de Utoyea, Breivik já havia afirmado, por meio de seu advogado, que
seus crimes "foram atrozes, mas necessários" .
O período usual de prisão preventiva é de quatro semanas, mas, ao que parece, a Promotoria quer mais tempo para se preparar. Ele não pode ser considerado culpado até o final da investigação policial e do julgamento.
Enquanto Oslo começa a voltar à rotina no primeiro dia útil após os atentados, o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, comandou a convocação de um minuto de silêncio nesta segunda-feira em homenagem aos mortos. Em um discurso emocionado no domingo, o premier defendeu que a resposta da Noruega aos ataques virá na forma de "mais democracia, mais abertura, mais humanidade, mas nunca ingenuidade". Filho de padrasto de princesa está entre os mortos
O rei Harald e a rainha Sonja também participaram das homenagens nesta segunda-feira, que se repetiram na Dinamarca e na Suécia, países vizinhos.
A polícia ainda não divulgou o nome dos mortos, mas há informações de que um "meio irmão" da princesa Mette-Marit está entre as vítimas. Trond Bernsten era policial e estaria trabalhando como segurança na ilha de Utoyea. Ele era filho do segundo marido da mãe de Mette-Marit, que se tornou princesa em 2001 após o casamento com o príncipe herdeiro Haakon.
Um cordão isolamento ao redor dos prédios do governo atingidos pela explosão foi retirado, mas as buscas por pessoas desaparecidas após o ataque continuam.
Breivik afirmou para seu advogado que atuou sozinho nos dois ataques. No domingo, foram divulgadas imagens publicadas por ele na internet em que aparece fortemente armado e usando uniformes. O manifesto de 1.500 páginas, também publicado na web e atribuído a Breivik, revela que os ataques já eram preparados desde o outono de 2009.

Trechos do textos foram praticamente copiados palavra a palavra dos textos de Theodore Kaczynski, o "Unabomber", conhecido por ter enviado cartas-bomba que deixaram três mortos e 23 feridos nos Estados Unidos entre as décadas de 1970 e 1990.
Numa das passagens copiadas, o norueguês apenas troca a palavra "esquerdismo" por "multiculturalismo" ou "marxismo cultural". Apesar de citar vários outras pessoas de quem aproveitou textos, Breivik não cita Kaczynski, que cumpre prisão perpétua nos EUA.
Breivik deixou para trás um registro detalhado descrevendo como se preparou para os ataques e convocando para uma guerra civil cristã a fim de defender a Europa contra a ameaça de dominação muçulmana. Texto fala em 'uso do terrorismo como meio para despertar massas'
O documento detalha ainda os seus preparativos, destacando "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas". Ele ainda admite que será lembrado como "o maior monstro nazista desde a Segunda Guerra Mundial" por seus atos.
O texto, escrito em inglês, tem o título "A European Declaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083, em tradução livre) e é assinado por "Andrew Berwick". "Meu nome, Breivik, remonta à época anterior a dos vikings. Behring é um nome germânico pré-cristão que deriva da palavra Behr, que em alemão significa urso e Anders (Andreas) é o equivalente escandinavo de Andrew", explica o assassino.
Ele também é apontado como autor de um vídeo publicado no YouTube na sexta-feira. Na gravação, ele apela para que os conservadores cristãos na Europa levantem-se juntos em uma manifestação violenta em uma versão moderna dos Cavaleiros Templários das Cruzadas para salvar a Europa do totalitarismo islâmico. Perto do fim, Breivik aparece vestindo um uniforme militar e segurando armas.
Loiro, cristão e de extrema-direita,
Breivik estava fora do radar da polícia norueguesa . No ataque na ilha, Breivik usou munição do tipo "dum-dum", que se fragmenta no corpo das vítimas, informaram médicos legistas noruegueses. Esse tipo de projétil tem um forte poder destrutivo. Convenções internacionais proíbem seu uso em guerras.

CONCURSOS: Principais concursos públicos somam 31 mil vagas com remuneração de até R$ 21.766

Do UOL

Nesta segunda (25), os principais concursos públicos com inscrições abertas oferecem 31.222 vagas em 15 seleções. As oportunidades estão distribuídas em diversos cargos destinados a candidatos de todos os níveis escolares. As remunerações iniciais podem chegar a R$ 21.766, dependendo da função desejada.
Confira os principais concursos:
Órgão Vagas Escolaridade Salário
Petrobras 590 Niveis médio e superior R$ 1.801 a R$ 6.217
Edital
EBC 537 Níveis médio e superior R$ 1.698 a R$ 5.803 Edital
Educação (MG) 21.377 Níveis médio e superior R$ 911 a R$ 3.300 Edital
Santos (SP) 914 Todos os níveis R$ 1.095 a R$ 5.107 Edital
Prodemge (MG) 330 Nível superior R$ 2.724 Edital
Limeira (SP) 363 Todos os níveis R$ 776 a R$ 3.438 Edital
Salvador (BA) 3.467 Níveis médio e superior R$ 1.255 a R$ 8.276 Edital
TRF 1ª Região 29 Nível superior R$ 21.766 Edital
MGS (MG) 691 Todos os níveis R$ 545 a R$ 4.632 Edital
Linhares (ES) 719 Todos os níveis R$ 545 a R$ 1.953 Edital
Itajá (GO) 243 Todos os níveis R$ 545 a R$ 1.612 Edital
Saúde (MG) 368 Todos os níveis R$ 920 a R$ 4.250 Edital
Marinha 778 Nível médio --- Edital
Limoeiro (PE) 570 Níveis médio e superior R$ 545 a R$ 2.000 Edital
Ouro Preto (MG) 246 Todos os níveis R$ 610 a R$ 7.583 Edital
Veja todos os concursos com inscrições abertas no país

ESPORTES: Cesar Cielo conquista o ouro nos 50m borboleta no Mundial de Xangai

De O Globo

com agências internacionais

RIO - Três dias depois de ser liberado para competir após o caso de doping, o nadador Cesar Cielo começou a dar a volta por cima na carreira com uma vitória na sua primeira prova no Mundial de Natação de Xangai, na China. Cielo conquistou o ouro nos 50m borboleta ao marcar o tempo de 23s10 e não escondeu a emoção ainda na piscina, onde chorou muito.
A vitória fez de Cielo o brasileiro com o maior número de medalhas em Mundiais de Natação. São três no total. O campeão olímpico dos 50m já tinha vencido os 50m e os 100m livres em Roma, há dois anos.
Cielo antes dividia o posto de maior medalhista com Gustavo Borges, que também tinha duas medalhas conquistadas no Mundial de Roma, em 1994. Mas elas eram de bronze nos 100m livre e no revezamento 4x100m.
Além de Cielo, já conquistaram medalhas de ouro em mundiais para o Brasil Ricardo Prado nos 400m medley em Guayaquil-1982 e Ana Marcela Cunha, nos 25 km neste ano, en Xangai.
E o número de medalhas de Cielo pode aumentar ainda neste Mundial. Na quarta-feira, Cielo começa a defender o seu título mundial nos 100m livre disputando as eliminatórias da prova. Ele ainda vai nadar os 50m livre.
Na última semana, Cielo foi liberado para competir depois que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) manteve a advertência dada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) após o campeão olímpico e mundial e outros três nadadores
terem sido pegos no antidoping pelo uso da substância furosemida durante o Troféu Maria Lenk , em abril.
A advertência também foi mantida para os nadadores Nicholas Santos e Henrique Barbosa. Já Vinícius Waked,
flagrado em outro exame antidoping no ano passado , foi suspenso por um ano, contados a partir de maio.
A furosemida não aumenta o rendimento do atleta, porém, ela pode mascarar o uso de outras substâncias e, por isso, faz parte da lista de produtos proibidos.

POLÍTICA: Diretor-geral do Dnit vai entregar nesta segunda-feira sua carta de demissão, sem atacar o governo

De O GLOBO

Gerson Camarotti (gcamarotti@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - Mais de 20 dias após o início da crise que provocou a faxina no Ministério dos Transportes, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, entregará nesta segunda-feira sua carta de demissão ao novo ministro da pasta, Paulo Sérgio Passos. A notícia tranquilizou no domingo o Palácio do Planalto, que temia que Pagot deixasse o governo atirando. Com essa demissão, o Dnit fica agora com apenas três de seus sete diretores, todos ligados ao PR. Esses três últimos devem ser substituídos em agosto.
Na sexta-feira, Pagot ainda resistia em deixar o cargo e lembrava ao Planalto sua dedicação e participação como arrecadador de campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, como revelou O GLOBO no sábado. Mas, no fim de semana, ele foi acalmado por emissários do governo e finalmente convencido pelo seu padrinho político, o senador Blairo Maggi (PR-MT), de que não tinha mais como ficar.
Ontem, após conversar com Pagot, Blairo confirmou ao GLOBO que a carta de demissão será entregue hoje. Blairo reconheceu que, independentemente da capacitação técnica, não havia mais condições políticas de Pagot continuar no cargo. E revelou que aconselhou o diretor-geral do Dnit "a não criar confusão". Setores do PR incentivavam Pagot a fazer ameaças ao governo.
- Pagot vai entregar a carta nesta segunda. Falei para ele não ficar preocupado: "Vamos tocar a vida para a frente. Política é assim mesmo. Entrega suas coisas e volta para a iniciativa privada." Fiz a recomendação para ele não ficar buscando mais confusão. Até porque confusão não leva a nada. Ele tem dois caminhos: me seguir ou seguir o partido - disse Blairo. - As condições políticas para permanecer no cargo não existem mais. Vamos deixar livre a presidente Dilma. O PR não tem que reivindicar nada.
Para evitar o seu afastamento, determinado por Dilma assim que surgiram as primeiras denúncias de corrupção no Dnit, em 2 de julho, Pagot entrou de férias, com o acerto informal de só retornar em 4 de agosto. Mas o período oficial de férias dele terminou na última sexta-feira. Para facilitar a saída de Pagot, o Planalto obteve antes o pedido de demissão do petista Hideraldo Caron da diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit.

MUNDO: Chávez afirma que será candidato à reeleição em 2012

De O Globo

Com agências internacionais

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou em entrevista ao jornal estatal "Correo del Orinoco" que buscará um novo mandato de seis anos nas eleições presidenciais de 2012.
Chávez voltou de surpresa ao país na noite de sábado depois de passar uma semana em Havana, onde passou por várias sessões de quimioterapia, depois de ter sido diagnosticado um tumor canceroso que foi retirado há um mês.
- Não tenho pensado um só instante em deixar a presidência. Se houvesse motivos envolvendo a parte física ou mental, seria o primeiro a me retirar e de maneira responsável - afirmou o dirigente em entrevista publicada nesta segunda-feira.
Um Chávez animado, muito mais próximo da imagem que projeta normalmente, falou no domingo por cerca de uma hora durante os atos pelo aniversário do herói da independência Simon Bolívar.
- Tenho razões médicas, científicas, humanas, amorosas e políticas para me manter à frente do governo e da candidatura com mais força do que antes - disse na entrevista.
O presidente descartou uma metástase do câncer e disse que o tumor extirpado estava encapsulado. Mas o líder socialista insistiu que deverá seguir com o tratamento de quimioterapia, ainda sem explicar onde se encontrava o tumor.
- Me sinto melhor no espírito, no ânimo, na alma. E o corpo está respondendo de forma extraordinária em todos os sentido - destacou.
Em sua volta a Caracas, Chávez disse após a realização de exames não foram detectadas células malignas e que se encontrava em um processo regenerativo.

COMENTÁRIO: Vícios na origem

Por Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

São tantas e tão variadas as controvérsias envolvendo o PSD antes mesmo de oficializado seu ato inaugural, que a ausência de definição ideológica acaba sendo o menor dos questionamentos suscitados pelo partido a ser criado sob inspiração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Até quatro meses atrás era a novidade da estação, destinada a abrigar os insatisfeitos de variadas legendas, uma nova força de apoio ao governo Dilma Rousseff que arrasaria quarteirões oposicionistas depois de depositar a última pá de cal sobre os escombros do DEM.
Entraria bem na fotografia da cena parlamentar, fazendo e acontecendo já na eleição municipal de 2012.
Pode ser que o PSD consiga resolver nos próximos dois meses - quando se encerra o prazo para a obtenção do registro na Justiça Eleitoral a tempo de disputar prefeituras no ano que vem - os problemas que enfrenta com fraudes e denúncias de uso da máquina pública na coleta das assinaturas de apoio e apresentar as 490 mil necessárias perfeitamente legalizadas.
Ainda assim, não se livrará facilmente da imagem de um partido que surge no cenário político marcado pelos vícios de sempre. Nesse sentido, já nasce velho.
Foi seu próprio criador quem definiu a obra como algo insípido, insosso e inodoro - "nem de direita, nem de esquerda nem de centro". Traduzindo: não pretende a representação de um pensamento. Busca juntar pessoas daqui e dali, de preferência já detentoras de mandatos eletivos, para funcionar como um facilitador de acomodações regionais.
Isso fica evidente no método de arregimentação de lideranças, a partir das conveniências de caciques locais: senadores, deputados, governadores, que necessitem de um rearranjo no equilíbrio de forças, pouco importando se representem o que há de mais retrógrado na política.
Um exemplo emblemático é o processo de formação do PSD no Maranhão. O acerto com o clã Sarney foi feito nos seguintes termos: a governadora Roseana Sarney oferece alguns tantos deputados federais e estaduais para integrar a legenda e, em troca, Kassab garante que o partido não abra espaço para adversários da família no Estado.
Recapitulando as práticas: fraudes na coleta em assinaturas detectadas em cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Amazonas), suspeita de uso da máquina pública, ausência de identidade programática, arregimentação cartorial de lideranças, acolhimento de adesões sem olhar de quem.
Não bastasse, o PSD institucionaliza o troca-troca partidário, ao arrepio da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a fidelidade devida ao partido por parte do eleito.
Em seu estatuto, o partido oferece a garantia de que nunca exigirá na Justiça a devolução do mandato de parlamentares que porventura venham a sair do PSD.
Uma mão na roda. E a lei? Ora, a lei...

No paralelo.

É de se perguntar com que autoridade o ex-presidente Luiz Inácio da Silva diz que os demitidos do Ministério dos Transportes poderão voltar a seus cargos se "provarem" ser inocentes.
Lula faz média com os partidos atingidos (PR e PT), sem atinar para a inconsequência da declaração. Primeiro, porque não é dele (ou não deveria ser) a prerrogativa de decidir sobre nomeações e demissões. Segundo, não havendo inquérito policial - e por enquanto não há - não existe como comprovar culpas ou inocências.
A sem-cerimônia de Lula com os ritos do poder formal já se evidenciou algumas vezes desde que deixou a Presidência. Seja atuando como interlocutor da base aliada na crise Palocci, ou visitando obras que não teve tempo para inaugurar quando presidente.
Lula se declara um "ajudante" de Dilma e, assim, tenta não imprimir a suas ações um caráter de usurpação e obter junto à opinião pública salvo-conduto para circular como a sombra oficial da presidente.
Não só não pretende "desencarnar", como vai ocupando o espaço privilegiado de um "shadow president".
À falta de uma oposição com consistência, unidade e senso de direção para cumprir esse papel.

MUNDO: Extremista cristão planejou por 18 meses ataques terroristas na Noruega

Do ESTADÃO.COM.BR

Andrei Netto, Enviado especial - O Estado de S.Paulo

Andres Behring Breivik, que matou 93 pessoas em um duplo atentado na sexta-feira, diz que ações foram 'necessárias'
OSLO - Os ataques terroristas na Noruega foram planejados por 18 meses pelo extremista Andres Behring Breivik. Além de ter confessado os crimes, ele organizou um "manifesto" de 1.500 páginas, publicado antes da tragédia, em que afirma pertencer a uma nova Ordem dos Templários, que prega o fundamentalismo católico e teria membros e diversos países da Europa. Ontem, mais um jovem que participava do congresso do Partido Trabalhista morreu em razão dos ferimentos, elevando para 86 os mortos na Ilha de Utoya, a 40 quilômetros da capital. Outras sete pessoas morreram horas antes, na explosão de um carro-bomba no centro de Oslo.
Ao todo, 97 pessoas estão "internadas ou desaparecidas", segundo a polícia, que não dá mais detalhes. De acordo com a direção do Hospital Ulleval, cerca de 30 pessoas estão em estado grave. Outras 45, conforme a imprensa norueguesa, estão desaparecidas. Ontem, mergulhadores ainda vasculhavam o fundo do lago procurando corpos.
Violência. O alto número de vítimas foi em razão dos 90 minutos que Breivik teve para atuar na Ilha de Utoya e pelo preparo minucioso. Segundo relatos, ele atuou de maneira metódica, eliminando as vítimas em uma parte da ilha, depois passando para outra.
Breivik usou munição de expansão, que se fragmenta em contato com o alvo. Ele tinha total conhecimento sobre o poder destrutivo do armamento, porque foi treinado em um clube de tiro da Noruega. Cirurgiões que atenderam as primeiras vítimas de Utoya disseram que nunca haviam visto ferimentos tão graves.
Embora Breivik tenha confessado, as suspeitas persistem em razão de testemunhos contraditórios coletados na ilha. "Durante o interrogatório, ele disse que estava sozinho. Estamos tentando confirmar se isso é verdade", disse o chefe de polícia Sveinung Sponheim.
Operação. Segundo ele, a ação vinha sendo planejada desde 2009. Um documento de 1.500 páginas e um diário dos últimos três meses também estão sendo analisados. No material, o atirador afirma ter o apoio de colaboradores. Intitulado Declaração Europeia de Independência - 2083, o texto tem na capa uma cruz dos templários, símbolo da extinta ordem religiosa e militar da Igreja que participou das Cruzadas.
Breivik diz que a organização foi fundada em Londres, em abril de 2002, por militantes de nove países. A milícia foi batizada de "Novos Pobres Cavaleiros de Cristo". Segundo ele, o grupo luta pela formação de uma frente de combate na Europa Ocidental nos próximos 20 anos.
Breivik a descreve como "uma organização pan-europeia", parte do "movimento patriótico nacional dos países da Europa". "A ordem é uma manifestação inicial da luta, fase um da guerra civil na Europa Ocidental." Segundo Geir Lippestad, advogado do atirador, ele pretendia que os ataques causassem um "revolução anti-islâmica" no país.
Ainda no documento, Breivik critica o multiculturalismo e a imigração. "Um alvo prioritário é a reunião anual do Partido Trabalhista", escreveu ele, antecipando o ataque à Ilha de Utoya.
Breivik também detalhou os planos do atentado, informando como montou uma empresa de fachada para comprar agrotóxicos e como usou fertilizantes para fabricar explosivos, com os quais pretendia matar 4.848 pessoas" na Noruega.
Para o extremista, "o uso do terrorismo é um meio de despertar as massas". "Serei lembrado como o maior monstro nazista desde a 2.ª Guerra", disse. No fim, ele termina de maneira profética. "Acho que será minha última anotação", menciona Breivik, ao lado da hora (12h51) e da data (22 de julho) - três horas antes da explosão do carro-bomba em Oslo.





MÚSICA: Amy morreu sozinha e na cama, diz amigo

Do ESTADÃO.COM.BR

estadão.com.br

Chris Goodman, amigo e porta-voz da cantora, contou que segurança dela pediu ambulância
LONDRES - Amy Winehouse morreu sozinha e na cama, disse um amigo e porta-voz da cantora a um site de celebridades neste domingo, 24. Ela foi encontrada morta por um segurança, que logo em seguida ligou para o serviço de ambulâncias.
De acordo com Chris Goodman, Amy foi para o quarto depois de dizer que queria dormir. "Quando ele (o segurança) foi acordá-la, ele notou que ela não estava respirando", contou ao site TMZ. De acordo com ele, o segurança ligou para o serviço de emergência "imediatamente".
"Ele estava muito chocado. Nesse momento ninguém sabe como ela morreu. Ela morreu sozinha na cama", disse. As equipes de resgate receberam na tarde de ontem um chamado para a casa da cantora, na região de Camden, no norte de Londres, mas ela já estava morta quando as duas ambulâncias enviadas ao local chegaram.
A polícia informou que a causa da morte está sendo tratada como "inexplicável", rejeitando especulações de que ela teria morrido de uma overdose de drogas como "inapropriada." O resultado da autópsia deve ser divulgado nesta segunda ou terça-feira.
Fãs da cantora britânica em todo o mundo e vizinhos deixaram um uma pilha de flores, velas e mensagens do lado de fora de sua casa, enquanto celebridades também prestavam tributos à Amy Winehouse. Havia muitos
brasileiros entre os fãs.

Veja também:




EDITORIAL (OPINIÃO): Titulares e pernas quebradas

Do ESTADÃO.COM.BR
- O Estado de S.Paulo

"Oposição é como jogador no banco (de reservas). Torce para o titular quebrar a perna." Há várias maneiras de interpretar essa tirada de pretenso humor de Lula, desta vez proferida na sede da Fiesp, onde o ex-líder metalúrgico foi homenageado com um jantar e uma exposição de fotos de seus dois mandatos na Presidência da República. Quem está atento à sucessão de episódios relacionados a denúncias de corrupção que têm exposto divergências da turma do ex-presidente no governo com a sucessora Dilma Rousseff pode perceber que, na verdade, quem anda fazendo oposição à titular do Planalto são os fiéis seguidores de Lula, à frente Gilberto Carvalho, ministro-secretário-geral da Presidência. E se o ex-presidente e seus fiéis escudeiros estão convencidos de que Dilma anda pisando na bola, e com isso comprometendo o projeto petista de uma longa permanência no poder, não há por que imaginar outra coisa: Lula já se pôs em campo como candidato a retornar à Presidência, não em 2018, mas já em 2014. E como todo jogador que está no banco, como ele diz, torce para o titular quebrar a perna.
É o que mostra o esforço do ex-presidente para se manter em evidência no noticiário, coisa que sempre soube fazer muito bem, não importa a que custo. Só nas últimas duas semanas foram três ocasiões e sempre a mesma e invariável atitude: o defensor dos fracos e oprimidos contra as elites. A primeira, em congresso da cooptada UNE realizado no Rio de Janeiro, insistiu na tecla de que a "imprensa golpista" não desiste de lhe "pegar no pé", a serviço de interesses inconfessáveis que ele, se conhece, não revela. A segunda, em congresso da União Geral dos Trabalhadores (UGT) em São Paulo, na qual colheu aplausos entusiasmados ao afirmar que as elites - que, como de hábito, não especificou - "não se conformam" porque hoje os trabalhadores têm acesso a bens que antes estavam fora de seu alcance, como automóveis zero-quilômetro e viagens aéreas. E a terceira, no próprio quartel-general dos patrões dos metalúrgicos, onde acabou cometendo talvez um ato falho com suas imagens futebolísticas.
A versão benévola de que Lula não estava pensando em Dilma quando mencionou titulares de perna quebrada não elide o fato de que a imagem usada, ela própria, é altamente comprometedora para ele, que não hesita em propagandear irresponsavelmente, como prática corriqueira e moralmente aceitável, o levar vantagem em tudo, o recurso a qualquer meio para atingir os fins desejados. Pois não é outra a ideia que traduz a frase infeliz que, a pretexto de fazer graça, traz subjacente um enorme potencial de dissolução moral: "Oposição é como jogador no banco (de reservas). Torce para o titular quebrar a perna". É uma afirmação absurda, descabida, que revela, no mínimo, ausência do sentimento de solidariedade humana, na boca de alguém que tem a responsabilidade de se comportar como líder de uma grande massa de brasileiros. Essa sempre foi a prática de Lula na luta sindical e no papel de oposicionista, à frente do PT: mais do que a torcida, o trabalho para fazer "o titular quebrar a perna". Foi assim quando, sob seu comando, os petistas votaram contra a eleição indireta de Tancredo Neves na disputa com Paulo Maluf, o candidato da ditadura militar; foi assim quando, sob seu comando, os petistas votaram contra a Constituição de 1988, que se propunha a redemocratizar o País depois da queda da ditadura militar; foi assim quando, sob seu comando, os petistas fizeram campanha contra o Plano Real e contra todas as outras medidas reformadoras do aparelho do Estado e da economia implantadas pelo governo tucano que o antecedeu.
Nada disso é novidade. Tudo isso tem sido repetido insistentemente nos últimos tempos, pelo menos, pela imprensa que continua cumprindo o papel democrático de investigar e denunciar o assalto dos partidos da situação aos cofres públicos. A imprensa que insiste em demonstrar, com um trabalho jornalístico responsável, que depois de oito anos de exaurimento ético a máquina do Estado ameaça implodir moralmente, sob o olhar perplexo da presidente Dilma. É fácil entender, diante disso, por que Lula jamais desiste da ideia de quebrar as pernas da imprensa que não lhe "larga do pé". E de quem atravessa seu caminho.

POLÍTICA: Lula já percorre País para vetar prévias no PT e negociar as alianças de 2012

Do ESTADÃO.COM.BR

Vera Rosa / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo


Em uma estratégia negociada com a presidente Dilma Rousseff, petista tem conversado com aliados, sobretudo nas capitais, para assegurar pactos contra os tucanos; em São Paulo, ex-presidente está disposto a bancar nome de Fernando Haddad
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra a realização de prévias no PT para a escolha de candidatos às prefeituras, em 2012, e já trabalha para evitar a prática. Lula avalia que o modelo com voto dos filiados, tradicional no partido, deixa sequelas na disputa e mais atrapalha do que ajuda na atual temporada de costumes políticos pragmáticos. Em viagens pelo País, Lula já está articulando candidaturas e alianças com o PT.
Em São Paulo, ele está disposto a bancar a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, à revelia do PT. Pouco afeito a gestões políticas, Haddad enfrenta resistências na seara petista.
O empenho de Lula para varrer as prévias do mapa eleitoral não vale só para São Paulo. Ele combinou com a presidente Dilma Rousseff que cuidaria da montagem dos palanques nas principais capitais e enquadraria o PT. Aliancista, Lula avalia que o PT só deve apresentar candidato onde tiver reais chances de ganhar. Caso contrário, recomenda ceder a cabeça da chapa para uma outra legenda.
"Em determinadas situações, precisamos juntar todos os diferentes para enfrentar os antagônicos", diz o ex-presidente. "Quem tem responsabilidade com o projeto nacional faz suas contas olhando para o futuro", observa o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).
Novidade. Em São Paulo, Lula avalia que é preciso um nome novo na praça para enfrentar a "máquina" da Prefeitura, comandada por Gilberto Kassab (fundador do PSD), e também do governo, dirigido por Geraldo Alckmin (PSDB).
Além disso, há o fator Gabriel Chalita, deputado que migrou do PSB para o PMDB e assusta os petistas.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) está na frente nas pesquisas, postula a indicação do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo - que já administrou de 2001 a 2004 - e acha que é a única em condições de derrotar José Serra (PSDB), apesar de enfrentar alto índice de rejeição.
"Serra diz que não vai ser candidato, mas vai. Seria uma boa oportunidade para uma revanche", afirma ela, que perdeu a eleição para o tucano, em 2004.
Marta foi surpreendida pela movimentação de Lula, ficou contrariada, mas não crê que a candidatura de Haddad seja fato consumado. De qualquer forma, não pretende disputar prévia.
Há, porém, quem prometa defender esse método até o fim, caso não haja acordo.
Ex-marido de Marta, o senador Eduardo Suplicy (SP) quer agora concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo, cargo que já disputou em 1985 e 1992.
"Por onde passo, todos me perguntam por que eu não sou candidato. Eu me disponho a ser e considero as prévias o mecanismo mais democrático do PT", insiste Suplicy, que praticamente obrigou o ex-presidente Lula a disputar com ele uma dessas primárias para definição do candidato ao Planalto, em 2002.
Trincheira. Na prática, porém, Lula está de olho em 2014 ao promover articulações políticas para a eleição do ano que vem.
"Não basta falar mal dos tucanos na véspera da eleição. Se a gente trabalhar direito, o Estado de São Paulo ficará pronto para a gente governar em 2014 e teremos um palanque forte para a Dilma", afirmou Lula no encontro estadual do PT, em Sumaré (SP), no mês passado.
"São Paulo virou a trincheira da oposição ao nosso projeto nacional e é a nossa prioridade", argumenta o presidente do PT paulista, Edinho Silva.
O PT quer desbancar o PSDB, que ocupa há 16 anos o governo de São Paulo, mas está dividido. Até mesmo o grupo de Marta rachou e dois de seus ex-secretários - os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini - também são pré-candidatos à Prefeitura.
Antes cotado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, não deve entrar no páreo. Mercadante foi o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2010.
Dificuldades.

O quadro, porém, não é fácil para o PT nos maiores colégios eleitorais do País.
Além de São Paulo, o partido está cindido em Minas Gerais, não sabe que rumo seguir no Rio Grande do Sul e muito menos em Fortaleza, Recife e Curitiba.
Para completar, o Supremo Tribunal Federal (STF) prevê o julgamento dos réus do mensalão - maior escândalo do governo Lula, revelado em 2005 - para o primeiro semestre de 2012.
O PT teme que o escândalo de 2005 seja ressuscitado, dê munição aos adversários e contamine a disputa.
Em conversas com petistas e com a própria presidente Dilma Rousseff, Lula também prometeu atuar para desmontar o que chama de "farsa" do mensalão. Até agora, porém, o ex-presidente não deixou claro quais serão suas ações e sua estratégia.
Mesmo depois de deixar o Palácio do Planalto, o ex-presidente nunca disse quem o traiu.

DIREITO: STF - Anulação de aposentadoria após 5 anos é tema de Repercussão Geral


O Supremo Tribunal Federal (STF) deu status de Repercussão Geral a processo que discute se uma aposentadoria concedida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) há mais de cinco anos pode ou não ser anulada. No caso concreto, o TCU analisou a legalidade de uma aposentadoria concedida há quase de sete anos e, após facultar ao servidor o direito de contraditório e ampla defesa, constatou irregularidades e declarou a ilegalidade do benefício.


A matéria será apreciada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 636553, de relatoria do ministro Gilmar Mendes. Após reconhecer a existência de Repercussão Geral na matéria, o ministro defendeu a aplicação da jurisprudência do Supremo ao caso. Mas como ele ficou vencido nesse ponto, o recurso será submetido a posterior análise do Plenário.


Em 2010, o Supremo decidiu, por maioria de votos, que o TCU tem cinco anos para fazer o exame da aposentadoria sem a participação do interessado. Ultrapassado esse período, o servidor passa ter o direito de participar do processo lançando mão do contraditório e da ampla defesa. O objetivo é preservar a segurança jurídica.


Alguns ministros, por outro lado, entenderam que, após cinco anos, o TCU perde o direito de avaliar a concessão da aposentadoria. Para eles, deve-se aplicar à hipótese o artigo 54 da Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. O dispositivo determina que a Administração Pública tem até cinco anos para anular atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os destinatários, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.


Uma terceira vertente manifestou-se no sentido de manter o ato do TCU que cassou o benefício.


Segurança jurídica


No recurso que será julgado pelo Plenário, a União contesta decisão do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que impediu a Administração Pública de cassar o ato da aposentadoria, mesmo diante da constatação de irregularidades.


Para o TJ-RS, a Administração Pública deve respeitar o prazo de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei 9.784/99 para avaliar a regularidade de ato que concede aposentadoria.


Como a aposentadoria foi concedida há quase sete anos, o ato não poderia ser reavaliado pelo TCU, mesmo que a Administração Pública tenha apontado irregularidade no valor do benefício.


“Ultrapassado o prazo decadencial da norma referida sem que o ato impugnado fosse expurgado do universo jurídico, prevalece a segurança jurídica em detrimento da legalidade da atuação administrativa”, definiu o TJ-RS.


A União, por sua vez, alega que a irregularidade no valor do benefício foi constatada após a concessão provisória da aposentadoria e que o prazo decadencial de cinco anos deve ser contado da data da publicação do ato do TCU que analisa a legalidade da aposentadoria. Isso porque seria a partir desse ato que a aposentadoria passa a ser considerado um direito subjetivo do servidor.

DIREITO: STJ - Má interpretação de lei afasta devolução em dobro de tarifas de água cobradas a mais

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não está obrigada a devolver em dobro as quantias cobradas a mais nas contas de água e esgoto de um shopping center. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a cobrança indevida foi motivada por má interpretação da legislação estadual, o que afasta a aplicação da regra do artigo 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que determina a restituição em dobro quando o fornecedor não oferece justificativa plausível para a cobrança.
Diversas ações foram levadas à Justiça de São Paulo solicitando a restituição de valores em função da aplicação incorreta do Decreto estadual n. 21.123/1983, que disciplina a forma de cobrança das tarifas no estado. A questão foi definida no STJ pela Primeira Seção, devido à divergência entre julgados da Primeira e Segunda Turma, responsáveis por matérias relacionadas a direito público. O condomínio do shopping alegava que tanto a má-fé como a culpa – imprudência, negligência ou imperícia – obrigam o fornecedor à devolução em dobro.
Segundo o CDC, o devedor não pode ser exposto a ridículo, nem submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaças quando da cobrança de débitos. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à devolução, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. A Primeira Seção do STJ considerou que a má interpretação da legislação estadual afastou a culpa da companhia, motivo que impede a restituição em dobro dos valores.
O relator dos embargos apresentados na Seção, ministro Humberto Martins, apontou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) realizou exaustivos estudos sobre a matéria e concluiu que a questão era passível de interpretações controvertidas. A sucessão de leis sobre o tema teria dificultado a compreensão da matéria. Depois da edição do Decreto estadual n. 21.123, foi editado o Decreto estadual n. 41.446/1996, que disciplinou a cobrança do regime tarifário.
As quantias pagas a mais decorreram do enquadramento incorreto de imóveis comerciais no “regime de economias”, sistema em que não é levado em conta o número de unidades autônomas do condomínio. Os valores questionados pelo shopping datam de agosto de 1983 a dezembro de 1996.
Segundo o ministro Humberto Martins, a cobrança foi decorrência de engano justificável, especialmente diante do fato de que o TJSP não constatou culpa ou má-fé da companhia. A incidência do artigo 42, parágrafo único, do CDC, depende da existência de culpa ou má-fé na cobrança, sem as quais não se aplica a devolução em dobro de valores indevidamente exigidos do consumidor.

DIREITO: STJ - União não é parte legítima para discutir na Justiça dívida rural firmada entre cliente e banco

Nas ações em que se discute a possibilidade de alongar e recalcular dívida de empréstimo rural assumida em contrato firmado com instituições bancárias, a União não é parte interessada, devendo ser excluída do polo passivo do processo. Esse foi o entendimento da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao dar provimento a recurso especial da União, que pediu sua retirada da disputa judicial travada entre um produtor rural e o Banco do Nordeste do Brasil S/A.
J. Y. ajuizou, na Justiça Federal, ação revisional da escritura com pedido de alongamento de débito rural em desfavor da União e do Banco do Nordeste. Em primeiro grau, o juiz declinou da competência em favor da Justiça estadual, pois o contrato de mútuo foi celebrado entre o cliente e o banco, não sendo feito nenhum pedido contra a União, apenas a sua citação. Portanto, o eventual interesse na causa deveria ter sido manifestado pela própria União, e não inferido pela parte autora.
Entretanto, o Banco do Nordeste recorreu por meio de agravo de instrumento (tipo de recurso usado contra despacho do juiz), que foi provido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) nesses termos: “A União Federal é parte legítima para figurar no polo passivo das demandas em que se discute a securitização de dívida rural, por se tratar de financiamento custeado com recursos federais, sendo competente a Justiça Federal para processar e julgar o feito, conforme o artigo 109 da Constituição Federal.”
Inconformada com a decisão, a União recorreu ao STJ. No recurso especial, sustentou que vários artigos do Código de Processo Civil teriam sido afrontados, pois a União não tem interesse na causa e o acórdão do TRF deveria ter reconhecido a sua ilegitimidade. No pedido para ser retirada da ação, a União também alegou que seus poderes fiscalizatórios e normativos não a vinculam ao contrato firmado entre clientes e bancos, de modo que não responde pelas obrigações pactuadas.
O relator do processo, ministro João Otávio de Noronha, acolheu os argumentos da União: “Quanto à ilegitimidade da recorrente, entendo que razão lhe assiste. O objeto da ação é alongar e recalcular a dívida assumida em contrato firmado entre J. Y. e o Banco do Nordeste do Brasil. O artigo 5º da Lei 9.138/95 estabelece que o responsável pelo alongamento das dívidas originárias de crédito rural é o agente financeiro envolvido no contrato de mútuo. Nessa transação, a União não interveio e não se comprometeu, sendo o estabelecimento de crédito o credor dos rurículas inadimplentes”, explicou.
Para o ministro, cabe ao Banco do Nordeste a decisão de revisar, ou não, a forma de pagamento da dívida, e, portanto, é o banco quem deve ser demandado em juízo por aquele que pretenda esse alongamento. “Afinal, discute-se aqui questão contratual entre os recorridos”, disse o relator.
Em seu voto, Noronha esclareceu que o pedido de inclusão da União no polo passivo baseou-se na Lei 9.469/97, que autoriza – mas não obriga – a intervenção nas causas em que autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas figurem como autoras ou rés. “A intervenção pode se dar quando exista mero interesse econômico, mesmo que não haja interesse jurídico, mas é sempre facultativa e depende da manifestação do ente público. Na situação em exame, a própria União negou seu interesse na causa, o que certamente não teria ocorrido, caso seu patrimônio realmente estivesse em jogo com o deferimento do alongamento pretendido”, afirmou.
O ministro deu provimento ao recurso especial em favor da União, para excluí-la do polo passivo da ação e determinar a remessa do processo à Justiça estadual. Os demais ministros da Turma acompanharam o voto do relator.

DIREITO: TSE - Ex-governador de Tocantins pede reabertura de prazo de defesa

Chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recurso do ex-governador de Tocantins Carlos Henrique Amorim, conhecido como Gaguim, contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-TO) que o multou em mais de R$ 55 mil por prática de conduta vedada nas Eleições 2010, quando foi candidato à reeleição.
O ex-governador argumenta que a Corte regional contrariou os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Afirma que não teve acesso aos autos após a defesa, mesmo tendo sido juntados documentos novos antes do julgamento do processo, os quais teriam sido utilizados como fundamento para a procedência da representação. Gaguim pede a reabertura do prazo de defesa.
Segundo a decisão do tribunal regional, o governo do Tocantins teria distribuído gratuitamente, sem previsão legal e orçamentária em exercício de ano anterior, cinco mil bicicletas, adquiridas com recursos doados por empresa privada, a crianças e adolescentes do estado.
O tribunal regional considerou, ao acolher a denúncia do Partido Trabalhista Nacional (PTN), que as bicicletas, compradas com verbas doadas por empresa privada, foram destinadas ao estado do Tocantins, para a distribuição entre crianças e adolescentes.
Segundo ao corte regional, nada consta dos autos do processo que indique que as bicicletas tenham sido posteriormente incorporadas ao patrimônio da Fundação Pioneiros Mirins. Diz ainda que o fato de o programa Pioneiros Mirins, transformado em fundação de natureza autárquica em 2009, remontar a 1991, não significa necessariamente que a compra das bicicletas para doação ou cessão já estivesse prevista e em execução desde o exercício anterior.
Informa o TRE que, segundo os autos da ação, o convênio em que a empresa privada se obriga a construir e ampliar unidades escolares em municípios do estado foi assinado somente em 28 de janeiro de 2010, sendo que o termo aditivo de doação para atender a área de transporte escolar foi assinado em 3 de março de 2010.
O relator é o ministro Arnaldo Versiani.
Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |