segunda-feira, 30 de maio de 2016

NEGÓCIOS: Bolsa fecha em queda de 0,18% e bate menor nível desde 7 de abril

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (30) em queda de 0,18%, a 48.964,34 pontos. É a segunda queda seguida da Bolsa e o menor nível desde 7 de abril, quando a Bovespa havia atingido os 48.513,10 pontos. 
Na última sexta-feira, a Bovespa havia fechado em queda de 0,87%. Com isso, a Bolsa acumula perda de 9,17% no mês. No ano, no entanto, tem valorização de 12,95%. 
Petrobras fecha em alta
Os papéis da Petrobras fecharam em alta. As ações preferenciais (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, avançaram 1,82%, a R$ 8,38.
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, subiram 0,86%, a R$ 10,58.
Os papéis da empresa foram influenciados pela alta nos preços do petróleo no mercado internacional e também pela notícia sobre a renúncia de Aldemir Bendine da presidência da Petrobras. 
BB sobe; Bradesco cai
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) ganharam 1,74%, a R$ 16,41, recuperando-se após forte perda na semana passada, quando o papel sofreu com o anúncio de extinção do Fundo Soberano, que detém quantia relevante de ações do banco. 
Nesta segunda-feira, em evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não há pressa na venda de ações do fundo.
Já as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) tiveram leve queda de 0,03%, a R$ 29,70, e as ações do Bradesco (BBDC4) caíram 0,29%, a R$ 24.
Marfrig lidera perdas
As ações da empresa de alimentos Marfrig (MRFG3) lideraram as perdas do Ibovespa nesta segunda-feira. Os papéis caíram 3,29%, a R$ 6,18. 
Dólar cai 0,92%, a R$ 3,578
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou esta segunda-feira com queda de 0,92%, vendido a R$ 3,578.
No mês, a moeda americana acumula alta de 4,01%, mas, no ano, tem desvalorização de 9,37%. Na última sexta-feira, o dólar havia fechado em alta de 0,38%.
Bolsas internacionais
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira:
Itália: +0,58%
Alemanha: +0,46%
Portugal: +0,37%
França: +0,32%
Espanha: +0,11%
Inglaterra: não operou
A maioria das Bolsas da Ásia e do Pacífico fechou em alta:
Japão: +1,39%
Hong Kong: +0,26%
China: +0,1%
Austrália: +0,04%
Taiwan: +0,85%
Coreia do Sul: -0,1%
Cingapura: -0,21%.

(Com Reuters)

ECONOMIA: BNDES remunera abaixo da inflação, e FAT deixa de receber R$ 9 bi

OGLOBO.COM.BR
POR ANA PAULA RIBEIRO

Aporte da União no Fundo do Trabalhador pode dobrar em três anos

Fachada do Prédio do BNDES, no Centro do Rio - Guilherme leporace / Agência O Globo

SÃO PAULO - O Tesouro Nacional terá de dobrar o aporte no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em um período de três anos. Os desembolsos da União previstos para este ano estão em R$ 7,3 bilhões, mas devem chegar a R$ 14,8 bilhões até 2019, segundo projeções do Conselho Curador do FAT (Codefat). Esse aporte, no entanto, poderia ser evitado se o Fundo recebesse uma remuneração mais adequada sobre os recursos que estão aplicados no BNDES. Embora regulamentado por lei, esse retorno é de no máximo 6% ao ano, bem abaixo da inflação, corroendo indiretamente o patrimônio do trabalhador. Se essas aplicações fossem ajustadas pelo índice oficial de preços, o IPCA, o retorno teria sido de R$ 9 bilhões a mais só em 2015, segundo cálculos de Michel Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper.
A principal fonte de captação do FAT vem do PIS/Pasep (contribuição paga pelos empregadores), que deve gerar receitas de R$ 56 bilhões este ano e, até 2019, chegar a R$ 63,44 bilhões. Outra fonte é a remuneração de seu patrimônio, sendo que a maior parte (quase 80%) está em poder do BNDES. Como essas duas opções não arcam com todas as obrigações do Fundo, que incluem também o pagamento do abono salarial, o Tesouro banca a diferença — e para isso capta recursos no mercado a valores próximos a Selic, que está em 14,25% ao ano.
— Em princípio, o FAT é destinado ao trabalhador. E os empréstimos para o BNDES deveriam ser direcionados a projetos voltados ao crescimento do emprego, mas isso não é claro, pois o banco financia grandes empresas, que nem sempre são as grandes geradoras de emprego. O patrimônio do BNDES cresce pela captação e não pela remuneração — diz Viriato, do Insper.
A principal obrigação do FAT é o pagamento do seguro-desemprego, despesa que está em alta, e do abono salarial (destinado ao trabalhador que ganha até dois salários mínimos). Assim como no ano passado, o Fundo deverá estender até 2017 o pagamento desse abono, uma forma de pressionar menos o seu caixa.
PATRIMÔNIO APLICADO NO BNDES SUBIU 15,2%
Tanto os empréstimos do FAT ao BNDES, que devem ser direcionados a fomentar projetos de desenvolvimento e gerar empregos, quanto a remuneração desses recursos, estão previstos em lei. Mas a forma como esses recursos vêm sendo alocados, dizem especialistas, pode tornar o fundo insustentável a longo prazo. A saída, atestam, seria mudar a fórmula de correção ou elevar a transparência dos benefícios gerados pelas operações de crédito do banco de fomento feitas com os recursos do FAT.
No fim de 2015, a fatia do patrimônio do FAT aplicado no BNDES somava R$ 205,9 bilhões, valor 15,2% maior que 12 meses antes. A remuneração desses recursos é determinada pela lei 9.365/96. A maior parte é repassada semestralmente ao fundo, corrigida pela taxa de juros de longo prazo (TJLP), que em 2015 variou de 5,5% a 7%. No entanto, há um limite de 6% ao ano para a quantia que retorna como remuneração — quando a taxa fica acima desse limite, a diferença é incorporada ao patrimônio do FAT nas mãos do banco. Uma parcela menor é corrigida a taxas internacionais.
A simulação feita pelo Insper tem como base a média do patrimônio do FAT em poder do BNDES ao longo do ano passado, o que daria R$ 192,3 bilhões, com remuneração máxima de 6% ao ano. Neste caso, R$ 11,5 bilhões deveriam voltar ao FAT na forma de remuneração — na prática, foram R$ 11,7 bilhões. No entanto, se esse valor fosse corrigido pelo IPCA de 2015, de 10,67%, o montante seria de R$ 20,5 bilhões, ou seja, praticamente R$ 9 bilhões a mais do que o recebido. Esses valores superam o recebido pelo FAT como necessidade de aporte de recursos do Tesouro no ano passado, que foi de R$ 7,4 bilhões.
A previsão para 2016, de R$ 7,3 bilhões, está em linha com a registrada no ano passado. No entanto, a cifra pode subir. Isso porque, sobre a arrecadação do PIS/Pasep, era descontada, até o ano passado, uma alíquota de 20% dentro da lei da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que vigorou até dezembro. O governo tenta renovar a DRU, mas agora com alíquota de 30%. O Ministério do Trabalho admite que, caso seja aprovada, cairá o ingresso para o fundo “e aumentará a necessidade de recursos de outras fontes”.
NECESSIDADE DE ALTERNATIVAS
O professor Alberto Borges Matias, da Faculdade de Economia da USP de Ribeirão Preto, avalia que é preciso encontrar alternativas para que o FAT se torne sustentável. Segundo ele, os recursos do FAT ao BNDES devem ser realizados com critérios de remuneração que lhes preservem ao menos a variação da inflação:
— Uma das linhas do BNDES com recursos do FAT financia serviços de engenharia no exterior, em geral, em países com risco alto de crédito. Se houver alguma inadimplência, a operação é arcada pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), onde os recursos também são do Tesouro Nacional.
Matias lembra ainda que não há um prazo de vencimento para o empréstimo do FAT ao BNDES, o que faz com que o banco de fomento registre em balanço uma baixa provisão para pagamento de juros ao fundo, o equivalente a 2,6% ao ano. Ele considera que, como a provisão é baixa, o recurso só deveria ser direcionado a operações com baixíssimo risco de crédito.
Para Sergio Luiz Leite, conselheiro do Codefat como representante da Força Sindical, os incentivos concedidos pelo governo federal com recursos do FAT têm deteriorado a situação do fundo.
— A discussão da remuneração e da volta dos recursos ao fundo precisa acontecer. O BNDES entende que não precisa devolver os recursos enquanto todo o patrimônio do FAT não tiver se esgotado com o pagamento de benefícios. Já o Ministério do Trabalho entende que isso pode acontecer a partir do momento em que o Tesouro deixar de fazer os aportes — disse.
Questionado sobre a possibilidade de o Codefat solicitar o resgate dos recursos aplicados no BNDES, o banco de fomento explicou que isso só pode ocorrer “em caso de insuficiência de recursos para o pagamento dos benefícios do programa de seguro-desemprego e do abono salarial”. Esse saque pelo FAT está previsto na lei número 8.019/90, que também estipula os valores máximos a serem devolvidos a cada ano.

CASO PETROBRAS: Após reunião, Temer decide manter ministro da Transparência 'por enquanto'

ESTADAO.COM.BR
CARLA ARAÚJO - O ESTADO DE S.PAULO

Não há um definição do presidente sobre quais fatores poderiam mudar a situação, mas esta é a decisão "até segunda ordem"

Servidores da extinta Controladoria-Geral da União (CGU) realizam ato em que pedem a exoneração imediata do ministro da Transparência

BRASÍLIA - Acabou no início da tarde desta segunda-feira, 30, a reunião do presidente em exercício, Michel Temer, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no Palácio do Planalto, para fazer uma avaliação da situação do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira. Segundo interlocutores, Temer decidiu manter o ministro no cargo "por enquanto". Não há um definição do tempo e de que fatores poderiam mudar a situação, mas segundo fontes o presidente em exercício disse que é essa a orientação "até segunda ordem".

À tarde, Temer segue no Planalto em despachos internos e, às 16 horas, tem encontro com o presidente do Instituto Brasileiro de Direito administrativo (IBDA), Valmir Pontes Filho. Depois, às 17 horas, Temer tem agendado um encontro com o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Segundo interlocutores, oficialmente o encontro com Janot é para tratar de uma pauta específica da PGR.
Conversas. Silveira teve áudios de conversas com ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado divulgados ontem pelo Fantástico. Nas conversas, há cerca de três meses, quando Silveira ainda era do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele aconselha Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre como deveriam agir em relação às investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Atualmente, Silveira comanda pasta estratégica para medidas de combate à corrupção no País. No domingo, Silveira procurou o presidente em exercício no Palácio do Jaburu para se explicar e teria saído de lá convencido de que Temer o daria mais um voto de confiança.
Essa é a segunda semana seguida em que o governo Temer começa tendo que resolver problemas relacionados ao alto escalão. Na segunda-feira passada, após o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, ser flagrado em áudios com Machado falando em "estancar a sangria" na Lava Jato, Temer teve a primeira baixa em sua equipe. Jucá ficou apenas 12 dias no cargo e pediu licença do Planejamento para esclarecer os fatos.
No Palácio do Planalto, o clima é de cautela. "O assunto dominante é esse, vamos de novo começar a semana no improviso", disse um assessor palaciano.

CORRUPÇÃO: ‘Lula tinha pleno conhecimento de que o mensalão não era ‘caixa 2′ de eleição’, diz Pedro Corrêa

ESTADAO.COM.BR
POR JULIA AFFONSO, RICARDO BRANDT E FAUSTO MACEDO

Delator condenado no mensalão e na Lava Jato afirma que ex-presidente sabia que valores pagos no primeiro escândalo de seu governo era 'propina arrecadada junto aos órgãos governamentais para que os políticos mantivessem as suas bases eleitorais e continuassem a integrar a base aliada do governo'
Lula foi pego em grampos na Lava Jato. Foto: Adriano Machado/Reuters

A delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) confirma a tese sustentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato de que os escândalos da Petrobrás e do mensalão tiveram como origem uma sistemática única de corrupção para compra de apoio político para manutenção do poder com a participação direta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Lula tinha pleno conhecimento de que o mensalão não era ‘caixa dois’ de eleição, mas sim propina arrecada junto aos órgãos governamentais para que os políticos mantivessem as suas bases eleitorais e continuassem a integrar a base aliada do governo, votando as matérias de interesse do Executivo no Congresso Nacional.”
O trecho é parte do “Anexo 4″ da delação de premiada de Corrêa, com o resumo do tema tratado sobre “suposto envolvimento de Lula nos esquemas de corrupção”. Nele, há um item específico sobre o “mensalão” – primeiro grande escândalo da era PT no governo federal. Após revelação do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) descobriu-se que o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, comandava a compra de parlamentares da base aliada em troca de apoio político.
José Dirceu e Pedro Corrêa foram condenados no mensalão, em 2012, em processo final no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois foram presos em 2013 e acabaram novamente detidos e condenados no escândalo da Lava Jato. O juiz federal Sérgio Moro aplicou a Dirceu a mais longeva pena, nesses dois anos de operação: 23 anos de reclusão.

Corrêa relata as reuniões em que participava do Conselho Político criado por Lula. “Nas quais sempre estavam presentes o presidente Lula, o ministro José Dirceu, o ministro Antônio Palocci e, depois, o ministro Aldo Rebello e os presidente dos partidos base aliada.”
Segundo o delator, que foi presidente do PP, nesses encontros “se discutiam os assuntos que seriam tratados no Congresso Nacional e as dificuldades de vários parlamentares dos partidos presentes”. “Muitas dessas dificuldades tratadas estavam umbilicalmente ligadas com o Petrolão, por àquele tempo já havia arrecadação dentro das empresas e órgãos públicos, sobretudo dentro da Petrobrás.”
Corrêa afirmou que nos encontros com Lula e seus ministro do “Conselhão” os presidentes ou líderes dos partidos da base aliada “faziam queixas relacionadas às dificuldades que estavam tendo junto aos dirigentes indicados para os cargos federais do governo, os quais não estavam se empenhando em atender às reivindicações dos parlamentares”.
“O presidente Lula encarregava o ministro José Dirceu de fazer as cobranças sobre os dirigentes para que atendessem, com mais presteza às solicitações dos partidos. Em alguns setores as reivindicações eram de arrecadação de propina e, em outros, de interesses políticos, visando o favorecimento dos estados e municípios dos parlamentares.”
Cassado em 2006 na Câmara dos Deputados, a quarentena imposta a Corrêa pela cassação terminou no ano em que foi deflagrada a Lava Jato. Depois de condenado e preso em 2013, o delator cumpria pena em regime semi-aberto, em Pernambuco, quando foi detido pela Lava Jato, em abril de 2015 – alvo da 11ª etapa denominada “A Origem”.
Para Sérgio Moro, “a prova do recebimento de propina mesmo durante o processamento da Ação Penal 470 reforça os indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime, recomendando, mais uma vez, a prisão para prevenir risco à ordem pública”.
“(Corrêa) é recorrente em escândalos políticos criminais e traiu seu mandato parlamentar e a confiança que a sociedade brasileira nele depositou”, escreveu Moro. “Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito.”
Outros alvos da Procuradoria no escândalo mensalão estão no radar da Lava Jato. Entre eles o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira e o publicitário Marcos Valério.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DO INSTITUTO LULA
Em nota, o Instituto Lula destacou que o ex-deputado Pedro Correa já foi condenado a uma pena superior a 20 anos de prisão pela prática de 72 crimes de corrupção e 328 operações de lavagem de dinheiro. O Instituto Lula classifica de ‘farsa histórica’ a delação do ex-deputado.
“Pedro Corrêa foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 20 anos de cadeia por ter praticado 72 crimes de corrupção e 328 operações de lavagem de dinheiro. Foi para não cumprir essa pena na cadeia que ele aceitou negociar com o Ministério Público Federal uma narrativa falsa envolvendo o ex-presidente Lula.
É repugnante que promotores transcrevam uma farsa histórica em documento oficial e promovam seu vazamento, claramente direcionado a atingir a honra do ex-presidente Lula.
O Estado de Direito não comporta esse tipo de manipulação, insidiosa e covarde, nem por parte dos agentes públicos nem dos meios de comunicação que dela se aproveitam numa campanha de ódio e difamação contra o ex-presidente Lula.
O vazamento dessa farsa é mais uma evidência de que, após dois anos de investigação, a Lava Jato não encontrou um fiapo de prova ou sequer indício de participação de Lula nos desvios da Petrobras, porque o ex-presidente sempre agiu dentro da lei. E por isso apelam a delações mentirosas como a do sr. Pedro Correia.”

INVESTIGAÇÃO: Operação prende ex-chefe do PSDB de Minas, ex-secretário de Anastasia

FOLHA.COM
BELA MEGALE e FLÁVIO FERREIRA, DE SÃO PAULO
JOSÉ MARQUES, DE BELO HORIZONTE

Gilberto Nascimento - 28.mai.2009/Agência Câmara 
Nárcio Rodrigues, ex-secretário de infraestrutura do governo Antônio Anastasia

O Ministério Público Estadual de Minas Gerais deflagrou na manhã desta segunda (30) uma operação que cumpre 16 mandados, sendo cinco de prisão. Entre os alvos então o ex-secretário de infraestrutura do governo Anastasia e ex-presidente do PSDB de Minas Nárcio Rodriguese, que teve a prisão temporária de cinco dias decretada.
Outro alvo foi o empresário Maurílio Bretas, dono da Construtora CWP.
Segundo fontes da investigação ouvidas pela Folha, há provas de que o tucano se valeu de contratos relacionados ao Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex) para captar recursos ilícitos para campanhas eleitorais do PSDB em 2012 e 2014. A operação teria como foco apurar investigar desvio de recursos na construção do projeto, obra do governo de Minas localizada em Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal e reduto eleitoral de Nárcio Rodrigues
Entre os locais que houve busca e apreensão estavam escritórios da Hidroex. Foram levados computadores e documentos. Também foram cumpridos mandados na cidade, em Uberaba e Belo Horizonte.
O ex-deputado foi levado à uma das sede do Ministério Público por volta das 8h e transferido às 13h20 para fazer exame de corpo delito. Rodrigues saiu dentro de um carro da Polícia e não falou com a imprensa.
Segundo a PM, irá para a Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional), onde ficará preso temporariamente.
O PSDB de Minas Gerais foi procurado, mas ainda não se manifestou.
A investigação começou com auditorias da Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais.
A Operação foi batizada de Aequalis, e significa 'igualdade', em latim.
Nárcio é visto como homem forte de Anastasia e também do senador Aécio Naves (PSDB-MG), chegando a despontar como um dos principais interlocutores quando foi deputado federal e Aécio governador de Minas.
Geraldo Magela - 11.mai.2016/Agência Senado 
O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), em sessão no plenário

'VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA'
Na votação da aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o deputado Caio Nárcio (PSDB-MG), filho de Rodrigues, votou pelo afastamento da petista citando a honestidade do pai.
"Por um Brasil aonde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não eram possibilidade, eram obrigação", disse Caio antes de votar a favor do impeachment. O deputado encerrou a fala com a citação: "Verás que um filho teu não foge à luta".
Caio Nárcio acompanhou o pai até a dese do Ministério Público na manhã desta segunda. Até o momento que teve contato com a reportagem, o tucano não tinha nenhum advogado atuando em sua defesa.

CASO PETROBRAS: Temer vai falar com Janot antes de tomar decisão sobre ministro da Transparência

OGLOBO.COM.BR
POR CRISTIANE JUNGBLUT

Em áudio, Fabiano Silveira orienta Renan Calheiros sobre a Lava-Jato

Fabiano Silveira, ministro da Transparência - Conselho Nacional do Ministério Público / Creative Commons

BRASÍLIA - O presidente interino Michel Temer se reúne na manhã desta segunda-feira com alguns ministros e assessores mais próximos, no Palácio do Planalto, para avaliar o impacto das novas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado na qual o ministro Fabiano Silveira (Transparência) aparece dando orientações ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na conversa, Silveira sugere que Renan Calheiros não antecipe documentos ao Ministério Público Federal, em caso relacionado à operação Lava-Jato. A primeira reunião ocorreu no Palácio do Jaburu, sendo o assunto também pauta de discussões no Palácio do Planalto.
Na noite de domingo, o ministro da Transparência esteve com Temer e minimizou as gravações. Ele disse a Temer que só havia essa gravação e que foi apenas uma avaliação do que ocorria naquele momento na Lava-Jato.
Apesar das pressões, Temer decidiu aguardar a conversa com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a temperatura ao longo do dia. A reunião com Janot está marcada para o fim da tarde. Temer também conversou ontem à noite com o ministro Moreira Franco. No Planalto, há defensores junto a Temer para saída do ministro da Transparência.
O Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon) divulgou em seu site na manhã desta segunda-feira nota oficial em que exige a imediata demissão do ministro da Transparência, Fabiano Silveira. A entidade, que reúne os servidores da antiga Controladoria-Geral da União (CGU), também realizou uma manifestação na manhã desta segunda-feira em frente a sua sede, em Brasília. Os servidores chegaram a 'lavar' a porta do gabinete do ministro com vassouras e pediram a saída de Silveira.
Na nota, o Unacon informou que as gravações apresentadas na noite de domingo pelo “Fantástico” da TV Globo exigem do presidente interino Michel Temer “respostas rápidas e assertivas”. Silveira, “ao realizar reuniões escusas para aconselhar investigados da Operação Lava-Jato, bem como fazer gestões junto a autoridades e órgãos públicos a fim de apurar denúncias contra seus aliados políticos, demonstrou não preencher os requisitos de conduta necessários para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e combate à corrupção”.
Servidores da CGU fazem manifestação lavando a porta do gabinete do ministro Fabiano Silveira - Jorge William/O GLOBO

GESTÃO: Temer transfere Incra e secretarias do Desenvolvimento Social e Agrário para Casa Civil

ESTADAO.COM.BR
SANDRA MANFRINI - O ESTADO DE S.PAULO

Texto publicado no Diário Oficial diz que competências e estruturas transferidas serão exercidas pela Casa Civil de imediato

BRASÍLIA - O presidente da República em exercício, Michel Temer, transferiu cinco secretarias do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a responsabilidade da Casa Civil. 
Segundo Decreto publicado no Diário Oficial da União desta segunda, 30, ficam transferidas: a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário; a Secretaria de Reordenamento Agrário; a Secretaria de Agricultura Familiar; a Secretaria de Desenvolvimento Territorial e a Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal.
Ainda de acordo com o Decreto 8.780, ficam transferidas para a Casa Civil as competências de reforma agrária; de promoção ao desenvolvimento sustentável do segmento rural constituído pelos agricultores familiares; e de delimitação das terra dos remanescentes das comunidades dos quilombos e determinação de suas demarcações, a serem homologadas por decreto. O texto diz ainda que as competências transferidas serão exercidas pela Casa Civil de imediato, com a utilização das estruturas que dão suporte a elas.
Com o Decreto, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) passa a ser vinculado à Casa Civil da Presidência da República. Antes, ele estava vinculado ao antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário. 

GESTÃO: Servidores impedem entrada de ministro da Transparência e pedem sua demissão

UOL
CONGRESSO EM FOCO

Flagrado em conversa orientando Renan e Machado a se defenderem na Lava Jato, Fabiano Silveira é alvo de manifestação de funcionários da CGU. Para entidade, ele não tem condições de comandar órgão que zela pela transparência e pelo combate à corrupção

[fotografia]Unacon Sindical[/fotografo]
Servidores lavaram a fachada e, depois, se dirigiram ao nono andar, onde fica o gabinete do ministro, para novo protesto

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, é alvo de protestos desde o início desta segunda-feira (3) em Brasília. Um grupo de servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) impediu a entrada em seu gabinete do ministro, flagrado em conversa gravada orientando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado a se defenderem na Operação Lava Jato. O carro dele foi cercado por manifestantes assim que chegou à sede da CGU. Ele acabou deixando o local. Em seguida, os servidores lavaram a fachada do prédio. Neste momento, eles lavam o nono andar, onde fica a sala do ministro. Também cobrando a saída de Fabiano Silveira, representantes da CGU em 22 estados anunciaram que vão deixar seus cargos caso ele não seja demitido.
Em nota divulgada nesta manhã, o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon) pede a saída de Fabiano Silveira da nova pasta, criada em substituição à CGU.
“O Sr. Fabiano Martins Silveira, ao participar de reuniões escusas para aconselhar investigados na operação Lava Jato, bem como ao fazer gestões junto a autoridades e órgãos públicos a fim de apurar denúncias contra seus aliados políticos ‘demonstrou não preencher os requisitos de conduta necessários para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e pelo combate à corrupção’”, afirma o comunicado assinado por Rudinei Marques, presidente do Unacon Sindical.
Além de cobrar a exoneração imediata de Fabiano Silveira, o sindicato também pede a revogação da medida provisória assinada pelo presidente interino Michel Temer que criou o Ministério da Transparência, alterando a estrutura da CGU.
O diálogo entre Fabiano Silveira e Renan foi gravado na residência oficial do Senado em 24 de fevereiro, quando o atual ministro era conselho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro também fez recomendações a Machado sobre como ele deveria se comportar diante de uma medida cautelar, conforme revela reportagem do Fantástico.
Leia a íntegra da nota do Unacon Sindical:
“As gravações divulgadas em 29 de maio pelo programa Fantástico, da TV Globo, com conversas entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e o atual ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Martins Silveira, exigem respostas rápidas e assertivas do presidente interino Michel Temer.
O Sr. Fabiano Martins Silveira, ao participar de reuniões escusas para aconselhar investigados na operação Lava Jato, bem como ao fazer gestões junto a autoridades e órgãos públicos a fim de apurar denúncias contra seus aliados políticos, demonstrou não preencher os requisitos de conduta necessários para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e pelo combate à corrupção.
Da mesma forma, torna-se evidente que as alterações introduzidas na Controladoria-Geral da União (CGU), por meio da Medida Provisória nº 726/2016, tiveram por objetivo enfraquecer a atuação do órgão, com a implosão de sua identidade institucional, o esvaziamento de suas prerrogativas e a ingerência política sobre os acordos de leniência.
O Unacon Sindical exige a imediata exoneração do Sr. Fabiano Martins Silveira, assim como a revogação de todos os dispositivos da MP nº 726/2016 que introduziram mudanças na Controladoria-Geral da União.
Brasília, 30 de maio de 2016
Rudinei Marques
Presidente”

ECONOMIA: Projeção de déficit de R$ 170,5 bilhões está sujeita a incertezas, diz Meirelles

ESTADAO.COM.BR
ÁLVARO CAMPOS E RICARDO LEOPOLDO - O ESTADO DE S.PAULO

Ministro da Fazenda ressaltou que estimativa é realista, mas que depende do projeto de repatriação de recursos no exterior e também da renegociação da dívida dos Estados

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que a estimativa de um déficit primário de R$ 170,5 bilhões este ano é realista, calculada com muito rigor e precisão. Mesmo assim, ela está sujeita a incertezas, como por exemplo quanto será arrecadado com o projeto de repatriação de recursos no exterior e também os impactos da renegociação da dívida dos Estados. A declaração foi dada durante encontro promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil.
Ele lembrou que, inicialmente, a lei orçamentária de 2016 previa um superávit de R$ 24 bilhões, que depois foi revisto para déficit de quase R$ 96 bilhões pela equipe da hoje presidente afastada Dilma Rousseff e para o rombo de R$ 170,5 bilhões agora pelo time de Michel Temer. Os principais motivos para as revisões foram a forte queda na projeção para o desempenho do PIB este ano, além da inclusão de despesas executadas e não pagas, gastos com obrigações com organismos internacionais e frustrações de hipóteses de redução de despesas. "Algumas coisas eram irrealistas. Não adianta deixar de pagar, atraso de caixa não resolve estruturalmente o problema", comentou.
Ministro da Fazenda diz que não descarta aumento de impostos no futuro

No âmbito da receita, o governo prevê um crescimento nominal de R$ 50 bilhões este ano, o que significa 4,8% de aumento ante 2015, mas queda de 2% em termos reais. O governo Temer mudou projeções para as receitas com privatizações (de R$ 31 bilhões para R$ 3 bilhões), e para as receitas administradas em geral (de R$ 900 bilhões para R$ 805 bilhões). Neste última caso, está incluída aí a questão da CPMF, cuja expectativa para este ano foi zerada, de R$ 12,7 bilhões esperados pelo governo Dilma. Em termos de dividendos e participações, a revisão foi de R$ 16,2 bilhões para R$ 5 bilhões.
"Não estamos discutindo aumento de impostos no momento, mas se necessário não será descartado de maneira nenhuma no futuro", assegurou Meirelles.
No lado das despesas, o governo Temer prevê aumento nominal de R$ 84 bilhões este ano (7,3% sobre 2015), com estabilidade em termos reais. "De 1997 a 2015 o gasto primário do governo foi de 14% para 19% do PIB, uma trajetória claramente insustentável a longo prazo, com um crescimento anual médio de 5,8%", explicou o ministro.
Confiança. No encontro, o ministro também afirmou que a queda da confiança na economia brasileira afetou o crescimento e o investimento e causou o aumento do desemprego. Segundo ele, o diagnóstico dos problemas brasileiros é claro, assim como a solução, cujo primeiro passo deve ser estabelecer uma trajetória sustentável para a evolução da dívida pública.
"Hoje o diagnóstico é consensual, de que tivemos uma agudização da trajetória de longo prazo de crescimento das despesas públicas", comentou.
Segundo Meirelles, em um primeiro momento esse aumento de despesas foi financiado por uma elevação da carga tributária e depois a arrecadação subiu em função do crescimento econômico trazido pela estabilização macro. Mas, posteriormente, houve um esgotamento desse ciclo. "Houve um aumento muito forte do crescimento das despesas nos últimos anos, com a queda da confiança na sustentabilidade da dívida pública a longo prazo, adicionado do aumento da inflação, resultado da expansão fiscal e de questões monetárias", explicou.

VIOLÊNCIA: Com exame tardio, laudo de vítima de estupro coletivo não aponta violência, diz TV

UOL
No Rio

Reprodução/TV Globo
"Tentaram me incriminar, como se eu tivesse culpa por ser estuprada", disse vítima

O programa "Bom Dia Rio", da TV Globo, informou na manhã desta segunda-feira (30) que o laudo da perícia sobre o caso do estupro coletivo a uma menina de 16 anos, ocorrido na zona oeste do Rio, não apontou indícios de violência.
Segundo a reportagem, o resultado ocorreu por causa da demora da vítima em fazer o registro na polícia e o exame de corpo de delito. O laudo será divulgado na tarde de hoje pela Polícia Civil.
Desde a madrugada desta segunda-feira, a Polícia Civil realiza buscas para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra seis acusados de participar do estupro coletivo, no Morro do Barão, na Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro.
A ação é coordenada pela delegada Cristiana Onorato, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Ronaldo de Oliveira.
Neste domingo (29), houve troca de delegados que cuidavam do caso. Cristiana substituiu o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegação de Repressão aos Crimes de Informação (DRCI).
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, "a medida visa evidenciar o caráter protetivo à menor vítima na condução da investigação, bem como afastar futuros questionamentos de parcialidade no trabalho".
A mudança atende ao pedido da advogada da vítima, Eloísa Samy Santiago, que recorreu à Justiça do Rio e ao Ministério Público, com o argumento de que a adolescente foi intimidada pelo delegado durante os depoimentos prestados na última sexta-feira (27).
"Quando vim à delegacia, não me senti à vontade em nenhum momento. Acho que é por isso que as mulheres não fazem denúncias", disse a adolescente. Ao explicar o que aconteceu na delegacia, a jovem afirmou: "Tentaram me incriminar, como se eu tivesse culpa por ser estuprada".
No mesmo dia, a família decidiu dispensar a advogada Eloísa, que defendia a adolescente no caso. Ela será protegida pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, em parceria com o governo federal.

DIREITO: STF - Ministro Ricardo Lewandowski extingue tramitação oculta de processos no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, assinou a Resolução 579/2016, pela qual fica "vedada a classificação de quaisquer pedidos e feitos novos ou já em tramitação no Tribunal como 'ocultos'".
Na resolução, o ministro Lewandowski considera que a medida atende aos princípios constitucionais da publicidade, do direito à informação, da transparência e aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
A norma não causa prejuízo às investigações criminais, uma vez que prevê especial proteção às medidas cautelares que devem ser mantidas em sigilo até a sua execução, a fim de que a coleta da prova não seja prejudicada. De acordo com a resolução, os requerimentos de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico, fiscal e telemático, interceptação telefônica, dentre outras medidas necessárias no inquérito, serão processados e apreciados, em autos apartados e sob sigilo, conforme previsto no artigo 230-C, parágrafo 2º, do Regimento Interno do STF.
Com o fim da tramitação oculta será possível verificar a existência de uma investigação, bem como a identificação dos investigados, seja nominalmente, ou por meio de suas iniciais, no caso de procedimentos sob sigilo. Além de satisfazer as garantias constitucionais e a transparência, a medida possibilita que o Tribunal tenha maior controle sobre seu acervo de processos, inclusive para produção de dados estatísticos internos e para pesquisadores externos. Desta forma, apenas as ordens de prisão e de busca e apreensão não conterão identificação daqueles contra quem foram expedidas, até que sejam devidamente cumpridas.

DIREITO: STF - Parlamentares pedem suspensão de prerrogativas do presidente afastado da Câmara dos Deputados

Os deputados federais Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ), Glauber Braga (RJ), Edmilson Rodrigues (PA) e Luiza Erundina (SP), todos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ajuizaram no Supremo Tribunal Federal a Reclamação (RCL) 24222, com pedido de liminar, pedindo a suspensão dos efeitos do ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que permite ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da Presidência e do mandato por decisão do STF, manter todas as prerrogativas inerentes ao cargo. Segundo os deputados, o Ato da Mesa 88/2016, que assegurou ao parlamentar as prerrogativas descumpre a decisão do STF na Ação Cautelar (AC) 4070.
Os parlamentares alegam que, ao afastar Eduardo Cunha, o STF teve como objetivo evitar a utilização do mandato e do cargo para prejudicar as investigações penais que tramitam contra ele no Tribunal. Segundo eles, “a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados agiu em prejuízo da dignidade da própria Câmara dos Deputados, e, por conseguinte, de todos os deputados federais, ao descumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal”.
De acordo com o pedido, o ato permitiu ao parlamentar manter o uso da residência oficial, da segurança pessoal, da assistência à saúde, de transporte aéreo e terrestre, do subsídio integral além de contar com a equipe a serviço do gabinete parlamentar. Segundo os deputados do PSOL, a manutenção das prerrogativas custa ao erário cerca de R$ 541 mil por mês, sem contar os valores relativos ao aluguel da residência oficial e das viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
Os deputados do PSOL afirmam que a manutenção das prerrogativas ratifica a capacidade de influência que Eduardo Cunha mantém na Câmara dos Deputados, no que classificam como “uma espécie de exercício oculto mas efetivo do mandato”, e confere a ele a possibilidade de se manter presente no âmbito da casa parlamentar, amparando materialmente suas continuadas articulações políticas.
Para os deputados, além de descumprir a decisão do STF, o Ato da Mesa 88/2016 inovou o ordenamento jurídico ao conferir a deputado cujo mandato esteja suspenso, o direito de manter suas prerrogativas, em detrimento do erário. Também apontam a inexistência de dispositivo constitucional, legal ou regimental que garanta a deputado que não esteja no exercício do seu mandato quaisquer prerrogativas. Salientam que esse fato é admitido pela própria Mesa Diretora ao justificar o ato.
Sustentam ainda que a Mesa Diretora agiu em afronta ao princípio da legalidade, que veda à administração pública a pratica de ato não previsto em lei e ao princípio da impessoalidade, pois seria “notória a vinculação política e mesmo pessoal da maioria dos membros da Mesa com o deputado afastado”. De acordo com os parlamentares, não se pode aplicar, por analogia, o processo previsto em lei para casos de afastamento de presidente da República, o que ocorre pelo tempo máximo e pré-determinado de 180 dias. “A Administração Pública não pode agir fora da norma, sendo até mesmo os atos discricionários delimitados pela norma, sem a qual o ato é ilegal e passível de revisão pelo Poder Judiciário”, alegam.
O relator da Reclamação 24222 é o ministro Teori Zavascki.

DIREITO: STJ - Indenização em parcela única deve considerar a condição econômica do devedor

De forma unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) que, em ação de indenização por danos morais e materiais decorrentes de acidente de trânsito, negou pedido da vítima de pagamento em parcela única.
O caso envolveu uma colisão frontal, após tentativa de ultrapassagem em local proibido. O motorista que trafegava na contramão foi condenado a indenizar o outro condutor em R$ 30 mil pelos danos morais, além de um pensionamento mensal no valor do salário recebido pela vítima, até a data em que o ofendido completar 65 anos de idade.
O condutor a ser indenizado pediu que o pagamento da pensão fosse feito de forma integral, por aplicação do artigo 950, parágrafo único, do Código civil. De acordo com o dispositivo, “o prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez”.
Caso concreto
O relator do recurso, ministro Villas Bôas Cueva, reconheceu a “louvável intenção do legislador em facultar o pagamento da indenização em cota única”, destacando eventuais necessidades das vítimas em ter acesso à totalidade da quantia estabelecida para garantir, por exemplo, adaptações ergonômicas em casa ou mesmo o incremento de um negócio familiar, nos casos de incapacidade laboral.
O ministro, entretanto, alertou que o arbitramento da indenização em parcela única precisa considerar a capacidade econômica do ofensor. Segundo ele, a jurisprudência do STJ entende que o direito da vítima de receber a indenização de uma só vez não deve ser interpretado como direito absoluto, podendo o juiz avaliar, em cada caso concreto, a conveniência de sua aplicação, a fim de evitar o risco de o devedor ser levado à ruína.
Como o TJPR concluiu pela impossibilidade de o pagamento ser feito em única parcela, o ministro explicou que, alterar esse entendimento, exigiria a reapreciação de provas, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.
Esta notícia refere-se ao(s) processo(s): REsp 1531096

DIREITO: STJ - Reformada decisão que condenou jornalista e empresa de comunicação

Acompanhando divergência aberta pelo ministro Luis Felipe Salomão, a Quarta Turma do Superior de Justiça (STJ) reformou decisão da justiça paulista que condenou o jornalista Elio Gaspari e a empresa Folha da Manhã S.A. (proprietária do jornal Folha de S. Paulo) ao pagamento de indenização por dano moral em favor da procuradora da Fazenda Nacional Adriana Zandonade.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que a matéria assinada pelo jornalista sob o título "O médico do DOI deixou uma aula para a procuradora Zandonade" extrapolou o dever de informação ao utilizar tom jocoso e inverdades que ofenderam a imagem pessoal e profissional da procuradora. 
Elio Gaspari e a Folha da Manhã recorreram ao STJ sustentando, entre outros pontos, que o texto não teve a intenção de difamar ou ofender a honra ou imagem da procuradora, limitando-se a analisar criticamente fatos de interesse público e exclusivamente relacionados à sua atuação profissional no exercício da função de procuradora da Fazenda Nacional, sem ultrapassar os limites da liberdade de imprensa.
Direito de informar
Para o ministro Luis Felipe Salomão, em momento algum a matéria jornalística afirmou que a procuradora é condescendente com os crimes praticados à época do regime militar ou que seja a favor dos atos praticados durante a ditadura, como foi sustentado pela autora da ação.
Segundo o ministro, a matéria jornalística trouxe uma posição crítica em relação à posição da procuradora, ao afirmar que não há como comprovar os nomes dos executores da tortura, pois não existia, por razões óbvias, registros em livros ou em outros assentos do DOI-Codi.
Sobre a afirmação de que "[...] os procuradores são pagos para defender os interesses do Estado, mas qualquer vestibulando de direito sabe que isso não significa defender crimes praticados pelos governantes", o ministro Luis Felipe Salomão entendeu que o jornalista, como leigo, fez apenas uma crítica genérica aos procuradores responsáveis pela defesa dos interesses da União, sem que exista uma conduta dolosa com a intenção de denegrir a imagem, a honra e a boa fama de Adriana Zandonade.
“Penso que as avaliações a respeito da competência profissional, desde que não invadam a seara da dignidade da pessoa humana, assim como fez a crônica ora impugnada, longe está de configurar abuso do direito de informar ou ofensa ao amplo direito de liberdade de expressão, circunstância que afasta a pretensão indenizatória”, concluiu o ministro em seu voto.
Além de julgar o pedido de indenização improcedente, a turma condenou a procuradora ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em R$ 4 mil. A decisão foi por maioria, vencidos os ministros Marco Buzzi e Isabel Gallotti.
Esta notícia refere-se ao(s) processo(s): AREsp 127467

DIREITO: TSE - Eleições Municipais 2016: confira as datas para convenções partidárias e registros de candidaturas


A Reforma Eleitoral 2015 (Lei n° 13.165/2015) promoveu algumas alterações na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) com novas datas e regras para realização das convenções partidárias e dos registros de candidatura que já passam a valer para as eleições municipais deste ano.
As convenções partidárias para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto. No caso das convenções não indicarem o número máximo de políticos, as vagas que sobram devem ser preenchidas em até 30 dias antes do pleito, não mais 60 dias, como era na legislação anterior.
Com a nova redação mudou também para o dia 15 de agosto a data final para solicitação do registro dos candidatos do ano eleitoral. A Lei determina que o prazo de entrada do requerimento de registro de candidato a cargo eletivo em cartório ou na secretaria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terminará, sem possibilidade de prorrogação, às 19h do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. A redação anterior do dispositivo previa como prazo final o nonagésimo dia anterior à data das eleições.
Em relação a postergação do prazo do registro de candidatura, o ministro Henrique Neves ressalta que é importante os candidatos ficarem atentos. “Não precisa esperar [o fim do prazo], eles podem pedir o registro de candidatura antes do dia 15, tão logo seja realizada a convenção partidária”.
Segundo o ministros, os partidos políticos que realizarem esse pedido com antecedência terão uma vantagem, pois já estarão com toda documentação pronta já para o dia 16 de agosto, quando se inicia a propaganda eleitoral.
“Para que ele possa realizar a campanha, tem que despender gastos, e para isso ele precisa ter um CNPJ e uma conta aberta. Então em uma ordem cronológica o candidato é escolhido em convenção, ele pede o registro a JE, comunica a Receita Federal que emite o CNPJ e o candidato vai ao banco para abrir uma conta”, disse o ministro Henrique Neves ao reforçar que se o candidato esperar para solicitar o CNPJ somente no dia 15 de agosto, isso significaria menos tempo para captar recursos e efetivar gastos eleitorais.
“Então, quanto antes os candidatos vierem à Justiça Eleitoral, maior benefícios terão para fazer uma campanha tranquila e transparente”, completou.
A Reforma 2015 modificou ainda o prazo para até 20 dias antes das eleições para que os Tribunais Regionais Eleitorais enviem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a relação dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

DIREITO: TSE - Orçamento do TSE leva ministro Gilmar Mendes ao Jaburu

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes e o presidente interino da República Michel Temer se reuniram no começo da noite deste sábado, 28, para tratar da necessidade de recomposição urgente do orçamento do TSE neste ano eleitoral. 
“Em quatro meses, o Brasil vai realizar eleições com mais de 140 milhões de eleitores que votam em mais de 530 mil urnas, mobilizam perto de 2 milhões de mesários e 580 mil candidatos. A Justiça Eleitoral precisa mandar fabricar 90 mil novas urnas para serem distribuídas em todos os estados” alertou o presidente do TSE. 
Logo que assumiu a presidência do Tribunal, no dia 12 deste mês, Gilmar procurou o então ministro do Planejamento, Romero Jucá para reivindicar a reposição de, pelo menos, R$ 150 milhões, dos R$ 250 milhões cortados da verba da Justiça Eleitoral. 
Na sexta-feira, enquanto aguardava uma oportunidade para conversar com Temer, o presidente do TSE reforçou o pedido e a urgência em conversa com o Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. No sábado, surgiu a oportunidade da reunião com o presidente interino da República, que retornara de São Paulo para Brasília. 
O presidente do TSE acredita que o problema será resolvido nos próximos dias para que o Tribunal acelere o processo de organização das eleições municipais.

DIREITO: TRF1 - Banca de concurso não pode anular questão de prova após divulgação do resultado final

Divulgação

A 5ª Turma do TRF da 1ª Região reformou sentença que havia mantido decisões da Escola de Administração Fazendária (ESAF), constantes de editais, que consideraram um candidato, ora apelante, reprovado na 1ª fase do concurso para Auditor da Receita Federa e julgou parcialmente o pedido do autor para que este participasse de curso de formação para o cargo pretendido, com a consequente nomeação e posse.
O requerente alega que ele havia sido aprovado no concurso público realizado pela ESAF e que após a publicação do edital do resultado a instituição constatou a existência de erro material em uma das questões da disciplina Matemática Financeira e Estatística Básica e atribuiu os pontos decorrentes da anulação da questão a todos os candidatos. Com isso, a ordem de classificação foi alterada e o autor passou à condição de reprovado.
Em suas alegações recursais, o apelante busca a reforma da sentença, insurgindo-se contra a anulação de questão da prova quando já tinha sido publicada a lista final dos candidatos aprovados.
O relator, desembargador federal Souza Prudente, em seu voto, sustenta que o edital do concurso em questão veda análise de pedido de revisão de questões ou admissão de recurso contra o gabarito oficial definitivo e que não há possibilidade de a banca examinadora alterar, “por vontade própria”, o gabarito, sob pena de afronta aos princípios da razoabilidade e da segurança jurídica, bem assim “à própria estabilidade do certame, como no caso, em que o candidato promovente saiu da lista de aprovados para a de reprovados”.
O magistrado ponderou, ainda, que, “em que pesem os fundamentos da sentença monocrática, a pretensão recursal merece prosperar, uma vez que, embora a Administração possa rever seus próprios atos, na hipótese em comento inexiste previsão editalícia para alteração do gabarito oficial definitivo após a sua divulgação”.
Assim, por unanimidade, o Colegiado deu provimento à apelação.
Processo nº: 2006.34.00.025710-8/DF
Data de julgamento: 04/05/2016

DIREITO: TRF1 - Segurado demitido após reabilitação não tem direito à aposentadoria por invalidez

Crédito: imagem da Web

A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu, por unanimidade, dar provimento à apelação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contra sentença que condenou a autarquia ao pagamento de auxílio-doença de um segurado que buscava também o benefício previdenciário de aposentadoria por invalidez. 
A questão envolve ação ajuizada por um homem de 41 anos, portador de lombalgia, que alegou incapacidade laboral para o exercício da profissão de operador de máquinas metalúrgicas, solicitando, assim, a concessão de aposentadoria por invalidez, bem como o benefício de auxílio-doença. O INSS recorreu ao TRF da 1ª Região sustentando ausência de incapacidade da parte autora para o trabalho.
O relator do caso, na Primeira Turma, juiz federal convocado Régis de Souza Araújo, destacou em seu voto que para a concessão do benefício por incapacidade é necessária a prova da incapacidade permanente para qualquer atividade laboral – na hipótese de aposentadoria por invalidez (art. 42 da Lei 8.213/91) ou para o seu trabalho ou atividade habitual por mais de quinze dias consecutivos – tratando-se de auxílio-doença (art. 60, da Lei 8.213/91). O magistrado destacou que a lei exige também, como pressuposto negativo, a inexistência de doença preexistente à filiação, salvo se evolutiva ou em estado de progressão. 
Afirmou o juiz que, no que se refere à incapacidade laboral, o laudo pericial realizado em 18/12/2009 concluiu pela incapacidade para profissões que necessitam manter a posição ortostática por tempo prolongado, atividades pesadas, repetitivas e de flexões com a coluna lombar, com início em 10/01/2009. 
O magistrado, entretanto, destacou que, conforme consta do laudo médico pericial, o autor foi submetido à reabilitação em função oferecida pela própria empresa na qual trabalhava, com compatibilidade com a sua limitação funcional, destacando que no referido documento há o seguinte relato: “Segurado cumpriu treinamento em função considerada compatível com sua limitação funcional, considerado apto”.
Segundo o relator, mais um ponto destacado foi que pelo registro da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) verifica-se que o requerente foi demitido em 09.01.2009, fato que não lhe assegura a continuidade do recebimento do benefício de auxílio-doença, haja vista que já se encontrava reabilitado para outra função. Ademais, o próprio autor relatou ao perito judicial que foi demitido após retornar das férias, ou seja, não há qualquer correlação com possível incapacidade, ressaltou o magistrado. 
Diante dos fatos apresentados, o Colegiado julgou parcialmente procedente o pedido, dando, portanto, provimento à apelação.
A decisão foi unânime.
Processo nº: 0002400720104013804/MT
Data do julgamento: 04.11.2015
Data de publicação: 28.01.2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ECONOMIA: Bolsa fecha em alta de 0,28%; Vale sobe mais de 4% e BB avança 3%

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (25) com alta de 0,28%, a 49.482,86 pontos. Na véspera, a Bovespa havia fechado praticamente estável, com leve alta de 0,03%.
Apesar da alta no dia, a Bolsa acumula perda de 8,21% no mês. No ano, no entanto, tem valorização de 14,15%.
O resultado foi puxado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da mineradora Vale, que subiram 4,28%, do Banco do Brasil (+2,94%) e da Petrobras (+1,64%). Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.
A Bolsa não vai operar nesta quinta-feira (26) por causa do feriado de Corpus Christi. As negociações voltam na sexta.
Vale salta
As ações ordinárias da Vale (VALE3), com direito a voto em assembleia, saltaram 4,28%, a R$ 14,62. 
As ações preferenciais da Vale (VALE5), que dão prioridade na distribuição de dividendos, subiram 2,47%, a R$ 11,63.
A mineradora informou na véspera que a Bolsa de Hong Kong aprovou a proposta da companhia de encerrar a listagem de seus recibos de ações.
BB sobe; Bradesco e Itaú caem
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) ganharam 2,94%, a R$ 16,45, apóscair 5,33% na véspera.
No sentido oposto, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 0,46%, a R$ 30,01, e as ações do Bradesco (BBDC4) se desvalorizaram 0,41%, a R$ 24,42.
Petrobras
Os papéis da Petrobras também subiram. As ações preferenciais (PETR4) avançaram 1,64%, a R$ 8,67.
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam praticamente estáveis, com leve alta de 0,09%, a R$ 11,10. 
Os papéis da empresa foram influenciados pela alta nos preços do petróleo no mercado internacional.
Dólar sobe 0,61%, a R$ 3,597
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,61%, cotado a R$ 3,597 na venda. Esse é o maior valor desde 7 de abril, quando a moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 3,694.
Na véspera, o dólar havia caído 0,19%. No mês, a moeda acumula alta de 4,57%. No ano, no entanto, tem desvalorização de 8,88%.
Bolsas internacionais
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em alta.
Espanha: +2,32%
Itália: +1,66%
Alemanha: +1,47%
Portugal: +1,31%
França: +1,13%
Inglaterra: +0,7%
A maioria das Bolsas da Ásia e do Pacífico terminou o dia em alta. Apenas a Bolsa da China registrou queda.
Hong Kong: +2,71%
Japão: +1,57%
Austrália: +1,45%
Coreia do Sul: +1,18%
Taiwan: +1,15%
Cingapura: +0,6%
China: -0,23%

(Com Reuters)
Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |