segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ELEIÇÕES: Dilma cancela viagem à Bahia nesta segunda

Do BAHIA NOTÍCIAS
Foto: Manu Dias/ Divulgação
Apesar da pressa inicial de sair para a primeira agenda de viagens nesta segunda-feira (6), em Salvador, a presidente Dilma Rousseff (PT) resolveu cancelar a ida à Bahia, que estava marcada para às 14h. A coordenação de campanha ainda está reunida no Palácio da Alvorada, para organizar a agenda dos próximos dias e fechar a agenda de viagens. A ideia inicial da presidente era dar uma parada de pelo menos um dia, para retomar com força a campanha nos estados, mas na noite de domingo (5), depois da votação expressiva de Aécio, a coordenação resolveu combinar com o governador da Bahia, Jacques Wagner, a viagem para agradecer a votação expressiva no estado, de 61%, contra 18% do tucano. Mas em uma nova avaliação, na manhã desta segunda (6), Dilma e seus coordenadores de campanha resolveram cancelar a viagem e discutir mais a estratégia de campanha, inclusive porque precisam começar a gravar os novos programas eleitorais a serem exibidos a partir da próxima semana. Ainda não está decidida a estratégia, mas a presidente quer subir nos palanques em que o PT estará polarizando com o PSDB e trabalhar em estados onde precisa melhorar a votação, como Santa Catarina. As informações são do Estadão.

COMENTÁRIO: Nunca antes

Por Dora Kramer - ESTADAO.COM.BR

Em matéria de sobe e desce, surpresas e vaivéns, nada se compara a esta eleição que, no dia da votação, desmentiu o que parecia o único dado previsível: a disputa acirrada pela vaga no segundo turno.
As urnas mostraram o tucano Aécio Neves em larga dianteira em relação a Marina Silva e muito próximo da presidente Dilma Rousseff, de quem aparecia muito distante nas pesquisas. O segundo turno reproduzirá mais uma vez a polarização entre PT e PSDB, desta vez com uma diferença muito mais apertada.
O PT não esperava o resultado e sentiu o tranco. No momento em que foram liberados os primeiros números já mostrando o cenário de Aécio com votos em patamar bem acima do previsto, deputados petistas que estavam nos estúdios na TV Bandeirantes não escondiam o abatimento. "O caldo vai engrossar", comentou Arlindo Chinaglia.
A reação deixa muito claro que a preferência era a de que a adversária fosse Marina. Sendo Aécio, a guerra vai acontecer em terreno já conhecido pelo eleitorado: a comparação dos governos tucanos e petistas. Isso sem contar o que as campanhas não revelam sobre as armas de grosso calibre e baixíssimo nível que ninguém sabe no que exatamente consistem, mas todo mundo desconfia que mesmo se não existirem, de algum modo podem ser fabricadas.
Mal se definiu o resultado, as atenções se voltaram para a decisão de Marina a respeito do apoio (ou não) a Aécio. Segundo Walter Feldman, a definição sairá no máximo em cinco dias e terá critério exclusivamente político. "Temos de pensar no que é melhor para o Brasil", dizia ele no domingo à noite, minutos antes de se reunir com Marina Silva e alguns companheiros de PSB.
Com isso, Feldman quer dizer que não deve pesar nenhum tipo de rancor por causa dos ataques feitos no primeiro turno. Ele fala em relação à campanha do PSDB, partido ao qual pertenceu e do qual ainda é próximo. Outros preferem aproximação com o PT. Entre eles o presidente do PSB, Roberto Amaral. E os petistas, já na noite de domingo, se preparavam para procurar o partido em busca de apoio.
Será difícil a legenda conseguir uma posição de unidade. Mas, para Aécio, o importante não seria a orientação do PSB, mas um posicionamento de Marina, cujos eleitores em sua maioria disseram na última pesquisa antes da eleição que não votariam no PT nem no PSDB.

COMENTÁRIO: Uma nova eleição

Por João Bosco Rabello - ESTADAO.COM.BR

Com a passagem de Aécio Neves ao 2.º turno, em porcentual bem acima do que a curva ascendente de sua candidatura, na reta final da campanha, permitia enxergar, ficou bastante desconfortável a situação da presidente Dilma Rousseff na busca da reeleição.
As pesquisas projetavam para a presidente um patamar de 46% dos votos válidos como ponto de partida no 2.º turno, inferior ao de 2010, porém mais seguro que os 40% em que permaneceu, com uma possível variação, pequena, para mais (o comentário foi escrito com 90% dos votos computados).
Para Aécio projetava-se cinco pontos à frente de Marina, que acabaram se transformando em 15, superando as expectativas, enquanto a ex-senadora voltou ao seu patamar de 2010, de 20%, bem aquém do que os 24% que foram fixados como limite para sua queda.
O mais preocupante para a presidente é o cenário de São Paulo, onde a distância para Aécio é significativa, de quase dois por um. Esse quadro permite dizer que a eleição pode ser decidida pelos paulistas, cuja massa de eleitores neutraliza a vantagem de Dilma em toda a região Nordeste, embora bastante ampla.
Reversão. Para Aécio será de suma importância alguma reversão em Minas, onde está abaixo de Dilma, o que mostra que não foi a candidatura de Pimenta da Veiga que puxou sua votação para baixo, mas o contrário. Aécio deu por certa a vitória em casa e descuidou do próprio quintal.
A perspectiva de chegar à Presidência pode ajudar a reverter parcialmente esse quadro, ainda que isso não seja provável em grande escala. Mas, se livrar um milhão de votos de frente no segundo colégio eleitoral, seu berço político, ficará mais confortável na disputa.
Também é ruim para o PSDB o resultado final na Bahia, onde as pesquisas indicavam a vitória do candidato do DEM, Paulo Souto, mas que mostra o PT à frente. A Bahia é importante colégio eleitoral que Aécio esperava ter no 2.º turno a partir do efeito de uma vitória de Paulo Souto ainda no 1.º turno.
Os apoios dos governadores eleitos também serão importantes no 2.º turno para o candidato do PSDB na tentativa de reduzir a dianteira da presidente Dilma. Nesse contexto, a virada de sua candidatura na reta final, mostrando um fôlego surpreendente, pode resgatar parcialmente as alianças regionais costuradas antes da morte de Eduardo Campos, quando se teve um outro cenário eleitoral instalado.
Campos. Em Pernambuco mesmo, a boa relação com a viúva do ex-governador, Renata Campos, pode render o apoio estadual ao tucano, no que já se adiantou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), aliado de Campos, ontem logo após a confirmação da ida de Aécio ao 2.º turno.
O inesperado desempenho do peemedebista Ivo Sartori, no Rio Grande do Sul, deve projetar, em caso de consolidação de sua vitória, um apoio importante ao PSDB, a se somar ao resto do Sul, onde o tucano já recebe o apoio do eleitor de Paraná e Santa Catarina.
Em Mato Grosso do Sul e Goiás, celeiros do agronegócio, Aécio também deverá conquistar bom espaço: com Delcídio Amaral (PT) indo ao 2.º turno em curva descendente, o voto do campo tende a migrar para o PSDB. Perilo, em Goiás, por pouco não se reelege no 1.º turno, mas sua vantagem sobre Íris Resende, do PMDB é bastante acentuada, autorizando a previsão de sua vitória, o que respalda Aécio no 2.º turno.
Aécio tem justificada expectativa de um apoio formal de Marina Silva, mas, independentemente disso, estima-se que 60% dos eleitores da ex-senadora no 1.º turno migrem para o candidato do PSDB, com 20% para Dilma.
Essa migração depende muito mais do grau de motivação do eleitorado majoritário de Marina no 1.º turno - que calcula-se seja o voto antipetista -, do que da declaração de voto da candidata do PSB, embora este tenha obviamente importância consolidadora.
O PT tem, portanto, razões de sobra para começar a semana preocupado. A perda de capital político do partido se mostra maior que a avaliação interna, para o que, além do mensalão, começa a contribuir a corrupção na Petrobrás, que predominou no último debate presidencial na TV Globo.

ECONOMIA: Petrobras sobe 10% e puxa alta da Bolsa; bancos e estatais têm alta

UOL.COM.BR

As ações de bancos e estatais, que têm sido as mais influenciadas pelo cenário político brasileiro, estão disparando nesta segunda-feira (6), depois da disputa do primeiro turno das eleições. O pleito presidencial será decidido só no segundo turno, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Por volta das 11h50, a ação da Petrobras (PETR4) subia 10,46%, a R$ 20,27, depois de ter chegado a operar em alta de mais de 16% nos primeiros negócios; a Eletrobras (ELET6) avançava 8%, para R$ 10,53; o Itaú (ITUB4) ganhava 7,03%, a R$ 37,31; o Banco do Brasil (BBAS3) tinha ganhos de 11,34%, a R$ 28,96. Deixe sua opinião

COMENTÁRIO: A onda virou avalanche

Por José Roberto de Toledo - ESTADAO.COM.BR

O resultado do 1.º turno é muito ruim para Dilma Rousseff (PT). A presidente fez uma vantagem muito menor do que a esperada sobre Aécio Neves (PSDB), cerca de 8 milhões de votos. Em 2010, ela abriu quase o dobro disso, foram 12 milhões a mais do que o tucano José Serra. Por sua vez, Marina Silva (PSB) praticamente voltou ao seu patamar de quatro anos atrás. O que ela teve a mais veio de Pernambuco, herdado de Eduardo Campos.
A missão de Dilma é a mais difícil de um candidato a presidente do PT desde 1998. Em quantidade de votos, sua vantagem equivale à de Lula em 2006, mas com uma diferença fundamental: o ex-presidente ficara a 1,4 ponto de se eleger no primeiro turno. Dilma está a 9 pontos da reeleição. Faltam-lhe 9 milhões de votos.
A petista vai precisar dos pouco mais de 2 milhões de votos de Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) e pelo menos 7 milhões dos 22 milhões de votos de Marina. Ou seja, Dilma precisa de 32%, ou 1 a cada 3 eleitores da candidata do PSB. Na última simulação de segundo turno, a petista conseguia 20%, 1 de 5.
Já Aécio, que chegou a convocar uma entrevista coletiva para dizer que não renunciaria à candidatura em setembro, teve um desempenho melhor do que o de Serra em 2010. O eleitor mudancista migrou em massa para ele nos metros finais da corrida eleitoral quando percebeu que Marina não tinha mais chances.
Por pelo menos um mês, Marina surfou sozinha a maior onda de opinião pública em muitos anos no Brasil, mas caiu da prancha e acabou na areia. Como o movimento que a carregou, sua candidatura sucumbiu ao peso das próprias contradições.
As mesmas razões que levaram a comunidade de negócios a flertar com a campanha de Marina à Presidência fizeram ela fraquejar nas pesquisas de intenção de voto quando a disputa esquentou.
Empresários e operadores do mercado financeiro enxergaram em Marina mais do que uma candidata aberta ao diálogo e disposta a ouvir opiniões divergentes - diferentemente da irredutibilidade de Dilma Rousseff (PT). Com ou sem razão, projetaram a imagem de alguém que, por falta de um partido, precisaria de mais suporte de terceiros e se tornaria assim permeável a influências externas. É como se imaginassem que poderiam tutelá-la.
O problema foi que a opinião pública pensou a mesma coisa, com sinais trocados. Quem se deixa tutelar não é um líder confiável. A partir das idas e vindas em relação ao seu programa de governo, colou na imagem pública de Marina a ideia de que ela é volúvel. Era a favor do casamento gay, depois não era mais. Saiu do PT para o PV, depois para a Rede e, por falta de opção, entrou no PSB. Tudo em um espaço de tempo muito curto.
Não houve um evento catastrófico, mas a sucessão de pequenos desgastes. Sua candidatura não implodiu, foi desconstruída a marretadas, a cada inserção de 30 segundos dos adversários na TV. Fixaram-lhe a imagem de uma candidata sem estrutura partidária, sem equipe e sem firmeza de propósito.
A campanha de Marina era a sobreposição mal costurada do estafe herdado de Eduardo Campos com o séquito da Rede. Seu comando mudou de estratégia no meio da corrida. Primeiro pintou-a de vítima. No fim, tentou vesti-la de guerreira. Deu no que deu. Nem que tivesse sido Aécio a se vestir de amarelo no debate da Globo, a queda de Marina não teria sido interrompida nem seus ex-futuros-eleitores teriam deixado de cair no colo do tucano. Depois que a avalanche começa, não há nada que consiga pará-la.
O embate de Dilma com Aécio nas próximas três semanas será uma reprise do filme que o eleitor cansou de ver em 2006 e 2010: Norte/Nordeste contra Sudeste/Centro-Oeste, interior contra capitais, pobres contra ricos, menos escolarizados contra mais escolarizados. O final é incerto, mas o enredo será o mesmo de sempre: uma mistura de farsa e suspense com momentos de terror.

ELEIÇÕES: No Senado, PMDB, PT e PSDB perdem, enquanto PSB, DEM, PSD e PDT crescem

JB.COM.BR

O resultado das urnas hoje (5) não alterou significativamente a composição das maiores bancadas do Senado Federal. No entanto, os três maiores partidos perderam cadeiras, enquanto partidos menores cresceram. O PMDB permanecerá com a maior bancada da Casa, embora tenha passado de 19 senadores para 18 em 2015. O mandato de seis senadores do partido se encerrará em 31 de janeiro, mas no dia seguinte, cinco novos senadores do PMDB serão empossados. Mesmo assim, o partido deverá presidir o Senado novamente por ter o maior número de senadores.
O PT também continuará na mesma posição, com a segunda maior bancada da Casa, mesmo ficando com um senador a menos. O partido tem atualmente 13 senadores, perderá três e elegeu hoje dois. Assim, os petistas terão 12 integrantes na bancada. Da mesma forma, o PCdoB, que tem dois senadores, ficará com apenas um no próximo ano, quando acabará o mandato de Inácio Arruda (CE).
Outro partido que encolheu é o PSDB, que tinha 12 senadores, perderá seis, e elegeu quatro hoje. Com isso, a legenda terá dez membros eleitos no Senado. No entanto, desses senadores, dois estão na disputa à Presidência da República – Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira (vice) – e está no segundo turno na disputa pelo governo da Paraíba – Cássio Cunha Lima.
O PTB, que atualmente tem a quarta maior bancada da Casa, com seis senadores, ficará com a metade em 2015. O partido elegeu dois senadores, mas cinco terminarão o mandato em 31 de janeiro. Assim, três senadores serão do PTB a partir do próximo ano.
Por outro lado, alguns partidos cresceram bastante. O que mais aumentará a partir da próxima legislatura será o PSB. A legenda passará dos atuais quatro senadores para sete no ano que vem. Os socialistas não perderão nenhuma cadeira e elegeram mais três hoje.
O PDT também cresceu e assumirá a posição de quarta maior bacada que era do PTB. O partido tem atualmente seis senadores, sendo que dois concluem o mandato em 2015. Hoje mais quatro candidatos foram eleitos pela legenda. Assim, o PDT passará a ter oito senadores.
Da mesma forma, o DEM, que na eleição passada tinha encolhido, voltou a crescer. O partido tem atualmente quatro senadores e perderá dois no próximo ano. No entanto, os Democratas elegeram três e ficarão com cinco membros na bancada. O PSD também está entre os que mais crescerão, passando de apenas um senador para três em 2015.
PR e PP, embora percam um senador cada no próximo ano, também elegeram um senador cada. Assim, os dois ficarão com quatro e cinco senadores respectivamente – as mesmas bancadas atuais. PRB, PROS, PSOL, PV e Solidariedade permanecem com um senador cada, sem ganhar, nem perder em 2015.

ANÁLISE: Quase 30% dos eleitores não votaram em ninguém, e vão decidir 2º turno

JB.COM.BR

Total de abstenção, nulos e brancos mostra desilusão de eleitor
Os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais mostram um dado tão significativo quanto preocupante. O percentual de abstenções chega a 19,40%. Votos brancossomam 3,8% e nulos, 5,7%. Somando todos estes percentuais, temos 28,9% de eleitores que não votaram em ninguém.
O percentual de abstenções se mantém na faixa dos 20% nos principais colégios eleitorais: Rio, São Paulo e Minas Gerais. Isso significa que ainda há uma massa imensa de eleitores e serem conquistados. E são eles que vão decidir as eleições.
Este elevado percentual também evidencia a desilusão do eleitor com os candidatos e com a própria política, como o Jornal do Brasil já havia alertado em diversos editoriais. Fica a pergunta no ar: quem será capaz de conquistar estes eleitores?

ELEIÇÕES: Comitê de Dilma prevê ultrapassagem de Aécio nas próximas pesquisas

FOLHA.COM
NATUZA NERY
ANDRÉIA SADI, DE BRASÍLIA

Integrantes do comitê da presidente Dilma Rousseff, candidata petista à reeleição, afirmam que já estão se preparando psicologicamente para um empate ou ultrapassagem de Aécio Neves (PSDB) nas primeiras pesquisas de intenção de voto deste segundo turno.
O reconhecimento desse risco é simbólico. Até domingo (5), o partido enxergava o PSDB como "freguês" e não previa que o candidato tucano ameaçasse a presidente da República, muito menos nas primeiras pesquisas de intenção de voto.
Petistas têm motivos de sobra para um certo fatalismo. O partido levou uma surra em São Paulo. Auxiliares de Dilma afirmam que, lá, dos atuais 24 deputados estaduais, somente 14 foram eleitos. Na Câmara Federal, da bancada de 15 passou para 10. Nem mesmo o senador Eduardo Suplicy, muito popular no Estado, foi reeleito.
Mais um cenário do desafio que se tornou o maior colégio eleitoral do Brasil: o tucano venceu a petista em municípios do ABC paulista, berço do histórico do PT, caso de São Bernardo do Campo e São Caetano.
Joel Silva/Folhapress
Assessores de Dilma culpam Luiz Marinho, coordenador da campanha no Estado e prefeito de São Bernardo do Campo, pelo mau desempenho na região.
O tema que mais estimula o antipetismo no Estado, segundo os próprios integrantes do partido, é a corrupção.
Ao saber do resultado nessas cidades, um coordenador da campanha de Dilma reagiu com um palavrão durante conversa telefônica com a Folha.
Ainda não há estratégia fechada para melhorar o desempenho de Dilma em São Paulo. Coordenadores da campanha estão reunidos com a presidente no Palácio do Alvorada nesta segunda. Inicialmente, Dilma iria à Bahia nesta tarde, para ampliar a vantagem no nordeste, mas assessores afirmam que a viagem foi suspensa.
Por ora, a única decisão já tomada é contratar "uma bela pesquisa qualitativa" para saber qual a verdadeira situação da presidente lá.
Diante do cenário, um petista afirmou que "São Paulo virou case"; um outro foi mais duro: "São Paulo virou um terreno inóspito".

ELEIÇÕES: Veja lista completa de deputados federais e estaduais eleitos

Do POLÍTICA LIVRE

Foto: Divulgação
O deputado estadual Marcelo Nilo, do PDT, com 148.690 mil votos e o federal Lúcio Vieira Lima, do PMDB, com 222.164, foram os campeões de votos à Assembleia e à Câmara dos Deputados, respectivamente. Veja abaixo relação completa dos deputados estaduais e federais eleitos. Para conferir relação de suplentes nas duas Casas clique aqui e aqui.
Arte: TSE
Deputados Federais:


Deputados Estaduais:

ANÁLISE: Marina será acusada de ir “para a direita” se apoiar Aécio, diz Amaral

UOL.COM.BR
Fernando Rodrigues

Presidente nacional do PSB diz que situação da candidata derrotada é “incômoda”
O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse na madrugada desta segunda-feira (6.out.2014) que Marina Silva está numa situação “incômoda''.
Se a terceira colocada na corrida presidencial decidir-se por apoiar Aécio Neves (PSDB) na disputa de segundo turno, pode ser acusada de “ir para a direita”. A frase de Amaral foi dita no programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes.
Por outro lado, se Marina decidir-se por apoiar Dilma Rousseff (PT), estará indo contra o discurso sobre renovar a política que pregou durante o primeiro turno.
A provocação de Amaral foi uma reação ao que parece ser o caminho natural de sua candidata a presidente a partir de agora. É que na sua primeira aparição após a derrota, Marina sinalizou que poderia apoiar Aécio Neves.
Roberto Amaral afirmou que, pelo que conhece de Marina Silva, acha que ela pode acabar não apoiando ninguém no segundo turno – e aí seria classificada de “omissa”.
A neutralidade de Marina é o desejo maior do PT e de Dilma Rousseff, pois assim ficaria mais fácil para a candidata à reeleição “pescar'' apoios entre os eleitores marinistas.
O presidente do PSB disse ter conversado com a candidata pessebista no final do domingo (5.out.2014). “Eu estava mais deprimido do que ela”, declarou. Marina “estava alegre e disse que foi além” do que as condições política permitiam.
Amaral e Marina combinaram de tentar anunciar uma posição conjunta ao longo desta semana. Mas o dirigente do PSB declara ser possível que o partido e o grupo liderado por Marina, a Rede, tenham posições divergentes. O objetivo, entretanto, é buscar um consenso.
No programa da TV Bandeirantes, Amaral fez uma brincadeira com o tucano Andrea Matarazzo, que também estava presente ao “Canal Livre''. Ao comentar o fato de Aécio Neves não ter ido tão bem Minas Gerais, Amaral observou: “É que em Minas o Aécio é bem conhecido''.
Nesta segunda e terça-feira, Amaral pretende consultar líderes do PSB, sobretudo os governadores da legenda – os atuais, os que foram eleitos e os candidatos que vão disputar o segundo turno. Na quarta-feira (8.out.2014), o partido fará uma reunião da sua Executiva Nacional em Brasília, quando a decisão sobre o segundo turno presidencial deve ser anunciada.

ELEIÇÕES: Lutar por apoio de Marina é obrigação, diz coordenador de campanha de Aécio

Do UOL, em São Paulo

O coordenador-geral de campanha do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), o senador José Agripino Maia (DEM-RN), afirmou neste domingo (5) que é "obrigação" conseguir o apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB).
"Batalhar para ter o apoio formal de Marina é nossa obrigação", declarou durante entrevista por telefone aos blogueiros do UOL Josias de Souza e Mário Magalhães.
"Se puder ter apoio de Marina, a tarefa ficará grandemente facilitada. A senadora é uma figura de qualidade e ajudará e muito na construção de um Brasil novo", acrescentou Maia.
O senador Aécio Neves ficou em segundo lugar na corrida presidencial, com 33,55% dos votos, e vai enfrentar no segundo turno a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), que teve 41,59% dos votos. Marina ficou em terceiro lugar, com 21,32% dos votos.
Mais tarde, o próprio Aécio falou sobre um possível apoio de Marina. "Todos aqueles que quiserem e que puderem contribuir para esse projeto de mudança são muito bem vindos. Tenho um enorme respeito pessoal pela senadora Marina Silva (PSB), mas tanto em relação a ela quanto a outras lideranças, é preciso que nós aguardemos, que cada um tome o caminho que achar mais adequado", disse.

ELEIÇÕES: Dilma e Aécio traçam estratégias para o segundo turno

JB.COM.BR

Petista fala em mais mudanças enquanto tucano aposta na união de forças
Os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) preparam suas estratégias para o segundo turno das eleições. Já na noite de domingo, após a confirmação dos votos (41% para Dilma e 33% para Aécio), eles se pronunciaram dando o tom dos próximos passos rumo à reta final das eleições. A petista reforçou que entendeu o "recado" das urnas e reforçou que fará "todas as mudanças necessárias". Já Aécio destacou que era hora de "unir forças" e que sua candidatura não é mais de um partido, mas de todo o Brasil.
Dilma fala em mudanças
Primeira colocada no 1º turno da eleição à presidência da República, a candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT) disse que o “recado” das urnas foi o de um projeto de mudança que ela representa. “Farei todas as mudanças necessárias”, disse Dilma, que lembrou que na trajetória do Partido dos Trabalhadores, essa foi a sua sétima vitória.
Dilma e Aécio no segundo turno
"Mais uma vez o povo brasileiro me honrou com sua confiança ao me dar a vitória nessa disputa. Na nossa trajetória, essa é a sétima vitória, duas na primeira eleição de Lula, duas na segunda eleição de Lula, duas na minha eleição, e essa nesse primeiro turno da minha eleição”, disse Dilma, que por várias vezes citou o termo “ideias novas”, prometendo controle maior da inflação.
Dilma fez questão de citar o nome de Eduardo Campos, morto em agosto. Em um trecho do discurso, ela conclamou “construtores de futuro que não deixaram jamais o Brasil voltar atrás. Ela pediu apoio para o segundo turno e sinalizou tentativa de aproximação com o PSB . "Essa foi uma campanha que no início foi marcada por uma tragédia, que a morte do companheiro Eduardo Campos, que esteve comigo no meu governo e no governo do presidente Lula”, afirmou.
A petista disse que o resultado das urnas deu o recado de que “o povo brasileiro anseia por mais avanços e disse que quer ver o projeto que eu represento, e que quer ver nesse projeto a mais legítima e confiável força de mudança”. “Eu farei todas as mudanças que forem necessárias para que o Brasil e a vida de cada brasileiro melhore cada vez mais”, disse a presidente, que em diversos momentos de sua fala usou o termo “ideias novas”, inclusive quando criticou as taxas de juros e de desemprego da era PSDB.
Dilma também sinalizou uma ampla política de alianças para o segundo turno. "Quero dizer que estamos abertos a receber todos aqueles que quiserem nos apoiar, de braços abertos”, afirmou.
Nesta segunda-feira (6), Dilma se reúne com integrantes da coordenação de campanha no Palácio da Alvorada. Além de encontro com assessores ao longo do dia, a candidata à reeleição pode ir à Bahia ainda nesta segunda-feira, estado em que o candidato petista Rui Costa surpreendeu e foi eleito governador no primeiro turno.
Aécio: "Juntos, saberemos transformar os sonhos em realidade" 
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aècio Neves, deu entrevista na noite deste domingo e prestou uma homenagem a Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em Santos. "Quero deixar uma palavra de homenagem a um amigo, homem público digno que foi abatido por uma tragédia: Eduardo Campos. A minha reverência. Nós saberemos transformar os sonhos em realidade".
O tucano disse que vai intensificar as ações para o segundo turno, já a partir deste segunda-feira. "É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais de um partido, mas de todas as alianças e de todos os brasileiros que têm a capacidade de sonhar".
Aécio Neves afirmou ainda que é possível dar ao país um governo decente e eficiente. "Tive orgulho das companhias que tive nesta caminhada. Todos aqueles que tiverem uma contribuição para dar serão bem-vindos. Reafirmo que este não é mais o meu projeto. É de todo o Brasil".
Ele também lembrou as palavras do avô, Tancredo Neves, que há 30 anos disse: "não vamos nos dispersar". "Estamos apenas no meio da caminhada, e espero fazer esta caminhada ao lado dos brasileiros".
Aécio Neves viaja na manhã desta segunda-feira (6) para São Paulo, onde fará reuniões fechadas ao longo do dia. O presidenciável não deve ter compromissos públicos hoje e deve trabalhar na definição do calendário de viagens de campanha até as eleições do segundo turno, marcadas para 26 de outubro.

ECONOMIA: Em reação ao resultado do 1º turno das eleições, Bolsa dispara e dólar tem forte queda

ESTADAO.COM.BR
ECONOMIA & NEGÓCIOS

Ibovespa, principal índice do mercado acionário, chegou a subir mais de 7% pouco depois da abertura; o dólar de balcão abriu em alta de mais de 4%
Em reação ao resultado do primeiro turno das eleições, em que o candidato tucano Aécio Neves (PSDB) mostrou desempenho melhor do que o esperado, os mercados abriram animados. O dólar de balcão caiu mais de 4% na abertura, enquanto a Bolsa abriu em alta, ultrapassando em certos momentos variação positiva de 7%.
Às 10h28, o Ibovespa - principal índice acionário da Bolsa - operava em alta de 7,24%, em 58.487 pontos. Na máxima, atingiu 58.897 pontos. A mínima foi a própria cotação de abertura, de 54.542 pontos. O dólar recuava 2,18% no horário, a R$ 2,419.
Para se ter uma ideia da euforia dos mercados, o Ibovespa Futuro chegou a disparar mais de 9% na abertura, e há pouco subia 7,85%, aos 59.085 pontos. Agora, os investidores aguardam o posicionamento de Marina, enquanto se preparam para a primeira rodada de pesquisas eleitorais para o segundo turno, que começa nesta semana.
Ações. As ações das empresas estatais abriram com forte alta. No horário, Petrobrás ON tinha alta de 9,77%, mas chegou a subir mais de 14%. A preferencial subia 10,63%. Eletrobras tinha ganhos de 9,03% na PNB e de 12,60% na ON, enquanto Banco do Brasil subia 10,65%. 
Entre os grandes bancos, Itaú Unibanco sobe 7,97% e Bradesco PN avança 12,62%. Bradesco ON, por sua vez, tem ganhos de 12,62%.
O que esperar em outubro. Apesar do surpreendente desempenho de Aécio Neves no primeiro turno das eleições presidenciais, não será fácil para o candidato tucano reverter a vantagem de Dilma Rousseff (PT), segundo o economista para mercados emergentes da gestora britânica Schroders, Craig Botham. Por isso mesmo, a expectativa do mercado é que haja muita volatilidade até o segundo turno, realizado 26 de outubro.
"Um problema que Aécio enfrenta é a possibilidade de a campanha de Dilma retratá-lo como um playboy que está fora de contato com as necessidades da média brasileira", diz o economista em relatório.
Após a ida de Aécio para o segundo turno, todos os olhos agora estão voltados para os próximos passos que a candidata Marina Silva (PSB) dará, avalia o economista do Deutsche Bank, Drausio Giacomelli. O banco alemão considerou "surpreendente" a arrancada de Aécio no fim da campanha. Por enquanto, o banco mantém a aposta de que Dilma vai vencer as eleições no segundo turno. (Com informações da Agência Estado)

ANÁLISE: Saudades de Marina

FOLHA.COM
Por VALDO CRUZ

BRASÍLIA - Duas grandes ausências e muitas surpresas foram as marcas desta eleição. A maior delas, a disparada final do tucano Aécio Neves, que deixou petistas perplexos e os leva a sentir saudades antecipadas da adversária Marina Silva.
Entre as ausências, Eduardo Campos (PSB) fez falta. Sua partida precoce empobreceu o debate, que virou campeonato de desconstrução de imagem promovido pelo PT.
A eleição ficou também mais pobre porque os manifestantes de junho de 2013 não deram as caras na campanha de 2014. Faltou o colorido das ruas, algo que agradou e muito a turma da velha política. Culpa da violência de uns radicais.
Classificada como um milagre, a maior surpresa se materializou. Auxiliado pelos ataques petistas a Marina, o tucano atropelou a ambientalista na reta final e vai ao segundo turno da disputa, abrindo uma frente considerável em São Paulo.
Sai do primeiro turno revigorado, o que assusta o PT, mas com um gosto de vitória misturado com um sentimento de derrota. Se ganha entre paulistas com folga, perde no seu Estado, munição a ser usada pela campanha de Dilma contra ele. Na linha de quem conhece Aécio Neves não vota em peso no senador mineiro.
Em Minas, confirmou-se a surpresa que veio se construindo ao longo da campanha. O petista Fernando Pimentel acaba com o reinado de 12 anos dos tucanos no Estado. Vira um dos principais trunfos de Dilma na fase final. Logo ele, que era tão criticado pela cúpula do PT.
A presidente já disse ao amigo que vai precisar muito dele no segundo turno. Eleito governador, vai ter muito trabalho para ajudar na reeleição de Dilma. Aécio, depois de deixar Minas em segundo plano, conseguiu recuperar terreno nos últimos dias.
Agora, enfim, será a vez de o tucano virar alvo da máquina petista de desconstrução de imagem, que afia suas garras. Já o PSDB conta o acervo das maracutaias da Petrobras. Será um segundo turno sangrento. 

Valdo Cruz é repórter especial da Folha. Cobre os bastidores do mundo da política e da economia em Brasília. Escreve às segundas-feiras.

ELEIÇÕES: Aliados de Marina Silva estão convencidos de que ela apoiará Aécio

FOLHA.COM
POR PAINEL

No colo de Aécio
Aliados que acompanharam a apuração com Marina Silva saíram convencidos de que ela vai apoiar Aécio Neves. Depois de condenar a polarização entre PT e PSDB, a candidata do PSB deve dizer que o eleitor votou pela mudança ao justificar a opção pelo tucano. Antes, cobrará a incorporação de algumas ideias ao programa dele. Aécio também quer o apoio da família de Eduardo Campos para turbinar sua votação em Pernambuco, onde teve o pior desempenho no país, abaixo dos 6%.

Hora do troco 
Nas conversas, Marina repetia que foi desrespeitada pelo PT e que não havia chance de discutir um apoio a Dilma Rousseff. Não dá, dizia ela.

Voz das ruas 
Coordenador da campanha, o ex-tucano Walter Feldman deu a senha: As urnas optaram pela mudança. Agora temos que trabalhar com a alternativa que está posta e qualificá-la.

Longe do muro 
Com poucas exceções, os aliados defenderam que Marina não repita a neutralidade do segundo turno de 2010, quando rejeitou apoiar José Serra (PSDB). Na época, seu rancor com o PT não era tão grande.

Vamos conversar 
O grupo de Marina já lista convergências programáticas com Aécio. Entre elas, o liberalismo na economia e as defesas dos biocombustíveis.

ELEIÇÕES: Assembleia Legislativa tem 33% de renovação; 41% dos deputados federais em 2015 são novos

Do BAHIA NOTÍCIAS
Foto: Manu Dias/ GOVBA
A Assembleia Legislativa contará, em 2015, com menos da metade de parlamentares novos e com a vinda de edis para a composição das vagas. As eleições de domingo (5) determinaram a renovação de 33% no estado e 41% na Câmara Federal. Apenas 21 das 63 vagas serão ocupadas por novos membros na Casa Legislativa estadual. Esta taxa foi considerada menor que a registrada na última eleição, de 49%. Soldado Marco (PSDB), Fabíola Mansur (PSB) e Marcell Moraes (PV) conseguiram sair da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e embarcar na Assembleia. Alan Castro (PTN) e David Rios (PROS) também saíram da Câmara soteropolitana para garantir vagas na Casa, mas já haviam se licenciado de seus mandatos do legislativo municipal. Já Tia Eron (PRB), também vereadora, garantiu uma vaga para federal.

DIREITO: STF - Suspensa decisão que impedia TV Globo de exibir matéria sobre juiz

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar na Reclamação (RCL) 18746 para suspender decisão da Justiça da Paraíba que impedia a TV Globo de exibir matérias sobre um magistrado local, o juiz Vitor Bezerra. O magistrado havia sido mencionado em reportagem exibida em novembro de 2013 no Jornal Nacional, referente a processos de adoção sob investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na reclamação, a Globo Comunicações e Participações alegou que a decisão questionada ofende o entendimento do STF na Ação de Descumprimento de Princípio Fundamental (ADPF) 130, na qual a Corte considerou não recepcionada pela Constituição Federal de 1988 a Lei de Imprensa (Lei 5.250/1967).
Ao deferir a liminar, o ministro Gilmar Mendes cita, entre outros precedentes, decisão do ministro Luís Roberto Barroso na RCL 18638, segundo a qual, ao invés da proibição prévia de veiculação de matérias jornalísticas, deve ser dada prioridade a sanções a posteriori, como o direito de resposta ou a reparação do dano. A superação da presunção de liberdade de expressão, ainda conforme aquele precedente, deve ocorrer apenas em raros casos e em situações de absoluta excepcionalidade.
“Entendo que a veiculação da matéria jornalística ocorreu dentro de parâmetros normais, bastante distantes das hipóteses raras e excepcionalíssimas referidas pelo ministro Barroso”, afirmou o ministro Gilmar Mendes em sua decisão. A censura questionada pela TV Globo, na reclamação, afirma o ministro, revela-se injustificável.
O ministro ressaltou que, aparentemente, a reportagem questionada não constitui uma divulgação de informação que se sabe falsa, mas de fatos que são objeto de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o caso das adoções irregulares.
O ministro determinou a suspensão da decisão proferida pelo juízo da 12ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa (PB), até o julgamento do mérito da reclamação.
Leia aqui a íntegra da decisão.

DIREITO: STJ - Agente que devolveu multa para compensar empresa é inocentado da acusação de improbidade

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para condenar pela prática de improbidade administrativa um funcionário que restituiu multa a empresa punida pelo atraso no fornecimento de gêneros alimentícios. O MPF alegava que a conduta lesou o patrimônio público. A Turma, no entanto, entendeu que a ausência de má-fé do agente não tipifica o ato como ímprobo.
A empresa venceu licitação para fornecer à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) gêneros alimentícios que seriam distribuídos pelo programa Prodae, em Fortaleza, em 2004. Devido ao atraso na entrega de alguns produtos, a empresa foi multada, mas depois requereu a devolução do valor – quase R$ 80 mil –, no que foi atendida. 
O gerente financeiro da Conab, ao interpretar a legislação, entendeu que a restituição da multa amenizaria, por compensação, a responsabilidade da própria Conab, tendo em vista que a companhia estatal também havia atrasado faturas da empresa e de outros fornecedores. O MPF considerou que essa conduta causou lesão ao erário e pediu a condenação solidária do gerente e da empresa fornecedora com base no artigo 10 daLei 8.429/92.
Descuido
O juiz de primeiro grau julgou parcialmente procedente o pedido do MPF para condenar o gerente e a empresa na obrigação de reparar o prejuízo que causaram ao patrimônio público. Ele entendeu que a conduta do réu não se deu por dolo, mas por descuido, o que a caracteriza como culposa.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) afastou a culpa do gerente e manteve a obrigação de restituição por parte da empresa, ao fundamento de que ela teria sido a única beneficiada. Para o TRF5, faltou o elemento desonestidade para condenar o gerente. O MPF recorreu da decisão.
Dolo e culpa
A jurisprudência do STJ afirma que não se pode confundir improbidade com mera ilegalidade. O relator do recurso, ministro Herman Benjamin, explicou em seu voto que a improbidade é ilegalidade qualificada pelo elemento subjetivo da conduta. A jurisprudência considera indispensável, para a caracterização de improbidade, que haja dolo nas condutas descritas nos artigos 9º e 11 da Lei 8.429, ou pelo menos culpa grave nas do artigo 10.
Segundo o ministro, não há como modificar as conclusões do TRF5 quanto à conduta do réu, como desejava o MPF, pois isso exigiria o reexame de provas, vedado pela Súmula 7 do STJ. “Mesmo que se pudesse arredar esse obstáculo formal, penso que, diante da moldura fática desenhada pela corte de origem, não há como sancionar o réu”, disse ele.
Herman Benjamin citou precedente de sua própria relatoria (REsp 765.212) no qual afirmou que a aplicação das sanções da Lei de Improbidade Administrativa deve levar em conta, entre outros fatores, “a reprovabilidade da conduta, a posição hierárquica do agente e o objetivo público da exemplaridade da resposta judicial”.
Exigência legal
O relator afirmou que o exame do acórdão do TRF5, soberano na análise das provas, não permite verificar negligência tão reprovável a ponto de merecer as sanções previstas na Lei de Improbidade.
Isso porque o réu não agiu de forma açodada ou desassistida. A devolução dos valores foi baseada em diversos despachos favoráveis ao pedido da empresa e também em conversas mantidas com dirigentes da Conab.
A devolução da multa como forma de compensar a empresa, segundo o ministro, “não constitui medida flagrantemente desarrazoada”, pois o artigo 40, XIV, alínea “d”, da Lei 8.666/93 diz que o edital da licitação deve prever obrigatoriamente as condições de pagamento e também “compensações financeiras e penalizações por eventuais atrasos”.Apesar disso, não havia previsão de compensação no edital. Para Herman Benjamin, a ilação feita pelo agente público sobre a compensação, embora “não tenha sido a mais feliz”, encontra amparo na lei e “constitui cláusula obrigatória do instrumento editalício”.

DIREITO: TSE - Ministro Dias Toffoli faz balanço das eleições deste domingo (5) no país

Em entrevista a jornalistas nesta noite, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, fez um balanço das eleições gerais no país neste domingo (5). O ministro disse que as eleições ocorreram em clima de normalidade, sem incidentes relevantes. Ressaltou que o Brasil é a quarta maior democracia do mundo. “O Brasil só se encontra abaixo em número de eleitores da Índia, dos Estados Unidos e da Indonésia. Dos mais de 142,8 milhões de eleitores brasileiros, 80% compareceram às urnas. No dia de hoje, o balanço é de vitória da democracia”.
Segundo Toffolli, “a democracia pode ter as suas dificuldades, seus percalços, mas realizar uma eleição com quase 143 milhões de eleitores, a quarta maior eleição do mundo, tudo que verificamos é que esses percalços não foram significativos”. 
Ele agradeceu o empenho dos ministros do TSE, desembargadores dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), juízes eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral e dos 2,4 milhões de mesários, dentre outros cidadãos, que contribuíram para o êxito das eleições. Agradeceu e parabenizou, em especial, o povo brasileiro, que novamente se dirigiu às urnas com ampla tranquilidade, para escolher o futuro do país. 
Biometria
O presidente do Tribunal destacou o avanço e o sucesso da identificação biométrica (pelas impressões digitais) nestas eleições. Toffoli afirmou que o uso da biometria “é a garantia de que o eleitor brasileiro só poderá votar uma única – e somente uma única vez”. “A Justiça Eleitoral não voltará atrás de fazer esse trabalho de identificar o eleitor brasileiro biometricamente”, sustentou.
No primeiro turno destas eleições, mais de 21,6 milhões de eleitores de 764 municípios de todos os estados e do Distrito Federal puderam ser identificados pelas digitais.
Presenças
Além do presidente do TSE, estiveram presentes na mesa da coletiva o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, os ministros do TSE, o vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho.
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, chefe do Poder Judiciário, afirmou que “a cada eleição, as instituições republicanas se fortalecem. E se fortalecem graças à coordenação que é feita pela Justiça Eleitoral”. Ele salientou que a Justiça Eleitoral proporcionou uma eleição segura, tranquila e eficiente.

DIREITO: TRF1 - Faltando apenas a conclusão do curso técnico o estudante pode matricular-se no nível superior

Crédito: Imagem da web
A 5.ª Turma decidiu, por unanimidade, dar provimento à apelação de uma estudante, a fim de conceder-lhe a segurança e assegurar-lhe o direito à matrícula no curso de Engenharia de Alimentos, na Universidade Federal do Tocantins (UFT), observada a ordem de classificação por ela obtida no concurso vestibular e o número de vaga existente.
A impetrante estava matriculada e frequentando a 4.ª série do Curso de Técnico de Nível Médio integrado em Eletrotécnica – Campus Itumbiara e havia concluído 97,33% da carga horária das disciplinas do curso, além de toda a carga complementar de 120 horas e encontrava-se em processo de avaliação do relatório de estágio curricular supervisionado obrigatório quando foi aprovada no concurso vestibular para a UFT.
A estudante busca o TRF1, apelando da sentença proferida em primeira instância, que lhe negou mandado de segurança contra ato da coordenadora da Secretaria Acadêmica da UFT e manteve a negativa de realização de sua matrícula no curso superior, por não haver concluído o ensino médio.
A recorrente alega, nos termos da jurisprudência consolidada no âmbito dos tribunais, que, tendo cumprido a carga horária mínima correspondente ao ensino médio, deve ser assegurada a sua matrícula no ensino superior, vez que foi aprovada no vestibular. Sustenta, ainda, que impedir o seu acesso ao nível escolar superior seria uma lesão a sua aptidão intelectual.
Após analisar o caso, o relator, desembargador federal Souza Prudente, reformou a sentença. Segundo o magistrado, acerca do tema, consolidou-se entendimento neste Tribunal de que “o aluno de escola técnica-profissionalizante, que concluiu a carga horária necessária para a conclusão do ensino médio, ainda que pendente a conclusão da formação técnico-profissional, uma vez que esta tem caráter tão-somente de atividade prática, tem direito à matrícula, no ensino superior, desde que devidamente aprovado no vestibular”. (REO n.º 200032000030343/AM, Relator Desembargador Federal Daniel Paes Ribeiro, Sexta Turma, DJ de 30/04/2004, p.117).
De acordo com o desembargador, “tendo a impetrante logrado êxito em processo seletivo para ingresso na graduação, não se afigura razoável o indeferimento de sua matrícula pela ausência de comprovação, naquele momento, da conclusão do ensino médio, mormente na hipótese dos autos, em que a impetrante demonstrou, por meio da apresentação do Certificado de Conclusão do Ensino Médio e do histórico escolar, ter concluído, com êxito, o referido curso”, afirmou o relator.
“Há de ver-se, ainda, que a tutela jurisdicional buscada nestes autos, além de se encontrar respaldada pela noticiada capacidade da impetrante, encontra-se em sintonia com o exercício do direito constitucional à educação (CF, art. 205) e com a expectativa de futuro retorno intelectual em proveito da nação, que há de prevalecer sobre formalismos eventualmente inibidores e desestimuladores do potencial científico daí decorrente”, finalizou o magistrado.
Processo n.º 0007858-64.2013.4.01.4300
Data da decisão: 10/9/2014
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