quinta-feira, 28 de junho de 2012

ECONOMIA: BC reduz projeção de crescimento do PIB para 2,5% e piora perspectiva de inflação


Do UOL

O Banco Central reduziu a previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano, ao mesmo tempo em que piorou suas perspectivas para inflação em 2012.     
A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,5% para 2,5%. A informação consta do Relatório de Inflação, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo BC.
De acordo com o relatório, “a nova estimativa incorpora os resultados do primeiro trimestre 2012, dados preliminares referentes ao segundo trimestre, período em que a retomada da atividade vem ocorrendo de forma bastante gradual, e a atualização do cenário macroeconômico para a segunda metade do ano”.
Perspectiva de inflação é de 4,7% 
Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficará em 4,7% neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 4,4%, e em 5% em 2013, abaixo das contas anteriores, de 5,2%. O BC também informou que a chance de a inflação estourar o teto da meta oficial -de 4,5% pelo IPCA- é de 3% em 2012 e em torno de 18% no ano que vem.
A estimativa do BC para a economia brasileira é inferior à do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que na quarta-feira (27) disse esperar crescimento do PIB superior a 2,5% neste ano. Nessa quarta-feira, o ministro anunciou mais medidas de estímulo à economia.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos tem medidas para agilizar as compras governamentais, dando preferência à aquisição de produtos da indústria nacional, e estimular, com isso, a economia interna. O governo também anunciou que a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5%.
(Com informações da Agência Brasil e agência Reuters)
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DIREITO: STF - Plenário retoma nesta quinta julgamento sobre rateio de tempo para propaganda eleitoral


O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4430 e 4795, que tratam da divisão do tempo do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV entre os partidos políticos. O relator das ações, ministro Dias Toffoli, proferiu parte de seu voto na sessão desta quarta (27). A análise da matéria pelo Plenário da Corte será retomada nesta quinta-feira com a conclusão do entendimento do relator.
Na ADI 4430, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) questiona o sistema de distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita entre os partidos políticos no rádio e na TV; na ADI 4795, os partidos DEM, PMDB, PSDB, PPS, PR, PP e PTB pretendem afastar qualquer interpretação da Lei das Eleições que leve partidos que não elegeram representantes na Câmara dos Deputados, incluindo legendas recém-criadas, a participarem do rateio proporcional de dois terços do tempo reservado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, previsto no inciso II do parágrafo 2º do artigo 47 da Lei das Eleições.
Na sessão de hoje, o ministro destacou que a exigência absoluta de representação na Câmara dos Deputados para partido político ter acesso ao horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão contraria o parágrafo 3º do artigo 17 da Constituição Federal (CF), que prevê acesso gratuito de todos os partidos ao rádio e à televisão. Dessa forma, se pronunciou pela inconstitucionalidade da expressão “e representação na Câmara dos Deputados”, contida no caput (cabeça) do parágrafo 2º do artigo 47 da Lei das Eleições.
Já a previsão do parágrafo 2º, incisos I e  II, da Lei das Eleições (Lei 9.504/97), que garante aos partidos sem representação na Câmara apenas o direito de participação equânime na distribuição de um terço desse tempo, porém os exclui da distribuição dos dois terços restantes, não contraria essa visão, segundo o relator.
“Entendo constitucionalmente aceitável a adoção de tratamento diversificado na divisão do tempo entre os partidos com representação na Câmara e os sem representação”, afirmou o ministro.

DIREITO: TSE - Candidatos têm de abrir conta específica para arrecadar recursos na campanha eleitoral


Abertura de conta corrente. Foto:Nelson Jr./ASICS/TSE
Os candidatos a prefeito e a vereador que disputarão o pleito de outubro têm de abrir conta bancária exclusiva para a movimentação financeira de campanha. A exigência da conta específica se estende também aos comitês e aos partidos. A conta é obrigatória a todos, mesmo que não haja arrecadação ou movimentação de recursos financeiros.
Antes de arrecadar e gastar recursos na campanha eleitoral são necessários: o requerimento do registro de candidatura ou do comitê financeiro; a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); a comprovação da abertura de conta bancária específica; e a emissão de recibos eleitorais.
Conta bancária
O CNJP para a abertura da conta específica é fornecido pela Receita Federal após o pedido de registro do candidato à Justiça Eleitoral. Além do CNPJ, o candidato ou comitê deve apresentar o Requerimento de Abertura de Conta Eleitoral (Race), disponível na página do TSE na internet.
A conta deve ser aberta em instituição financeira que possua carteira comercial reconhecida pelo Banco Central do Brasil, sendo vedado o uso de conta bancária preexistente.
O prazo para a abertura da conta é de até 10 dias a partir da data de concessão do CNPJ. A conta é facultativa aos candidatos ao cargo de vereador em municípios com menos de 20 mil eleitores. No caso de município que não possua agência bancária ou correspondente bancário, os diretórios partidários, comitês financeiros e candidatos não são obrigados a abrir conta bancária eleitoral.
Partidos
Os partidos políticos, em todas as esferas de direção, também devem providenciar a abertura de conta específica. O prazo, no entanto, termina em 5 de julho e a legenda deve utilizar o CNPJ próprio já existente.

DIREITO: TSE - Adesivo com nome de eventual candidato às eleições não configura propaganda antecipada



A colocação de adesivo em veículos contendo apenas o nome de suposto candidato às eleições não configura propaganda eleitoral antecipada. No entanto, a mensagem não pode reunir elementos que caracterizem apelo explícito ou implícito ao eleitor de forma que seja associada a eventual candidatura.

Este foi o entendimento que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilson Dipp aplicou a um recurso de Sérgio Toledo de Albuquerque, multado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) em R$ 5 mil pela colocação de adesivos em veículos automotores contendo apenas o seu nome. Na época, Sérgio Toledo era pré-candidato a deputado estadual às eleições de 2010.
O tribunal regional entendeu que os adesivos caracterizavam propaganda eleitoral antecipada, mesmo sem conter outro elemento, além do nome, que mencionasse o pleito eleitoral. De acordo com o TRE alagoano, “a utilização de técnicas de marketing, evidentemente gestadas para incutir no eleitor a lembrança do nome do ocupante de cargo eletivo, fora do período estipulado pela legislação, desiguala a disputa eleitoral”.
No entanto, ao decidir, o ministro aplicou a jurisprudência do TSE que, em julgados anteriores, fundamentou que “a colocação de adesivo em veículos, cujo nome conste apenas o do suposto candidato, não denota a propaganda eleitoral extemporânea se na própria mensagem não se reúnem elementos caracterizadores do apelo explícito ou implícito ao eleitor, de modo a associá-la a eventual candidatura”.
BB/LF
Processo relacionado: Respe 28751

DIREITO: TSE - Mantida desaprovação de contas de candidato a deputado federal pelo DF em 2006


Em decisão individual, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Arnaldo Versiani (foto) manteve a desaprovação das contas de campanha de Eri Varela, candidato a deputado federal nas eleições de 2006 pelo Distrito Federal. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) rejeitou as contas de Varela por constatar irregularidades insanáveis na documentação apresentada.
A corte regional verificou que parte dos recursos de campanha de Eri Varela não passou por conta bancária específica como exige a lei eleitoral. Assinalou ainda que o candidato não comprovou o recolhimento de contribuições previdenciárias relativas a despesas com pessoal.
No recurso ao TSE, Eri Varela argumenta que teve a defesa cerceada, que suas contas atendem a todos os princípios exigidos pela legislação eleitoral e que não foram comprovadas irregularidades insanáveis nas mesmas. Afirma ainda que todos os recursos arrecadados passaram por sua conta de campanha.
Alega que não efetuou o recolhimento de encargos sociais à Previdência, porque somente deveria cumprir essa responsabilidade se ela fosse determinada por lei e não por meio de uma instrução da Justiça Eleitoral.
Decisão
Ao negar o recurso de Varela e manter a desaprovação das contas, o ministro Arnaldo Versiani informa que a decisão do Tribunal Regional do Distrito Federal mostra que o candidato não sanou as irregularidades verificadas em suas contas de campanha de 2006. Entre elas, o TRE do Distrito Federal detectou a falta de trânsito de recursos por conta bancária específica e de pagamento de encargos previdenciários. O ministro lembrou que, pela jurisprudência do TSE, é obrigatória a movimentação dos recursos de campanha eleitoral por conta própria.
Eri Varela afirma que R$ 160.585,50 não transitaram pela conta de campanha porque diziam respeito a doações por títulos de créditos e de bens estimáveis em dinheiro.
“Ocorre que tal questão não foi examinada pela corte regional eleitoral. Assim, para modificar o entendimento do tribunal de origem [TRE] de que a prestação de contas do recorrente contém falhas que comprometem o exame da sua regularidade, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial”, disse o ministro.
EM/LF
Processo relacionado: RO 327367465

quarta-feira, 27 de junho de 2012

POLÍTICA: Escuta indica aval de Agnelo a grupo de Cachoeira



Do ESTADAO.COM.BR
Fábio Fabrini, de O Estado de S. Paulo - alterado às 08h37


Governador do DF avalizou exploração de linhas por contraventor, via Delta, antes de licitação
BRASÍLIA - Novas escutas da Polícia Federal indicam que o governador Agnelo Queiroz (PT) deu aval para que o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, explorasse linhas de ônibus no Distrito Federal antes de a licitação para o serviço ser lançada.
Conforme as interceptações telefônicas, obtidas com autorização judicial, os diretores da Delta Construções, empreiteira suspeita de envolvimento no esquema do contraventor, chegaram a marcar uma reunião com o petista para 29 de fevereiro, dia em que foi deflagrada a Operação Monte Carlo, com a prisão de Cachoeira e vários integrantes do grupo.
Numa das conversas, de 27 de fevereiro deste ano, o araponga Idalberto Matias, o Dadá, relata ao ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, que interlocutores de Agnelo, entre eles o ex-servidor da Casa Militar Marcello Lopes, o Marcelão, lhe deram sinal verde para que a empresa entrasse no negócio. "Tivemos uma reunião com o camarada lá ontem, o ‘xará’, eu e o Marcelão. Ele falou para avisar para você que quarta-feira está marcada a reunião. Se o assunto for ônibus, o governador quer fechar com a empresa. Se for outro assunto, ele está à disposição", informou Dadá.
Os dois também citam uma suposta interferência de assessores do vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), em favor da Delta. Em outro telefonema, interceptado horas depois, Abreu diz ter recebido de pessoas ligadas ao peemedebista o mesmo aval: "Fechou o circuito, porque o pessoal do Filippelli já tinha ontem (26/2) falado para nós que já estava fechado. E agora vem o governador falar isso também. Então, ficou bom demais, né?".
A licitação para o serviço de ônibus foi lançada em 10 de março, mas o Tribunal de Contas do DF (TC-DF) a suspendeu em maio, alegando falhas no edital. A decisão foi tomada antes da abertura de propostas, o que, segundo a Secretaria de Transportes do DF, impossibilita saber quais empresas estavam no páreo.
Às vésperas da suposta reunião com Agnelo, Abreu foi ao Rio de Janeiro e acertou a participação do principal acionista da Delta, Fernando Cavendish, e do diretor executivo da empreiteira, Cláudio Abreu, no encontro. "Eu e o Fernando vamos estar amanhã com o governador. O negócio está marcado lá, amanhã à tarde, e parece que o governador mandou o homem pagar a gente", diz ele a um funcionário, em conversa de 28 de fevereiro.
No dia seguinte, a PF deflagrou a Operação Monte Carlo, a partir da qual os áudios obtidos pela PF escasseiam. Não fica claro, pelos grampos, se o encontro, de fato, ocorreu.
Questionado pelo Estado nesta terça-feira, 26, Agnelo negou ter negociado com a empresa ou se reunido com seus dirigentes. Sua assessoria, no entanto, não informou a agenda do governador naqueles dias. A Delta explicou que seus diretores "jamais, em tempo algum" estiveram reunidos com o petista.
Em nota, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), alegou ter dado "provas documentais" à CPI do Cachoeira de que não houve aproximação ou favorecimento à empreiteira Delta ou ao grupo do contraventor Carlos Cachoeira. Agnelo argumentou que, ao contrário, gravações da PF nos primeiros dois meses deste ano mostram que Dadá, Abreu e Marcelão tramaram a derrubada do governador e se referem a ele com palavrões. Filippelli respondeu, por meio de sua assessoria, que não se manifestará sobre diálogos de terceiros, que citam seu nome "irresponsavelmente".

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POLÍTICA: Aumenta suspeita de que Cachoeira comprou casa de Perillo


De OGLOBO.COM.BR


Em conversa gravada pela PF, bicheiro diz para namorada que mandou rasgar contrato

BRASÍLIA - Uma gravação feita pela Polícia Federal reforça as suspeitas de que a casa do governador Marconi Perillo (PSDB) em Goiânia teria sido comprada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. Na conversa gravada com autorização judicial em 5 de maio do ano passado, às 11h12, Cachoeira diz para a namorada dele, Andressa Mendonça, que mandou rasgar o contrato que ia sair em seu nome para não dar problema.
Na conversa, Andressa questiona o namorado se o ex-cunhado dele, Adriano Aprígio, sabia da compra da casa.
— Deixa eu te perguntar: o Adriano, seu cunhado, sabe da casa?
E Cachoeira responde:
_ Uai, deve saber, uai. Ele pediu...a irmã deve ter falado _ diz o contraventor, em referência à ex-mulher dele Adriana Aprígio.
— Não, a irmã deve ter falado não. Ele dá detalhes aqui no seu email sobre o pagamento e o documento _ informa Andressa.
— Não, é porque eu mandei tirar... Depois eu te explico pessoalmente. Não quero meu nome não, por causa dos depósitos que foram feitos, entendeu? Eu tinha botado meu nome. E aí saiu de uma conta, e eu pedi para passar no nome do Deca, da empresa.
O pagamento pela compra da casa ocorreu com três cheques, no valor total de R$ 1,4 milhão. Os cheques foram emitidos pela confecção Excitant, de um sobrinho de Cachoeira, e foram depositados na conta de Marconi entre março e maio de 2011.
_ Passar o quê? _ quer saber Andressa.
_ Passar o contrato que eu tenho para rasgar urgentemente o contrato que eu tinha no meu nome. Não posso ter vínculo daquela conta com esse contrato, entendeu? _ explica Carlinhos.
_ Contrato de compra cê fala? _ insiste a namorada.
_ Exatamente, estava no meu nome. E o dinheiro que tava pagando vinha de uma conta, entendeu?
_ Entendi. Mas e quando você for escriturar? Porque eu quero que você passe ela no meu nome, como você vai fazer? _ pergunta Andressa, preocupada.
_ Escritura é outra coisa, tá? Eu pedi para rasgar aquele contrato meu lá para pôr no nome da empresa que o Deca tem _ diz Carlinhos, sem especificar a que empresa se referia.
A escritura do imóvel foi feita em um cartório de Trindade, em 13 de julho de 2011, em nome da Mestra Administração, que tem Walter Paulo como administrador e Écio Antonio Ribeiro como sócio. Ontem, Écio permaneceu calado na CPI e foi dispensado de prestar depoimento.

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COMENTÁRIO: O contraponto, por Merval Pereira


Do blog do NOBLAT

Por Merval Pereira, O Globo

O voto do revisor que o ministro Ricardo Lewandowski entregou ontem, liberando assim o processo do mensalão para julgamento, caminha no sentido de indicar que, na sua opinião, o Supremo Tribunal Federal deve optar por penas mais brandas para os réus, fazendo assim o que chamou de “um contraponto” ao voto do ministro relator, Joaquim Barbosa, que encaminhou seu relatório no sentido inverso, isto é, a favor da pena máxima para os acusados, seguindo as alegações finais do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que considera o mensalão um dos crimes mais graves já cometidos contra a democracia brasileira.
Há quem especule que, na verdade, Lewandowski defenderá em seu voto no julgamento que os crimes do mensalão foram estritamente eleitorais, assumindo a tese do caixa 2 exposta pelo ex-presidente Lula sob orientação de seu então ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos.
Nem Barbosa nem Lewandowski deram ainda seus votos finais, mas a posição de ambos é passível de ser intuída a partir de seus respectivos relatórios, além dos votos que já deram em 2007, quando o Supremo acolheu a denúncia contra os mensaleiros.
Lewandowski, que foi apanhado conversando ao telefone depois da sessão com seu irmão — falava tão alto em um restaurante em Brasília que uma repórter da “Folha” ouviu toda a conversa — disse naquela ocasião que a tendência do STF era “refrescar” para José Dirceu, mas que a pressão da opinião pública fora tão grande que os ministros votaram sentindo-se com “uma faca no pescoço”.
Ele não aceitou as acusações de formação de quadrilha nem de peculato contra Dirceu e Genoino, por exemplo, achando que havia indícios para se investigar apenas o crime de corrupção ativa contra os dois.
Tudo indica que também desta vez o ministro Lewandowski não quis afrontar a opinião pública retardando o começo do julgamento do mensalão devido a um atraso na entrega de sua revisão.
Ele entregou seu trabalho ontem à tarde, quando o prazo final que permitiria o julgamento se realizar no dia 1 de agosto esgotara-se no dia anterior. Tudo indica, portanto, que ele poderia tê-lo feito no prazo.
De qualquer maneira, o atraso foi menor do que se entregasse seu voto-revisor apenas na sexta-feira, como chegou a ameaçar.
Se cumprisse a ameaça, o julgamento poderia sofrer o atraso de cinco dias, e não apenas de um, como aconteceu, com implicações maiores.
A pena mais branda pode significar a prescrição de crimes como o de formação de quadrilha, ou de peculato culposo, o que poderia ser facilitado pelo atraso do julgamento.
Dependendo das penas que eventualmente receberem, 22 dos 38 réus do mensalão — entre eles o ex-ministro José Dirceu — poderão terminar o julgamento com a prescrição do crime de formação de quadrilha, o que equivale a uma absolvição.
De acordo com especialistas, especificamente para o crime de quadrilha, a prescrição se dá em oito anos, mas só se o máximo da pena for superior a dois anos (a pena máxima para esse tipo de crime é de três anos).
A prescrição pode vir a ocorrer em quatro anos se os réus, ao fim do processo, forem condenados a dois anos ou menos. Como o recebimento da denúncia no Supremo foi em 28 de agosto de 2007, ela já teria ocorrido no ano passado.
Os demais crimes não têm prescrições previstas tão cedo: crime de peculato (doloso) — pena de 2 a 12 anos, prescrição de 16 anos; corrupção ativa — pena de 2 a 12 anos, a prescrição seria de 16 (sem considerar um aumento de pena de 1/3 previsto na lei, que pode ou não ser aplicado); falsidade ideológica — se o documento falsificado for particular, a pena é de 1 a 3 anos, com prescrição de 8, e, se o documento falsificado for público, a pena é de 1 a 5 anos, com prescrição de 12 anos; lavagem de capitais — pena de 3 a 10 anos, com prescrição de 16 anos; evasão de divisas — pena de 2 a 6 anos, com prescrição de 12 anos.
Uma das intenções do cronograma original aprovado era permitir que o ministro Cezar Peluso pudesse votar antes de se aposentar compulsoriamente, pois faz 70 anos no dia 3 de setembro.
O esforço para que Peluso participe do julgamento não tem nada a ver com uma eventual tendência sua de votar contra os mensaleiros, como especulam os petistas mas que é impossível de se afirmar.
Além de querer a participação de Peluso na decisão final, por conhecer bem o processo e ser um ministro experiente e de conhecimento requintado, o presidente Ayres Britto objetiva também não dar razões para o adiamento do julgamento devido à escolha de um novo ministro.
Mesmo que o julgamento continue com apenas dez ministros — ou nove, se Dias Tofolli decidir se declarar impedido por suas ligações com o PT e sua companheira ser advogada no processo —, quando o substituto de Peluso fosse escolhido ele poderia pedir vista, paralisando-o.
A decisão do ministro Tofolli é uma incógnita. Como só cabe a ele decidir, e não há prazo para isso acontecer, talvez só saibamos no dia do julgamento, pois ele pode simplesmente não aparecer, ou então comparecer normalmente sem precisar justificar nada.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, estuda a possibilidade de pedir o seu impedimento, por pressão de procuradores, mas isso dificilmente ocorrerá.
Por questões burocráticas, Peluso terá que deixar o Tribunal poucos dias antes da data fatal. Pelo organograma, ele será o sétimo juiz a votar, e sua vez deverá chegar por volta do dia 29 ou 30 de agosto, prazo máximo de sua permanência na Corte.
Peluso havia sugerido que, se não tivesse condições de votar no mensalão, provavelmente nem voltaria depois do recesso de julho.
Aprovado o cronograma, com sua participação ativa, essa possibilidade parecia superada. O prazo, no entanto, ficou mais curto ainda, e Ayres Britto pode permitir que Peluso antecipe seu momento de votar a fim de não correr o risco de novo atraso inviabilizá-lo.

POLÍTICA: Registros contrariam versão de ministro sobre viagem a Roma


Da FOLHA.COM
FILIPE COUTINHO, DE BRASÍLIA

Documentos fornecidos pelo gabinete de Fernando Pimentel (Desenvolvimento) contradizem versão do ministro sobre a viagem entre a Bulgária e a Itália que ele fez em 2011, num voo pago por um empresário.
O caso é investigado na Comissão de Ética da Presidência. O ponto central é apurar se Fernando Pimentel tornou público o voo fretado pelo empresário João Dória Jr.
Essa é a única exigência do Código de Conduta do governo para permitir que organizadores de eventos paguem despesas de autoridades.

Em nota à Folha em 18 de maio, Pimentel disse por meio da assessoria que o voo fretado foi "informado aos órgãos de controle".
Isso, segundo a assessoria, ocorreu por meio da "publicação da autorização de viagem no 'Diário Oficial da União'" e do "encaminhamento ao Sistema de Controle de Diárias e Passagens do relatório de viagem".
No "Diário Oficial" há apenas a informação de que ele sairia do país.
Usando a Lei de Acesso à Informação, a Folha requisitou o relatório de viagem.
São 15 documentos, incluindo e-mails e cópia de passagens. Não há menção ao voo fretado.
A viagem entre Bulgária e Roma, onde o ministro palestrou a empresários, aparece em dois documentos diferentes como tendo sido feita em "veículo oficial".
Quem não cumpre o código pode sofrer advertência ou a Comissão de Ética pode pedir sua demissão.
A viagem do ministro à Europa começou em 1º de outubro de 2011, quando ele foi à Bélgica na comitiva da presidente Dilma Rousseff.
No dia 6, ele foi a Roma, para palestra organizada por Dória. Pela semana de trabalho, recebeu R$ 5.593 para hospedagem e alimentação.
OUTRO LADO
A assessoria de Fernando Pimentel afirmou que está preparando para a Comissão de Ética Pública da Presidência relatório detalhado sobre a viagem à Itália.
Na nota, a assessoria não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.
Quando o caso foi revelado, o ministro, também por meio da assessoria, disse que o Código de Conduta do governo federal "autoriza a participação em seminários, inclusive com o pagamento de despesas de transporte, desde que a participação seja tornada pública".
Na verdade, o código diz que deve vir a público a remuneração e o pagamento das despesas de viagem.
Pimentel disse à época que usou o voo para chegar a tempo para a palestra.
Editoria de Arte/Folhapress

ECONOMIA: Ações da OGX, de Eike Batista, despencam 28% na Bolsa de Valores


Do UOL, em São Paulo

A ação da OGX (OGXP3.SA), empresa de petróleo e gás do empresário Eike Batista, opera em queda nesta quarta-feira (27), após a companhia ter definido na véspera a vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia por poço no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. A vazão definida corresponde aos dois primeiros poços no estágio inicial, disse a empresa em comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (26).
Por volta das 12h50, o papel recuava 27,48%, cotado a R$ 6,07, enquanto o Ibovespa caía 0,41%.
Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch reduziu a recomendação para as ações da OGX, de "neutra" para "underperform" (expectativa de retorno abaixo da média do mercado). O preço-alvo para o papel caiu de R$ 19,50 por ação para R$ 7,30, após o anúncio feito pela empresa na terça-feira. A vazão estimada de 5 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia foi considerada desapontadora pelo BofA.
Em maio, o presidente da OGX, Paulo Mendonça, disse à agência de notícias "Reuters" que a produção de petróleo da empresa deverá atingir entre 40 mil e 50 mil barris diários no segundo trimestre de 2013.
A empresa esperava chegar a esse patamar ainda em 2012, com quatro poços em fase de extração no complexo de Waimea, na bacia de Campos. Mas a OGX optou por reduzir o volume na fase de Teste de Longa Duração (TLD), como é chamado o início da produção de um poço. 
A OGX realizou o TLD durante cinco meses na região (prévia acumulação Waimea) e desde seu início, os poços OGX-26HP e OGX-68HP foram avaliados com vazões que variaram de 4 a 18 mil barris de óleo equivalente por dia.
Isso, segundo a companhia, garantiu um melhor entendimento do modelo do reservatório e indicou "a necessidade de substituição da bomba centrífuga submersa do poço OGX-26HP por uma bomba de características diferentes de forma a ajustar a capacidade de bombeio à vazão ideal do poço", de acordo com o documento enviado ao mercado.
De acordo com o documento, durante os últimos dias, por ocasião da parada do poço OGX-26 para substituição da bomba, o FPSO OSX-1 vem apresentando produção de 7,4 mil barris de óleo equivalente por dia no poço OGX-68 e vem mantendo níveis satisfatórios de pressão no reservatório.
(Com informações da Reuters)
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POLÍTICA: Datafolha: Serra mantém liderança em São Paulo, com 31%, seguido por Russomanno, com 24%



Do UOL, em São Paulo


Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (27) mostra o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, na liderança, com 31%, e o apresentador de TV Celso Russomanno, pré-candidato do PRB, em segundo lugar com 24%.
Em terceiro lugar, com 6% das intenções de votos, aparecem empatados quatro pré-candidatos: Soninha (PPS), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB) e Netinho (PC do B), que deixou a disputa e anunciou apoio a Haddad no começo da semana. Quando a pesquisa foi registrada, ele ainda era pré-candidato.
Paulinho da Força (PDT) aparece com 3%, e Carlos Giannazi (PSOL) tem 1%. Os demais pré-candidatos não pontuaram. Nulos e brancos somam 11%, e 5% não opinaram. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos.
Na comparação com o último levantamento feito pelo Datafolha, divulgado no domingo (17), todos os pré-candidatos oscilaram dentro da margem de erro.
Serra oscilou um ponto percentual, tinha 30% no último levantamento. Russomanno, que oscilou três pontos (ainda dentro da margem de erro), tinha 21%. Desde janeiro, porém, quando tinha 17%, o apresentador de TV apresenta um crescimento de 7 pontos percentuais. No mesmo período, Serra subiu 10 pontos.
Haddad e Soninha oscilaram dois pontos negativos, tinham 8% há dez dias. Por sua vez, Chalita se manteve com 6%.
"Esta variação dentro da margem de erro mostra que ainda é cedo para fazer uma análise mais completa sobre a disputa eleitoral", afirma Carlos Melo, cientista político e professor do Insper.
“A pesquisa, feita antes do início da campanha na TV, reflete apenas o quanto os candidatos são conhecidos pelo eleitor, e não serve para que se aponte tendências de crescimento ou estagnação.”
O Datafolha ouviu 1.081 eleitores na capital paulista entre os dias 25 e 26. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 87/2012.

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POLÍTICA: Apoio de Maluf a Haddad é rejeitado por 62% dos eleitores


Do ESTADAO.COM.BR

Paulistanos receberam mal a notícia da aliança entre deputado e pré-candidato petista, indica o Datafolha; pesquisa revela, porém, que apenas 17% sabem que o deputado apoia nessas eleições

O apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP_ ao pré-candidato petista Fernando Haddad é rejeitado por 62% dos eleitores paulistanos, de acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha. Quando a aliança é avaliada por entrevistados "petistas", a rejeição chega a 64%.

O anúncio do apoio do deputado, que contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, causou crise na campanha de Haddad e fez a deputada Luiza Erundina (PSB) desistir de ser a vice na chapa. Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados responderam que não votaria em candidatos apoiados por Maluf. Para 26% o apoio seria indiferente e 12% seguiriam a indicação.

No entanto, a pesquisa revela que apenas 17% das pessoas entrevistadas sabem que o deputado apoia Haddad e 70% desconhecem quem Maluf apoiará nessas eleições. Responderam aos questionamentos 1.081 pessoas nos dias 25 e 26 de junho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
O episódio só rendeu positivamente para Erundina, cujo protesto foi apoiado por 67% dos eleitores.
Cabos eleitorais. A influência de Lula para puxar votos caiu novamente. Nesta pesquisa, 36% dos eleitores dizem que votariam num candidato apoiado pelo ex-presidente. Em janeiro, porém, o índice era de 49%. Apesar da redução, Lula continua sendo o principal influenciador. No levantamento realizado no dia 14, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin influenciava no voto de 29% dos entrevistados, seguido pela presidente Dilma Rousseff (28%) e pelo prefeito Gilberto Kassab (12%).
Corrida eleitoral. A disputa pela Prefeitura de São Paulo se manteve. O pré-candidato tucano José Serra continua com 31% das intenções de voto, seguido pelo ex-deputado Celso Russomanno (PRB), agora com 24% (três pontos acima) e por Haddad, com 6% (dois pontos a menos). O deputado Gabriel Chalita (PMDB) também recebeu 6%, mesmo índice do vereador Netinho de Paula (PC do B), que ainda não havia retirado a pré-candidatura quando a pesquisa foi realizada.
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POLÍTICA: Jornalista Bordoni oferece à CPI quebra do seu sigilo fiscal e bancário


Do UOL, em BrasíliaCamila Campanerut

O jornalista Luiz Carlos Bordoni ofereceu à CPI que investiga o contraventor Carlos Cachoeira a quebra dos sigilos fiscal e bancário dele e da filha. Ele presta depoimento nesta quarta-feira (27) para explicar a acusação que fez contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), de que fez gastos de campanha com dinheiro de Cachoeira. Bordoni trabalhou nas campanhas de Perillo desde 1998.
Ao chegar à comissão, o jornalista se disse vítima de uma campanha de desconstrução “moral e até social” por parte das pessoas que temem o depoimento dele. Acompanhado do seu advogado, ele afirmou que trouxe documentos e que vai abordar, em especial, os assuntos ligados ao “ex-amigo” Perillo.
O jornalista justificou que não tentou entrar na Justiça para conseguir um habeas corpus para ficar calado porque não tem nada a esconder. Bordoni ressaltou que tem 50 anos de profissão e que não iria "admitir jamais que, seja quem for, venha tripudiar sobre a minha honra para justificar caixa 2”.
Bordoni confirmou que a empresa Alberto Pantoja depositou R$ 45 mil na conta da filha dele pelo trabalho que realizou durante a campanha de 2010 para o governador.  Ele falou que o dinheiro foi passado para a conta da filha porque ele estava viajando. Segundo ele, os dados da conta da filha foram passados ao assessor do governador Lucio Fiuza. “[Com relação ao dinheiro] não tem nada a ver com extorsão, pelo contrário. É trabalho prestado limpo, decentemente, desde 1998, são quatro vitórias consecutivas do meu ex-amigo Marconi Perillo.”
Outros depoentes
Além de Bordoni, foi chamada para depor nesta quarta-feira a ex-chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, suspeita de repassar informações policiais a Cachoeira e o tesoureiro da campanha tucana em 2010. O presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras), Jayme Rincón, acusado de receber R$ 600 mil de uma empresa do contraventor, também deveria depor nesta quarta, mas enviou um atestado médico à comissão e não deverá comparecer.
No último dia 05 de junho, o STF decidiu que ex-assessora de Perillo poderá ficar calada na CPI. O ministro Celso de Mello também garantiu que a gestora não assine nenhum termo de compromisso para falar a verdade e que não seja presa por se recusar a colaborar. O ministro também determinou que ela seja assessorada por seu advogado durante o depoimento na CPI.
Nesta terça-feira (26), a CPI ouviu três testemunhas, mas duas delas conseguiram na Justiça o direito de ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmas. Ao final da terça-feira, o único depoimento tomado pela comissão foi o do arquiteto Alexandre Milhomem.
Ele afirmou nesta terça-feira (26) que a mulher do contraventor, Andressa Mendonça, o contratou para decorar a casa vendida pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo Milhomem, ela gastou cerca de R$ 500 mil com móveis, papel de parede e outros objetos porque "gosta de tudo do melhor", além dos honorários do profissional, de R$ 50 mil.
Está marcada para o dia 5 de julho uma reunião para analisar os nomes dos novos convocados para depor à CPI. Entre eles, está o de Fernando Cavendish e o ex-diretor do Dnit, Luís Antônio Pagot.
O jornalista disse que tentaria evitar que seja usado como bode expiatório desse caso e prometeu que sua fala à CPI “não será bombástica”. “Prometo a verdade.” Ele ironizou ainda: "Agora, você já imaginou o meu poder de pressionar Cachoeira, o governador paralelo de Goiás, segundo dizem".

ECONOMIA: Tarifas de ônibus interestaduais e internacionais terão reajuste


Do ESTADAO.COM.BR
SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado


Agência Nacional de Transportes Terrestres autoriza aumento para viagens de percurso superior a 75 quilômetros a partir da origem
SÃO PAULO - As tarifas de ônibus interestaduais e internacionais terão reajuste de 2,77% a partir do próximo domingo, 1, conforme resolução publicada nesta quarta-feira, 27, no Diário Oficial da União.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o reajuste na tarifa de ônibus para viagens de percurso superior a 75 quilômetros a partir da origem, que será aplicado sobre o coeficiente tarifário nos diferentes tipos de serviços.
Segundo o DO, o reajuste não se aplica ao transporte rodoviário interestadual e internacional semiurbano de passageiros, que será determinado em ato específico.

ECONOMIA: Governo injeta R$ 8,43 bilhões na economia com compra de equipamentos


De OGLOBO.COM.BRCristiane Bonfanti

Total de recursos do PAC neste ano foi elevado de R$ 42 bilhões para R$ 51 bilhões

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira que o governo irá injetar R$ 8,43 bilhões na economia, com a compra de equipamentos pesados por meio do PAC Equipamentos. Dentro desse valor estão incluídos maquinários que serão distribuídos aos municípios, para uso na área agrícola e também para melhorar estradas e transportes, ônibus e até mesmo equipamentos para escolas.
Segundo Mantega, com a liberação desses valores, os recursos destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previstos para este ano foi elevado dos R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões. Segundo explicou o ministro, parte dos recursos já estava prevista no orçamento deste ano, e R$ 6,611 bilhões serão liberados por medida provisória.
Além disso, Mantega anunciou também a redução da taxa de juros de longo prazo, a TJLP, que corrige os empréstimos do BNDES, conforme antecipou O GLOBO. Ela passa de 6,0% ao ano para 5,5% ao ano.
- Estamos reduzindo a maior parte de créditos de investimentos do BNDES. Isso afeta também os créditos já liberados pelo BNDES - afirmou, durante o anúncio do PAC Equipamentos.
Com isso, os R$ 20 bilhões da linha de financiamento que será liberada para os estados aumentarem os investimentos também será barateada. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá nesta quinta-feira os critérios para a partilha dos recursos.
A lista de equipamentos que serão comprados dentro do PAC inclui: 8.570 ônibus (R$ 1,714 bilhões) para o programa Caminho da Escola; 3 milhões de unidades de mobiliário escolar (R$ 456 milhões); 8.000 caminhões para as Forças Armadas usarem em medidas de enfrentamento da seca (R$ 2,28 bilhões), 3.000 patrulhas agrícolas (R$ 870 milhões); 3.591 retroescavadeiras (R$ 650 milhões); 1.330 motoniveladoras (R$ 638 milhões); 50 perfuratrizes para poços em regiões afetadas pela seca (R$ 13,5 milhões); 2.125 ambulâncias (R$ 326,3 milhões); 1.000 furgões odontológicos (R$ 154,2 milhões); 160 vagões de trens públicos urbanos (R$ 721 milhões); 500 motocicletas para a polícia rodoviária (R$ 22,3 milhões); 40 veículos blindados para as Forças Armadas (R$ 342,4 milhões); e 30 veículos lançadores de mísseis (R$ 246 milhões).
Governo poderá comprar produtos de saúde nacionais até 25% mais caros
O pacote de estímulos à indústria lançado hoje inclui também uma lista de mais de 80 produtos nacionais na área de saúde, com itens como tomógrafo e aparelhos de hemodiálise, que terão preferência nas compras do governo. Eles poderão ser adquiridos mesmo se forem até 25% mais caros que os importados.
Dentro do PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais, também será aberta uma linha de financiamento do BNDES para a compra de equipamentos de saúde pelos estados e municípios. O empréstimo será direcionado para a aquisição de equipamentos com, pelo menos, 60% de peças nacionais.
O Ministério da Saúde informou que, desde maio, dá preferência para a indústria nacional de medicamentos. Ao todo, 126 produtos fazem parte da lista que pode ser adquirida por preços até 25% superiores aos dos fabricados no exterior. Desse total, são 78 medicamentos e fármacos, quatro insumos e 44 produtos biológicos. Com a estratégia, o governo estima que um impacto no mercado nacional de R$ 3 bilhões, criação de cinco mil empregos e arrecadação adicional de R$ 50 bilhões.

ECONOMIA: Governo reduz juro de longo prazo para 5,5% ao ano


Do ESTADAO.COM.,BRRenata Veríssimo e Irany Tereza

Essa taxa é usada como referência na correção dos empréstimos do BNDES. Decisão surpreende, pois há alguns dias o governo dizia que não havia espaço fiscal para a redução

BRASÍLIA - Entre as medidas anunciadas nessa quarta-feira para estimular a economia, o governo decidiu cortar a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5% ao ano. Essa taxa é usada como referência na correção dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). A manutenção da TJLP vinha gerando reclamações entre empresários. Para alguns executivos, uma redução do juro de longo prazo ajudaria empresas a tomarem novos empréstimos no BNDES.
Ao anunciar a decisão na manhã dessa quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou que a oferta de crédito está crescendo no País. Com base nos dados do relatório de operações de crédito, divulgado ontem pelo Banco Central, ele enfatizou que a expansão ocorreu "a taxas mais expressivas" de abril para maio, passando de 49% para 50,1% do PIB. "É um crescimento expressivo. O prazo do crédito está aumentando e, o mais importante, as taxas de juros cobradas estão caindo vertiginosamente", disse.
O ministro afirmou que já tinha em mãos os dados de crédito da primeira quinzena de junho e informou que a queda continua ocorrendo não só para pessoa física como para a jurídica. "Essas quedas têm efeito importante na economia, pois estimulam a produção e reduzem o interesse em aplicações financeiras e aumentam e aplicações produtivas", disse.
Surpresa
O redução da TJLP surpreende, pois há poucos dias a equipe econômica avaliava que não havia, neste momento, espaço fiscal para uma redução da TJLP, que está no seu menor patamar histórico. Uma queda na taxa significa um aumento nos repasses do Tesouro Nacional para subsidiar os juros praticados pelo banco de fomento.
A diminuição da TJLP vinha sendo defendida pelo BNDES para tentar destravar os investimentos do setor produtivo, mas o Ministério da Fazenda argumentava que há linhas subsidiadas que podem ser acessadas pelas empresas. Algumas linhas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), por exemplo, têm taxa de juro real (descontada a inflação) negativa.
Além disso, há dentro da equipe econômica vozes que defendem um descolamento das taxas de longo prazo dos juros de curto prazo. Os técnicos também não enxergam a necessidade de a TJLP estar atrelada ao movimento de queda da Selic. Com a redução da taxa básica para 8,5% ao ano, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, foi estabelecida a menor diferença já registrada entre as duas variáveis.
Custo fiscal
O governo chegou a discutir a possibilidade de uma leve redução da TJLP, de 0,25 ponto porcentual, mas o movimento havia sido descartado. Um porcentual maior que este sequer foi cogitado pela equipe econômica, apesar da pressão de outros segmentos do governo.
Segundo fontes, uma redução da TJLP entre 0,5 e 1 ponto porcentual corresponde a custo fiscal de cerca de R$ 3 bilhões ao ano. Os defensores da medida alegam, porém, que a queda contínua da Selic, que analistas já situam entre 7% e 8% até o fim deste ano, minimizaria esse custo.
A TJLP que será fixada pelo CMN valerá para o terceiro trimestre deste ano. A taxa estava em 6% ao ano há três anos, desde julho de 2009. Seu cálculo leva em consideração a meta de inflação calculada para os 12 meses seguintes (pro rata) e o prêmio de risco do País. Antes de cair para 6%, a taxa ficou estacionada em 6,25% por oito trimestres.
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DIREITO: Ustra terá de pagar R$ 100 mil por tortura na ditadura


O  coronel  reformado  do  Exército  Carlos  Alberto  Brilhante  Ustra  foi  condenado   a  pagar indenização de R$ 100 mil por comandar sessões de tortura  que  mataram  o  jornalista  Luiz Eduardo Merlino em 1971, durante a ditadura militar.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (25/6) e é assinada pela juíza da 20ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, Claudia de Lima Menge. Segundo a ordem, Ustra terá de pagar R$ 50 mil a Angela Maria Mendes de Almeida, ex-companheira de Merlino, e o mesmo valor a Regina Maria Merlino Dias de Almeida, irmã do jornalista, por danos morais. 
Merlino, membro do Partido Operário Comunista (POC) e do grupo Quarta Internacional, foi preso em 15 de julho de 1971 e levado para a sede do Doi-Codi, na época comandado por Ustra.
O advogado de defesa do coronel, Paulo Alves Esteves, disse que irá recorrer da decisão, com base na Lei da Anistia. “Quem discorda da decisão não sou eu, é a Lei da Anistia”, afirmou.
Segundo a juíza da 20ª Vara, são “evidentes” os excessos cometidos pelo coronel. “Na maior parte das vezes, o requerido participava das sessões de tortura e, inclusive, dirigia e calibrava intensidade e duração dos golpes, e as várias opções de instrumentos utilizados”.
Ainda de acordo com a juíza, “na qualidade de comandante daquela unidade militar, não é minimamente crível que o requerido não conhecesse a dinâmica do trabalho e a brutalidade do tratamento dispensado aos presos políticos”. Por isso, reconheceu a culpa de Ustra pelo sofrimento infligido a Luiz Eduardo e por sua consequente morte. Com informações da Agência Brasil.

MUNDO: Movimento de apoio a Lugo ganha força no Paraguai


De OGLOBO.COM.BR
com agências internacionais

Contra destituição, camponeses fecham estradas em várias regiões do país


À noite, o protesto em frente à TV pública, em Assunção, recebe mais pessoas
Foto: NORBERTO DUARTE / AFP
À noite, o protesto em frente à TV pública, em Assunção, recebe mais pessoas NORBERTO DUARTE / AFP
ASSUNÇÃO - A mobilização dos paraguaios a favor do presidente destituído Fernando Lugo ganha força no país. Além da manifestação em frente à TV pública, iniciada na noite de sexta-feira, estradas também estão sendo ocupadas por partidários do ex-bispo. Lugo anunciou nesta terça-feira que não irá mais à cúpula do Mercosul na Argentina, para “não influenciar” os chefes de Estado do bloco.
Em frente à TV pública, único veículo de comunicação que permite a expressão dos paraguaios pró-Lugo, sempre há um grupo de prontidão. À noite, mais manifestantes se juntam e formam grupos de até cinco mil pessoas. Além das organizações estudantis que iniciaram o protesto, a cada dia chegam mais camponeses para engrossar o coro da chamada Frente Nacional para a Defesa da Democracia. Dentro da emissora, o clima também é de tensão: os funcionários pedem a volta do ex-diretor Marcelo Martinessi, demitido pelo novo presidente, Federico Franco. Eles afirmam que a nova direção quer modificar a programação do canal.
Um site, Paraguay resiste, informa as manifestações programadas. Para esta quarta-feira, estão previstos protestos em pelo menos três departamentos.
- A resistência pacífica cresce a cada dia. Uniram-se à Frente pela Defesa da Democracia 15 das 16 organizações camponesas do país. Faremos bloqueios de estradas, manifestações em praças públicas... E muito particularmente em frente à TV pública, onde já houve várias tentativas de censura. A resistência será permanente até que se restabeleça o Estado de direito - afirma Ricardo Canese, secretário-geral da Frente Guazú, coalizão de esquerda responsável pela candidatura de Lugo à Presidência.
A Associação Nacional de Carperos - organização de camponeses envolvida no episódio que matou 17 pessoas em Curuguaty, considerado o estopim para a destituição de Lugo - já bloqueia várias estradas. Seu líder, José Rodríguez, diz que o movimento vai crescer e acusa o novo presidente, Federico Franco, de ter um único objetivo, “a obsessão doentia” por se manter no poder.
- Não lhe importa que haja violência nem as repressões massivas que possam acontecer - afirma Rodríguez, que reclama também que a grande imprensa não divulga as manifestações no interior do Paraguai.
Contudo, o líder dos camponeses não acredita que a classe tenha sido especialmente bem tratada pelo governo Lugo. E acredita ser esta a razão pela qual, no dia da destituição, milhares de camponeses tenham optado por ficar em casa ao invés de viajar até a capital para protestar.
Na terça-feira, houve protestos nos departamentos de Concepción, San Pedro, Caaguazú, Guairá, Caazapá, Misiones, Alto Paraná, Itapúa e Ñeembucú. No distrito de San Juan Nepomuceno, cerca de 1.500 pessoas fecharam uma estrada de acesso ao local em protesto contra “o golpe de Estado contra o presidente Lugo”.
Os partidários de Federico Franco estão reagindo ao movimento: já começaram a se concentrar na praça do Congresso e convocaram para esta quarta-feira uma manifestação de apoio ao novo presidente, que diz querer evitar uma guerra civil.
Fernando Lugo quer percorrer o Paraguai, como na última campanha eleitoral, para “informar aos cidadãos o que aconteceu de fato”. E ele quer atuar também na frente decisiva: apesar da desistência de ir ao encontro dos chefes de Estado dos países vizinhos, Lugo garantiu que continuará em contato com eles.
A Organização dos Estados Americanos vai enviar uma missão especial ao Paraguai e a vizinhos para avaliar a crise política. A ideia teve o apoio de quase todas as delegações, exceto Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Equador, que queriam uma Assembleia Geral extraordinária imediatamente.

POLÍTICA: PMDB, o coringa


Do PORANDUBAS POLÍTICAS

Qualquer cenário que se projete para o amanhã deve levar em consideração o papel do PMDB. Trata-se do maior partido nacional, com alta taxa de união interna graças à articulação realizada pelo presidente licenciado do partido, o vice-presidente da República Michel Temer. Todos os sinais apontam para uma performance altamente positiva do partido, o que o conduzirá novamente ao pódio municipal. Ou seja, deverá continuar com o maior número de prefeitos. Com a planilha nas mãos, o partido deverá ser um coringa. Se pender para um lado, este lado ganha o jogo. Se o PT, por exemplo, der uma guinada e quiser caminhar em faixa própria - posicionando-se como poder hegemônico - arrisca-se a entrar em parafuso. PT diz que fará 1.000 prefeitos. PMDB deverá ultrapassar esse número.

POLÍTICA: Malulismo


Do PORANDUBAS POLÍTICAS

Paulo Maluf chega ao paraíso. Nunca foi tão autossuficiente como nesses dias de confraternização com o PT e Lula. Acaba de dizer : "Eu, perto do PT, sou comunista". O comunista Maluf é apenas uma firula que quer dizer : vocês acreditam sinceramente que o PT ainda é um partido ideológico? Há muito que o PT jogou sua ideologia pelos desvãos da velha cultura política brasileira. Todos os partidos se juntam no caldeirão do cozido doutrinário. O malulismo - mescla do malufismo com o lulismo - constitui a manifestação mais avançada da pasteurização que invade a esfera partidária. Maluf é o profeta desses tempos cada vez mais inacreditáveis.
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