segunda-feira, 15 de junho de 2015

ECONOMIA: Dólar opera em queda, perto de R$ 3,11; Bovespa chega a cair 1%

UOL

O dólar comercial operava em queda nesta segunda-feira (15). Por volta das 13h30, a moeda norte-americana caía 0,36%, a R$ 3,107 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuava 0,6%, a 53.025,43 pontos. Investidores acompanham com preocupação a negociação da Grécia por acordo com credores. Eles avaliam que as chances de que o país dê calote e saia do zona do euro aumentam a cada dia. (Com Reuters)

DIREITO: Delação premiada não pode ser tratada como prova única, diz Fachin

FOLHA.COM
MÁRCIO FALCÃO, DE BRASÍLIA

Na véspera de sua posse como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin afirmou nesta segunda-feira (15) que o instrumento da delação premiada é um indício do que deve ser investigado, mas não pode ser tratado como prova única.
A delação premiada é um acordo que um acusado faz para revelar o que sabe em troca de redução da pena e outros benefícios.
A principal investigação criminal no país, que apura o esquema de corrupção na Petrobras, tem mais de dez delações na Justiça do Paraná e quatro no STF, que investiga os políticos suspeitos de ligação com desvios de recursos da estatal e pagamento de propina.
"Eu entendo que ela [delação premiada] é um indício de prova, ou seja, ela corresponde a um indício que colabora para a formação probatória. Portanto, ela precisa ser seculada por outra prova idônea pertinente e contundente, que são as características que num processo a gente tipifica como uma prova para permitir o julgamento e apenhamento de quem tenha cometido alguma infração criminal", disse o futuro ministro do Supremo em conversa com jornalistas.
Fachin tomará posse como novo ministro do STF nesta terça (16). A cerimônia está prevista para começar às 16 horas.
O evento ocorrerá no plenário da corte, onde o magistrado assinará o termo de posse. Em seguida, o ele irá receber cumprimentos no Salão Branco do Supremo.
O nome de Fachin foi aprovado pelo plenário do Senado por 57 votos a 22, em maio. Ele ocupará a cadeira deixada por Joaquim Barbosa, que se aposentou no final de julho do ano passado.
Editoria de Arte/Folhapress

INFRA-ESTRUTURA: Burocracia emperra projetos de saneamento básico no país

OGLOBO.COM.BR
POR GABRIELA VALENTE

Com trâmite complicado, análise de financiamento chega a demorar dois anos

BRASÍLIA - Saneamento básico é direito garantido pela Constituição, mas metade dos brasileiros não tem esgoto coletado, muito menos tratado. Para universalizar o serviço, seriam necessários R$ 274 bilhões, porém, na visão de especialistas, dinheiro não é o principal problema, pois há fontes de financiamento. O motivo de as famílias conviverem com esgoto a céu aberto e falta de água seria uma combinação de incapacidade para estruturar projetos e burocracia. Um estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), repassado ao GLOBO, mostra que o trâmite da papelada dentro do serviço público aumenta o tempo de análise de projetos em quase 70%. Um processo que poderia ser concluído em 13 meses leva 22 meses para ser aprovado. São quase dois anos em que as cidades mudam, as favelas crescem e os projetos ficam obsoletos, diz o estudo.
À espera do governo: Na Sol Nascente, segunda maior favela do país, esgoto e lixo a céu aberto, enquanto verba não é liberada - O Globo / André Coelho

No modelo atual, o projeto tem de ser avaliado três vezes: pelo Ministério das Cidades, pelo Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pela Caixa Econômica Federal. Na visão da CNI, o governo poderia eliminar processos redundantes na liberação de financiamento federal para agilizar as obras.
VAQUINHA PARA INSTALAR LUZ E ÁGUA
A cerca de 30 quilômetros da Esplanada dos Ministérios — onde os técnicos do governo decidem quais projetos serão financiados — dona Margarida da Silva sabe muito bem como o tempo desperdiçado com a burocracia pode mudar a vida das famílias. Líder comunitária do Sol Nascente, segunda maior favela do país, sonha com o fim do esgoto há mais de dez anos.
Cansados de esperar pelo poder público, os moradores fizeram uma vaquinha e contrataram uma empresa para instalar luz e água num dos setores da favela. Instalaram até postes de iluminação pública. Dona Margarida diz que o grupo comprou hidrômetros, foi à companhia de água e cada um assinou um termo de doação do aparelho. E que, assim, a empresa não teve como não regularizar o fornecimento de água. Um alívio para as mães que veem as crianças muito menos doentes e sem as antigas manchas na pele.
— A gente roubava água mesmo. Nos organizamos e começamos a fazer as gambiarras. Político aparece aqui em época de campanha, mas a gente não quer cesta básica. Queremos dignidade — disse Margarida.
Desabafo: Sem acesso a serviços, Margarida da Silva admite que roubava água e pede dignidade - ANDRE COELHO / Agência O Globo

Já com saneamento não dá para fazer gato. Uns moradores até fizeram fossa, mas a maioria vê o esgoto correr ao lado de casa. Os filhos brincam no meio do lixo, já que apenas 25% das famílias têm rede de esgoto, segundo a Caesb, companhia de água de Brasília.
— Aqui na minha rua, o esgoto passa na porta de casa. Ratazana é o menor dos problemas. Já achamos até cobra — relata a dona de casa Daniela Virgínia.
Enquanto o tempo passa, as favelas só crescem. A coordenadora de Política Públicas da CNI, Ilana Ferreira, explica que a responsabilidade de fazer os projetos é dos municípios e que muitos não têm a menor capacidade. Os que conseguem esbarram na burocracia.
— Saneamento é feito em ambiente urbano, que é muito dinâmico. Esperar dois anos é muito. Quanto mais tempo demora, pior fica o projeto de engenharia — argumenta a responsável pelo estudo.
Ilana lembra que desde que o PAC foi lançado, em 2007, até 2013, os gastos com saneamento foram de apenas R$ 34 bilhões, e só um terço das obras ficou pronto. Para acelerar a execução, ela sugere que a avaliação da viabilidade de cada obra seja concentrada na Caixa, gestora dos recursos para obras de saneamento.
Além de conceder um direito à população, a liberação de investimentos pode movimentar a economia, que anda em retração. O levantamento da CNI mostra que para cada R$ 1 investido em saneamento, o Produto Interno Bruto (PIB) aumenta R$ 3,13 por causa dos efeitos diretos e indiretos em outros setores como a construção civil, serviços, comércio, intermediação financeira, seguros e até alimentos e bebidas.
GOVERNO DESCARTA SUGESTÃO DA CNI
O Ministério das Cidades informou que não teve acesso ao estudo, mas adiantou que não concorda com a proposta da CNI, pois não considera a mudança proposta adequada.
“Não há base legal, tampouco se considera adequado, do ponto de vista administrativo, que a Caixa, que é uma importante instituição financeira, passe a acumular funções de gestão da Política Nacional de Saneamento Básico, nem que o Ministério das Cidades passe a executar atribuições que são típicas do Ministério do Planejamento”, diz a nota.
Já o comitê gestor do PAC disse que consolida as ações, estabelece metas e acompanha os resultados. E que não faz a seleção dos projetos e nem análises técnicas.
A Caesb disse que desconhece a doação de hidrômetros e que é responsável pela compra dos aparelhos. E que só não colocará rede de esgoto em áreas de proteção ambiental invadidas pela comunidade.
Em algumas cidades do país, a saída para avançar no saneamento foi privatizar o serviço. Segundo o instituto Trata Brasil, sete das cem maiores cidades do país têm saneamento privado. É o caso de Limeira, Campo Grande, Niterói, Cuiabá e Joinville. Mauá e Blumenau têm um sistema misto: parte público e parte concessão. As experiências têm se mostrado bem-sucedidas, avalia o instituto. Entretanto, para o presidente do Trata Brasil, Edison Carlos, simplesmente privatizar toda a prestação dos serviços de saneamento básico não é a solução. O especialista defende uma saída combinada, com parcerias entre os setores público e privado:
— O déficit de saneamento é tão grande que nenhuma solução sozinha dá conta. O melhor é trabalhar junto.

PREVIDÊNCIA: Governo corre em busca de cálculo para aposentadoria

OGLOBO.COM.BR
POR GERALDA DOCA / SIMONE IGLESIAS

Dilma deve vetar mudança no fator previdenciário até quarta-feira
BRASÍLIA — O governo deve apresentar hoje às centrais sindicais uma proposta alternativa à mudança na aplicação do fator previdenciário aprovada pelo Congresso em maio. Técnicos dos ministérios da Previdência e do Planejamento passaram o fim de semana estudando fórmulas que foram debatidas ontem à noite, no Palácio do Planalto, pelos ministros Carlos Gabas (Previdência), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), e por Dyogo Oliveira, secretário-executivo do Planejamento. Fontes do governo afirmaram que a tendência é que a presidente Dilma Rousseff vete as alterações aprovadas pelos deputados e senadores e apresente um novo cálculo chamado de “sistema progressivo”.
Gabas e Rossetto têm reunião marcada com as centrais sindicais às 14h de hoje. Dilma deve tomar uma decisão sobre a nova fórmula para pagamento das aposentadorias até quarta-feira, quando vence o prazo para vetar ou sancionar o novo fator previdenciário.
Os parlamentares estabeleceram uma nova regra, chamada “85/95”, que previa a não aplicação do fator previdenciário — que reduz o valor das aposentadorias — quando a soma da idade com o tempo de contribuição atingisse 85 anos, no caso das mulheres, e 95 anos, no caso dos homens.
A principal ideia hoje do governo, para evitar um aumento do rombo da Previdência, é apresentar uma proposta que use como base a fórmula aprovada no Congresso, mas cujas exigências avancem ao longo de 30 anos, chegando no fim do período a uma regra em que a soma do tempo de contribuição com a idade para a não aplicação do fator seja de 100 anos (mulheres) e 105 anos (homens).
A preocupação central do governo é com a fragilização crescente da Previdência, devido ao aumento da longevidade da população. Segundo essa proposta, a fórmula 85/95 entraria em vigor agora, mas a cada dois anos a soma do tempo mínimo de contribuição e idade aumentaria em um ano para as mulheres. Para os homens, a cada três anos, a soma aumentaria um ano. Há a possibilidade de o governo negociar uma carência de cinco anos para o início do aumento das exigências. Segundo técnicos, isso levaria à vigência do cálculo “100/105” apenas em 2048.
ESTUDO SOBRE IDADE MÍNIMA
Na avaliação de auxiliares presidenciais, esse sistema seria mais fácil de transitar no Congresso e nas centrais sindicais e não precisaria ser aprovado por proposta de emenda constitucional (PEC), na qual o governo precisa de ao menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado — com votação em dois turnos. Fontes disseram ao GLOBO que as condições políticas não são favoráveis a uma PEC neste momento.
Há estudos também para a adoção de idade mínima, de 55 anos para as mulheres e 60 anos para os homens. Essa proposta, porém, é rejeitada historicamente pelas centrais sindicais. Elas argumentam que a medida prejudica quem começa a trabalhar mais cedo.
CUNHA IRONIZA VAIAS PETISTAS
Após ser vaiado no 5º Congresso do PT, em Salvador, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou sua conta no Twitter para fazer o contra-ataque. Em uma série de mensagens, o parlamentar disse que ser hostilizado por petistas significa estar no rumo correto.
“Quero agradecer as manifestações de hostilidade no congresso do PT. Isso é sinal de que estou no caminho certo. (...) E, realmente, ficaria preocupado se eles me aplaudissem porque seria sinal de que eu estou fazendo tudo errado”, completou.
O presidente da Câmara, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, publicada ontem, afirmou que, se o vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer, deixar a articulação política do Planalto, o PMDB romperá com o governo. E que seu partido não repetirá a aliança com o PT nas eleições de 2018. No Twitter, ele reforçou a ideia: “O PMDB está cansado de ser agredido pelo PT constantemente e é por isso que declarei ao Estadão que essa aliança não se repetirá”.
Procurados, petistas e peemedebistas minimizaram a crise, descartando a possibilidade de Temer deixar a articulação política do governo.

MUNDO: Comissário alemão diz que oferta de energia, pagamento de policiais, suplementos médicos e produtos farmacêuticos precisam ser garantidos no país

OGLOBO.COM.BR
POR REUTERS

ATENAS/BERLIM - O comissário da Alemanha na União Europeia (UE), Guenther Oettinger, afirmou nesta segunda-feira que é hora de se preparar para um “estado de emergência” após as negociações para resgatar a Grécia do calote e evitar a saída da zona do euro falharem no fim de semana.
O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, ignorou uma série de pedidos de líderes europeus para agir rápido e culpou os credores pela ruptura das negociações de ajuda em troca de austeridade, o maior revés nas conversas para garantir mais ajuda para a Grécia.
Atenas tem agora apenas duas semanas para encontrar uma maneira de sair do impasse antes de enfrentar pagamento de 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), potencialmente deixando o país sem dinheiro, incapaz de tomar empréstimo e ser expulsa da zona do euro.
Embora haja poucos sinais de pânicos na Grécia já que os gregos mantêm as esperanças de uma solução de última hora.
— Devemos trabalhar um plano de emergência porque a Grécia pode cair em um estado de emergência — disse Oettinger. — A oferta de energia, pagamento de policiais, suplementos médicos e produtos farmacêuticos, e muito mais precisam ser garantidos.
Em Atenas, Tsipras mostrava poucos sinais de alarme. Ignorando alertas de autoridades europeias para Atenas agir agora, Tsipras afirmou friamente que está satisfeito em aguardar até que os credores mudem de ideia.
“Vamos aguardar pacientemente até que as instituições percebam a realidade”, disse Tsipras em comunicado ao jornal grego Efimerida ton Syntakton. “Não temos o direito de enterrar a democracia europeia no lugar onde ela nasceu.”

DENÚNCIA: Ex-diretor da Caixa reuniu-se com Vargas ‘entre 10 e 15 vezes’

ESTADAOCOM.BR
REDAÇÃO
Por Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Blog do FAUSTO MACEDO

Clauir Santos, do marketing, se aposentou em maio; ele disse à força-tarefa da Lava Jato que banco ‘orienta’ atender parlamentares

Caixa Econômica Federal anunciou que vai investigar denúncias da PF. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O ex-diretor de marketing da Caixa Econômica Federal Clauir Luiz dos Santos afirmou em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato que há uma orientação do banco para que se faça atendimento de parlamentares. Os investigadores apuram se Clauir era o elo do ex-deputado federal André Vargas (ex-PT/PR), preso em abril pela Lava Jato, com um esquema de corrupção em contratos de publicidade que rendia 10% de propina, via subcontratos no setor.
Clauir teria sido indicado pelo ex-deputado para o cargo na Diretoria de Marketing na Caixa. Ele nega a indicação politica e nega qualquer irregularidade em sua conduta na instituição financeira.
Em seu relato à força-tarefa, ocorrido em 23 de abril, Clauir disse que 2007 e 2013 ‘esteve reunido entre dez e quinze vezes com André Vargas’. O ex-diretor de Marketing declarou que ‘há necessidade de atender parlamentares por orientação da própria Caixa Econômica Federal’.
Segundo a força-tarefa, a agência de publicidade Borghie Lowe, que administrava contas publicitárias da Caixa Econômica Federal, teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para a realização de serviços de publicidade, e as orientado a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas de empresas controladas por Vargas e seus irmãos.
Clauir afirmou que ‘não tem ideia da razão pela qual as empresas fornecedoras de serviço da Caixa depositaram quantias de dinheiro nas contas bancárias das empresas de André Vargas’. O ex-diretor contou que eles se conheceram em 2007.
A força-tarefa da Lava Jato transcreveu assim o relato de Clauir Luiz dos Santos. “Foi apresentado a Vargas na própria Presidência da Caixa Econômica Federal; que neste período teve poucos contatos com André Vargas; que André Vargas não tinha influência dentro da Caixa Econômica Federal; que André Vargas esteve algumas vezes na Caixa Econômica Federal para conversar com o declarante; que André Vargas pedia para o declarante atender pessoas, atender projetos referentes à atuação do declarante como diretor de marketing dentre outras coisas”, disse o ex-diretor. “Há necessidade de atender parlamentares por orientação da própria Caixa Econômica Federal; que André Vargas jamais solicitou pagamento de vantagem indevida, ou influenciou em algum dos contratos de marketing.”
Clauir dos Santos se aposentou no dia 26 de maio de 2015, depois que a Lava Jato prendeu André Vargas e decidiu ampliar a grande investigação para além do universo da Petrobrás, mirando na área de publicidade de órgãos públicos.
Ele era funcionário de carreira da Caixa, onde entrou em 1989, por concurso. Tornou-se superintendente nacional de marketing (cargo que depois passou a ser chamado de diretor de marketing) em fevereiro de 2004, após passar por processo seletivo.
“O declarante recebe cerca de R$ 38 mil pelo trabalho pela CEF, além de mais R$ 2.700 de aposentadoria por idade; que o declarante sairá da CEF em breve; que desde 2010 o declarante intenta voltar para Curitiba para se aposentar, mas ficou na empresa por pedido pessoal do então presidente Jorge Hereda”, afirmou.
Clauir disse que as diretorias da Caixa Econômica Federal são indicadas pela própria presidência do banco. Ele afirmou não saber ‘de onde surgiu a notícia’ de que sua indicação ao cargo de diretor teria sido política e de André Vargas.
“Desde 2007 André Vargas costumava frequentar a matriz da Caixa Econômica Federal em Brasília; que entre 2007 e 2013 o declarante esteve reunido entre dez e quinze vezes com André Vargas; que fora isso o declarante não mantinha relações pessoais com André Vargas; que algumas vezes André Vargas ligava para o declarante para tratar de assuntos referentes à atuação parlamentar como presidente da Comissão da Frente Parlamentar de Regionalização da Mídia; que esses contatos telefônicos ocorreram entre 2007 e 2013″, contou o ex-diretor de marketing da Caixa.
COM A PALAVRA, A CAIXA.
“O empregado Clauir dos Santos prestou voluntariamente depoimento junto ao Ministério Público Federal, tendo inclusive colocado à disposição das autoridades seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Clauir dos Santos é ex-diretor de marketing do banco e se aposentou em maio de 2015, dentro do Plano de Incentivo à Aposentadoria realizado esse ano.
O atendimento a parlamentares e agentes públicos faz parte das atribuições de relacionamento institucional da CAIXA.
Nos relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público, no âmbito da Operação A Origem, não houve nenhuma denúncia relativa a prática de irregularidades pela CAIXA, pelo empregado Clauir ou por outro empregado desta empresa.
Desde que tomou conhecimento dos fatos, a CAIXA prestou integral colaboração à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, enviando documentos e informações, conforme dados constantes na peça de acusação.
A CAIXA instaurou apuração interna para os fatos objeto da investigação que envolvem as empresas IT7 e Borghi-Lowe. Os trabalhos da comissão estão em andamento com previsão de finalização no final de junho.
A CAIXA ressalta que estão suspensos, desde o dia 10 de abril, todos os pagamentos de serviços prestados pelas empresas IT7 e Borghi-Lowe. Além disso, o contrato com a Borghi venceu em abril de 2015, não tendo sido renovado.
Não foi autorizada, desde a deflagração da operação policial mencionada, a execução de novos serviços pelas empresas citadas.
A CAIXA ratifica que continua à disposição da Polícia Federal, Ministério Público, Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas da União para os esclarecimentos necessários.”

POLÍTICA: Governo contém bate-boca com Cunha

ESTADAO.COM.BR
VERA ROSA, LU AIKO OTTA E ANDRÉ BORGES - O ESTADO DE S.PAULO

Ministro intervém em crise entre PT e presidente da Câmara, que ontem voltou a atacar petistas após dizer ao 'Estado' que aliança se esgotou

BRASÍLIA - O governo decidiu intervir para contornar a nova crise entre PT e PMDB. A ordem no Palácio do Planalto é evitar que prospere bate-boca com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ministro da Defesa, Jaques Wagner, chegou a telefonar para dirigentes petistas pedindo que eles evitem troca de ofensas.
Após dizer ao Estado que "dificilmente o PMDB repetirá a aliança com o PT" em 2018 porque "esse modelo está esgotado", o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou ontem ao ataque contra os petistas. Irritado por ter sido hostilizado no 5.º Congresso do PT, no sábado, ele usou a rede social Twitter para atacar o partido da presidente Dilma Rousseff.
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

"Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso o fim da aliança e não sei se num congresso do PMDB terão a mesma sorte", ameaçou, um dia após saber que foi chamado de "oportunista de ocasião" e "sabotador do governo" no encontro petista, em Salvador. "No momento, temos compromisso com o País e a estabilidade, mas isso não quer dizer que vamos nos submeter à humilhação do PT", reforçou Cunha.
O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), contemporizou a defesa feita por Cunha de rompimento da aliança: "O governo não vai criar crise onde não existe", resumiu. "2018 ainda está muito longe." Guimarães disse se dar muito bem com o vice-presidente Michel Temer, que comanda o PMDB e é articulador político do Planalto. "Não tem fuxico entre nós dois. Não tem estresse", garantiu o líder.
Tensão. As relações entre PT e PMDB estão cada vez mais tensas. Nos últimos dias, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que era "imprescindível" a Secretaria de Relações Institucionais ser ocupada, para dar agilidade às negociações com o Congresso, o que contrariou Temer, articulador político do governo, que incorporou as funções da pasta.
Além disso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para Temer, furioso, cobrando explicações pelo fato de a bancada do PMDB ter aprovado a convocação de Paulo Okamotto, que comanda o Instituto Lula, na CPI da Petrobrás.
"Toda relação longeva precisa de ajustes", amenizou o deputado Sibá Machado (AC), líder do PT na Câmara. "O PMDB também é governo e temos de tratar as alianças de 2018 em 2018", completou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
No sábado, último dia do congresso petista, dirigentes rejeitaram proposta apresentada pela corrente trotskista O Trabalho que pregava o rompimento da aliança com o PMDB. "O presidencialismo de coalizão está esgotado, dando espaço e poder ao principal dos 'aliados', muitas vezes o sabotador do governo, o PMDB, que opera pela contrarreforma política e pela revisão do regime de partilha do pré-sal", dizia a emenda.
Em meio a gritos de "Fora Cunha", o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) classificou, então, o presidente da Câmara como "oportunista de ocasião". Foi aplaudido pelos colegas.
"O PMDB está cansado de ser agredido pelo PT constantemente e é por isso que declarei ao Estadão que essa aliança não se repetirá", reagiu Cunha, ontem, no Twitter. Irônico, ele comentou que ficaria preocupado se tivesse sido aplaudido pelos petistas, pois seria um sinal de que estaria fazendo tudo errado. "E, mais uma vez, agradeço as hostilidades", debochou.
Sem citar Zarattini, Cunha escreveu que o deputado "era vice-líder do governo e relator da MP 664, que tratava do ajuste fiscal", mas votou a favor da extinção do fator previdenciário, incluída no texto, mesmo contra a vontade do Planalto. "Quem é então o oportunista de ocasião?", provocou. Zarattini foi procurado peloEstado, mas não respondeu as ligações.
Para o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, os problemas entre o PT e o seu partido podem ser resolvidos com mais diálogo. "Sempre me manifestei em defesa da candidatura própria em 2018, mas não acho que a aliança PMDB-PT já esteja no fim", disse Pezão. "Até lá, o partido tem que continuar a exercer o papel de garantir a governabilidade." 
/ COLABOROU LUCIANA NUNES LEAL

CASO PETROBRAS: Perda com corrupção chega a R$ 280 mi em subsidiárias da Petrobras

FOLHA.COM
LUCAS VETTORAZZO
ITALO NOGUEIRA
DO RIO

As duas principais subsidiárias da Petrobras, a Transpetro e a BR Distribuidora, reconheceram em seus balanços de 2014 perdas de R$ 279,6 milhões devido aos casos de corrupção investigados na Operação Lava Jato.
Com isso, o valor desviado da estatal e de suas subsidiárias chega a quase R$ 6,5 bilhões – a Petrobras reconheceu em seu balanço baixas de R$ 6,2 bilhões.
A Transpetro, dona de navios e oleodutos da estatal, e a BR Distribuidora, proprietária de postos de combustível, não têm capital aberto, mas divulgam balanços nos seus sites e em jornais.
As baixas ocorreram no terceiro trimestre do ano passado. A conta foi feita seguindo modelo adotado pela própria Petrobras. Sem ter como determinar em quais obras e serviços ocorreram desvios, as subsidiárias consideraram que houve superfaturamento de 3% em todos os contratos firmados com 27 empresas entre 2004 e 2012.
O valor total dos contratos da Transpetro com empresas investigadas na Lava Jato chegou a R$ 8,8 bilhões, R$ 256,6 milhões dos quais teriam sido fruto de superfaturamento. Os números da empresa foram antecipados pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Deste total, R$ 218,9 milhões (85%) são da área de transporte marítimo, que lida com encomendas a estaleiros, cujas sócias são empresas investigadas na operação. O restante refere-se a obras de terminais e oleodutos.
NAVIOS
Em 2004, no primeiro mandato de Lula, a Transpetro foi incumbida de revitalizar a indústria naval, lançando um programa de modernização de frota que encomendou um total de 49 novos navios petroleiros.
Muitos estaleiros foram construídos somente para atender às encomendas. Onze anos após o lançamento do programa, apenas oito navios foram entregues.
Indicação pessoal do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado perdeu seu cargo em fevereiro deste ano, após 12 anos no comando da subsidiária.
O ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso durante a Lava Jato e que firmou acordo de delação premiada, disse que Machado recebeu propina de R$ 500 mil do esquema, o que ele nega.
Na BR Distribuidora, a baixa contábil é de R$ 23 milhões, referente a contratos no valor de R$ 793 milhões. A BR tem cerca de 7.000 postos de combustíveis pelo país –o balanço não deixa claro a origem dos contratos suspeitos.
A BR Distribuidora e a Transpetro ressaltaram que há dois escritórios de advocacia conduzindo investigações internas sobre os desvios apurados pela Lava Jato.
As empresas disseram ainda que nenhum pagamento indevido foi feito pelas companhias, mas sim por um cartel com a conivência de funcionários da estatal.

POLÍTICA: Cunha reforça críticas ao PT e bancada ameaça votação de desonerações

FOLHA.COM
POR PAINEL

Ladeira abaixo - Eduardo Cunha (PMDB-RJ) avisou a aliados que vai reforçar “cada vez mais” suas críticas ao PT, rumo a um rompimento entre as siglas, considerado “quase inevitável”. Irritada com ataques de petistas a Cunha e com articulações para minar Michel Temer, a bancada do PMDB prepara uma contraofensiva na Câmara e ameaça dificultar a aprovação do projeto que revê as desonerações. Caciques da sigla cobrarão que Dilma Rousseff condene as investidas dos petistas contra o PMDB.

ECONOMIA: Após IPCA acima do esperado, analistas elevam com força projeção de inflação

OGLOBO.COM.BR
POR O GLOBO

Estimativa para a taxa foi de 8,46% para 8,79%. Mas estimativa para os juros básicos no fim de 2015 continua a 14% ao ano

SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras pioraram pela nona semana seguinte a perspectiva para o IPCA neste ano, segundo a pesquisa Focus, feita semanalmente pelo Banco Central (BC) e divulgada nesta segunda-feira. Desta vez, a previsão para 2015 piorou com força e subiu de 8,46% para 8,79%, após sinais de resistência da alta dos preços. Para 2016, a estimativa segue em 5,50%.
O IPCA, indicador oficial do governo que orienta o sistema de metas de inflação, surpreendeu em maio ao acelerar a alta a 0,74% na comparação mensal, chegando a 8,47% em 12 meses, maior taxa acumulada desde dezembro de 2003. O índice em maio ficou acima da expectativa do mercado financeiro, que previa 0,55% no mês passado.
O objetivo central do governo é manter a inflação em 4,5%, podendo chegar a 6,5%, o que não deve ser cumprido este ano. O próprio BC reconhece que não deve entregar a inflação na meta este ano, ao projetar o IPCA em 7,9%.
Diminuir o ritmo da atividade é o remédio usado pelo BC para controlar os preços. Para isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vem elevando a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a taxa pela sexta vez seguida para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009.
- Editoria de Arte

Na ata da última reunião do comitê, o BC afirmou que aumentou a probabilidade de reverter a alta de preços e fazer com que o IPCA alcance a meta de 4,5% no fim do ano que vem. Mas admitiu que os “sinais de avanços” ainda não são suficientes e indicou que mais altas de juros podem vir por aí. A ata mostrou ainda que os perigos para inflação neste ano são vários como a alta esperada de nada menos que 41% da conta de luz e de 9,1% da gasolina. O BC admitiu ainda que o aumento do desemprego, causado pelo freio na economia, já começou.
Na pesquisa Focus desta semana, no entanto, a estimativa para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2015, porém, continuou em 14%. Já a expectativa das instituições financeiras para a retração da economia em 2015 passou de 1,30% para 1,35%, a quarta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB).
Para o próximo ano, a projeção de crescimento caiu de 1% para 0,9%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,20%, este ano e crescimento de 1,6%, em 2016.
A pesquisa do BC também traz a projeção para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que passou de 6,88% para 6,94%, em 2015. Já a previsão projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,20, ao fim de 2015, e em R$ 3,30, no fim de 2016.

FRAUDE: MPE abre investigação criminal contra Chalita

ESTADAO.COM.BR
ALEXANDRE HISAYASU - O ESTADO DE S. PAULO

Foco das análises está no período em que ele foi chefe da pasta estadual; secretário diz que se trata de ação requentada

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação criminal contra Gabriel Chalita, o atual secretário da Educação da gestão Fernando Haddad (PT). O foco das apurações está no período em que ele foi chefe da pasta estadual, entre 2002 e o fim de 2006, nas gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (então no DEM). A apuração foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça (TJ).
Chalita é investigado por crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, e fraude a licitação. Os advogados dele afirmam que o procedimento é apuração requentada, uma vez que foi arquivada pela Justiça em 2014.
O secretário. Ponto de partida da investigação foi a reforma da cobertura dúplex comprada há dez anos em Higienópolis

Duas investigações foram abertas contra Chalita em 2013. A base das apurações são documentos e depoimentos colhidos pela Promotoria do Patrimônio Público, na esfera cível. A ação foi trancada, porém, por um habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O Supremo Tribunal Federal (STF) também arquivou a investigação criminal, por falta de provas, em agosto de 2014.
Agora, os promotores criminais acreditam ter indícios suficientes para apurar se Chalita recebeu vantagens irregulares de empresas contratadas pela Secretaria Estadual da Educação – empréstimos de helicópteros e jatos para viagens particulares, doações ilegais de equipamentos eletrônicos, fraude em licitação em troca de repasse de 25% do valor do contrato firmado e compra de livros para escolas estaduais sem o processo de licitação.
Os promotores receberam recentemente cópias de contratos e notas fiscais com suspeitas de ilegalidade que somam 800 páginas. A estimativa da investigação é de que Chalita teria recebido aproximadamente R$ 50 milhões no período em que esteve à frente da secretaria. Os documentos estão em fase de análise.
Funcionários da Secretaria Estadual da Educação à época e o empresário Chaim Zaher também são investigados. A portaria que abriu a apuração é de 25 de março deste ano e o Estado obteve a íntegra da decisão com exclusividade. Procurados, os promotores de Justiça responsáveis – Fernando Henrique de Moraes Araújo, Cássio Roberto Conserino e José Reinaldo Guimarães Carneiro – não quiseram dar entrevista.
Denunciante. O ponto de partida da investigação foi a reforma da cobertura dúplex comprada há dez anos por Chalita, em Higienópolis, bairro nobre da região central da capital. O imóvel, avaliado, em 2005, em mais de R$ 4 milhões, demorou um ano para ser reformado – as obras custaram US$ 600 mil.
Na denúncia consta que Chalita usou um funcionário da secretaria para acompanhar o andamento das obras e o pagamento dos serviços de automação e instalação do home theater a uma empresa de áudio e vídeo, que cobrou US$ 79.723.
Ainda segundo a investigação do MPE, o pagamento foi feito por Zaher, por meio de contas abertas em nome de empresas off shore, nas cidades de Miami e Nova York, nos Estados Unidos.
Zaher é dono do Grupo SEB – antigo COC –, que engloba várias editoras que firmaram contratos com a Secretaria Estadual da Educação e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), também do governo estadual.
STF e TJ. Assim que a investigação criminal foi aberta pelos promotores da Barra Funda, os advogados de Gabriel Chalita e do empresário Chaim Zaher pediram no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal de Justiça de São Paulo, respectivamente, a suspensão das apurações. As duas instâncias negaram os pedidos dos defensores.
Pelo STF, o ministro Teori Zavascki considerou que não há motivos para suspender a investigação, pois ainda está no começo e “não se mostra suficiente a caracterizar risco iminente de dano”. O ministro também indeferiu o pedido de decretação de segredo de Justiça.
No TJ-SP, o desembargador Souza Nery considerou que Chalita pode ser investigado pelos promotores, uma vez que não tem mais direito a foro privilegiado, o que não significa que exista uma “carta de alforria ao reclamante, impedindo que seja investigado”.
O desembargador colocou limites nas apurações. Determinou que os pedidos de colaboração de autoridades do exterior devem ter autorização judicial e que provas da investigação anterior obtidas de maneira irregular não podem ser usadas.
A primeira investigação começou em 2013 para apurar crimes contra administração pública. Foram instaurados inquéritos civis e criminais – estes ficaram sob responsabilidade do STF, pois Chalita era deputado federal. O mesmo ministro, Zavascki, arquivou o inquérito policial a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que alegou falta de provas.
Questionamento. Na esfera cível, os advogados de Zaher alegaram no TJ-SP que os promotores cometeram irregularidades. O desembargador Nery, então, trancou a ação por meio de um habeas corpus, em junho do ano passado. A medida não foi contestada pelo procurador-geral de Justiça, Marcio Elias Rosa, nem pelo Setor de Recursos Especiais e Extraordinários do Ministério Público Estadual (MPE). 
A assessoria de imprensa do MPE explicou que caberia à Promotoria do Patrimônio Público, que investigava o caso, entrar com recurso, o que não aconteceu. Elias Rosa atuou no Conselho Superior do Ministério Público, onde votou contra o trancamento da ação.

EDUCAÇÃO: MEC divulga lista de aprovados no Sisu 2015 do meio do ano

Do UOL, em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) acaba de divulgar a lista de aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do meio do ano nesta segunda (15). Os candidatos se inscreveram com as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014.
(No celular, é preciso copiar o endreço do link: http://sisu.mec.gov.br/selecionados)
O Sisu selecionou estudantes para vagas no ensino superior público para 55.576 vagas em 72 instituições públicas. Para participar do Sisu, o candidato precisava ter feito o Enem de 2014 e não ter tirado zero na redação. 
A matrícula deverá ser feita na instituição de ensino, nos dias 19, 22 e 23.
Quem não conseguir uma vaga na chamada regular pode participar da lista de espera inscrevendo-se na página do Sisu, na internet, entre os dias 15 e 26 de junho. Em 2014, cerca de 6,2 milhões de candidatos fizeram o Enem em todo o país.

RELIGIÃO: Vaticano vai julgar pela primeira vez um religioso acusado de pedofilia

OGLOBO.COM.BR
POR O GLOBO

Ex-embaixador do Papa na República Dominicana será julgado por abuso de menores e posse de material pornográfico
Jozef teria abusado de menores em Roma e em Santo Domingo - Manuel Diaz / AP

RIO— O Vaticano vai realizar pela primeira vez o julgamento de um religioso acusado de pedofilia. O tribunal vai se reunir no dia 11 de julho para avaliar o caso de Jozef Wesolowski, ex-embaixador da Cúria Romana na República Dominicana.
Wesolowski está sendo formalmente acusado de manter relações sexuais com menores e posse de material de pornografia infantil. De acordo com o Vaticano, os abusos teriam acontecido tanto em Roma quanto em Santo Domingo, capital da República Dominicana, entre 2008 e 2014.
“No primeiro caso se trata da posse de material pedófilo, um delito que o Papa Francisco introduziu na legislação do Vaticano em 2013. O segundo caso diz respeito ao abuso sexual de menores, baseado em uma acusação interposta para as autoridades judiciais de Santo Domingo”, comunicou o Vaticano.
A Santa Sé informou ainda que poderá analisar os computadores utilizados pelo religioso em busca de provas e “eventuais formas de cooperação internacional”. Além do anúncio sobre o julgamento de Wesolowski, o Vaticano também revelou que aceitou a renúncia de dois bispos americanos acusados de proteger padres pedófilos.
O arcebispo de Saint Paul e Minneapolis, monsenhor John Clayton Nienstedt e o adjunto, monsenhor Lee Anthony Piche renunciaram ao cargo depois de serem acusados por autoridades americanas de não proteger menores de idade de um padre da diocese preso por abusso sexuais.
O Papa aceitou as “demissões” com base em uma disposição do código de direito canônico que estabelece uma sanção em caso de falta grave. O Vaticano anunciou na semana passada a criação de uma nova instância de direito canônico para julgar os bispos acusados de negligência ou de cumplicidade com sacerdotes que sejam culpados de abusos sexuais.

DIREITO: STF - Negado recurso de delegado da PF condenado por corrupção passiva

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) 118005, apresentado por Wilson Alfredo Perpétuo, delegado da Polícia Federal condenado à pena de oito anos por corrupção passiva e à perda do cargo público, em decorrência de fatos apurados na operação Lince, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, em 2004. Entre os fatos investigados na operação estão condutas criminosas realizadas no âmbito da Delegacia de Polícia Federal em Ribeirão Preto (SP).
Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), o réu teve habeas corpus rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Sua defesa recorreu ao Supremo pedindo a declaração de nulidade da ação penal desde o recebimento da denúncia, por cerceamento de defesa, devido à ausência de notificação do acusado para apresentação de defesa prévia, nos termos do artigo 514 do Código de Processo Penal (CPP). Sustenta a inaplicabilidade da Súmula 330 do STJ – que baseou a decisão daquela corte –, que prevê a desnecessidade da resposta preliminar de funcionário público, prevista em tal dispositivo, quando a ação penal for instruída por inquérito policial.
O ministro Gilmar Mendes explicou que, para o reconhecimento de eventual nulidade, é necessária a demonstração de prejuízo, o que não foi verificado na análise dos autos. Ele citou expressamente o artigo 563 do CPP, segundo o qual “nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa”. No caso em análise, o relator afirmou que “o entendimento do STF caminha no sentido de que a superveniência da sentença condenatória prejudica possível arguição de nulidade por falta de defesa prévia anterior à denúncia”, e destacou precedentes nesse sentido. Assim, o relator negou provimento ao RHC 118005.
Processos relacionados

DIREITO: TJ-BA paga segundo melhor salário para magistrados no país com média de R$ 51 mil

BAHIA NOTÍCIAS

Foto: Cláudia Cardozo /Bahia Notícias

Com um orçamento anual de R$ 1.906.582.000,00, o Tribunal de Justiça da Bahia é o segundo no país com os melhores salários para magistrados. A informação foi publicada na revista Época, na última sexta-feira (12). Segundo a publicação, a média salarial dos magistrados na Bahia é de R$ 51 mil. A pesquisa analisou dados de 40 magistrados, entre eles, desembargadores, o que corresponde a 6,4% do total 621 julgadores da Corte. O presidente do TJ-BA, Eserval Rocha, recebeu em janeiro deste ano R$ 72.583. O salário mais alto de presidente de tribunal, aferido pela pesquisa, foi do TJ de Minas Gerais, comandado pelo desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes, que somente em janeiro deste ano, teve um rendimento de R$ 125.676. O teto salarial constitucional é de R$ 33.763, subsídio pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na sessão plenária do TJ-BA da última sexta-feira (12), Eserval Rocha afirmou que seu salário é o quinto mais alto do país, e que gostaria até de ganhar mais, dentro da legalidade. O rendimento costuma ultrapassar o valor do teto, devido a benefícios que os magistrados recebem, alguns, assegurados em lei, ou por decisões judiciais, como o auxílio-moradia. Na Bahia, os juízes e desembargadores recebem benesses como auxílio-moradia de R$ 4.377, auxílio-alimentação de R$ 810, licença maternidade de 180 dias, férias de 60 dias por ano, 90 dias de licença-prêmio a cada cinco anos, auxílio-mudança, com valor a ser definido a depender da localidade. O tribunal ainda dispõe de 60 carros, com motorista, para os desembargadores. Entretanto, ao contrário de tribunais como do Rio de Janeiro, o TJ-BA não paga plano de saúde, auxílio-educação e não custeia cursos no exterior para magistrados. Os magistrados contam apenas com as vagas dos prédios da Justiça para estacionar, e os que atuam como juiz eleitoral recebem um adicional de R$ 4.631, pago pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os desembargadores contam com o apoio de dois assistentes e os juízes, apenas um.

DIREITO: STJ - Estrangeiros feridos por explosão em Copacabana devem prestar caução em ação contra a Light

Dois americanos que sofreram queimaduras devido à explosão de um bueiro em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, precisam prestar caução de R$ 10 mil para assegurar o julgamento da ação de indenização que ajuizaram contra a Light Serviços de Eletricidade S/A.
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a obrigatoriedade da caução fixada em primeiro grau. A exigência do pagamento havia sido afastada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) sob o fundamento de haver responsabilidade objetiva da concessionária, de forma que não seria possível as vítimas perderem a ação.
O relator do recurso da Light, ministro Villas Bôas Cueva, afirmou que a caução prevista no artigo 835 do Código de Processo Civil é impositiva e não pode ser dispensada pelo julgador com base em critérios subjetivos, como a falta de temeridade da demanda.
Essa caução é imposta ao autor de ação judicial, brasileiro ou estrangeiro, que resida fora do Brasil ou se ausente do país durante o processo e não tenha bens imóveis em território nacional. Ela serve para pagar as custas processuais e honorários advocatícios da parte contrária caso esta seja vencedora na ação.
Imposição legal
O relator destacou que a simples leitura do artigo 835 evidencia que o legislador não conferiu nenhuma margem de discricionariedade ao magistrado, pois a prestação da caução não é uma faculdade, mas uma imposição legal.
“A despeito de estar inserto no livro referente aos procedimentos cautelares, não ostenta natureza cautelar. O tema relaciona-se, de fato, com as despesas processuais. Logo, para a sua incidência não se exige a presença dofumus boni iuris ou do periculum in mora, mas, sim, a configuração de requisitos objetivos que elenca”, explicou o ministro.
O artigo 836 do CPC, conforme apontou o relator, traz duas exceções à prestação da caução: na execução fundada em título extrajudicial e na reconvenção. Nenhuma delas é a hipótese do caso. 
Villas Bôas Cueva afirmou que há consenso na doutrina e na jurisprudência de que a falta do pagamento da caução é obstáculo processual que impede o prosseguimento da ação. Se esse obstáculo não for removido, o processo deve ser extinto sem julgamento de mérito.
Segundo ele, não se exclui a possibilidade de, excepcionalmente, diante das peculiaridades de determinado caso, dispensar-se a caução quando verificada a existência de efetivo obstáculo ao acesso à jurisdição. Contudo, essa também não era a situação do caso julgado.
Leia o voto do relator.

DIREITO: STJ - Médico pagará multa e indenização por ter adulterado prontuário de paciente

Por ter adulterado o prontuário de uma paciente para ocultar erro cometido durante cirurgia, um médico terá de pagar indenização e multa por litigância de má-fé. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Depois de se submeter a duas operações realizadas pelo médico, a paciente entrou com ação na Justiça sustentando ter sofrido uma série de problemas decorrentes de erros nos procedimentos.
Ao analisar recurso da paciente contra decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator, reconheceu que houve litigância de má-fé por parte do médico, já que, ao adulterar o prontuário, ele alterou a verdade dos fatos em relação à cirurgia. A adulteração foi comprovada por perícia grafotécnica, que afirmou que as rasuras foram posteriores ao texto original.
“A adulteração do prontuário médico é ato reprovável do ponto de vista da ética médica, podendo até mesmo configurar ilícito criminal. No âmbito processual, essa conduta ímproba é tipificada como litigância de má-fé, nos termos dos artigos 17 e 18 do Código de Processo Civil”, acrescentou o relator.
Precedentes
O artigo 17, inciso II, considera litigância de má-fé a adulteração da verdade dos fatos. Já o artigo 18 determina que o juiz ou tribunal, de ofício ou por requerimento da parte contrária, condenará o litigante de má-fé ao pagamento de multa de até 1% e de indenização de até 20% sobre o valor da causa.
Sanseverino ressaltou que o STJ tem precedentes sobre o tema, entre eles o REsp 937.082, no qual a Terceira Turma entendeu que “cabe condenação a indenização por litigância de má-fé à parte que, nos termos do artigo 17, incisos I e II, do Código de Processo Cívil, interpõe recurso trazendo fundamentos que conscientemente sabe serem inverídicos”.
Em vista disso, o médico foi condenado a pagar multa por litigância de má-fé de 1% sobre o valor atualizado da causa, além de indenização à parte contrária no percentual de 10% sobre a mesma base de cálculo.
Leia o voto do relator.

DIREITO: TRF1 - Operadora de plano de saúde é proibida de emitir cartão de desconto para fornecer aos clientes abatimento em serviços médicos

Crédito: Imagem da web
A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por unanimidade, julgou procedentes as apelações do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás contra a operadora de plano de saúde Liberty Empreendimentos e Marketing Ltda. Na ação, a empresa foi acusada de infringir o Código de Ética dos profissionais da medicina pela emissão do cartão de desconto denominado de Life Card para seus clientes, possibilitando a estes a obtenção de descontos em serviços médicos.
Em primeira instância, o juiz julgou parcialmente procedente o pedido de anulação dos artigos 1º e 3º da Resolução nº 1.649/2002, do Conselho Federal de Medicina, que vedam a vinculação de médicos a empresas que fornecem serviços médicos mediante a emissão de cartões de descontos. Todos os envolvidos recorreram ao TRF1 buscando a reforma da sentença.
A operadora de plano de saúde defende que a nulidade declarada na sentença acarreta a necessidade de impor a obrigação de não instaurar processos ético-disciplinares contra os médicos que trabalham com os cartões de descontos. O Conselho Federal de Medicina, por sua vez, alega que os cartões de desconto infringem o Código de Ética dos profissionais da medicina. Já o Conselho Regional de Medicina de Goiás sustenta que “as empresas de ‘cartões de desconto’ são, na verdade, um arremedo de operadora de plano de saúde, criadas com o único intuito de burlar a lei e de se furtarem da fiscalização promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pelos Conselhos de Medicina, pela SUSEP, entre outros”.
Ao analisar o caso, o relator convocado, juiz federal Rafael Paulo Soares Pinto, entendeu que tanto a parte autora como os médicos conveniados ao cartão de descontos objetivam simplesmente a otimização dos lucros, mediante o fornecimento de descontos a milhares de consumidores dos serviços de saúde, que muitas vezes não contam com a garantia de atendimento e cobertura dos serviços supostamente contratados.
“Não há dúvida de que o cartão de descontos oferecido pela parte autora tem natureza meramente comercial e constitui exploração do trabalho médico por terceiro com finalidade de lucro”, disse o magistrado em seu voto. Deste modo, para coibir a exploração comercial da profissão, o magistrado reformou a sentença e condenou a requerente ao pagamento de R$ 2 mil referente às custas processuais e aos honorários advocatícios.
Processo nº: 0006272-11.2006.4.01.3500/GO
Data do julgamento: 19/5/2015 
Data de publicação: 29/5/2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

CASO PETROBRAS: Itamaraty libera documentos de 'Operação Abafa' do caso Lula

OGLOBO.COM.BR
POR CRISTIANE JUNGBLUT

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado conversou com o ministro interino, Sérgio Danese, nesta sexta-feira

BRASÍLIA - O Itamaraty confirmou nesta sexta-feira a liberação dos documentos que ligariam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a empreiteira Odebrecht. Por meio de nota, o Itamaraty justificou que o memorando do diretor do Departamento de Comunicação e Documentação (DCD), ministro João Pedro Corrêa Costa, faz parte de um processo “normal de consulta interna”.
O GLOBO informou hoje que o Ministério das Relações Exteriores deflagrou ação para evitar que documentos que envolvam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Odebrecht, empreiteira investigada na Operação Lava-Jato, viessem a público. O diretor do DCD chegou a distribuir um memorando determinando que os papéis sobre o assunto fossem reavaliados e pudessem ser considerados secretos, de acordo com o conteúdo de cada documento.
Segundo o Itamaraty, “o procedimento é regularmente efetuado mediante solicitações específicas do gênero e não implica, necessariamente, reclassificação de sigilo, como efetivamente se observou no caso em questão”. O texto destaca que o prazo para o atendimento da consulta da revista “Época” encerra nesta sexta-feira, “data em que se aprovou a liberação dos documentos solicitados”
“O Ministério das Relações Exteriores reitera o seu comprometimento inequívoco com o respeito e a observância do princípio democrático da transparência de que se imbui a Lei de Acesso à Informação”, diz a nota.
A informação sobre a liberação foi divulgada mais cedo por integrante da cúpula do Itamaraty, depois de uma conversa entre o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), e o secretário-geral de Relações Exteriores e ministro interino, Sérgio Danese. Os dois conversaram pela manhã. Segundo o tucano, Danese disse que o Itamaraty deverá anunciar agora à tarde, em nota, a liberação dos documentos. Diante da afirmação de Aloysio, uma fonte do comando do Itamaraty confirmou que sairá uma nota e que os documentos serão liberados.
— O Itamaraty fez uma reavaliação e concluiu que dá para liberar os documentos — disse um diplomata.
Na conversa, o secretário-geral explicou que é de praxe, de cinco em cinco anos, fazer uma revisão do caráter dos documentos, se sigilosos ou não e que foi isso que ocorrera.
O senador contou que ele informou ao secretário-geral do Itamaraty sobre a questão.
— Disse ao Danese que foi um erro político e burro, porque haveria acesso de qualquer maneira via Justiça, devido a Lei de Acesso à Informação — disse Aloysio.
O GLOBO revelou hoje que os documentos públicos classificados como "reservados" por lei deveriam ser divulgados após cinco anos, mas o memorando sugeria a reclassificação dos papéis, o que aumentaria para 15 anos o prazo de divulgação.
O senador Aloysio disse ter certeza de que Danese não sabia da decisão de manter como sigilosos os documentos relacionados ao ex-presidente Lula e elogiou a agilidade do Itamaraty em rever a questão.
— O ministro Danese foi surpreendido. Tenho certeza de que ele não sabia de nada. E é positivo ele ter tomado conhecimento e, pelo que foi informado, ter liberado os documentos. A oposição tem que reconhecer quando o governo acerta — disse Aloysio
Leia a nota na íntegra:
Com relação à manchete do jornal O Globo de hoje, 12 de junho de 2015, o Ministério das Relações Exteriores esclarece que se trata de matéria imprecisa, que induz o leitor a uma interpretação equivocada de um procedimento administrativo rotineiro, regular e previsto em lei.
O memorando transcrito, de caráter sigiloso, é parte de um processo normal de consulta interna, facultado pela Lei de Acesso à Informação (12.527/11), combinada com o Decreto 7724/12, que a regulamenta. O procedimento é regularmente efetuado mediante solicitações específicas do gênero e não implica, necessariamente, reclassificação de sigilo, como efetivamente se observou no caso em questão. O prazo para atendimento da consulta apresentada pela revista “Época” encerra-se em 12 de junho corrente, data em que se aprovou a liberação dos documentos solicitados.
A Lei de Acesso à Informação estabelece, em seu Artigo 29, que "a classificação das informações será reavaliada pela autoridade classificadora ou por autoridade hierarquicamente superior, mediante provocação ou de ofício (...) § 1o O regulamento a que se refere o caput deverá considerar as peculiaridades das informações produzidas no exterior por autoridades ou agentes públicos. § 2o Na reavaliação a que se refere o caput, deverão ser examinadas a permanência dos motivos do sigilo e a possibilidade de danos decorrentes do acesso ou da divulgação da informação".
Nos termos da Lei, cabe a reavaliação para determinar se a divulgação de informações específicas pode "prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais (Artigo 23 II)". Tal reavaliação também é fundamentada na necessidade de preservar informações sensíveis sobre personalidades públicas estrangeiras ainda em atividade, bem como para preservar dados comerciais de empresas brasileiras cuja divulgação possa afetar sua competitividade.
O Ministério das Relações Exteriores reitera o seu comprometimento inequívoco com o respeito e a observância do princípio democrático da transparência de que se imbui a Lei de Acesso à Informação.

ECONOMIA: Dólar sobe no dia, mas encerra semana com perda de 1%, a R$ 3,118

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou em alta de 0,39% nesta sexta-feira (12), a R$ 3,118 na venda. A moeda norte-americana, no entanto, encerra a semana com queda acumulada de 1,03%. É a segunda semana seguida de baixa.
No mês, tem desvalorização de 2,17% e no ano, alta de 17,28%. 
Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 0,28%.
Cenário externo
Investidores estavam apreensivos com o impasse em torno da dívida da Grécia.
Várias autoridades afirmaram à agência de notícias Reuters que a União Europeia discutiu formalmente pela primeira vez a possibilidade de um calote da dívida grega, em um momento em que as negociações entre Atenas e seus credores estagnaram e o FMI (Fundo Monetário Internacional) abandonou as discussões.
A possibilidade de um calote, que poderia levar a Grécia a deixar a zona do euro, vem levando investidores a evitar negócios de maior risco e comprar a moeda europeia, investindo em bens negociados em dólar.
Cenário brasileiro
No Brasil, investidores continuavam monitorando o noticiário em busca de pistas sobre o futuro da taxa básica de juros (Selic). A maior parte dos investidores acredita que a Selic tende a subir pelo menos mais 0,75 ponto percentual, encerrando o ciclo de subida em 14,5%.
Juros mais altos aqui poderiam atrair para cá recursos aplicados em outros mercados internacionais.
Atuação do BC no câmbio
O Banco Central sinalizou nesta semana que pretende rolar uma proporção menor dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em julho.
Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de 6.300 swaps em leilão de rolagem; anteriormente, vinha rolando 7.000 contratos.
O BC já rolou o equivalente a US$ 3,006 bilhões, ou cerca de 34% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.
Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.
(Com Reuters)
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