segunda-feira, 14 de julho de 2014

DIREITO: Justiça do Rio nega habeas corpus a detidos por atos contra a Copa

Do ESTADAO.COM.BR
ROBERTA PENNAFORT - O ESTADO DE S. PAULO

Presos são mantidos em celas separadas dos demais detentos no complexo de Bangu; Anistia Internacional critica detenções
RIO - A Justiça negou os pedidos de habeas corpus e de relaxamento das prisões temporárias dos detidos no último sábado por suposta participação em atos violentos durante as manifestações de rua no Rio. As prisões temporárias valem até esta quarta-feira, 16. 
Os advogados estão recorrendo. “O Judiciário está tratando com morosidade. Não estão dando a atenção que merece um caso de arbitrariedade”, criticou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Marcelo Chalréo. 
As 17 pessoas presas na véspera da final da Copa do Mundo estão sendo mantidas em celas separadas dos demais detentos. As oito mulheres estão numa mesma cela da Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, feminina, e os nove homens, em celas individuais da Cadeia Pública José Frederico Marques - as duas no complexo de Bangu. “Pelo menos estão em setores separados dos presos comuns. A prisão já foi um absurdo; se ficassem misturados, seria mais um absurdo”, disse Chalreó. 
As prisões foram determinadas pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal. Ele considerou serem “imprescindíveis para o aprofundamento das investigações” e para a manutenção da ordem durante a final da Copa, uma vez que havia indícios de que os ativistas agiriam com “extrema violência” em manifestações anti-Copa na final do Mundial, domingo, realizada no Maracanã.
Críticas.Os argumentos foram rechaçados pela Anistia Internacional e a Justiça Global, ONGs defensoras dos direitos humanos, que tacharam as prisões de intimidatórias e antidemocráticas. 
A família da jornalista Joseane Freitas, concursada da Empresa Brasileira de Comunicação, foi pega de surpresa com sua prisão. “Ela estava com viagem de férias marcada para Portugal. Ninguém sabe do que está sendo acusada. Sabemos que participou das primeiras manifestações, pacificamente. Colocaram todos no mesmo saco. Ela não tinha nada contra a Copa”, disse o auxiliar administrativo Sidney Araújo, irmão de Joseane.
Movimentos sociais marcaram reunião para organizar um ato pela liberdade de todo o grupo, que é integrado também por estudantes, professores e pelo menos uma advogada.

NEGÓCIOS: Especulação eleitoral após Copa leva Bovespa ao maior nível em 9 meses

Do UOL

A especulação eleitoral voltou a servir de justificativa para as principais altas da Bovespa nesta segunda-feira. A bolsa brasileira repetiu hoje o movimento observado na última quinta-feira (10), que foi o primeiro pregão após a derrota humilhante por 7 a 1 do Brasil contra a Alemanha. O jogo de sábado (12) contra a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar, terminou com mais uma derrota amarga por 3 a 0, reforçando as apostas do mercado de que o fracasso da seleção na reta final da Copa pode custar votos à reeleição de Dilma Rousseff.
Esta semana, ao menos três pesquisas eleitorais - Datafolha/Folha e Globo, Sensus/IstoÉ e Ibope/RBS - poderão captar como a população reagiu ao sucesso na realização da Copa e ao vexame da seleção. Por enquanto, os investidores preferem acreditar que o segundo fato irá pesar mais na opinião do eleitor e, por isso, voltaram às compras das ações do chamado "kit eleições": estatais - principalmente Petrobras - e bancos.
O Ibovespa terminou em alta de 1,75%, para 55.743 pontos, maior pontuação deste ano, acumulando alta de 8,2% em 2014. Desde 22 de outubro de 2013, quando marcou 56.460 pontos, o Ibovespa não alcançava um patamar tão alto. O volume financeiro da bolsa brasileira hoje também foi expressivo, de R$ 8,488 bilhões. Pão de Açúcar PN (R$ 1,331 bilhão) e Petrobras PN (R$ 1,285 bilhão) foram as principais responsáveis pelo giro tão elevado.
Entre os papéis do "kit eleições", Petrobras PN (4,48%) liderou os ganhos do Ibovespa, acompanhado de Eletrobras ON (4,45%), Bradesco ON (4,06%), Petrobras ON (3,88%), Bradesco PN (3,61%), Eletrobras PNB (2,78%), Banco do Brasil ON (2,62%) e Itaú PN (2,29%).
Além do efeito eleitoral, Petrobras também subiu com relatório do Goldman Sachs, que elevou a empresa à lista das empresas preferidas do setor na América Latina, ao retirar a canadense Pacific Rubiales do ranking. O banco acredita que a brasileira mantém um perfil interessante de balanceamento entre risco e retorno e elege a estatal como investimento prioritário na região.
O preço-alvo da instituição para as ações ordinárias da companhia foi aumentado de R$ 21,20, para R$ 23,30, enquanto para as preferenciais a alta foi de R$ 22, para R$ 24,20. Frente ao fechamento de sexta-feira, o potencial de valorização seria de 37% e 32,4%, respectivamente. A recomendação foi mantida em compra. 
Outro destaque de alta hoje foi Embraer ON (3,27%). A empresa anunciou hoje a entrega de 58 aeronaves no segundo trimestre de 2014, melhora de 13,7% na comparação anual. O desempenho ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam 25 jatos no período, sem contar entregas para a Azul. Além disso, a empresa informou que recebeu encomenda firme de 50 jatos E175-E2 da Trans States, com opção para mais 50. O negócio é estimado em US$ 2,4 bilhões.
Entre os poucos destaques negativos do dia ficaram Oi PN (-3,10%), Pão de Açúcar PN (-2,08%) e MRV ON (-1,92%). Os filhos do empresário Abilio Diniz venderam grande parte de suas ações no Pão de Açúcar nesta manhã, em leilão na Bovespa. Foram negociados 11,47 milhões de papéis PN, a R$ 103,58 cada, totalizando R$ 1,188 bilhão. Em maio, o próprio Abilio Diniz vendeu 7,91 milhões de ações PN da companhia. Dessa forma, a família que ajudou a construir a varejista vem reduzindo consideravelmente sua posição no grupo desde que o francês Casino assumiu o controle do Pão de Açúcar.

ECONOMIA: Dólar fecha em queda de 0,45% ante real, de olho em Fed e BC brasileiro

Do UOL
Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira num dia de poucos movimentos e fluxo mais positivo, à espera de novos sinais sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e sob a constante intervenção do Banco Central brasileiro.
A moeda norte-americana recuou 0,45 por cento, a 2,2115 reais na venda, perto da mínima da sessão de 2,2110 reais. Na máxima, a divisa saiu a 2,2230 reais.
Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares.
"O mercado está caminhando sempre de lado nessas últimas semanas e hoje foi um dia excepcionalmente vazio. O movimento é mais de fluxo do que de notícia", afirmou o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.
"Enquanto não tivermos grandes acontecimentos no exterior, não vejo grandes empolgações no câmbio", acrescentou.
A divisa dos EUA vem operando entre 2,20 e 2,25 reais desde o início de abril, banda informal que boa parte do mercado acredita agradar ao BC, pois não pressiona a inflação e, ao mesmo tempo, não prejudica as exportações.
Pela manhã, o BC brasileiro vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram 2 mil contratos para 2 de fevereiro e 2 mil para 1º junho de 2015, com volume equivalente a 198,3 milhões de dólares.
Em seguida, vendeu a oferta total de até 7 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em agosto. Ao todo, o BC já rolou cerca de 25 por cento do lote total, que corresponde a 9,457 bilhões de dólares.
Para o dia seguinte, a autoridade monetária anunciou mais um leilão de até 4 mil swaps cambiais e outro de até 7 mil para rolagem, nas mesmas condições ofertadas nesta sessão.
Segundo analistas, um fator que poderia provocar mais movimentos no mercado brasileiro de câmbio é a participação da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, em audiências no Senado e na Câmara dos Estados Unidos ainda nesta semana.
O banco central norte-americano tem reduzido suas medidas de estímulo econômico e o mercado está atento a um eventual aumento da taxa de juros, que poderia atrair à maior economia do mundo recursos atualmente aplicados no Brasil.
Por enquanto, investidores não acreditam que mais um aperto na política monetária nos EUA pode vir antes do esperado, mas buscarão nas declarações de Yellen pistas sobre como o Fed se posiciona diante de alguns números positivos sobre a economia.
"Esta semana tem grande potencial de influenciar os mercados emergentes, conforme nos aproximamos da próxima reunião do Fed, no fim de julho", escreveram analistas do Credit Suisse em relatório.
No exterior, o dólar subia contra o iene mas operava perto da estabilidade em relação a outras divisas, com investidores aguardando o pronunciamento da chair do Fed.

GESTÃO: Governo blinda Arno no 'caso dos R$ 4 bi'

Do ESTADAO.COM.BR
ADRIANA FERNANDES., JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA. - O ESTADO DE S.PAULO

BC ainda procura explicações para descoberta de dinheiro de crédito a favor da União em conta paralela, o que diminuiu o rombo nas contas públicas
O governo federal montou uma operação para blindar o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, dos danos causados pela descoberta de R$ 4 bilhões de um crédito a favor da União numa conta paralela de uma das maiores instituições financeiras privadas do País. O achado diminuiu o rombo nas contas do governo, mas alimentou as desconfianças em torno da política fiscal brasileira.
Apontado como principal articulador de manobras contábeis, Augustin tem sido alvo de críticas dos economistas e da oposição. As manobras do Tesouro fragilizaram a credibilidade da política econômica do governo e tornaram menos eficazes os efeitos da política fiscal sobre o combate à inflação. A conta paralela foi revelada pelo Estado anteontem.
A estratégia do governo agora é deixar o Banco Central (BC) dar as explicações técnicas sobre o crédito, afastando qualquer relação do ocorrido com a postergação de pagamentos pelo Tesouro. Embora Augustin negue oficialmente, o adiamento de pagamentos que deveriam ser feitos nos últimos dias do mês para o início do mês seguinte, essa postergação tem sido prática recorrente do Tesouro para administrar os resultados fiscais ao longo dos meses e, com isso, as expectativas em torno da capacidade do governo cumprir a meta fiscal.
O Ministério da Fazenda se recusa a comentar o problema, insistindo na resposta de que a conta dos R$ 4 bilhões é "assunto do BC". Mas, segundo informaram fontes da área técnica do governo, quando o BC procurou o banco privado para averiguar a diferença encontrada a resposta ouvida pela instituição financeira foi a de que era preciso ouvir o Tesouro.
Os técnicos do Tesouro foram chamados para uma reunião no BC para explicar a diferença de R$ 4 bilhões encontrada entre o valor calculado do chamado Governo Central - as contas do Tesouro, INSS e BC - e o que resultado que seria divulgado pelo BC para a mesma esfera do setor público.
Os dois resultados são apurados com metodologias diferentes, mas é incomum encontrar uma discrepância estatística - termo usado no jargão fiscal - tão elevada num único mês. Em 2013, a discrepância apontada no ano foi de R$ 1,7 bilhão. Permanece sem explicação a origem do crédito de R$ 4 bilhões.
Manobras. A credibilidade do governo federal na área fiscal está abalada desde o início do ano passado. Naquele momento, as manobras realizadas pelo Tesouro Nacional para fechar as contas fiscais de 2012 foram reveladas, e o mercado financeiro e investidores internacionais passaram a duvidar da capacidade real do governo Dilma Rousseff conduzir uma política fiscal séria.
Nos últimos dias de 2012, o secretário Arno Augustin sacou R$ 12,5 bilhões que estavam no Fundo Soberano do Brasil (FSB). Por se tratarem de ações de estatais, entre elas a Petrobrás, o Tesouro resolveu fazer o BNDES adquirir esses papéis, para evitar uma queda no preço do ativo. Em seguida, o BNDES repassou esses papéis ao Tesouro. Essa triangulação de recursos foi vendida como "esforço fiscal" pelo governo, mas percebida como "manobra contábil" pelo mercado e por agências de rating.

VIAGEM: Dólar recua, mas viajar está mais caro

Do ESTADAO.COM.BR
BIANCA PINTO LIMA, YOLANDA FORDELONE - O ESTADO DE S.PAULO

Moeda para turistas volta ao nível de julho de 2013, mas queda é totalmente anulada pela alta do IOF para os pagamentos no exterior
Compra de US$ 1 mil com cartão pré-pago ficou R$ 139,20 mais cara para o brasileiro de um ano para o outro
O dólar turismo voltou ao patamar de julho de 2013, mas isso não significou economia para os brasileiros que viajam ao exterior. A valorização cambial dos últimos meses foi totalmente anulada pela alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para gastos fora do País - que passou a vigorar em dezembro do ano passado. Assim, mesmo com a moeda norte-americana ligeiramente mais barata, o turista está gastando mais.
O dólar turismo fechou a última sexta-feira cotado a R$ 2,34, valor um pouco inferior ao de 10 de julho de 2013, quando encerrou a R$ 2,36. "Entre outubro e janeiro, a divisa teve valorização e chegou a ser cotada a R$ 2,60. Após esse movimento, entrou em tendência de queda. Mas, ainda assim, comprar a moeda via cartão pré-pago está mais caro, por conta do imposto", ressalta Fernando Bergallo, gerente de câmbio da corretora TOV.
Em dezembro de 2013, o governo elevou de 0,38% para 6,38% a alíquota do IOF cobrada nos cartões pré-pagos, nos saques em conta corrente feitos em moeda estrangeira e nos quase esquecidos "traveller cheques". Como o cartão de crédito já tinha essa alíquota maior desde 2011, a única opção não alcançada pela mudança tributária foi o dinheiro em espécie, que continua com IOF de 0,38%.
O cartão de crédito deve ser usado de forma racional, para emergências, já que o cliente fica à mercê da variação cambial - Maria Inês Dolci, da Proteste
Simulação realizada pela TOV mostra o peso do imposto no bolso: uma compra de US$ 1 mil com cartão pré-pago ficou R$ 139,20 mais cara para o brasileiro de um ano para o outro. Diferença que sobe para R$ 696, caso o desembolso some US$ 5 mil (veja a simulação ao lado). Sem dúvida, levar dinheiro em espécie ao exterior sai mais barato, mas a escolha também deve levar em conta a segurança e a praticidade. "Há turistas que ficam confortáveis carregando todo o dinheiro e outros que ficam completamente apavorados", destaca Bergallo.
Alternativas. Se a tendência da moeda neste primeiro semestre foi de queda, a segunda metade do ano reserva mais incertezas. "Há inseguranças nos campos econômico, fiscal e político. Portanto, deve haver uma reversão no fluxo especulativo, pressionando a cotação do dólar", afirma o diretor da NGO Corretora, Sidnei Nehme.
Para minimizar os riscos de uma eventual alta do dólar, a orientação é antecipar a compra da moeda, caso a viagem esteja próxima. "O turista tem de avaliar o custo de oportunidade. Se o dinheiro está parado e ele vai viajar daqui dois ou três meses, não vejo motivo para não fazer a compra logo", diz Bergallo. "Já se o dinheiro estiver na Bolsa e o investidor tiver de assumir um prejuízo para comprar a divisa, a opção é adquirir aos poucos", sugere.
Em relação aos custos, há duas recomendações: diversificar os meios e negociar a cotação. "O cartão de crédito deve ser usado de forma racional, para emergências, já que o cliente fica à mercê da variação cambial. Já o orçamento da viagem pode ser dividido entre cartão pré-pago e moeda em espécie", aconselha a coordenadora da Proteste Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci.
Para minimizar o efeito do IOF, as casas de câmbio oferecem taxas mais atrativas para o carregamento do pré-pago. Na Confidence e na TOV, por exemplo, o dólar fica dois centavos mais barato para o turista que opta pelo plástico. Então é aqui que entra a parte da negociação. "Desde a mudança no imposto, houve uma redução de 55% na ativação de cartões e essa demanda migrou toda para a moeda em espécie", conta Eduardo Kisahleitner, diretor da Confidence Câmbio.
Cartão de crédito. Outra variável que poucos conhecem, mas que pode fazer diferença no gasto final, é a taxa de câmbio praticada pelo cartão de crédito. Não há uma padronização e as instituições financeiras ficam "livres" para definir o câmbio no fechamento da fatura. Pesquisa da Proteste em parceria com o economista da FGV Samy Dana mostra que a discrepância pode significar R$ 114,48 a mais em uma compra de US$ 1 mil.
A maior diferença em relação à Ptax (taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para contratos) foi encontrada no Santander: 5,43% mais. Já a Caixa teve a menor: 0,45%. O estudo avaliou faturas de cartões de sete bancos.
Qual o melhor meio de pagamento?
Vantagens e desvantagens de algumas opções que podem ser usadas no exterior:
Cartão de crédito 
Vantagem: Consumidor inscrito no programa de pontos acumula créditos para trocar por passagem aérea, diária de hotel ou carro alugado, compras e produtos em lojas específicas. 
Desvantagem: Turista fica à mercê da variação cambial na data do fechamento da fatura e é cobrado IOF de 6,38%.
Cartão pré-pago
Vantagem: Congela as despesas. Ou seja, não há risco de a conta final da viagem aumentar por conta da variação cambial. 
Desvantagem: É mais seguro do que dinheiro em espécie, já que possui senha. Alguns bancos e instituições financeiras oferecem taxa de câmbio mais vantajosa no carregamento de pré-pagos. Alíquota do IOF, que era de 0,38%, foi elevada para 6,38% em dezembro de 2013. O imposto é cobrado já no momento em que se carrega o cartão na casa de câmbio. 
Dinheiro em espécie
Vantagem: É a única forma de levar dinheiro ao exterior que não foi alcançada pela alíquota de 6,38% - o IOF continua em 0,38%.
Desvantagem: Não é seguro. Além disso, o turista deve declarar à Receita Federal toda vez que deixar ou entrar no País com quantia superior a R$ 10 mil em espécie, tanto em moeda nacional como estrangeira.
Traveller cheque
Vantagem: É seguro, pois em caso de roubo ou perda o dinheiro é ressarcido.
Desvantagem: Viajante fica sujeito a duas taxas de câmbio: no momento de comprar o traveller cheque e na hora de trocá-lo por moeda local no país de destino. Teve IOF elevado para 6,38%.

POLÍTICA: De olho na reeleição, Planalto agora quer virar a página da Copa

De OGLOBO.COM.BR
POR MARIA LIMA, MARIANA SANCHES, ANA PAULA RIBEIRO E CATARINA ALENCASTRO

Oposição, no entanto, compara Dilma a Felipão e já chama a atenção para o futuro dos estádios do Mundial
Dilma foi vaiada ontem quando entregava a taça ao time alemão. Assessores dizem que ela não se abalou - Ivo Gonzalez / Ivo Gonzalez
BRASÍLIA e SÃO PAULO - Aliados da presidente Dilma Rousseff querem sepultar o tema Copa do Mundo — e também a derrota da seleção — para evitar que o mau humor dos brasileiros contamine seu desempenho na corrida pela reeleição. A solidariedade da presidente com os jogadores encerrou-se na carta que ela enviou ou grupo ontem, e não há nenhuma intenção de recebê-lo no Palácio do Planalto. Quem acompanhou a presidente ao Maracanã ontem disse que Dilma não se deixou abalar pelas vaias que ouviu no estádio. Segundo fontes próximos a ela, a presidente deixou o local tranquila apesar de ter sido hostilizada mais uma vez, repetindo cenário visto no Itaquerão, na abertura do Mundial.
Segundo o deputado José Guimarães (CE), ex-líder do PT na Câmara, se alguém tentar culpar Dilma pelo mau resultado da seleção, dará um tiro no pé. Para ele, Dilma chamou para si a responsabilidade de organizar a melhor Copa da História e não pode ser responsabilizada pela derrota do Brasil.
— O fato de a seleção ter sido humilhada é responsabilidade unicamente dos jogadores e do Felipão. Não tivemos uma seleção à altura do que o governo realizou fora dos campos — afirmou ele. — A solidariedade que a presidente Dilma teve da população anula qualquer efeito de vaia. Apostaram no caos, e não teve isso. A Copa acaba hoje (ontem), e o assunto também. Vamos virar a página e começar a campanha imediatamente. Amanhã, mãos à obra, militância nas ruas para ganharmos a eleição.
Mau humor só no futebol
O deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara, aposta que as atenções vão se centrar agora na participação da presidente na reunião dos chefes de estado dos Brics (Brasil, Rússia, Índia China e África do Sul), que acontece esta semana, em Fortaleza. Para ele, a campanha virá logo depois.
— É necessário virar a página. Os registros da grande Copa que fizemos vão ficar. A frustração que ficará é para a história do nosso futebol. Em poucos dias a campanha dará o tom do debate nacional. É possível que haja mau humor em relação à desclassificação do Brasil, mas também o consciente reconhecimento de que tudo funcionou bem na Copa. Dos aeroportos à hospitalidade e alegria do povo brasileiro — ressaltou, por sua vez, o presidente da Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Se, por um lado, os governistas querem virar a página e acham que, mais uma vez, a população vai ser solidária com a presidente pelas novas vaias ouvidas ontem no Maracanã, a oposição diz que a candidata do PT gastou sua bala de prata e não terá o resultado eleitoral esperado se tentar misturar Copa do Mundo com votos.
Um dos coordenadores da campanha do tucano Aécio Neves, o ex-governador Alberto Goldman (SP) classificou ontem a presidente como a grande perdedora por ter tentado “faturar” algo que não é dela: o entusiasmo do povo brasileiro pelo futebol.
— A presidente vai amargar a frustração de todos. Mas tudo isso não define as eleições. O que define é o péssimo governo que ela realiza. Inclusive a herança que a Copa deixa, que será explícita nas próximas semanas: estádios caros e vazios e dívidas dos clubes que não serão pagas.
O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), um dos coordenadores da campanha do presidenciável Eduardo Campos (PSB) e candidato a governador do Rio Grande do Sul, afirmou, por sua vez, que os 80% de brasileiros que queriam mudança antes da Copa seguirão com esse propósito.
— O governo Dilma é um fracasso. Um retrocesso em relação ao de Lula. Dilma e Felipão são iguais: ultrapassados, teimosos e sem comando.
Na mesma linha, o secretário geral do PSB e coordenador da campanha de Campos, Carlos Siqueira, ressaltou que, independente do resultado da Copa, o eleitorado já deu sinais claros de que deseja mudar de governante.
— A frustração com o resultado não é determinante, e todos lamentamos. O eleitor brasileiro tem muitas razões para votar na oposição e por isso creio que a candidata chapa branca retornará a sua casa em Porto Alegre. Agora o jogo eleitoral começa para valer mesmo.
Economia e propostas definem eleição
Apesar do atrito evidente entre governistas e oposição, cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO afirmam que ainda não é possível prever se a boa organização e a repercussão internacional positiva que o Brasil teve ao organizar a Copa pesarão a favor da presidente Dilma. Eles destacam que, por outro lado, houve o fracasso da seleção e que ele talvez possa “colar” na imagem dela. A maioria, no entanto, acredita que o assunto Copa do Mundo será logo esquecido e não deve ter impacto nenhum na campanha.
Vera Chaia, professora do Departamento de Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), acredita que o assunto será explorado pela oposição, mas diz que ainda é cedo para saber o impacto que terá.
— É possível fazer dois balanços dessa Copa. O positivo tem como ingredientes a boa organização, os estádios funcionando perfeitamente (mesmo tendo sido concluídos em cima da hora, não houve nenhum desastre) e a diminuição dos protestos. Tudo isso gerou um efeito muito positivo para os prefeitos e governadores e também influencia a imagem de Dilma — destaca ela. — O aspecto negativo foi o fracasso da seleção, que despertou uma série de críticas à CBF e à própria Fifa. Agora que o evento terminou, as manifestações de rua tendem a voltar assim como as cobranças com o dinheiro público gasto e os estádios que se transformarão em “elefantes brancos”. Por isso, ainda é cedo para saber qual dos dois aspectos pesará mais.
Especialista vê saldo positivo para Dilma
Para o cientista político Cláudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), o saldo para o governo e para a imagem de Dilma será mais positivo do que negativo.
— Havia uma expectativa ruim sobre a realização da Copa, o que acabou não se concretizando. A reversão de expectativa é sempre mais benéfica do ponto de vista de imagem.
Couto não acredita, no entanto, que a avaliação positiva da Copa possa decidir as eleições, já que as pessoas votarão baseadas em outros critérios.
O professor de ciência política José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo, vê como inevitável que a organização da Copa influencie na imagem do governo e da presidente.
— Essa Copa está politizada desde o início. Quando o ex-presidente Lula propôs a candidatura do Brasil, atrelou-a ao desempenho do governo.
Para o cientista político, desde o ano passado, com os protestos nas ruas, a população se tornou mais crítica, passando a comparar a organização da Copa com serviços considerados essenciais.
— As pessoas estão mais críticas, mas também não é uma coisa direta. Não é porque a seleção fracassou que a Dilma vai perder a eleição. Mas elas entendem que, a despeito do clima favorável durante a Copa, o país tem muitos problemas que precisam ser encarados de frente — acredita.
Já para Fernando Abrúcio, cientista político também da FGV-SP, a derrota da seleção não deverá ter impacto em Dilma ou na oposição.
— A Copa só teria efeito relevante na campanha se tivesse uma desgraça maior do ponto de vista estrutural. E a verdade é que a eleição reage a estímulos clássicos: economia, propostas e aliados. São esses fatores que definirão a eleição. Nenhum outro.

CONCURSOS: Concursos públicos reúnem 27 mil vagas com salário de até R$ 21.657

Do UOL, em São Paulo

Os concursos públicos oferecem 27.121 vagas em várias regiões do país. Existem oportunidades em diversos cargos, destinados a candidatos de todos os níveis escolares. As remunerações iniciais podem chegar a R$ 21.657, dependendo da função desejada.
Confira na tabela abaixo uma lista resumida, que tem apenas os principais concursos. Para ver uma lista completa, com todas as opções, clique aqui.
PRINCIPAIS CONCURSOS PÚBLICOS
Órgão Vagas Escolaridade Salário Inscrição 
Tribunal de Justiça (SP) 215 Nível superior R$ 21.657 Até 25/7 Edital
Salete (SC) 30 Todos os níveis R$ 761 a R$ 12.700 Até 16/7 Edital
Ibirité (MG) 447 Todos os níveis R$ 724 a R$ 12.111 Até 31/7 Edital
Raul Soares (MG) 185 Todos os níveis R$ 724 a R$ 11.985 18/8 a 18/9 Edital
Toledo (MG) 76 Níveis fundamental e superior R$ 724 a R$ 11.775 Até 26/8 Edital
Anatel (DF) 100 Níveis médio e superior R$ 5.418 a R$ 11.403 Até 1/8 Edital
Saúde (DF) 3.055 Nível superior R$ 2.592 a R$ 10.814 Até 23/7 Edital
Ervália (MG) 268 Todos os níveis R$ 724 a R$ 10 mil Até 24/7 Edital
Poços de Caldas (MG) 74 Todos os níveis R$ 626 a R$ 9.895 16/7 a 14/8 Edital
Ronda Alta (RS) 43 Todos os níveis R$ 820 a R$ 9.257 Até 15/7 Edital
Couto de Magalhães (TO) 68 Todos os níveis R$ 724 a R$ 8.500 Até 14/7 Edital
TRT (RJ) 77 Níveis médio e superior R$ 5.007 a R$ 8.178 Até 12/8 Edital
Santana de Parnaíba (SP) 320 Todos os níveis R$ 788 a R$ 7.292 Até 23/7 Edital
Campinas (SP) 471 Todos os níveis R$ 1.417 a R$ 6.615 Até 31/7 e 18/8 Edital
Buenos Aires (PE) 118 Nível superior R$ 724 a R$ 6.400 Até 30/7 Edital
São Francisco (MA) 97 Todos os níveis R$ 724 a R$ 6.000 Até 4/8 Edital
Polícia Militar (MG) 120 Nível superior R$ 3.895 a R$ 5.991 31/7 a 28/8 Edital
Osasco (SP) 3.215 Todos os níveis R$ 767 a R$ 4.738 Até 15/7 Edital
Ribeirão das Neves (MG) 656 Todos os níveis R$ 756 a R$ 4.557 Até 11/8 Edital
Hospital das Forças Armadas (DF) 325 Níveis médio e superior R$ 3.070 a R$ 4.182 Até 28/7 Edital
Cemig Telecom 18 Níveis médio e superior R$ 1.922 a R$ 3.700 Até 30/8 Edital
Cantá (RR) 254 Todos os níveis R$ 800 a R$ 3.700 Até 18/7 Edital
Educação (RJ) 110 Níveis médio e superior R$ 3.306 Até 24/7 Edital
Seduc (AM) 7.043 Todos os níveis R$ 1.036 a R$ 3.133 Até 16/7 Edital
Polícia Civil (SP) 89 Nível fundamental R$ 2.635 Até 30/6 Edital
Saúde (DF) 2.879 Nível médio R$ 1.728 Até 30/7 Edital
Seap (DF) 400 Nível fundamental R$ 1.697 Até 28/8 Edital

MUNDO: Gaza tem 17 mil refugiados e 172 mortos após ataques de Israel

Do UOL

Morte de jovens reacende conflito entre Israel e Palestina96 fotos95 / 96
13.jul.2014 - Seis foguetes J80 são lançados por militares pró-Hamas na Faixa de Gaza (Palestina) para atingir Israel. O governo israelense disse ter invadido uma área da cidade usada pelo Hamas, que servia para o grupo terrorista fazer ataques-  Leia mais - Mohammed Saber/Efe/Epa
Mais de 17 mil pessoas já deixaram suas casas em Gaza e procuraram refúgio junto à ONU após o início da ofensiva israelense na região, segundo a organização. De acordo com autoridades locais, 172 palestinos morreram desde a última terça-feira (8).
O governo de Israel justifica a ofensiva militar como uma retaliação aos ataques contra território israelense a partir da faixa de Gaza. Segundo o governo de Israel, mais de mil foguetes foram disparados pelo grupo palestino Hamas no período. Pelo menos três israelenses ficaram gravemente feridos com os ataques, mas não houve mortes no lado israelense.
Alvos militares
Os ataques na região aumentaram após o sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses em junho e, na sequência, a morte de um adolescente palestino em Jerusalém, supostamente por vingança.
A ONU estima que 77% das pessoas mortas em Gaza sejam civis. No entanto, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), tenente-coronel Peter Lerner, contestou os números, dizendo que eles foram baseados em fontes do Hamas e não são objetivos.
Fotos mostram o cotidiano dos moradores da faixa de Gaza
31.mar.2013 - Palestinos praticam parkour na cidade de Khan Younis, no sul da faixa de Gaza. O parkour é um esporte no qual os praticantes fazem saltos e acrobacias utilizando obstáculos da cidade Hatem Moussa/AP
Lerner disse à BBC que Israel chegou a abortar ataques por medo de matar civis.
Israel diz que seus alvos são os militantes do Hamas e "locais terroristas", incluindo as casas dos agentes seniores.
Refugiados
"Não queremos prejudicar os civis em Gaza, mas eles devem saber que permanecer próximo aos terroristas e à infraestrutura do Hamas é extremamente perigoso", informaram as Forças de Defesa de Israel.
O porta-voz da ONU para refugiados palestinos, Chris Gunness, disse no Twitter que a agência tinha dobrado suas vagas para pessoas deslocadas, passando de dez mil para vinte mil.
Enquanto isso, cerca de 800 palestinos que possuem dupla cidadania começaram a deixar Gaza pela passagem de Erez.
Fotos mostram o cotidiano dos moradores de Israe
Turista espalha a lama do Mar Morto pelo corpo, em Israel Menahem Kahana/AFP
No entanto, Sawla el Tibi, moradora de Gaza, disse à BBC que era muito perigoso deixar sua casa. "[Não há] Nenhuma segurança para andar na rua... toda a faixa de Gaza está em chamas agora", disse ela.
O representante da Autoridade Palestina no Reino Unido, Manuel Hassassian, disse à BBC não havia lugares para moradores de Gaza se esconderem.
"Não há abrigos, bunkers, nenhum lugar para ir, exceto suas casas", disse ele. "Se eles saírem de suas casas, serão atingidos na rua."
Na manhã deste domingo, os ataques aéreos israelenses destruíram a maioria das sedes de segurança e delegacias de polícia que eram comandadas por militantes islâmicos do Hamas.
7º dia
Nesta segunda-feira, a operação entrou em seu sétimo dia. Israel afirma que abateu um drone palestino perto Ashdod pela manhã.
Antes, milhares de pessoas haviam fugido do norte de Gaza após militares israelenses lançarem panfletos sobre a cidade de Beit Lahiya avisando sobre ataques iminentes.
Também nesta segunda-feira, segundo a agência de notícias AFP, ataques aéreos israelenses atingiram três instalações de treinamento do braço militar do Hamas e edifícios na cidade de Gaza, causando ferimentos.
Do outro lado, um foguete disparado de Gaza atingiu a infraestrutura de eletricidade em Israel que fornecia energia para Gaza, cortando a energia de cerca de 70.000 pessoas, de acordo com o Exército israelense.
Já o norte de Israel foi atingido por foguetes disparados do Líbano, levando a artilharia de Israel a responder.
Chanceleres árabes devem se reunir no Cairo na segunda-feira para discutir a crise.
Em meio a advertências sobre uma invasão terrestre, Israel tem reunido milhares de tropas na fronteira com Gaza. No domingo, comandos israelenses realizaram sua primeira incursão terrestre, atacando um suposto local de lançamento de foguetes.
Diplomacia
Defendendo as ações de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse à emissora americana CBS: "Pedimos desculpas por quaisquer mortes acidentais de civis, mas é o Hamas que tem total responsabilidade por essas mortes."
O IDF diz que até o momento atingiu 1.320 localidades "terroristas" em toda a faixa de Gaza, enquanto o Hamas lançou mais de 800 foguetes contra Israel.
Pelo menos três israelenses foram gravemente feridos desde que a violência eclodiu, mas nenhum foi morto pelos ataques.
Um porta-voz do Ministério da Saúde palestino disse que 1.260 pessoas foram feridas em Gaza.
No domingo, a França condenou novamente os ataques de foguetes do Hamas, mas também apelou a Israel para "usar moderação" em sua campanha em Gaza e evitar vítimas civis.
A Alemanha está enviando seu ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, a Israel nesta segunda-feira para conversas com israelenses e palestinos em uma tentativa de ajudar a negociar o fim da violência.
O Conselho de Segurança da ONU pediu um cessar-fogo e o retorno das negociações de paz entre Israel e os palestinos.
Em novembro de 2012, Israel e militantes de Gaza travaram uma guerra de oito dias, que terminou com uma trégua. 
Conheça os pontos da negociação entre Israel e palestinos
Estado palestino Os palestinos querem um Estado plenamente soberano e independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com a capital em Jerusalém Oriental. Israel quer um Estado palestino desmilitarizado, presença militar no Vale da Cisjordânia da Jordânia e manutenção do controle de seu espaço aéreo e das fronteiras exteriores
Fronteiras e assentamentos judeus Os palestinos querem que Israel saia dos territórios que ocupou após a Guerra dos Seis Dias (1967) e desmantele por completo os assentamentos judeus. Qualquer área dada aos israelenses seria recompensada. Israel descarta voltar às fronteiras anteriores a 1967, mas aceita deixar partes da Cisjordânia se puder anexar os maiores assentamentos. Israel já retirou tropas e população da faixa de Gaza.
Jerusalém Israel anexou a área árabe da Jordânia após 1967 e não aceita a dividir Jerusalém por considerar o local o centro político e religioso da população judia. Já os palestinos querem o leste de Jerusalém como capital do futuro Estado da Palestina. O leste de Jerusalém é considerado um dos lugares sagrados do Islã. A comunidade não reconhece a anexação feita por Israel.
Refugiados Há cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, a maioria deles descendentes dos 760 mil palestinos que foram expulsos de suas terras na criação do Estado de Israel, em 1948. Os palestinos exigem que Israel reconheça seu "direito ao retorno", o que Israel rejeita por temer a destruição do Estado de Israel pela demografia. Já Israel quer que os palestinos reconheçam seu Estado.
Segurança Israel teme que um Estado palestino caia nas mãos do grupo extremista Hamas e seja usado para atacar os judeus. Por isso, insiste em manter medidas de segurança no vale do rio Jordão e pedem que o Estado palestino seja amplamente desmilitarizado. Já os palestinos querem que seu Estado tenha o máximo de atributos de um Estado comum.
Água Israel controla a maioria das fontes subterrâneas da Cisjordânia. Os palestinos querem uma distribuição mais igualitária do recurso.

COPA NO BRASIL: Mulher de executivo da Match, Ivy Byrom garante: ‘Whelan está no Brasil e vai se entregar’

De OGLOBO.COM.BR
POR JORGE LUIZ RODRIGUES

Ela diz que o marido quer provar que é inocente
O diretor da Match, Raymond Whelan (de blusa escura), quando foi levado à 18ª DP (Praça da Bandeira) - Hudson Pontes / Agência O Globo
RIO — Ivy Byrom, a mulher de Raymond Whelan, executivo da empresa Match acusado pela polícia de chefiar uma quadrilha internacional de cambistas, assistiu à final do Mundial no Maracanã sem o marido, que é considerado foragido desde quinta-feira. Ao fim da partida, ela afirmou ao GLOBO que o marido é inocente e criticou o procedimento da polícia do Rio.
— Ray não está foragido. Ele está em algum lugar do Brasil e, por orientação dos advogados, não se apresentou ainda porque estamos reunindo todos os documentos que irão inocentá-lo. Ele não fugiu, nem fugirá do Brasil. Ele está apenas querendo se defender — afirmou Ivy, na saída VIP do estádio.
Casada com Raymond Whelan há 30 anos, ela disse que a polícia invadiu o quarto 513, onde ela e o marido estavam, no Hotel Copacabana Palace, levando até seus celulares.
— É no Copacabana Palace que nossa empresa opera um lounge para nossos convidados e clientes que compram nossos pacotes para jogos. Ray não estava fazendo nada ilegal — insistiu. — Por que estão fazendo isso conosco? Querem nos destruir — afirmou a senhora de origem mexicana, que é uma dos sete irmãos da família Byrom, dona da empresa que controla 100% da Match Services e 75% da Match Hospitality.
Ivy disse, ainda, que muita gente conhece Lamine Fofana, que o marido não sabia que ele pudesse estar revendendo os pacotes para outros clientes.
— Pegaram frases soltas de SMS e de gravações. Estamos empenhados em provar a inocência do Ray — disse Ivy.
Neste domingo, policiais civis da 18ª DP (Praça da Bandeira) chegaram a ir ao Maracanã para tentar prender o britânico.

ECONOMIA: Economistas passam a ver inflação a 6,48% e expansão do PIB de 1,05% em 2014

Do ESTADAO.COM.BR
VICTOR MARTINS - AGÊNCIA ESTADO

Pesquisa Focus reduziu pela sétima vez seguida a projeção para o PIB de 2014
BRASÍLIA - A previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 recuou de 1,07% para 1,05% na pesquisa Focus do Banco Centra, essa foi a sétima revisão consecutiva do número para abaixo. Há quatro semanas a expectativa era de 1,24%. Para 2015, a estimativa de expansão segue em 1,50% um mês antes estava em 1,73%.
Bancos têm sido mais pessimistas ainda ao apontar crescimento de menos de 1% neste ano. Parte do problema tem vindo do setor industrial, que vive um mau momento. O setor bateu recorde de déficit na balança comercial
A projeção para o crescimento do setor industrial em 2014 também apresentou piora em relação a semana anterior, passou de uma retração de 0,67% para uma queda de 0,90%. Para 2015, recuou de 2,10% para 1,80%. Quatro semanas antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 0,51% para 2014 e de 2,25% em 2015 para o setor.
Os analistas corrigiram mantiveram em 34,80% a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. Há quatro semanas estava em 34,70%. Para 2015, segue em 35% há quatro semanas. 
Economistas diminuíram projeção de crescimento para 2014; indústria vive mau momento, tendo atingido déficit recorde na balança comercial
Inflação. A projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2014 subiu de 6,46% para 6,48% depois de três semanas consecutivas estável. Com isso, o valor de aproxima do teto da meta do governo, de 6,5%. A preocupação com a alta dos preços já tem, inclusive, se refletido na intenção de consumo dos brasileiros.
Segundo o boletim Focus, há quatro semanas, a estimativa era de 6,46%. Para 2015, a projeção também se manteve estável entre uma semana e outra, em 6,10%. Um mês antes, a expectativa estava em 6,08%. A previsão de inflação para os próximos 12 meses à frente subiu de 5,89% para 5,92%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas estava em 5,91%.
Juro. Os economistas mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 de 11,00% ao ano pela sexta semana seguida. Para 2015, a mediana ficou estável em 12% pela sétima semana consecutiva. A taxa básica de juros está em 11,00% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu em 27 e 28 de maio. O próximo encontro da diretoria colegiada do BC começa amanhã e acaba na quarta-feira.

ELEIÇÕES: Presidenciáveis não dizem como vão bancar propostas

Da FOLHA.COM
FERNANDO CANZIAN, DE SÃO PAULO

Com muitas generalidades e alguns pontos em comum, os programas de governo dos três principais candidatos à Presidência da República na eleição deste ano não esclarecem o principal: de onde virá o dinheiro para implementar suas agendas, sobretudo em um cenário de crescimento medíocre como o atual.
Um exame dos planos de governo de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que há pouca inovação e boa dose de continuísmo nas propostas dos três candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.
De novidade, a presidente Dilma propõe pouco. Ao contrário, apoia-se fortemente nas realizações dos dois mandatos de Lula e de um seu para pleitear mais quatro anos e evitar "retrocessos". Na média, sob Dilma o Brasil terá crescido à metade do ritmo dos dois governos de Lula.
Programas do PT adotados por Lula e Dilma também ganham destaque nos planos de Aécio Neves. O tucano cita nominalmente e ainda promete aperfeiçoar nada menos do que quatro deles: ProUni, Ciência sem Fronteiras, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida.
Aécio diz que padronizará a remuneração dos médicos estrangeiros no Mais Médicos, evitando distorções geradas no governo Dilma, em que cubanos recebem menos do que os demais profissionais.
O programa do terceiro mais bem colocado, Eduardo Campos, é o mais genérico. É forte a influência da vice, Marina Silva, na carta de intenções do PSB. Mas o resultado de promessas e "eixos programáticos" com viés "verde" é que sua agenda se torna bastante inespecífica.
Praticamente inexistem nos programas de governo dos três presidenciáveis ideias de como eles irão financiar o que prometem. Fala-se muito, e quase somente, em melhora de gestão e racionalização de gastos.
Como geralmente gastos sociais e investimentos públicos são calculados como proporção do PIB, o fato de a economia estar crescendo pouco tende a inviabilizar mais recursos em áreas como saúde e educação, e sobretudo em programas novos que dependam de dinheiro extra.
Editoria de Arte/Folhapress 
ECONOMIA
Um dos diagnósticos do mercado para o atual estado da economia é o de que Dilma teria sido leniente com a inflação e desorganizado setores produtivos com políticas pontuais. Sondagens especializadas mostram consumidores e empresários pessimistas em níveis históricos.
Em seu programa, Dilma promete um "novo ciclo" assentado em dois pilares: "solidez econômica e amplitude das políticas sociais". Acrescenta um terceiro, novo: "competitividade produtiva".
Ela promete investimentos em "produção e consumo de massa", mas não diz quem fará isso. E que a política do PT é baseada, entre outros pontos, na redução sustentável da taxa de juros e na inflação baixa e estável.
Dilma assumiu o Planalto, em 2011, com a taxa básica de juros em 10,75% ao ano. Hoje, ela está em 11%. Na semana passada, a inflação rompeu o teto da meta de 6,5% ao ano pela 11ª vez desde sua posse.
Nesta área, Aécio promete levar a taxa de inflação a 4,5%, que é o centro da meta do Banco Central. A partir daí, propõe reduzi-la "gradualmente". Diz que manterá a autonomia do BC e que poupará mais para reduzir a dívida pública –na contramão do que Dilma tem feito.
Eduardo Campos ignora aspectos macroeconômicos em seu programa para se concentrar em "políticas de desenvolvimento sustentável" pouco detalhadas.
Mas, em entrevistas, Campos já afirmou que manteria a meta de inflação em 4,5% ao ano em 2015 e forçaria quedas para os anos seguintes, terminando o mandato sinalizando um percentual de 3%. Campos também promete adotar a independência formal do BC, concedendo um mandato fixo de três anos para o seu presidente.

ECONOMIA: Energia pesa no bolso do brasileiro

De OGLOBO.COM.BR
POR RAMONA ORDOÑEZ / BRUNO ROSA

Depois da redução de 2013, conta de luz tem reajuste de até 17% e traz riscos para a inflação

Usina térmica da Petrobras na Bahia: falta de chuvas levou ao acionamento das termelétricas, cuja energia é mais cara - Divulgação/9-8-2011
RIO - Os consumidores brasileiros estão pagando um preço muito alto pela redução de 20% nas tarifas de energia elétrica feita pelo governo federal no ano passado. O desequilíbrio financeiro no setor provocado pelas medidas impostas para forçar a queda nas tarifas, somado à operação a plena carga das termelétricas em decorrência da forte estiagem, está batendo nas contas de luz, cujos reajustes já chegam a dois dígitos. De acordo com cálculos feitos pelas consultorias especializadas em energia Safira e Thymos, os aumentos médios nas contas de energia dos consumidores residenciais neste ano devem ficar entre 16% e 17%, o que praticamente anula a redução do ano passado. E em 2015 será pior: o reajuste ficará entre 21% e 25%.
Alguns analistas consideram que esses reajustes podem servir para pôr mais combustível na inflação e fazer com que ela feche 2014 acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), ou seja, superior a 6,5%. Segundo a MB Associados, as contas residenciais de luz devem acumular avanço de 17,4% neste ano, o que faria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo BC, fechar 2014 com alta de 6,7%. Até junho, as contas de luz acumulam aumento de 4,98% e, nos últimos 12 meses, de 8,01%.
ATÉ AGORA, 27 ALTAS DE DOIS DÍGITOS
Segundo o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, a energia se tornou o grande vilão dos preços no ano. Ele também endossa a avaliação das consultorias do setor e diz esperar aumentos ainda mais significativos ao longo de 2015.
— Nós estamos com IPCA de 6,7% este ano porque os alimentos devem ajudar um pouco no segundo semestre, o que tem sido a grande sorte do governo depois do choque da seca no começo do ano. Contamos ainda com uma piora no câmbio caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita, o que deve pressionar no último trimestre de 2014. Para o ano que vem, mantemos nossa projeção de IPCA de 6,8% — explica Vale.
Já para o banco ABC Brasil, o IPCA deve terminar este ano em 6,4%, abaixo da meta. Porém, são esperados mais reajustes nas tarifas em 2015, o que deverá elevar o impacto da energia residencial no índice de preços. Pelos cálculos do banco, se a alta ficar em torno de 21% no ano que vem, as contas de luz devem pesar 0,6 ponto percentual no índice de preços. Este ano, a contribuição das tarifas deve ficar em 0,4 ponto.
E o consumidor já sente no bolso o custo da energia mais cara. De acordo com levantamento feito pelo GLOBO na base de dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), das 34 concessionárias que já tiveram os seus reajustes autorizados entre janeiro e 4 de julho deste ano, 31 aumentaram seus preços. Desse total, 27 distribuidoras tiveram altas acima de dois dígitos, com percentuais que variam de 11% a 36,54%. Isso significa que, até agora, cerca de 43,2 milhões de residências já pagam mais caro pela conta de luz. Até dezembro, ainda haverá reajuste em outras 30 distribuidoras de energia. A Light só deve divulgar seu reajuste em novembro.
Segundo a Aneel, os aumentos concedidos às distribuidoras estão atrelados aos “custos com compra de energia”. Por causa do baixo nível dos reservatórios, as usinas térmicas — que têm um megawatt/hora (MWh) mais caro em relação às hidrelétricas — vêm sendo acionadas desde o ano passado. Além disso, como algumas empresas de geração (Celesc, Cesp, Copel e Cemig) não aderiram ao processo de renovação das concessões, previsto na medida provisória 579, as distribuidoras ficaram com parte de sua energia descontratada, sendo obrigadas a recorrer ao mercado à vista, no qual os preços chegaram R$ 822 o MWh.
— A desaceleração, tanto da economia como do setor de serviços, pode minimizar esse choque tarifário que vamos ter — afirma Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do ABC Brasil.
Fábio Cuberos, gerente de Regulação da Safira, destacou que, apesar dos elevados aumentos que estão sendo concedidos pela Aneel neste ano — o reajuste médio entre as 31 distribuidoras está em 15,43% até julho —, as tarifas ainda estão represadas. O executivo explicou que os custos adicionais com as usinas térmicas em 2013, que seriam repassados ao consumidor neste ano, foram diluídos em quatro anos a partir de 2015. Além disso, o impacto nas tarifas do empréstimo de R$ 11,2 bilhões, feito por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), via consórcio de bancos, para as distribuidoras em abril, só será repassado às tarifas em 2015 e 2016.
— Os reajustes que vêm por aí a partir do próximo ano serão bem mais salgados, porque já vão partir de uma base muito elevada, fora o reajuste normal que seria dado — ressalta Cuberos.
O executivo da Safira considera, no entanto, que o mais preocupante é o fato de que os problemas do setor continuam. As distribuidoras ainda têm dificuldades no fluxo de caixa e já usaram todos os R$ 11,2 bilhões disponibilizados pelo consórcio de bancos. Para arcar com os contratos de maio, as empresas não tiveram recursos suficientes, o que levou o governo a postergar para o fim deste mês o pagamento de R$ 1,3 bilhão. E já se pensa em um novo financiamento, no valor de R$ 2 bilhões. Cuberos ressalta que, apesar de as distribuidoras terem reduzido sua exposição ao mercado livre, ainda estão sendo obrigadas a comprar no mercado à vista cerca de 700 megawatts (MW) médios.
— Um dos motivos das dificuldades financeiras das distribuidoras é o fato de comprarem essa energia no mercado à vista por um preço muito elevado, por causa dos reservatórios baixos. O custo da energia tem ficado alto no mercado livre — afirma Cuberos.
TARIFA EM PATAMAR DE 2014, SÓ EM 2020
Apesar de o preço no mercado livre ter caído para R$ 674 o MWh atualmente, os preços tendem a se manter em patamares elevados devido à falta de chuvas. Essa é a avaliação de Ricardo Savoia, diretor da Thymos, que lembra que haverá reajustes até 2018, já que o pagamento dos empréstimos foi escalonado para os próximos anos. Para 2015, Savoia diz que o aumento nas tarifas pode chegar a 25%.
— A evolução das tarifas é crescente. Só entre 2019 e 2020 voltaremos para o patamar de preços de 2014. Nos próximos cinco anos estimamos um aumento de R$ 80 bilhões no custo de energia, com a falta de chuvas, os atrasos das obras e o processo de renovação das concessões. Mas os custos podem ser ainda mais significativos se as condições climáticas continuarem adversas, e as térmicas permanecerem operando a pleno vapor a partir de 2015 — afirma Savoia.

COPA NO BRASIL: Copa deixa legado menor e mais caro do que o prometido

Do ESTADAO.COM.BR
LOURIVAL SANTANNA E MARINA GAZZONI - O ESTADO DE S. PAULO

Governo anunciou em 2010 que investimento em 83 projetos somaria R$ 23,5 bilhões; 'Estado' mostra que custou R$ 29,2 bilhões
SÃO PAULO - A Copa do Mundo deixa um legado de infraestrutura para o Brasil muito menor do que o prometido quatro anos atrás - e a um custo mais alto. Em 2010, o governo anunciou que o evento atrairia investimentos de R$ 23,5 bilhões em 83 projetos de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos. Parte das obras ficou no caminho e só 71 projetos foram mantidos na lista.
Segundo levantamento feito pela rede de repórteres do Estado nas 12 cidades-sede, as obras entregues para a Copa e as inacabadas somam R$ 29,2 bilhões - mesmo tendo sido substituídos em várias cidades projetos mais ambiciosos, como trens e monotrilhos, por modestos corredores de ônibus. Ou seja, o País gastou mais para fazer menos e com menor qualidade.
Em setembro de 2013, o Ministério dos Esportes apresentou sua última consolidação das obras da chamada Matriz de Responsabilidade da Copa, já com a exclusão dos projetos prometidos em 2010 e abandonados. Os 71 projetos confirmados somavam então R$ 22,9 bilhões. Esse resultado significava que os governos federal, estaduais e municipais e a iniciativa privada gastariam 3% a menos do que o previsto em 2010 para fazer 15% a menos em número de obras. Os investimentos estavam distribuídos assim: 50,5% para o governo federal, 33,1% para os Estados e municípios e 16,4% para o setor privado. Entretanto, a reportagem do Estado constatou que o gasto total, hoje, é ainda maior: R$ 29,2 bilhões, ou 27% a mais do que o anunciado há quatro anos.
A construção dos estádios foi prioridade, seguida dos aeroportos. Mas na mobilidade urbana, o principal legado da Copa para os moradores das grandes cidades, o resultado foi sofrível. De 50 projetos, apenas 32 foram mantidos, o que quer dizer que um em cada dois foi abandonado. De acordo com a matriz consolidada em setembro pelo Ministério do Esporte, o País investiria R$ 7 bilhões em mobilidade urbana para receber a Copa, R$ 4,47 bilhões a menos do que o previsto em 2010.
Inacabadas. Além disso, boa parte das obras não foi entregue a tempo para o Mundial. O levantamento do Estado nas 12 cidades-sede mostra que 74 obras de mobilidade urbana foram entregues e 46 permanecem inacabadas. O número de obras é maior do que o da lista de projetos do ministério porque as prefeituras e governos estaduais, que são as fontes dessa informação, costumam fatiar projetos em várias obras.
Em Pernambuco, o casal Marcos Santos, de 38 anos, e Ana Oliveira, de 37, perderam a casa, desapropriada para a construção de estrada que não saiu do papel
Os projetos de construção do VLT de Brasília e de Manaus, por exemplo, ficaram só no papel. Já o monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o Expresso Aeroporto, trem que ligaria o centro da cidade a Cumbica, foi cancelado em 2012. E o monotrilho do Morumbi ainda está em construção.
O abandono e a não conclusão das obras só não tiveram um impacto maior porque a maioria das cidades decretou feriado ou ponto facultativo para o funcionalismo, além de as férias escolares de julho terem sido antecipadas. Em uma cidade como São Paulo, isso equivale a trocar o deslocamento de seus 10 milhões de moradores pelo de 64 mil torcedores indo para o Itaquerão e outras 30 mil ou 40 mil pessoas concentrando-se na Fun Fest e bares ao redor no centro da cidade, bem como na Vila Madalena, na zona oeste.
O único segmento que não sofreu baixas foram os estádios. Todos os projetos previstos saíram do papel e custaram R$ 8 bilhões ao País - 98% em recursos públicos-, montante 50% acima do previsto em 2010. Mal ou bem, ainda que com parte das arquibancadas provisória, como no Itaquerão, eles ficaram prontos para a Copa, acalmando a Fifa.
Em São Paulo, o projeto original previa a reforma do Morumbi, que custaria R$ 240 milhões e mais R$ 315 milhões em obras do entorno. Com a substituição da obra pela construção do estádio do Itaquera e investimentos no seu entorno, o custo saltou para R$ 1,37 bilhão.
No caso dos aeroportos, o desempenho foi mediano - alguns ficaram prontos, outros, não, mas isso não comprometeu o embarque e desembarque dos torcedores. Obras previstas em aeroportos como Viracopos, Confins, Fortaleza e Salvador não foram concluídas antes do Mundial. "A reforma dos aeroportos era uma necessidade, independente da Copa", analisa Carlos Ebner, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil. "Mas a Copa era uma motivação para dar um salto de infraestrutura e deixar um legado ao País. Mas nem tudo foi feito e queremos que as obras continuem após a Copa."
Segundo ele, o caos não ocorreu porque o setor se organizou em uma operação especial e compensou os entraves de infraestrutura. Foi o que aconteceu também com o transporte urbano, beneficiado pelos feriados e linhas especiais de ônibus para os torcedores. Terminada a Copa, a vida volta ao normal.

SEGURANÇA: Fim de semana com 28 veículos roubados e 16 assassinatos em Salvador e RMS

Do METRO1
Por Stephanie Suerdieck

Foto: Ilustrativa
Entre a última sexta-feira (11) e a manhã desta segunda-feira (14), 28 veículos foram roubados ou furtados pelos bandidos e 16 pessoas foram assassinadas. Além disso, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) contabilizou quatro tentativas de homicídio e 13 assaltos a ônibus. Em relação ao último fim de semana, houve uma redução no número de carros roubados ou furtados, já que foram registradas 41 ocorrências deste tipo.

DIREITO: STJ - Ex-juiz não consegue indenização de emissora que o chamou de “Lalau”

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto teve negado pedido para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) examinasse recurso contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que julgou improcedente ação de indenização por danos morais ajuizada contra a TV Ômega.
Em dezembro de 2000, o apresentador do programa “Rede Fama” veiculou reportagem humorística sobre superfaturamento e desvio de dinheiro público na construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que na época era presidido por Santos Neto. O ex-juiz foi chamado de “ladrão” e citado em músicas pelo apelido de “Lalau”.
Ao negar o recurso, o ministro Marco Buzzi afirmou que a liberdade de manifestação do pensamento não constitui direito absoluto e deve ser relativizada quando colidir com o direito à proteção da honra e da imagem dos indivíduos ou ofender o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.
No entanto, de acordo com a jurisprudência do STJ, não ocorre ofensa à honra do cidadão quando, no exercício do direito fundamental da liberdade de imprensa, há divulgação de informações verdadeiras e de interesse público, principalmente no caso de atividade investigativa.
O relator ressaltou que é obrigação da imprensa averiguar a veracidade das notícias apuradas antes de sua publicação, sob pena de ofensa ao direito de imagem da pessoa investigada.
Lalau
Para Buzzi, o TJSP adotou o entendimento do STJ para se manifestar sobre a inexistência de dano moral no caso, pois as afirmações apontadas como ofensivas não decorreram de criação fantasiosa dos comunicadores. Os magistrados consideraram que a reportagem em questão apenas narrou de forma humorística os atos criminosos praticados pelo ex-juiz.
A decisão do TJSP, mantida pelo ministro Marco Buzzi, concluiu que não há no processo comprovação de que a alcunha “Lalau” – um dos motivos da indignação do ex-juiz – tenha sido criada pela emissora ou mesmo pelo apresentador do programa. “Aliás, diversas músicas foram criadas na ocasião para ilustrar os atos praticados pelo então juiz de direito, pelos quais inclusive foi condenado”, afirma o acórdão.
Esta notícia se refere ao processo: AREsp 147136
Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |