quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

DIREITO: Lewandowski anula punição e pede urgência para trabalho de Dirceu

Do ESTADAO.COM.BR
Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo

Presidente interino do Supremo afirma que não há provas de que ex-ministro usou celular na prisão e que pedido deve ser analisado 'observada a urgência das normas constitucionais'
BRASÍLIA - O presidente interino do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou nesta quarta-feira, 29, à Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal que analise com urgência o pedido de trabalho externo feito pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso em Brasília desde novembro por causa do envolvimento com o esquema do mensalão.
Com a decisão desta quarta, Lewandowski tornou sem efeito despacho assinado na semana passada pelo juiz Mario José de Assis Pegado que havia ordenado a suspensão por pelo menos 30 dias da análise do pedido de autorização para que José Dirceu comece a trabalhar num escritório de advocacia.
A medida havia sido tomada pelo magistrado com o objetivo de apurar suspeitas de que, mesmo preso, o ex-ministro teria utilizado um aparelho celular na Papuda. De acordo com o magistrado, se o fato fosse verdadeiro, poderia configurar falta disciplinar grave, impossibilitando a concessão de benefícios como o trabalho externo.
No seu despacho, Lewandowski disse que os elementos de prova à disposição da VEP dão conta de que os setores competentes do sistema prisional concluíram que os fatos imputados a Dirceu não existiram.
"Ante o exposto, determino ao Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal que analise, fundamentadamente, o pedido de trabalho externo formulado nestes autos, observada a urgência que as normasconstitucionais e ordinárias aplicáveis à espécie exigem", afirmou Lewandowski.


ECONOMIA: Dólar sobe para R$ 2,43 com turbulência nos emergentes

Do ESTADAO.COM.BR
Álvaro Campos, da Agência Estado

Moeda norte-americana fecha em alta de 0,37% e renova a máxima desde 22 de agosto do ano passado
Em um dia que começou com um alívio em relação aos emergentes, após a Turquia ter adotado um aperto monetário agressivo para tentar conter a desvalorização da sua moeda, as expectativas de uma nova redução nos estímulos nos EUA se sobrepuseram e, mais uma vez, os ativos dos países em desenvolvimento foram penalizados pela aversão ao risco. O dólar fechou em alta e renovou a máxima desde 22 de agosto do ano passado.
O dólar à vista no balcão terminou cotado a R$ 2,4360, uma alta de 0,37%. Por volta das 16h30 o giro estava em torno de US$ 1,33 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para fevereiro avançava 0,54%, a R$ 2,4380. O volume de negociação estava em torno de US$ 18,30 bilhões.
Na noite de terça-feira, 28, o BC turco decidiu elevar a taxa para empréstimos de uma semana, que agora passou a ser a principal linha para oferecer liquidez ao mercado, de 4,5% a 10,0%. A taxa de concessão de empréstimos no overnight, que antes era o referencial, saltou de 7,5% para 12,0%. Inicialmente, a lira turca subiu forte, mas depois a moeda se viu alvo de uma nova onda de ataques especulativos, em meio às expectativas com o Fed e especialmente após o banco central da África do Sul elevar inesperadamente seus juros em 0,5 ponto porcentual, para 5,5%.
A maioria dos analistas - incluindo o influente colunista do Wall Street Journal, Jon Hilsenrath - acredita que o Fed vai cortar suas compras mensais de bônus hoje em mais US$ 10 bilhões, para US$ 65 bilhões, baseado em diversos sinais de que a economia norte-americana está se fortalecendo. "Essa é a principal narrativa no momento. É a narrativa que vai levá-los (os membros do Fed) a continuar com a redução do programa de compras de bônus hoje", disse Hilsenrath.
A moeda norte-americana desacelerou levemente seus ganhos no início da tarde, após o Banco Central informar que que o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 2,897 bilhões entre os dias 20 e 24 de janeiro, com US$ 1,515 bilhão de contribuição da área financeira e US$ 1,382 bilhão do segmento comercial. Com isso, o resultado no ano ficou positivo em US$ 1,003 bilhão.
O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta que a dívida pública federal fechou 2013 em R$ 2,122 trilhões, uma alta de 5,72% ante 2012, com a parcela de títulos atrelados à Selic em 19,11%, fora da meta, que ia de 14% a 19%. Enquanto isso, a meta para este ano é uma dívida de R$ 2,170 trilhões a R$ 2,320 trilhões. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que 2013 foi um ano excepcional do ponto de vista de gerenciamento de dívida e que se houver emissão este ano em favor do BNDES será "bem menor" do que o observado no ano passado.

POLÍTICA: Dilma deve iniciar oficialmente reforma ministerial hoje

Da FOLHA.COM
TAI NALON, DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff deve iniciar oficialmente nesta nesta quarta-feira (29) a terceira de suas reformas ministeriais.
A nomeação de Aloizio Mercadante, Arthur Chioro, José Henrique Paim, confirmados extraoficialmente para a Casa Civil, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação.
A posse está prevista para a próxima segunda-feira (3), na parte da manhã, no Palácio do Planalto. Trata-se da primeira etapa de uma reforma ministerial que, segundo interlocutores presidenciais, deverá se encerrar até o final de fevereiro.
Cabe à presidente ainda decidir sobre o destino de outros ministérios, como Desenvolvimento, Relações Institucionais, Turismo, Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário, Portos e Cidades. Dilma tem sofrido pressão de partidos da base, em especial do PMDB, maior sigla da coalizão, para ceder mais espaço. A barganha tem em vista apoio à presidente durante a campanha deste ano.
Fotomontagem 
Da esq. para dir., novos ministros de Dilma: Aloizio Mercadante, Arthur Chioro e José Henrique Paim
CASA CIVIL
No dia 18 de janeiro, Dilma formalizou convite a Aloizio Mercadante, hoje titular da Educação, para que ele substitua a ministra Gleisi Hoffmann na Casa Civil.
Mercadante já vem despachando no Palácio do Planalto desde o início da semana passada. Na saída de Mercadante, MEC (Ministério da Educação) definiu em 2014 um reajuste de 8,32% no piso nacional dos professores da educação básica e causou atrito com a categoria. Gleisi deixará o governo para se dedicar à campanha ao governo do Paraná.
SAÚDE
Arthur Chioro, atual secretário da Saúde em São Bernardo do Campo (SP), foi convidado no dia 21 de janeiro pela presidente Dilma para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Alexandre Padilha (SP), que vai concorrer ao governo paulista.
O futuro ministro é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa. Chioro afirmou que não vê "nenhuma irregularidade" em ser sócio de uma consultoria que atua na área da saúde ao mesmo tempo que ocupa o cargo de secretário municipal da Saúde em São Bernardo do Campo (SP), mas pediu afastamento da empresa e cedeu as ações para sua mulher, Roseli Regis dos Reis, que passa agora a ser a sócia majoritária.

ECONOMIA: Dívida pública brasileira fecha 2013 em R$ 2,12 tri, recorde histórico, mostra Tesouro

Do UOL

SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) - A dívida pública mobiliária federal interna subiu 2,83% em dezembro frente a novembro, atingindo R$ 2,028 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira.
O Tesouro anunciou ainda que o estoque da dívida pública federal, incluindo também a dívida externa, aumentou 2,58% em dezembro, fechando 2013 em R$ 2,123 trilhões, dentro da meta fixada pelo governo para o período (de R$ 2,1 trilhões a R$ 2,24 trilhões) e batendo novo recorde.
A dívida, no mês passado, foi impactada pelo aporte de R$ 24 bilhões do Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em dezembro, segundo o Tesouro, houve emissão líquida de R$ 37,16 bilhões, enquanto os juros apropriados representaram R$ 18,75 bilhões.
Com os resultados, o total da dívida correspondente a títulos prefixados fechou 2013 em 42,02%, maior que os 41,32% em novembro e os 40% do ano anterior.
A parcela correspondente aos papéis indexados à inflação representou 34,53%, ante 33,87% em 2012, informou ainda o Tesouro.
Já os papéis corrigidos pela Selic corresponderam a 19,11% da dívida total, ante 21,73% verificado um ano antes. Neste caso, a meta do Tesouro --entre 14% e 19% do total-- não foi atingida por pouco, num ano marcado pelo forte aperto monetário imposto pelo Banco Central, que elevou a taxa básica de juros a 10,50%.
A parcela dos títulos da dívida brasileira atrelados ao câmbio foi de 4,35% em 2013, pouco abaixo do resultado do ano anterior, de 4,40%.
O Tesouro informou ainda que o total da dívida pública poder de investidores estrangeiros somou 16,10% em 2013, acima dos 13,72% do ano anterior.

ECONOMIA: Dólar avança e encosta em R$ 2,45; Bovespa registra baixa

Do UOL

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrava queda nesta quarta-feira (29). Por volta das 12h22, o índice caía 1,21%, a 47.263,65 pontos. No mesmo momento, o dólar comercial subia 0,85%, a R$ 2,447 na venda. As atenções estavam voltadas para os resultados da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) que termina hoje. A alta dos juros na Turquia em uma reunião de emergência deu uma pausa na fuga de dinheiro recente dos mercados em desenvolvimento, mas esse movimento pode ser retomado dependendo do Fed. Hoje o Banco Central brasileiro deu continuidade a seu programa diário de intervenções no mercado de câmbio, vendendo 2.000 contratos de swap cambial tradicional (equivalente à venda futura de dólares) que vencem em 1º de setembro e 2.000 que vencem em 1º de dezembro.

CONCURSOS: Ministério da Fazenda, Câmara dos Deputados e Fiocruz abrem concursos

De OGLOBO.COM.BR
IONE LUQUES

Só na Fazenda, serão preenchidas 1.026 vagas de assistente técnico-administrativo em 26 estados, entre eles o Rio
Na Câmara dos Deputados, são 113 vagas, com salários de até R$ 25.105,39. Fiocruz abre 75 postos de técnico de saúde pública
RIO — Três órgãos anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de seus concursos para o preenchimento de vagas em cargos de níveis médio/técnico e superior. No Ministério da Fazenda, serão preenchidos 1.026 postos de assistente técnico-administrativo, cargo que exige nível médio, em 26 estados, incluindo o Rio de Janeiro. Já na Câmara dos Deputados, são 113 vagas para Brasília em cargos de níveis médio e superior, cujos salários são, respectivamente, de de R$ 12.286,61 e R$ 25.105,39. Na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a seleção é para 75 vagas de técnico de saúde pública, com salários variando de R$ 2,1 mil a R$ 4,6 mil, de acordo com a gratificação.
O prazo de inscrições para o concurso do Ministério da Fazenda será aberto na próxima segunda-feira, dia 3 de fevereiro, e os interessados podem se inscrever até o dia 16 do mesmo mês, no site da Escola de Administração Fazendária (Esaf), onde o edital pode ser consultado. A taxa é de R$ 62.
O salário oferecido para assistente técnico-administrativo é de R$ 3.050,82 para jornada de 40 horas semanais, e dos 1.026 postos, 66 são reservados para pessoas com deficiência. As vagas são para os estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Para participar da seleção, os candidatos devem ter nível médio, e a seleção será feita por meio de prova objetiva de conhecimentos básicos e específicos. As provas serão aplicadas na data provável de 27 de abril nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, Teresina e Vitória.
Já na Câmara dos Deputados, são 113 vagas em Brasília, das quais cinco reservadas a pessoas com deficiência. As oportunidades de nível médio são para técnico legislativo na função de agente de polícia legislativa. E os cargos de nível superior são de analista legislativo nas funções de consultor de orçamento e fiscalização financeira e consultor legislativo. Os salários são de R$ 12.286,61 e R$ 25.105,39, respectivamente. Os candidatos podem se inscrever pelo site do Cespe/UnB, no período de 5 a 24 de fevereiro. A taxa é de R$ 110 para técnico legislativo e R$ 150 para analista legislativo. Confira o edital.
A seleção será feita por meio de prova objetiva, prova discursiva, prova de aptidão física para o cargo de técnico administrativo – agente de polícia legislativa e avaliação de títulos para analista legislativo nas funções de consultor de orçamento e fiscalização financeira e consultor legislativo. De acordo com o edital, as provas objetivas para os cargos de analista legislativo serão aplicadas no dia 13 de abril. Já no dia 20 de abril, serão aplicadas as provas objetivas e discursivas para técnico legislativo e também as provas discursivas para os cargos de analista. Todas as etapas serão em Brasília.
A Fiocruz, por sua vez, vai preencher 75 vagas de técnico de saúde pública na carreira de suporte técnico em ciência, tecnologia, produção e inovação em saúde pública. Os salários variam de R$ 2.128,37 a R$ 4.613,57, de acordo com a gratificação. Do total das vagas, 4 são reservadas para pessoas com deficiência. As oportunidades são para Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro. As interessados podem fazer as inscrições também no período de 5 e 24 de fevereiro pelo site da Fundação Dom Cintra. A taxa é de R$ 100.
As oportunidades são para técnico de saúde pública nas especialidades de análises clínicas, biotecnologia de produtos naturais e desenvolvimento tecnológico de medicamentos, construção civil, criação e manejo de animais de laboratório, criação e manejo de primatas não humanos, eletrônica, eletrotécnica, enfermagem do trabalho, enfermagem em saúde da mulher, enfermagem neonatal e pediátrica, entomologia, equipamentos biomédicos, imuno-hematologia, logística de insumos para a saúde, manutenção de insetário, manutenção mecânica, mecânica de sistemas de refrigeração, microbiologia, microscopia eletrônica, secretaria escolar, segurança do trabalho, técnicas laboratoriais aplicadas ao controle da qualidade de produtos e insumos de interesse para a saúde, técnicas laboratoriais em controle da qualidade de vacinas virais e cultura de células, técnicas laboratoriais em parasitologia, técnicas laboratoriais nas áreas de bioquímica, biologia molecular e biologia celular e vigilância em saúde. Para participar da seleção, os candidatos devem ter nível médio/técnico. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais. Além do salário, os profissionais vão receber auxílio alimentação de R$ 723,20.
A seleção será feita por meio de prova objetiva e prova prática. A prova será aplicada no dia 30 de março, nas cidades de Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.

POLÍTICA: Comissão de Ética arquiva investigação contra Dilma por viagem a Lisboa

Da FOLHA.COM
MARIANA HAUBERT, DE BRASÍLIA

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu arquivar, por unanimidade, um pedido de investigação contra a presidente Dilma Rousseff por causa de uma escala feita em Portugal no sábado, durante viagem entre Davos, na Suíça, e Havana, em Cuba.
Ontem, o PSDB ingressou com uma representação na comissão para analisar se a presidente infringiu o Código de Conduta da Alta Administração Federal por ter se hospedado em hotel de luxo sem compromissos oficiais e sem a divulgação da agenda oficial.
Segundo o presidente do colegiado, Américo Lacombe, a comissão não tem competência para investigar a Presidência da República e, por isso, a representação foi arquivada liminarmente.
"Nós não temos competência para julgar nem o presidente nem vice-presidente, só ministro de Estado pra baixo. Tá na la lei e não tem como [mudar]. Quem fez o regulamento não foi o presidente Lula, foi o [ex-]presidente Fernando Henrique Cardoso. Se o deputado quiser, que vá se queixar com o líder do partido dele", disse Lacombe.
Apesar de poder investigar os ministros que acompanharam a presidente durante a viagem, Lacombe afirmou que só irá determinar qualquer tipo de análise se houver outra representação.
"Eu não vejo nenhuma razão para fazer [investigação] de ofício porque, pra começar, eles estavam ali acompanhando a presidente, então eles estavam em auxílio dela. E o problema de ter jantado também não é problema nenhum, desde que eles paguem", afirmou.
Reprodução/instagram/@themahotels
Dilma posa ao lado do chef do estrelado restaurante português Eleven, Joachim Koerper
CARDOZO
A Comissão de Ética arquivou também a representação, apresentada pelo PSDB, contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, por causa da sua atuação na investigação do cartel que atuou em licitações do transporte público em São Paulo e no Distrito Federal. Em dezembro, a comissão pediu explicações ao ministro e hoje concluiu que não cabe uma investigação.
"Uma coisa que é problema da comissão de ética é a denúncia contra o ministro da Justiça, que foi arquivada porque ele não fez nada de extraordinário, o inquérito já havia, já existia. Tanto que os documentos foram juntados no inquérito já existente e se ele não apurasse ele estaria prevaricando. Como ele disse claramente, já passou do tempo do 'engavetador geral da República'. Isso não existe mais", disse Lacombe.
Na parte da tarde, a comissão deverá analisar o caso da ministra Ideli Salvatti por ter usado cinco vezes um helicóptero da PRF (Polícia Rodoviária Federal), entre 2012 e 2013, para inaugurar obras rodoviárias, lançar editais, inaugurar posto da PRF e se reunir com prefeitos.

ARTIGO: Especialistas apontam avanços e problemas da nova Lei Anticorrupção

Do ESTADAO.COM.BR
por Fausto Macedo e Mateus Coutinho

Entra em vigor nesta quarta feira, 29, a Lei 12.846/13, que prevê a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública
Advogados e juristas da área do Direito Empresarial consideram que a Lei Anticorrupção, que entra em vigor nesta quarta feira, 29, promove avanços no modelo de combate aos malfeitos com recursos públicos, mas também criticam alguns pontos do texto.
De acordo com o especialista em Direito Empresarial Zanon de Paula Barros, sócio do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados, a nova lei tem bons propósitos, mas, “mostra-se extremamente perigosa ao estabelecer solidariedade entre pessoas jurídicas coligadas”. Para ele, a Lei Anticorrupção “mostra-se iníqua quando responsabiliza por solidariedade as pessoas jurídicas coligadas, e não é suficientemente clara quanto à responsabilidade solidária das consorciadas”.
Para Zanon de Barros, lei tem bons propósitos, mas mostra-se perigosa
Para o criminalista Marcelo Leal, sócio do escritório Eduardo Antônio Lucho Ferrão Advogados Associados, “a Lei Anticorrupção pode gerar insegurança jurídica na medida em que o processo administrativo será decidido pela autoridade máxima do órgão que o instaurou, cargo normalmente ocupado por pessoas nomeadas politicamente”.
Na avaliação de Leal, existe risco de que a lei seja usada para atender interesses políticos ou corporativos. “Como existe um alto grau de subjetividade na definição do ato de corrupção, a autoridade responsável pelo julgamento pode ‘aliviar’ para um aliado político ou forçar a condenação de um inimigo. O mais curioso é que a própria Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico alerta que quanto maior a concentração de poder nas mãos de uma única pessoa, maior a chance da prática de corrupção. Ou seja, a lei que foi criada para combater a corrupção traz em seu bojo o próprio germe daquilo que pretende coibir”, alerta.
Segundo o advogado Bernardo Rocha de Almeida, especialista em compliance e sócio do Marcelo Tostes Advogados, a legislação inova ao responsabilizar objetivamente a pessoa jurídica envolvida no ato ilegal ou lesivo, independentemente da responsabilização de seus dirigentes ou administradores.
Ele explica que a empresa pode ser responsabilizada administrativa e judicialmente. “No âmbito administrativo, além da multa que pode chegar a 20% do faturamento bruto do último exercício, a empresa poderá arcar com os custos da publicação da decisão condenatória em meios de comunicação de grande circulação, em sítio eletrônico, além de ter que afixá-la no local de exercício de sua atividade, de modo visível ao público – o que prejudicará sua imagem”.
Bernardo Rocha de Almeida considera que a legislação inova ao responsabilizar pessoa jurídica independente de seus dirigentes
Bernardo de Almeida observa que, judicialmente, a empresa pode ter confisco de bens, direitos, valores, incentivos e subsídios, suspensão ou interdição parcial de suas atividades e, até mesmo, dissolução compulsória de sua personalidade jurídica.
Outro advogado especializado em Direito Empresarial, Luiz Lara, sócio da PLKC Advogados, destaca que a nova lei abre a possibilidade de uma empresa infratora firmar acordo de leniência com as autoridades, permitindo-lhe significativa redução das penas, na medida em que cumpra certos requisitos – por exemplo, manifestando-se preliminarmente a qualquer outra iniciativa ou denúncia por parte das autoridades ou de terceiros e cessando completamente as práticas lesivas.
Em relação à responsabilidade objetiva imposta às empresas, Lara adverte que por esse princípio “nada importa se a empresa se beneficiou ou não do ato lesivo, nem tampouco se não houve dolo, bastando provar que a corrupção existiu para que haja punição. Caberá, assim, punição à empresa, mesmo que um funcionário tenha agido sem autorização de seus superiores”.
Luiz Lara ressalta as novas possibilidades de acordo de leniência das empresas
Para o especialista em Direito Administrativo Rodrigo da Fonseca Chauvet, sócio do Trigueiro Fontes Advogados, se a Lei Anticorrupção “sair do papel”, as empresas serão, mais do que nunca, fiscalizadas e responsabilizadas pelos prejuízos causados à administração pública. “Quanto a isso, apesar de algumas nuances dignas de crítica, tal como a previsão de que, no âmbito da União, um único órgão (a Controladoria Geral da União) irá instaurar, conduzir e julgar o processo administrativo, merece aplausos a nova norma”, diz.
Chauvet lembra, porém, que simultaneamente à nova legislação, é necessária uma mudança brusca e contínua de postura da administração pública no que tange à fiscalização e penalização de seus agentes – políticos, técnicos, gestores etc.- quando tiverem a sua responsabilidade comprovada em relação aos atos lesivos que praticarem.
Rodrigo Chauvet acredita que, com nova lei, empresas serão mais fiscalizadas e responsabilizadas do que nunca

POLÍTICA: Em 2013, gastos secretos com cartão corporativo da Secretaria de Administração da Presidência batem recorde na gestão Dilma

Do ESTADAO.COM.BR
Por Marcelo de Moraes

Criticado por não ter divulgado a escala que a presidente Dilma Rousseff faria em Portugal, o governo também tem aumentado o segredo sobre as despesas feitas pela Secretaria de Administração da Presidência com seus cartões corporativos. Os gastos sigilosos com essa conta – que englobam as despesas da presidente - foram os maiores desde que Dilma assumiu o governo.
Segundo o Portal da Transparência, em 2013, os pagamentos feitos com o cartão pela Secretaria de Administração da Presidência somaram R$ 5,64 milhões, sendo que cerca de R$ 5,60 milhões não tiveram seu conteúdo revelado. O sigilo dos gastos é determinado por uma legislação específica que permite que o pagamento não seja publico para garantia da segurança da sociedade e do Estado.
No ano anterior, os gastos secretos com o cartão da Secretaria tinham somado R$ 4,09 milhões. Em 2011, foram outros R$ 5,1 milhões. Assim, os pagamentos que não tiveram seu conteúdo divulgado já somam cerca de R$ 14,7 milhões na gestão de Dilma.
Como consolo, mesmo sendo recorde na sua gestão, a despesa é inferior ao que foi gasto pela Secretaria, em 2010, no último ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, os pagamentos sigilosos feitos com o cartão da Secretaria de Administração da Presidência somaram R$ 6,18 milhões.
Questões de segurança de Estado servem como argumento para justificar a não divulgação dessas despesas. No caso, seriam usados para áreas em que envolvem áreas delicadas do governo, como as de investigação e estratégia (Polícia Federal e Abin, por exemplo) e proteção pessoal dos principais dirigentes. Nesse último caso, a presidente e o vice-presidente Michel Temer. Verdade seja dita, o critério valeu sempre para todos os presidentes desde a criação do cartão (Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma).
De fato, algumas informações precisam realmente ser mantidas em segredo para resguardar os dirigentes da Nação. Difícil é saber qual o critério que regulamenta quais despesas são estratégicas e quais poderiam ter publicidade sem gerar qualquer risco ao governante.
Os cartões já foram alvo de escândalo durante o governo Lula, quando ministros foram flagrados usando o instrumento público para pagar despesas pessoais como compras em free shop e tapioca.

TRAGÉDIA: Morre a quinta vítima de acidente na Linha Amarela

De OGLOBO.COM.BR
CELIA COSTA
Luiz Carlos Guimarães, de 70 anos, estava no Palio que foi esmagado pela passarela derrubada por um caminhão basculante
Quinta vítima estava no Palio esmagado na queda da passarela Guito Moreto / Agência O Globo
RIO — Subiu para cinco o número de mortos no acidente ocorrido na manhã desta terça-feira na Linha Amarela. Luiz Carlos Guimarães, de 70 anos, estava no Palio que foi esmagado pela passarela derrubada por um caminhão basculante. Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), ele sofreu traumatismo craniano grave e passou por dois procedimentos neurocirúrgicos no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, Zona Norte da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no início da manhã desta quarta-feira. Outras quatro pessoas ficaram feridas na tragédia.
O motorista do caminhão que causou o acidente, Luís Fernando Costa, de 31 anos, foi transferido pela família para uma unidade particular em outro município. A Secretaria municipal de Saúde não informou, no entanto, o nome do hospital para onde ele foi levado. Luís Fernando sofreu lesão abdominal e estava em observação pela cirurgia geral no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, até o momento da transferência.
As outras vítimas ainda internadas são Liliane de Souza Rangel, de 36 anos, Gláucia Pereira de Andrade, de 56 anos, e Jairo Zenati, de 44 anos. Liliane sofreu fratura de bacia e passou por cirurgia no Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. Segundo a SMS, o estado de saúde dela é estável.
Já Gláucia está no Hospital estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A vítima está lúcida e com estado de saúde estável.
O quarto ferido é o motociclista Jairo Zenati, de 44 anos. Ele foi encaminhado para o Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte, e passa bem. Segundo a assessoria do hospital, o Jairo teve fratura exposta no antebraço esquerdo e no tórax. Ele passou por cirurgias e está lúcido, mas continua sob observação na enfermaria e deve ter alta em breve.
O caminhão basculante derrubou uma passarela na Linha Amarela na altura de Pilares. Um táxi, um Palio e uma moto foram esmagados na queda da estrutura. Dois dos cinco mortos estavam em cima da passarela no momento do acidente. A terceira vítima foi retirada de dentro do táxi. Já a quarta e a quinta estavam no carro de passeio, segundo os bombeiros.
Imagens da concessionária Lamsa, responsável pela via expressa, mostraram que o veículos trafegava com a caçamba levantada quando colidiu contra a passarela, que fica entre as saídas 4 e 5. Além disso, como o acidente foi às 9h15m, o caminhão circulava em horário restrito para veículos de carga. O acidente deixou o trecho de Pilares da Linha Amarela interditado por mais de nove horas. A 44ª DP (Inhaúma) investiga o caso.

POLÍTICA: Deputados recuam e dão título a Jorge Amado, mas reconhecem que votam projetos sem ler

Do BAHIA NOTÍCIAS
Por Sandro Freitas
Foto: Sandro Freitas / Bahia Notícias
O ato classificado como um dos mais negativos e impopulares da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) no passado recente, ocorrido na sessão desta terça-feira (28), revelou um procedimento comum e temeroso na Casa, apontado pelos próprios integrantes: deputados aprovam projetos sem ler o conteúdo das matérias. Após rejeitar a concessão do título de Cidadão Benemérito da Liberdade e Justiça Social João Mangabeira a um dos maiores ícones da Bahia, o escritor baiano Jorge Amado, a Casa voltou atrás e concedeu a honraria oferecida pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB). O presidente Marcelo Nilo (PDT) encontrou uma forma de reparar a imagem da AL-BA, ao apontar um “erro técnico” na primeira votação da matéria, quando a pauta foi derrubada com um voto a menos do que o necessário (31 favoráveis). Segundo ele, os líderes Elmar Nascimento (DEM) e Zé Neto (PT) não tinham assinado o documento de dispensa de formalidade, o que permitiria a nova apreciação. No entanto, o deputado Capitão Tadeu (PSB) acusou Nilo de “mentir” para consertar o erro. “O presidente desta Casa está faltando com a verdade. Não é preciso uma mentira para justificar a falta de argumentos para a Mesa Diretora passar por cima do regimento interno”, bradou o socialista, que garante ter visto a rubrica dos líderes no projeto inicial. A acusação foi logo deixada de lado pela maioria dos deputados, mas outro assunto – a falta de atenção em relação ao que é votado – veio à tona. Vários políticos reconheceram que a aprovação, em uma mesma sessão, de mais de dez honrarias para diversas pessoas e cerca de dez projetos de deputados, além de outros do governo, foi resultado da “falta de critério”. 
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O líder do PT na Assembleia, Rosemberg Pinto, defendeu a concessão do título a Jorge Amado, mas reconheceu que a derrubada inicial do projeto tinha como um dos motivos o fato de que “muitas pessoas nem sabiam o que estavam votando”. Paulo Azi (DEM) considerou a análise de uma enxurrada de textos um erro. “É inadmissível que se passe um ano sem votar projetos de deputados. Estamos votando matérias que sequer temos conhecimento”, pontuou. Já o pepista Mário Negromonte Júnior cobrou “mais atenção” dos colegas em relação ao que é apreciado. “Precisa refletir para não cometer injustiças como essa”, afirmou o parlamentar, ao ser referir a não concessão da honraria a Jorge Amado. Negromonte, preocupado com a imagem da AL-BA, ainda chegou a “pedir que a imprensa não colocasse” o tema em foco na cobertura sobre a sessão desta terça, solicitação não atendida. Pouco antes da segunda votação do título para o escritor, o deputado Marcelino Galo (PT) comparou o Poder Legislativo baiano a uma “casa de estúpidos”. “Jorge não vai perder nada. Quem vai perder é essa Casa. Imagine a repercussão. Vai ficar parecendo uma casa de estúpidos. Gostaria da reparação para que não fique na história como o ano legislativo em que se rejeitou o título para essa personalidade”, clamou o parlamentar. Durante a segunda análise, que terminou com 45 votos em favor do título e três contrários, Cacá Leão (PP) demonstrou sua preocupação. “Pelo amor de Deus, não vamos errar de novo”, pediu aos colegas. 
Foto: Divulgação / Acervo
Na sessão desta terça, os deputados aprovaram títulos de cidadão baiano para nomes como o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Eserval Rocha; o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger; o empresário do ramo de frangos em Vitória da Conquista, Nailton de Araújo Santos; e o ministro do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio Noronha. Ainda chamou a atenção os pedidos de títulos de cidadão baiano da deputada Ivana Bastos (PSD), para dois diretores da empresa Renova Energia: Carlos Matias Neto e Renato do Amaral Figueiredo. Elmar Nascimento agraciou os mineiros com crachás de baiano para o deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG) e o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Nilson Soares Castelo. “Está se desmoralizando e dando títulos sem critério”, sacramentou Adolfo Menezes (PSD).

DIREITO: Proibição da maconha é ilegal e equivocada, diz juiz do DF

Da CONJUR

A inclusão do THC — princípio ativo encontrado na maconha — na categoria de drogas ilícitas no Brasil se deu sem a motivação necessária por parte da Administração Pública e sem a justificativa para a restrição de uso e comércio. Isso demonstra a ilegalidade da Portaria 344/1998 do Ministério da Saúde, que complementa o artigo 33 da Lei 11.343/06. Este foi o entendimento do juiz substituto Frederico Ernesto Cardoso Maciel, da 4ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal, ao absolver um homem acusado de tentar entrar em um presídio com drogas.
O juiz afirmou também que, mesmo se houvesse tal justificativa, a proibição do consumo de substâncias químicas deve respeitar os princípios da igualdade, liberdade e dignidade humana. Assim, afirma que é incoerente que a maconha seja proibida, enquanto o álcool e o tabaco têm a venda liberada, “gerando milhões de lucro para os empresários”. Este fato e a adoração da população por tais substâncias, de acordo com Frederico Maciel, comprovam que a proibição de “substâncias entorpecentes recreativas, como o THC, é fruto de uma cultura atrasada e de política equivocada", além do desrespeito ao princípio da igualdade.
O juiz analisava a denúncia contra um homem detido quando tentava entrar em uma penitenciária do Distrito Federal com 52 porções de maconha com peso total de 46 gramas. Após ser abordado por agentes penitenciários, ele teria admitido que portava a maconha — a droga seria entregue a um amigo que estava preso — e expelido as porções após forçar o vômito. O juiz disse, em sua sentença, que a conduta era adequada ao que está escrito no artigo 33, caput, da Lei 11.343, mas “há inconstitucionalidade e ilegalidade nos atos administrativos que tratam da matéria”.
Ele afirmou que o artigo 33 da Lei de Drogas exige um complemento normativo, no caso a Portaria 344. No entanto, apontou o juiz, o ato administrativo não apresenta a motivação decorrente da necessidade de respeito aos direitos e garantias fundamentais e aos princípios previstos no artigo 37 da Constituição. Segundo ele, a portaria carece de motivação e “não justifica os motivos pelos quais incluem a restrição de uso e comércio de várias substâncias”, incluindo o THC, o que já comprovaria a ilegalidade.
Ele informou também que a proibição do THC enquanto é permitido o uso e a venda de substâncias como álcool e tabaco é incoerente, retrata o atraso cultural e o equívoco político e viola o princípio da igualdade. De acordo com Frederico Maciel, “o THC é reconhecido por vários outros países como substância entorpecente de caráter recreativo e medicinal”, e seu uso faz parte da cultura de alguns locais. O juiz citou o uso recreativo e medicinal na Califórnia, Colorado e na Holanda, além da — à época — iminente liberação da venda no Uruguai.
Por fim, o juiz disse que diversas autoridades, incluindo um ex-presidente da República — não há menção ao nome, mas a referência é a Fernando Henrique Cardoso —, já se manifestaram publicamente sobre a falência da repressão ao tráfico e da proibição ao uso de substâncias recreativas e de baixo poder nocivo. Ele absolveu o acusado de tentar entrar com drogas na penitenciária, determinando a destruição da droga.
Clique aqui para ler a sentença.

DIREITO: Partidos perdem 135 minutos por propaganda fora do prazo

Da CONJUR

O Tribunal Regional Eleitoral em São Paulo condenou ao menos quatro partidos a ficar com menor tempo de TV por avaliar que as siglas fizeram a promoção pessoal de filiados em suas propagandas partidárias do primeiro semestre de 2013, o que é proibido. Segundo processos apresentados pela Procuradoria Regional Eleitoral, PMDB, PSBD, PSB e PT descumpriram a regra estabelecida na Lei dos Partidos Políticos.
A primeira sigla perdeu 20 minutos de TV por ter promovido a deputada estadual Vanessa Damo e o deputado estadual Itamar Borges. O PSDB ficou sem cinco minutos na televisão e outros cinco no rádio pela aparição irregular do governador Geraldo Alckmin. Já o PSB foi punido com a perda de 20 minutos na TV pela promoção pessoal de Jonas Donizette, prefeito de Campinas, enquanto o PT perdeu 90 minutos de tempo de TV e 20 minutos de rádio pela inserção da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a procuradoria, o espaço partidário foi usado nesses casos para propaganda eleitoral, que é permitida apenas a partir do dia 6 de julho do ano de eleições. Em todos as decisões, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
Ainda estão em fase de instrução ou aguardam julgamento no tribunal regional os processos referentes à propaganda partidária do segundo semestre de 2013, contra PSDB, PSB, PT, PMDB, PDT e PR. Com informações da Assessoria de Imprensa da PRE-SP.
Processos relacionados:
222-82.2013.6.26.0000 e 223-67.2013.6.26.0000 (PMDB)
240-06.2013.6.26.0000 (PSDB)
274-78.2013.6.26.0000 (PSB)
272-11.2013.6.26.0000 (PT)

DIREITO: OAB divulga locais da prova prático-profissional do XII Exame

Da CONJUR

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil divulgou, nesta terça-feira (28/1), edital com os locais da 2ª fase — prova prático-profissional — do XII Exame de Ordem Unificado (EOU). Os candidatos podem consultar o local de provas no site da Fundação Getulio Vargas.
Os examinandos farão a prova no domingo, dia 9 de fevereiro, das 13h às 18h, no horário oficial de Brasília (DF). Essa etapa é de caráter eliminatório e o candidato deverá fazer uma peça profissional e quatro questões escritas discursivas, sob a forma de situações-problema, que compreenderão as seguintes áreas de opção feitas no ato da inscrição, como: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito do Trabalho ou Direito Tributário.
A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado, conforme estabelece o artigo 8º, IV, da Lei 8.906/1994. O Exame pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada e que esteja no último ano do curso de graduação em Direito. Com informações do Conselho Federal da OAB.
Clique aqui para ver o local da prova.

DIREITO: Ex-sócio responde por dívida de quando estava na empresa

Da CONJUR

Mesmo que tenha deixado a empresa, ex-sócio responde por dívida trabalhista da época em que fazia parte da sociedade. Esse foi o entendimento aplicado pela 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao manter decisão que condenou um ex-sócio de restaurante, que se desligou da empresa há 25 anos, a pagar uma dívida trabalhista em ação que está em fase de execução.
Após ser notificado para pagar o débito, o ex-sócio recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro alegando que deixou de ser sócio do restaurante em 1989. Além disso, argumentou que seu nome não constou na ação trabalhista durante a fase de conhecimento do processo e que não exerceu cargo de gestão na empresa.
O TRT-RJ, porém, manteve a sentença, porque o empresário era sócio do restaurante durante o período de vigência do contrato de trabalho do autor da reclamação. O Tribunal Regional do Trabalho também concluiu que o ex-sócio deveria responder pela dívida pois ainda fazia parte da sociedade quando o trabalhador prestou serviços para o restaurante.
Além disso, esclareceu que não há impedimento legal à inclusão de ex-sócio na fase de execução do processo. Ao contrário: segundo o TRT-RJ, o artigo 50 do Código Civil prevê a possibilidade do sócio ser responsabilizado em caso de dificuldade no pagamento da dívida pela devedora originária sem que haja necessidade de ter sido réu na fase de conhecimento.

O ex-sócio então recorreu ao TST, que manteve a decisão. Relator do recurso no Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Hugo Carlos Scheuermann (foto) destacou que o empresário se retirou da sociedade aproximadamente nove meses após a extinção do contrato do trabalhador e oito meses após o ajuizamento da reclamação trabalhista.
Quanto à realização ou não de atos de gestão, salientou o registro feito pelo TRT disso ser irrelevante para a satisfação do crédito trabalhista, pois não altera sua condição de sócio. O ministro apontou ainda que a 1ª Turma, por diversas vezes, já examinou a matéria e concluiu ser correto o direcionamento da execução ao ex-sócio. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

DIREITO: STF - Liminar suspende decreto relativo a convênios da Geap

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu liminarmente dispositivo que regulamenta a prestação de serviços de saúde pela Geap – Autogestão em Saúde para servidores, aposentados e pensionistas da União. A cautelar foi proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5086, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, segundo a qual o artigo 3º do Decreto Presidencial de 7 de outubro de 2013 autoriza a contratação direta da Geap sem a necessária realização de licitação.
Em decisão proferida em março de 2013, o STF manteve decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) relativa a convênios entre a Geap e diversos órgãos e entidades da administração pública federal, questionados em um conjunto de mandados de segurança ajuizados na Corte. O artigo 3º Decreto Presidencial de 7 de outubro de 2013 autoriza o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a celebrar convênios para prestação de serviços pela Geap em nome da União. Segundo o pedido da OAB, o mecanismo pretende modificar o arcabouço legal que levou ao entendimento adotado pelo TCU e pelo STF, que entenderam ilegais os convênios.
Pelo entendimento do TCU, são ilegais os convênios firmados pela Geap, excetuados apenas aqueles firmados entre a entidade e os patrocinadores registrados em seu ato constitutivo – o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) e os Ministérios da Saúde e da Previdência. Alega a OAB que apenas por meio de lei a União poderia instituir ou figurar como fundadora de uma entidade. Do contrário, estaria viabilizando uma forma de contratação direta sem prévia licitação.
Segundo a liminar proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski, no exercício da Presidência do STF, a questão suscitada pela ADI foi abordada pela Corte em mandado de segurança no qual se questionava decisão do TCU sobre a contratação da entidade. “A Geap não se enquadra nos requisitos que excepcionam a obrigatoriedade da realização de procedimento licitatório para a consecução de convênios de adesão com a administração pública”, afirmou o ministro no julgamento do MS 25855.
Em decisão liminar, a ser referendada pelo Plenário, o ministro deferiu em parte o pedido da OAB para suspender a eficácia do artigo 3º do Decreto Presidencial de 7 de outubro de 2013, sem contudo atribuir à decisão efeito retroativo, como requeria a ADI. Com isso ficam preservados os convênios celebrados, aos quais os respectivos servidores, empregados, aposentados e pensionistas já tenham aderido.
Processos relacionados

DIREITO: STF - AP 470: Justiça de MG deverá informar sobre existência de vaga

O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, pediu ao juiz da Vara de Execuções Criminais de Contagem (MG) que informe se há disponibilidade de vaga no regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria que possibilite a transferência de Marcos Valério de Souza, que atualmente cumpre pena no Complexo Prisional da Papuda (DF). O pedido de informações foi enviado após a Procuradoria Geral da República (PGR) emitir parecer favorável ao pedido de transferência do empresário, condenado na Ação Penal 470.
Em outro despacho também relativo a Marcos Valério, o presidente em exercício pediu à PGR que se manifeste sobre o pedido de desbloqueio de bens feito pela defesa à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. O condenado na AP 470 alega não ter recursos para pagar a multa de R$ 4.446.384,39, imposta na sentença, e pede o desbloqueio desse valor.
Cristiano Paz
A PGR deverá se manifestar, ainda, conforme determinação do ministro Ricardo Lewandowski, quanto a pedido do condenado na AP 470 Cristiano Paz, que requer a correção de equívoco em sua carta de sentença. Segundo a defesa, foram incluídos no documento crimes em relação aos quais houve interposição de embargos infringentes já admitidos pelo STF e redistribuídos ao ministro Luiz Fux, relator desta fase da ação.
A defesa de Cristiano Paz argumenta que a decisão do Plenário do STF, no julgamento da 11ª questão de ordem na Ação Penal 470, foi no sentido de excluir da execução imediata do acórdão as condenações impugnadas por embargos infringentes.

DIREITO: STJ - Agência de Navegação do Paraguai não consegue retomar terminal no porto de Paranaguá

A Agência Nacional de Navegação e Portos do Paraguai (ANNP) não conseguiu reverter a decisão da Justiça paranaense que manteve na direção de seu terminal no porto de Paranaguá a mesma empresa que o administra há 25 anos. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Felix Fischer, rejeitou reclamação apresentada pela ANNP contra aquela decisão. 
A ANNP move ação de reintegração de posse na Justiça para recuperar o domínio de um terminal construído no porto de Paranaguá. Após licitação feita pela agência, a vencedora, Consórcio Mercosul, não assumiu a direção do terminal, pois a Capeco/AGTL, administradora do local há mais de duas décadas, requer indenização milionária para deixar o comando, sob a alegação de ter realizado investimentos estruturais. 
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) já havia concedido liminar na ação de reintegração de posse movida pela ANNP, afastando o direito de retenção do terminal pela Capeco/AGTL e reconhecendo o direito da agência paraguaia à posse imediata do bem. 
Contra essa decisão, a Capeco interpôs recurso especial no STJ. Ao mesmo tempo, ajuizou duas medidas cautelares em que pedia para permanecer no terminal até o julgamento do recurso especial. O STJ, porém, rejeitou o pedido feito nas cautelares. 
Incidente de falsidade
Em razão de um incidente de falsidade surgido na ação de reintegração de posse, os juízes plantonistas do TJPR suspenderam o trâmite do processo. Tal fato impediu também o cumprimento da liminar dada pelo tribunal estadual. Em virtude disso, a Capeco continuou no terminal. 
Para a ANNP, ao decidirem pela suspensão do processo, os juízes plantonistas do TJPR acabaram por dar, na prática, o efeito suspensivo que a Capeco desejava e que o STJ havia negado nas cautelares. 
Na reclamação submetida ao ministro Felix Fischer, a agência sustentou que houve desrespeito às decisões do STJ e que os juízes contrariaram a jurisprudência, segundo a qual a oposição de arguição de falsidade não impede o andamento do processo, mas apenas a prolação de sentença de mérito. 
De acordo com a ANNP, os juízes poderiam no máximo ter impedido a prolação de sentença até a decisão final sobre o incidente de falsidade, mas não o andamento do processo, nem o cumprimento da liminar de reintegração de posse. 
Questões diversas
Ao analisar a reclamação feita pela agência, o presidente Felix Fischer entendeu que o assunto discutido nas medidas cautelares não tinha nenhuma associação com as decisões dos juízes, agora impugnadas, que suspenderam o trâmite do processo de reintegração. 
Nas cautelares, o STJ entendeu pela impossibilidade do uso de medida cautelar para conferir efeito suspensivo a recurso especial quando ainda há embargos de declaração pendentes de julgamento no tribunal de origem. Em razão disso, a reclamação foi rejeitada pelo presidente do STJ. 

DIREITO: TSE - TRE-BA: quase 250 mil eleitores já se recadastraram na biometria

Para garantir ainda mais segurança ao voto nas eleições, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) avança no recadastramento biométrico. Até esta segunda-feira (27), 246.291 eleitores baianos já atualizaram os seus dados e poderão votar pelo sistema de identificação biométrica nas eleições de outubro. O processo é feito em cidades do interior do Estado e tem como prazo final o dia 7 de maio.
Esta é a data – 151 dias antes das eleições – em que ocorrerá o fechamento do Cadastro Eleitoral, sendo prazo limite para que eleitores solicitem à Justiça Eleitoral a inscrição e a transferência eleitoral, conforme previsto na Lei das Eleições (Lei 9.504/97).
A atualização dos dados, coleta de digitais e fotos da face, necessários no procedimento de recadastramento biométrico, são obrigatórios a todos os eleitores das Zonas Eleitorais onde é realizado o processo. O cidadão que não o fizer terá o título de eleitor cancelado e não poderá votar nas eleições deste ano.
Reta Final
Os cartórios de Paripiranga (52ª Zona), Ubaitaba (73ª Zona), São Desidério (100ª Zona) e as cidades às quais eles atendem encerram o recadastramento biométrico no próximo dia 31 de janeiro.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRE-BA

DIREITO: TRF1 - Estrangeira irregular poderá permanecer no Brasil para acompanhar filho com doença grave


Crédito: Imagem da Web
A 6.ª Turma do TRF da 1.ª Região decidiu ir além da simples leitura da lei ao analisar o caso de estrangeira que mora irregularmente no País. A peruana, apesar de estar com o visto de permanência vencido, conseguiu o direito de continuar no Brasil para acompanhar o filho acometido de uma grave doença neurológica.
Em 2010, a mãe buscou a Justiça Federal de Porto Velho/RO após seu filho peruano, residente no Brasil, se submeter a cirurgia no Hospital de Base para tratar um aneurisma cerebral que o deixou em estado semivegetativo. Em primeira instância, o juízo da 2.ª Vara da Seção Judiciária de Rondônia assegurou a permanência da mulher no território brasileiro pelo tempo necessário para tratamento e recuperação de seu filho.
O processo, então, chegou ao TRF1 em forma de remessa oficial – recurso automático à instância superior quando a União é parte vencida. O relator da ação no Tribunal, desembargador federal Kássio Marques, manteve a sentença por entender que, nesse caso, os direitos fundamentais garantidos pela Constituição aos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil se sobrepõem às restrições impostas pelo Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/81).
“O ordenamento jurídico de uma nação deve ser instrumento de valorização e proteção à vida humana”, afiançou Kássio Marques, no voto. “De nada adianta afirmar a tutela aos direitos fundamentais à vida e à saúde se não se garantirem os meios necessários à sua plena preservação”, completou.
Na visão do magistrado, o “apego frio à letra da lei” e a consequente retirada abrupta da mãe “em momento tão necessário” à preservação da vida e da saúde do filho, que tem residência e trabalha no País como professora, confrontaria diretamente seus direitos constitucionais. O relator citou, ainda, decisões anteriores do TRF que reforçam esse entendimento.
O voto foi acompanhado pelos outros dois magistrados que integram a 6.ª Turma do Tribunal e, com a decisão, a mãe poderá permanecer no Brasil, mesmo em situação irregular, até a plena recuperação de seu filho.
Processo n.º 0008655-63.2010.4.01.4100
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