quinta-feira, 20 de maio de 2010

DIREITO: STJ admite análise do recurso, mesmo sem a procuração do advogado que apresentou contrarrazões

Em decisão unânime, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido da Interbank Investimentos e Participações Ltda., em que a empresa alegava que a falta de cópia de procuração dada ao advogado da parte contrária que apresentou as contrarrazões inviabilizaria a análise do recurso especial. A empresa foi acionada pelo Citibank N.A. numa ação de cobrança em razão de diferenças de rendimentos.
A Interbank Investimentos recorreu contra a decisão monocrática do ministro Massami Uyeda, que permitiu a subida do recurso especial para o STJ. A empresa sustentou que essa decisão abriria um novo precedente no Tribunal, “ao sacramentar não ser necessária a juntada da cópia da procuração outorgada ao único advogado subscritor das contrarrazões de recurso especial e do próprio agravo de instrumento”.
Ao analisar o mérito da questão, o relator à época negou o pedido da Interbank Investimentos. Três ministros da Quarta Turma do STJ acompanharam esse voto, mas o ministro Luis Felipe Salomão pediu vista dos autos e, antes que ele apresentasse seu voto, a Interbank interpôs um incidente de uniformização de jurisprudência. Dessa vez, a Interbank argumentou que “os votos evidenciam a inclinação da turma em decidir contrariamente à jurisprudência consolidada, isto é, acolhendo a tese de que a cópia da procuração outorgada ao subscritor das contrarrazões do recurso especial não constitui peça obrigatória”.
O incidente de uniformização de jurisprudência é um instituto estabelecido pelo Código de Processo Civil (CPC) e tem o objetivo de prevenir a adoção ou a continuação de uma tese jurídica diversa da acolhida por outro órgão julgador do próprio tribunal. No entanto, a uniformização de jurisprudência não é recurso. De acordo com o CPC, esse instituto deve ser arguido antes de concluído o julgamento.
Ao julgar o incidente de uniformização de jurisprudência, o relator, desembargador convocado Honildo de Mello Castro, não deu razão às alegações da Interbank. Segundo ele, o STJ tem concluído que “o incidente de uniformização de jurisprudência é de iniciativa dos órgãos do Tribunal e não da parte”. Além disso, o relator destacou precedentes do Tribunal no sentido de que o CPC não vincula o colegiado perante o qual foi levantado o incidente de uniformização.
Ao negar o pedido da Interbank, Honildo de Mello Castro também considerou que o julgamento tinha pendente apenas um voto-vista, “portanto e, em tese, já consumado o seu resultado, ausentes, assim, a natureza de caráter preventivo do incidente, a conveniência e a oportunidade quanto à sua interposição”. Ele corroborou o entendimento de que o incidente de uniformização de jurisprudência é de iniciativa dos órgãos do Tribunal, não da parte. A Quarta Turma acompanhou o voto do relator.

DIREITO: Contratos bancários sem previsão de juros podem ser revistos pela taxa média de mercado

Nos contratos de mútuo (empréstimo de dinheiro) em que a disponibilização do capital é imediata, o montante dos juros remuneratórios praticados deve ser consignado no respectivo instrumento. Ausente a fixação da taxa no contrato, o juiz deve limitar os juros à média de mercado nas operações da espécie, divulgada pelo Banco Central, salvo se a taxa cobrada for mais vantajosa para o cliente. O entendimento foi pacificado pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento de dois recursos especiais impetrados pelo Unibanco. Os processos foram apreciados em sede de recurso repetitivo.
Em ambos os casos, o Unibanco recorreu de decisões desfavoráveis proferidas pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As ações envolviam revisão de contratos bancários. Nos dois episódios, os autores – uma construtora e uma empresa de transportes – contestaram a legalidade de o banco alterar unilateralmente o contrato, definindo a taxa de juros não prevista anteriormente. Na ausência do índice, o Unibanco estipulou, por conta própria, a cobrança pela taxa média de mercado. Para as empresas, houve abuso da instituição financeira, já que esta teria de se sujeitar ao limite de 12% ao ano para juros remuneratórios. Os pedidos foram julgados procedentes na Justiça estadual.
No STJ, os processos foram relatados pela ministra Nancy Andrighi, que analisou a questão nos termos do art. 543-C do Código de Processo Civil. No seu entender, contratos bancários que preveem a incidência de juros, mas não especificam seu montante, têm de ter essa cláusula anulada, já que deixam ao arbítrio da instituição financeira definir esse índice. Nos casos, porém, em que o contrato é omisso quanto a essa questão, é preciso interpretar o negócio considerando-se a intenção das partes ao firmá-lo.
E, nesse aspecto, a incidência de juros pode ser presumida, mesmo não prevista em contrato. Isso porque, de acordo com Nancy Andrighi, o mutuário recebe o empréstimo sob o compromisso de restituí-lo com uma remuneração, que são os juros, e não restituir o dinheiro sem qualquer espécie de compensação. “As partes que queiram contratar gratuitamente mútuo com fins econômicos só poderão fazê-lo se, por cláusula expressa, excluírem a incidência de juros”, afirmou a ministra em seu voto.
Para Nancy Andrighi, a taxa média de mercado é adequada porque é medida por diversas instituições financeiras, representando, portanto, o ponto de equilíbrio nas forças do mercado. Segundo a ministra, a adoção da referida taxa ganhou força quando o Banco Central passou a divulgá-la, em 1999 – e seu uso, nos processos sob análise, é a “solução que recomenda a boa-fé”. A jurisprudência do STJ tem utilizado a taxa média de mercado na solução de conflitos envolvendo contratos bancários. Paralelamente, o Tribunal tem reiterado o entendimento de que a estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade.
Além de estabelecer que, ausente a fixação da taxa no contrato, cabe ao juiz limitar os juros à média de mercado (a menos que a taxa indicada pela instituição financeira seja mais vantajosa para o cliente), a Segunda Seção do STJ assinalou que, em qualquer hipótese, é possível a correção para a taxa média se houver abuso nos juros remuneratórios praticados. Por ter sido pronunciada em julgamento de recurso repetitivo, a decisão deve ser aplicada a todos os processos com o mesmo tema.

DIREITO: Ladrão de galinha é absolvido pelo STJ

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aplicou o princípio da insignificância para absolver um homem que foi condenado pela Justiça mineira pelo furto de uma galinha caipira avaliada em R$ 10. O ladrão de galinha foi condenado a um ano de detenção e pagamento de 10 dias-multa.
Segundo os autos, em fevereiro de 2006 o acusado invadiu o quintal do vizinho e “evadiu com as penosas debaixo do braço”. Alertada por um telefonema anônimo, a Polícia Militar foi até o local e prendeu o denunciado em flagrante delito, ainda de posse de uma galinha.
No pedido de habeas corpus ajuizado no STJ, a Defensoria Pública requereu a suspensão do mandado de prisão e a absolvição do paciente. Alegou atipicidade material da conduta, valor ínfimo do bem subtraído e irrelevância do fato perante o Direito Penal.
Em seu voto, o relator do processo, ministro Jorge Mussi, reiterou que o princípio da insignificância não pode ser aplicado indiscriminadamente como elemento gerador de impunidade em crime contra o patrimônio, mas ressaltou que, no caso em questão, a lesão produzida mostra-se penalmente irrelevante.
Para o relator, não há como reconhecer presente a tipicidade material, já que o animal furtado foi infimamente avaliado e não se tem notícia de que a vítima tenha sofrido prejuízo com a conduta do acusado ou com a consequência dela.
“No caso, a deflagração de ação penal mostra-se carente de justa causa, pois o resultado jurídico, ou seja, a lesão produzida, é absolutamente irrelevante”. Assim, por unanimidade, a Turma acolheu o pedido de habeas corpus e absolveu o paciente, com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

POLÍTICA: Senado aprova por unanimidade Ficha Limpa, que segue para sanção de Lula

Do UOL Notícias, * Em São Paulo

O Senado aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (19) o projeto Ficha Limpa, que impede o registro de candidaturas de políticos com condenação por crimes graves após decisão colegiada da Justiça (mais de um juiz). A nova lei permite ainda o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado, e o recurso a outro órgão colegiado de instância superior para que se obtenha uma "autorização" para registrar a candidatura.
Pela legislação atual, o candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recurso. Uma
emenda apresentada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), entretanto, estabeleceu que a proibição só valerá para sentenças proferidas após a promulgação da lei.
O Senado interpretou que a emenda muda apenas a redação do artigo, e não o mérito. Com isso, o projeto não precisa voltar à Câmara segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Não há consenso, no entanto, para a aplicação da lei na eleição de outubro. Para alguns, caso o projeto seja sancionado por Lula antes das convenções que definem os candidatos, as regras podem ser aplicadas; outros parlamentares dizem que a proposta teria de ter sido aprovada em 2009 para poder valer neste ano. Essa questão deve ser decidida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, já entrou com um questionamento no tribunal sobre a validade da lei, mas o TSE ainda não se pronunciou.
O Ficha Limpa é um projeto de iniciativa popular: recebeu 1,6 milhão de assinaturas e foi apresentado ao Congresso em setembro do ano passado.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) estimou que cerca de 25% dos futuros candidatos devem ser barrados com a nova lei. “Eu acredito que o número vai ser muito grande, pelo menos 1 em cada 4, porque tem muita gente acostumada a praticar irregularidades e o leque de crimes que passam a provocar inelegibilidade se amplia muito”, disse o democrata.
Para o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o texto "ainda precisará ser aperfeiçoado no futuro, porque ainda é muito genérico, pode cometer injustiças e não pegar quem tem que pegar. Mas é um avanço, sem dúvida”.
O secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, que dirige uma das instituições que promoveram o projeto, afirma que a nova lei vai inibir os criminosos. “Ao recorrer, o recurso ganhará prioridade para ser julgado. Então, se o candidato tiver culpa no cartório, ele vai preferir cumprir os trâmites normais da justiça e abrir mão da eleição, porque se recorrer ele pode ser preso.” Ainda segundo ele, a expectativa é que a nova lei abra precedentes para que a ética no trato com as coisas públicas se amplie.Mais cedo, o presidente da República em exercício, José Alencar, defendeu a aprovação do projeto. “Tenho pedido para que votem [o Ficha Limpa], o Brasil precisa disso. Aliás, a impunidade não pode continuar no país, é preciso que haja rigor em todas as investigações e também no cumprimento da lei”, disse Alencar.
Cientista político contesta
Para o cientista político e sócio da CAC Consultoria Política, José Luciano Dias, ainda existe a possibilidade de que o STF (Supremo Tribunal Federal) conteste a validade legal do projeto. Dias afirma que a iniciativa é importante, mas viola o direito individual da defesa. “Eu acho que, no formato que veio da Câmara, ele vai ser objeto de uma contestação judicial por aquelas pessoas que, eventualmente, sejam prejudicadas.”
Além disso, Dias acredita que seja pouco provável que o projeto entre em vigor este ano, uma vez que ele contraria o artigo 16 da Constituição Federal. O texto diz que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.
* Com informações de Camila Campanerut, do UOL Notícias em Brasília, da Agência Brasil e da Folha Online

SEGURANÇA: Delegada é vítima de arrastão em Amaralina

Do BAHIA NOTÍCIAS

A delegada plantonista da 6ª Delegacia de Brotas, Eleneci de Souza, foi vítima nesta quarta-feira (19) da ação de criminosos. Ela foi tirada à força do carro, durante um arrastão, e agredida a socos e coronhadas por seis bandidos, quando caminhava pela Rua Visconde Itaboray, em Amaralina, na orla de Salvador. De acordo com informações do programa Se Liga Bocão, a mulher foi internada no Hospital Geral do Estado (HGE) e apenas um envolvido no crime, um jovem de 14 anos, foi apreendido. Ele foi encaminhado à Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), no Rio Vermelho. O incidente ocorre em meio à paralisação da própria Polícia Civil.

POLÍTICA: Dilma: Fim do CMPF foi uma armadilha


Do POLÍTICA HOJE

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a analisar nesta terça-feira (18) os efeitos do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) na saúde pública do país e acusou a oposição de ter tirado, “de um dia para o outro”, R$ 40 bilhões da área da saúde.
“Nós, brasileiros, fomos colocados numa verdadeira arapuca, numa armadilha, porque a oposição tirou R$ 40 bilhões da área da saúde sem nenhum processo de transição, de um dia para o outro. E, hoje, nós temos de fazer face a vários reclamos justos da população”, afirmou Dilma, pouco antes de participar de um encontro com cerca de 1,1 mil prefeitos de partidos da base aliada do governo em Brasília. As informações são do G1.

MUNDO: Lula adverte para retrocesso caso ONU não negocie acordo com Irã

Do UOL
Em Madri (Espanha)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu nesta quarta-feira (19) para um retrocesso na questão nuclear iraniana se o Conselho de Segurança da ONU não tiver disposição para negociar a respeito depois do acordo tripartite de domingo sobre o enriquecimento de urânio.
Acordo com Irã depende do Conselho de Segurança da ONU, afirma Lula
Para Amorim, acordo não pode ser ignorado
Brasil critica postura dos Estados Unidos
Mais vídeos sobre a questão nuclear no Irã
"Agora depende do Conselho de Segurança da ONU sentar com disposição de negociar, porque se eles se sentarem sem querer negociar, tudo vai voltar atrás", afirmou Lula durante uma conferência sobre a economia brasileira em Madri.
O presidente fez estas declarações um dia depois que uma resolução, promovida pelos Estados Unidos, foi submetida ao Conselho de Segurança com a previsão de reforço às sanções contra o Irã, apesar do plano turco-brasileiro apresentado na segunda-feira para permitir o enriquecimento de urânio iraniano no exterior.O Brasil anunciou que não participará no debate sobre essas sanções porque existe uma nova situação, segundo a representante do Brasil ante a ONU, María Luiza Ribeiro Viotti.Lula manifestou, além disso, que o Brasil e a Turquia, no acordo ao qual chegaram com o Irã, fizeram exatamente o que os Estados Unidos queriam fazer há cinco ou seis meses."Qual era o grande problema do Irã? Que ninguém podia sentar para negociar. O que queríamos era convencer o Irã de que deve assumir o compromisso com a Agência (Internacional de Energia Atômica, AIEA) e deveria negociar, deveria depositar seu urânio na Turquia: isso é o que foi acertado", explicou.Na terça-feira, o chanceler brasileiro Celso Amorim declarou que o acordo tripartite "cria uma oportunidade para uma solução negociada e pacífica" para a questão iraniana.O acordo assinado na segunda-feira em Teerã foi recebido com frieza por parte da comunidade internacional, que acredita que o Irã quer utilizar a energia nuclear para conseguir armas atômicas e nã para fns civis, como asseguram suas autoridades.
Proeminência internacional do Brasil não depende mais de Lula, dizem analistas
Veja os dez pontos do acordo nuclear assinado por Irã, Brasil e Turquia
Por outro lado, Lula voltou a defender a reforma da ONU e alertou que "se a ONU continuar assim, vamos ter um sério problema", por isso defendeu "uma ONU fortalecida nos próximos 10 ou 15 anos"."As Nações Unidas representam o mundo político de 1945, mas não o mundo político de 2010: tem que mudar, precisa levar em conta a existência de (...) outros continentes, há mais de 17 anos que estamos lutando por isso". Neste contexto, "o Brasil quer ser um ator global porque não concordamos com a atual governança mundial", argumentou."São necessários mais atores, mais negociações e mais disposição para dialogar", acrescentou.O presidente Lula conclui nesta quarta-feira uma visita a Madri, onde participou na VI Cúpula entre a União Europeia (UE), a América Latina e o Caribe na terça-feira e na cúpula UE-Mercosul na segunda-feira, na qual as duas partes anunciaram que continuarão a negociacão de um acordo de liberalização do comércio.

França se esquiva de pedido do Brasil
A França não pode decidir sozinha sobre uma alteração do grupo 5+1, que tem mandato do Conselho de Segurança da ONU para negociar o programa nuclear iraniano, informou o ministério das Relações Exteriores do país, após o pedido do Brasil de ser incluído no grupo.
"Não corresponde a nós modificar a composição deste grupo, que recebeu um mandato da comunidade internacional", afirmou o porta-voz da chancelaria francesa, Bernard Valero, ao ser questionado sobre o pedido feito na terça-feira pelo Brasil."As sucessivas resoluções do Conselho de Segurança sobre o Irã destacaram e reafirmaram o papel do grupo 3+3 (mais conhecido como 5+1) e do Alto Representante (europeu) na busca por uma solução negociada com o Irã sobre o programa nuclear", disse Valero.
Irã diz que sanções não têm chances de passar
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou nesta quarta-feira que "não tem chances de passar" o esboço de resolução com novas sanções acertado no Conselho de Segurança da ONU pelas potências.
Leia mais
Sanções deixarão potências 'desacreditadas', diz chefe da agência nuclear iraniana
Conselho de Segurança da ONU não pode ignorar acordo do Irã, diz chanceler brasileiro
EUA fecham acordo sobre novas penas da ONU contra o Irã
Para vice-presidente iraniano potências perdem credibilidade com sanções
Esboço de resolução da ONU contra Irã foca em bancos e armas
Veja os dez pontos do acordo nuclear assinado por Irã, Brasil e Turquia
"Não há chance para uma nova resolução", disse Mottaki a jornalistas ao ser perguntado sobre o esboço com a nova resolução, que recebeu a aprovação dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. "Não vamos levar isso à sério", afirmou sobre o esboço da resolução.
Mottaki estava na capital do Tadjiquistão para participar de uma reunião de chanceleres da Organização da Conferência Islâmica.
Também hoje, o vice-presidente iraniano, Ali Akbar Salehi, disse que as grandes potências perdem credibilidade ao persistir com a ideia de novas sanções contra o Irã, apesar da oferta de Teerã de trocar combustível nuclear na Turquia, apoiada pelo Brasil.
"A questão das sanções ficou para trás", declarou Salehi, que também é presidente da Organização de Energia Atômica Iraniana.
O projeto de resolução contra o Irã apresentado na terça-feira na ONU "representa a última tentativa dos ocidentais", completou."Pela primeira vez sentem que os países emergentes podem defender seus direitos no cenário internacional sem a necessidade de recorrer às grandes potências, e é algo difícil de aceitar para eles", acrescentou Salehi.
O Irã negociou a proposta com Brasil e Turquia apenas. "Temos que ter paciência porque perdem credibilidade diante da opinião pública", completou.
*Com as agências internacionais

DIREITO: Justiça de Goiás suspende direitos políticos de Delúbio Soares

Do POLÍTICA HOJE

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou a suspensão dos direitos políticos por oito anos e a perda da função pública do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Delúbio ainda foi condenado a pagar R$ 164,6 mil aos cofres do Estado de Goiás. O valor é relativo ao salário recebido pelo ex-petista nos períodos em que constava como professor do Estado, mas morava em São Paulo, entre 1994 e 1998 e entre 2001 e 2005.
A sentença é de autoria do desembargador João Waldeck Félix de Souza. Apesar de ter sido determinada no dia 4 de maio, a decisão só foi publicada na terça-feira. Segundo o TJ-GO, Delúbio foi condenado por ato de improbidade administrativa e está proibido de celebrar contratos com o Estado. A defesa do ex-tesoureiro ainda pode recorrer da decisão.
As informações são do Portal Terra.

ECONOMIA: Cresce número de famílias endividadas e inadimplentes no pais

Da FOLHA on line
TATIANA RESENDE, da Reportagem Local
Com o aumento do consumo impulsionado pelo crédito, mais brasileiros ficaram endividados e inadimplentes neste mês, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela CNC (Confederação Nacional do Comércio).
O percentual de famílias que declararam possuir dívidas subiu de 58,0% em abril para 58,7% em maio e daquelas com débito em atraso passou de 24,4% para 25,1%. Os dados da pesquisa, feita com 17.800 consumidores desde janeiro deste ano, são coletados em todas as capitais do país e no Distrito Federal.
Expectativas para os próximos meses pioram no Brasil e na China, diz FGV
Inflação do aluguel registra alta de 0,95% na 2ª prévia de maio
Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC e ex-diretor do Banco Central, destaca que "o consumidor está mais seletivo". Prova disso é que o percentual de famílias endividadas que apontam o cheque especial, que tem juros altos, como uma das formas de financiamento caiu de 9,5% para 8,8%, enquanto aquelas que indicam o consignado subiram de 3,5% para 4,6%.
"Eles estão ficando mais conscientes de que é preciso procurar crédito com custo mais barato", afirma. No entanto, a fatia relativa ao cartão de crédito, que também tem taxas elevadas, foi ampliada, de 69,8% para 71,2%.
Outro dado positivo apontado por Freitas é a queda no número de famílias que consideram que não terão condições de honrar as dívidas, que passou de 9,0% para 8,5%, mostrando a confiança no cenário econômico nos próximos meses, com crescimento do PIB, aumento no número de empregos formais e elevação da renda.
Consumo
De acordo com outra pesquisa da CNC também divulgada nesta quarta-feira, o acesso ao crédito foi um dos destaques na elevação do indicador de intenção de consumo, que teve expansão de 2,0% em maio ante abril.
Todos os sete componentes do levantamento registraram crescimento, entre eles as compras a prazo. A participação das famílias que perceberam maior facilidade na tomada de empréstimos cresceu 3,6 pontos percentuais nesse período, atingindo 62,1% dos entrevistados.
De acordo com a CNC, 19,1% das famílias endividadas neste mês têm um comprometimento superior a 50% da renda mensal, número próximo ao registrado em abril (19,6%). Freitas ressalta que esse percentual deveria ficar em, no máximo, 30%. "Passando disso, há maior probabilidade de o consumidor ficar inadimplente."
O economista reitera o momento "excelente" pelo qual passa a economia, mas chama a atenção para a esperada desaceleração no crescimento, que pode causar problemas aos mais endividados.

COMENTÁRIO: Bahia - Cresce o número de indecisos

Do blog de Paixão Barbosa, em A TARDE:
O que mais me chamou a atenção no resultado da pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi sobre a sucessão baiana [divulgada ontem], que apontou Jaques Wagner (PT) com 41%, Paulo Souto com 32% e Geddel Vieira Lima com 9%, foi o crescimento substancial dos eleitores que se declararam indecisos (não sabem quem votar).
Vejamos: os três principais candidatos mantiveram-se estáveis em relação à última pesquisa (feita em janeiro), uma vez que as oscilações se deram dentro da margem de erro da consulta, que foi de 3% – Wagner caiu 3% (de 44 para 41), Paulo Souto subiu 3% (de 29 para 32) e Geddel subiu 1% (de 8 para 9).
Mas a coluna de indecisos passou de 6% para 13%, sendo o único indicador que oscilou acima da margem de erro (brancos e nulos caiu de 6% para 4%), enquanto as candidaturas do PV e do PSOL mantiveram com 1% e 0%. Não é de estranhar que, após cinco meses, a quantidade de pessoas que não sabem em quem votar tenha crescido, quando o natural é que a indecisão vá caindo à medida que os candidatos e suas propostas se tornem mais conhecidos?
Ou será isto um reflexo justamente deste maior conhecimento, que levou parte do eleitorado a pisar no freio e refluir de posições anteriores enquanto aguarda que as coisas se aclarem mais? Sem dúvida que, como pesquisa é justamente para orientar os passos das campanhas, aí está um bom prato sobre o qual marqueteiros e analistas vão se debruçar em busca de explicações.
No mais, em relação às três principais candidaturas, o quadro da pesquisa mostra que ainda há muita água para passar sob esta ponte eleitoral, embora o governador Jaques Wagner mantenha nitidamente o seu favoritismo, ainda que (neste momento) nada indique uma vitória já no primeiro turno. Mais uma vez nós deveremos ter uma eleição que deverá se decidir sob a influência do horário eleitoral gratuito e dos momentos finais da campanha.

POLÍTICA: Campanha de Dilma censura vídeo dos prefeitos

Do blog do NOBLAT

O vídeo em que seriam mostradas as dificuldades que os prefeitos têm para conseguir verba do governo federal foi censurado a pedido da equipe da pré-candidata, Dilma Rousseff (PT).
Foi o que confirmou ao blog o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Roberto Ziulkoski, mediador do debate realizado hoje (19) entre os pré-candidatos à sucessão de Lula, José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Dilma.
A Confederação produziu o vídeo, um desenho animado.
O evento aconteceu em Brasília por ocasião da XIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
“A representante da candidata Dilma considerou que o conteúdo do vídeo beneficiava os candidatos da oposição. Os representantes do PSDB decidiram pela exibição do vídeo. Ai ficou para a Marina decidir. Ela preferiu se isentar. Por isso, em assembléia realizada antes do debate, decidimos não passar o vídeo”, explicou Ziulkoski.
Segundo ele, a participação de Dilma no debate não foi condicionada à divulgação ou não das imagens.
“A discussão estava complicada, mas não chegou a esse ponto”, assegurou.
“Essa nossa mensagem de pires na mão não se refere apenas ao momento atual, porque ela ocorre desde a Constituição de 1988”, ressaltou Ziulkoski.
Na parte final do vídeo são postas sobre um fundo preto com letras em amarelo as últimas operações da Polícia Federal que desmontaram esquema de fraudes na aplicação e execução das emendas parlamentares.
Segundo a CNM, o objetivo do vídeo era mostrar que alternativa para o fim das irregularidades é a criação de um fundo. Dessa forma, os recursos seriam transferido diretamente para o município, sem a necessidade de negociação com os congressistas.

POLÍTICA: Partidos governistas acertaram debandada

Do blog do CLÁUDIO HUMBERTO

Pelo menos três partidos da chamada “base aliada” – PP, PR e PTB – marcaram data para pular fora da base governista: 3 de julho. É a data-limite para as “transferências voluntárias” de recursos dos convênios da União com municípios. Depois disso, nem a vontade do presidente terá força para liberar dinheiro dos cofres federais. Na prática, também o impede de eventuais retaliações contra políticos e partidos “traidores”.

HUMOR

Do blog do CLÁUDIO HUMBERTO
Sponholz

DIREITO: TJ-BA define lista tríplice para o Quinto Constitucional ao cargo de desembargador

Do BAHIA NOTÍCIAS
Coluna Justiça
Rafael Albuquerque

Foi definida, na manhã desta quarta-feira (19), a lista tríplice para o Quinto Constitucional do TJ-BA ao cargo de desembargador. O TJ-BA reduziu a lista sêxtupla composta pelos advogados Antônio César Pereira Joau e Silva, Cláudio Cairo Gonçalves, Custódio Lacerda Brito, Luiz Augusto Coutinho, Roberto Lima Figueiredo e Nilson Soares Castelo Branco em uma lista tríplice, a ser encaminhada ao Governador Jaques Wagner, que deve definir quem será o próximo Desembargador pelo Quinto Constitucional.
Os advogados Custódio Lacerda Brito, Antônio César Pereira Joau e Silva e Nilson Soares Castelo Branco, foram os escolhidos pelo TJ-BA, este último sendo o mais votado. Agora a lista segue para o governador Jaques Wagner, que deve optar pelo mais votado caso não atue da mesma forma como no caso da presidência do TJ-BA, quando, ao contrário do que era esperado, não escolheu a candidata mais votada e tida como favorita, a desembargadora Lícia Laranjeira.

DIREITO: TJ-BA define lista tríplice para o Quinto Constitucional ao cargo de desembargador

Rafael Albuquerque
19/05/2010
Foi definida, na manhã desta quarta-feira (19), a lista tríplice para o Quinto Constitucional do TJ-BA ao cargo de desembargador. O TJ-BA reduziu a lista sêxtupla composta pelos advogados Antônio César Pereira Joau e Silva, Cláudio Cairo Gonçalves, Custódio Lacerda Brito, Luiz Augusto Coutinho, Roberto Lima Figueiredo e Nilson Soares Castelo Branco em uma lista tríplice, a ser encaminhada ao Governador Jaques Wagner, que deve definir quem será o próximo Desembargador pelo Quinto Constitucional.
Os advogados Custódio Lacerda Brito, Antônio César Pereira Joau e Silva e Nilson Soares Castelo Branco, foram os escolhidos pelo TJ-BA, este último sendo o mais votado. Agora a lista segue para o governador Jaques Wagner, que deve optar pelo mais votado caso não atue da mesma forma como no caso da presidência do TJ-BA, quando, ao contrário do que era esperado, não escolheu a candidata mais votada e tida como favorita, a desembargadora Lícia Laranjeira.

DIREITO: TJ-BA define lista tríplice para o Quinto Constitucional ao cargo de desembargador

Rafael Albuquerque
19/05/2010
Foi definida, na manhã desta quarta-feira (19), a lista tríplice para o Quinto Constitucional do TJ-BA ao cargo de desembargador. O TJ-BA reduziu a lista sêxtupla composta pelos advogados Antônio César Pereira Joau e Silva, Cláudio Cairo Gonçalves, Custódio Lacerda Brito, Luiz Augusto Coutinho, Roberto Lima Figueiredo e Nilson Soares Castelo Branco em uma lista tríplice, a ser encaminhada ao Governador Jaques Wagner, que deve definir quem será o próximo Desembargador pelo Quinto Constitucional.
Os advogados Custódio Lacerda Brito, Antônio César Pereira Joau e Silva e Nilson Soares Castelo Branco, foram os escolhidos pelo TJ-BA, este último sendo o mais votado. Agora a lista segue para o governador Jaques Wagner, que deve optar pelo mais votado caso não atue da mesma forma como no caso da presidência do TJ-BA, quando, ao contrário do que era esperado, não escolheu a candidata mais votada e tida como favorita, a desembargadora Lícia Laranjeira.

DIREITO: OAB divulga resolução sobre procedimentos para aplicação do Exame de Ordem

Do MIGALHAS

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, divulgou ontem, 17/5, a Resolução 11/2010 da diretoria do Conselho Federal da OAB, que estabelece procedimentos para a aplicação do Exame de Ordem.
A resolução foi baixada após consulta ao Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB no último dia 7, deste mês.
Confira abaixo a íntegra da Resolução.
_______________
RESOLUÇÃO n. 11/2010
Estabelece procedimentos para a aplicação do Exame de Ordem.
A DIRETORIA DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, consultado o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB, no uso das suas atribuições legais e regulamentares,
RESOLVE
Art. 1º Compete exclusivamente à Banca Revisora, constituída pelo Presidente do Conselho Federal, promover o estabelecimento de parâmetros para o julgamento dos recursos interpostos contra o resultado das provas objetiva ou prático-profissional, nos termos do art. 16 do Provimento n. 136/2009.
§ 1º Não terá valor jurídico a decisão de Comissão de Estágio e Exame de Ordem de Seccional que aprove ou reprove, em sede recursal, qualquer candidato.
§ 2º Nas hipóteses em que as Comissões de Estágio e Exame de Ordem das Seccionais constatarem discrepância na planilha de correção, poderão enviar, fundamentadamente, à Comissão Nacional de Exame de Ordem, cada um dos casos existentes, para que diligencie no sentido de promover a padronização de procedimentos.
§ 3º Compete aos Presidentes de Seccionais vedar a expedição e entrega do certificado de aprovação no Exame de Ordem aos candidatos que foram aprovados mediante julgamento de recursos exclusivo pelas Comissões de Estágio e Exame de Ordem e em desacordo com a presente Resolução.
Art. 2º É vedada a participação de candidato na 2ª fase do Exame de Ordem sem prévia aprovação na 1ª fase do respectivo certame.
Art. 3º Nas hipóteses de descumprimento das disposições constantes da presente Resolução, compete aos Presidentes de Seccionais, ex officio, encaminhar os casos à Banca Revisora ou à Comissão Nacional de Exame de Ordem, conforme o caso, para análise e adoção das providências cabíveis.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 7 de maio de 2010.
Ophir Cavalcante Junior
Presidente

GERAL: PF - Operação ASAFE

Do MIGALHAS
A PF deflagrou esta manhã, no MT, a operação Asafe. Há mandados para prender 9 pessoas e realizar 30 buscas, algumas delas em escritórios de advocacia. Entre os procurados, estão advogados e ex-juízes. As prisões foram determinadas pelo STJ. Segundo informes, a investigação é de que existe um suposto negócio de venda de sentenças.

FRASE DO (PARA O) DIA


"Soy esclavo de la Ley, pero de una Ley no sólo local."
Juiz espanhol Baltasar Garzón (2010)

DIREITO: PSDB questiona TSE sobre validade de Ficha Limpa para este ano

Do POLÍTICA LIVRE

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), encaminhou nesta terça-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consulta para que o colegiado avalie se é possível que a exigência de ficha judicial limpa para postulantes a cargos públicos possa entrar em vigor já nas eleições de outubro. Estão em andamento negociações para se tentar um acordo entre lideranças no Senado para garantir a possibilidade de o texto sobre a exigência de boa vida pregressa de candidatos ser votado em Plenário entre hoje e esta quarta. O texto sobre Ficha Limpa a ser apreciado pelos senadores prevê, entre outros pontos, a possibilidade de o candidato poder apresentar recurso, com efeito suspensivo, contra uma decisão de segunda instância que o tenha condenado por algum crime que acarrete em inelegibilidade. Essa alternativa ocorreria apenas “em casos em que existam evidências insofismáveis de que os recursos possam vir a ser providos”. Ao questionar o TSE, Virgílio argumenta que “os partidos políticos deverão ter segurança jurídica de saber se uma norma eleitoral, que impõe a sanção de inelegibilidade aos possíveis candidatos, terá a aplicabilidade para a presente eleição”. (Terra)
Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |