terça-feira, 11 de setembro de 2012

ECONOMIA: Governo vai concluir reforma previdenciária do setor público


Do ESTADAO.COM.BR
JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A Fundação Nacional de Previdência Complementar do Servidor Federal deverá ser criada dentro de um mês

O governo vai, enfim, concluir a reforma do regime de previdência do setor público federal. Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada a lei pela presidente Dilma Rousseff, a Fundação Nacional de Previdência Complementar do Servidor Federal (Funpresp) será efetivamente criada dentro de um mês, apurou o Estado. O órgão regulador do sistema de fundos de pensões do Brasil, a Previc, dará o sinal verde para a Funpresp no início de outubro - o último passo legal previsto para a conclusão da reforma da previdência. No mesmo dia, o governo vai editar um decreto detalhando os estatutos da Funpresp.
A presidente Dilma Rousseff já tomou a decisão política de transferir para o dia 1.º de janeiro o início do novo regime previdenciário. Isso quer dizer que, após a chancela da Previc, os técnicos da União terão ainda três meses para constituírem os fundos de pensão. Os servidores que forem nomeados até 31 de dezembro deste ano ainda ingressarão sob o regime antigo, reformado pela Funpresp.
Já os que forem nomeados após essa data terão de contribuir para a Funpresp caso desejem obter um benefício previdenciário superior ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao se aposentarem.
Na prática, o novo regime iguala, do ponto de vista previdenciário, os servidores aos demais trabalhadores da iniciativa privada do País.
A lei que criou o novo regime previdenciário, que instituiu o modelo baseado no fundo de pensão (Funpresp), previa a criação de um fundo para cada Poder, atendendo a pressão do Judiciário. Mas o Estado apurou que apenas dois fundos serão criados: Legislativo e Executivo vão dividir um mesmo Funpresp, enquanto o Judiciário constituirá outro. Como são apenas 8,8 mil servidores no Legislativo, o Funpresp deste Poder, caso fosse criado, seria o menor dos três, e, portanto, com menos recursos para aplicar no mercado e render uma remuneração razoável para os cotistas.
A reforma da previdência do setor público federal começou a ser arquitetada em 1997, ainda no primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que criou e aprovou as emendas constitucionais que permitiram as mudanças, depois modeladas no governo Luiz Inácio Lula da Silva, que criou a Funpresp e enviou o projeto de lei ao Congresso em setembro de 2007. Depois de passar quase quatro anos engavetado na Câmara dos Deputados, o projeto foi reanimado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado, que colocou a aprovação da Funpresp no topo de suas agendas de prioridades.
Agora, o governo federal quer criar o mesmo modelo para contornar o déficit atuarial de Estados e municípios, de R$ 1,5 trilhão. Como antecipou ontem o Estado, o governo está avançado nos estudos para a criação de uma Funpresp para Estados e municípios, a "Prev Federação".
O novo fundo de pensão, criado no Ministério da Previdência Social, está sendo discutido no Tesouro Nacional. A ideia do governo é criar a mesma estrutura da Funpresp, que seria aberta a adesão dos Estados e municípios.

ECONOMIA: BCs veem economia global perto da recessão


Do ESTADAO.COM.BR
Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo

Documento dos BCS obtido pelo ‘Estado’ indica que crise será mais forte que se previa

BASILEIA - Apesar dos esforços de governos em todo o mundo, da criação do G-20, de reformas e planos, o mundo caminha para uma intensificação da crise. A desaceleração da economia internacional vai se aprofundar de forma significativa até o fim do ano e já não se exclui que o mundo passe muito perto de mais uma recessão.
Projeções feitas no domingo na Basileia pelos maiores bancos centrais e obtidas com exclusividade pelo Estadoindicam que a nova crise será mais forte e mais prolongada do que se estimava, obrigando governos a se adaptarem a um novo período de intensa turbulência.
Presidentes dos principais BCs - entre eles, o do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi - participaram no fim de semana da reunião periódica do Banco de Compensações Internacionais (BIS), na Basileia. Dessa vez, porém, participantes da reunião admitem: o clima foi pesado, pessimista e com a constatação de que projeções oficiais de crescimento serão revistas, desmentindo versões oficiais. Para alguns, o que mais preocupa é que ninguém parece ver uma luz no fim do túnel.
Se o sentimento dos xerifes das finanças se concretizar, o mundo corre o risco de viver sua segunda recessão em menos de quatro anos, no pior dos cenários alertados por analistas. A primeira constatação dos BCs foi de que a economia global sofreu "deterioração" nos últimos dois meses. Mas o pior estaria ainda por vir. Indicadores apontam que o atual trimestre será marcado por um "enfraquecimento significativo da produção e demanda" nos países avançados.
Para os BCs, não há dúvida de que a situação na zona do euro continua "particularmente frágil". Os presidentes dos BCs chegam a destacar em especial a situação da Alemanha, alertando que a maior economia da Europa poderá sofrer uma "desaceleração ainda maior". Os BCs não deixam de destacar que a confiança dos empresários e os pedidos ao setor industrial estão em queda "contínua" desde maio.
Revisão. O resultado desse cenário será uma revisão do crescimento, tanto para 2012 quanto para 2013. A reunião ocorria ao mesmo tempo em que dados divulgados na China e na França confirmavam o pessimismo. As exportações da segunda maior economia do mundo cresceram menos do que se esperava em agosto (2,7%). Mas o que mais chamou a atenção dos BCs foi a queda no consumo interno chinês. As importações caíram 2,6%, sinal da perda de fôlego da economia chinesa e do consumo doméstico. Pequim vinha tentando compensar a queda nas exportações - provocada pela crise na Europa - com incentivos locais ao consumo.
Os dados confirmaram ainda uma tendência que já vinha sendo alvo de preocupação: a de que a produção industrial chinesa sofreu o maior freio em três anos. No fim de semana, o chinês Hu Jintao deu o alerta. "A economia mundial está hoje em lenta recuperação e ainda existem fatores desestabilizantes e incertezas. O impacto da crise ainda está longe de terminar." Vladimir Putin, presidente russo, foi no mesmo caminho: "A recuperação da economia global está patinando". Para os BCs, não há dúvida de que a economia global caminha para uma forte desaceleração.
Os bancos centrais estão preocupados com a incapacidade de governos de levar adiante as reformas e dos bancos de pôr as contas em dia. Para alguns deles, os governos perderam a chance de fazer os ajustes e, agora, terão de cortar gastos enquanto a economia volta a despencar.
Por enquanto, a projeção oficial do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de que a economia mundial crescerá 3,5%. Mas a revisão das projeções na Europa, a desaceleração da Alemanha, a criação de postos de trabalho nos EUA abaixo do esperado e a situação na China já colocam pressão por novos números.
O FMI já apresentou em julho uma revisão do crescimento para 2013, de 4.1% para 3,9%. Segundo fontes de BCs, a entidade já está recalculando a taxa para 2012. Documentos internos da OIT também indicam desaceleração ainda maior nos últimos meses deste ano, quando as medidas de austeridade se traduziriam em perdas reais. A avaliação dos BCs, ontem, é de que o mundo caminha mesmo para nova desaceleração.

ECONOMIA: Bovespa abre em alta de olho no pacote de energia


Do ESTADAO.COM.BR

Fabrício de Castro, da Agência Estado


Às 10h22 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,27%, aos 58.559 pontos, movimento semelhante ao visto em Nova York
SÃO PAULO - À espera dos eventos da Europa e dos Estados Unidos ainda nesta semana, o mercado brasileiro de ações segue atento ao exterior, mas também observa nesta terça-feira o detalhamento do pacote do setor de energia, a ser feito pelo governo nesta manhã. Na segunda-feira (10), os papéis de companhias elétricas ajudaram a segurar o Ibovespa, que fechou o dia em leve alta de 0,14%, após ter registrado ganhos maiores pela manhã. Dependendo do que vier, profissionais do mercado afirmam que as ações do setor podem aprofundar as perdas ou, em sentido contrário, se recuperar. Na abertura, o Ibovespa opera no território positivo.
Às 10h22 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,27%, aos 58.559 pontos. O movimento é semelhante ao verificado em Nova York, onde o S&P futuro tinha alta de 0,32% e o Nasdaq futuro avançava 0,34%. Na Europa, com os índices à vista já operando, Londres caía 0,30%, Paris tinha baixa de 0,24% e Madri cedia 0,40%. Frankfurt tinha leve alta de 0,21%.
A cautela dita o tom no exterior nesta manhã, com os investidores aguardando a decisão da Corte alemã sobre o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), na quarta-feira (12), e o fim da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quinta-feira. Isso faz os principais índices de ações oscilarem próximos da estabilidade na Europa e nos EUA, embora o Velho Continente carregue certo viés de baixa e os futuros em Nova York operam no território positivo.
Além de observar o exterior, a Bovespa aguarda o pacote de energia. "Boa parte (dos ajustes) já está no preço (dos papéis do setor de energia). Mas se vier alguma regulamentação muito ruim, as ações voltam a cair", alerta um operador ouvido pela Agência Estado. "Por outro lado, se sair algo indicando que a lucratividade das empresas não vai ser afetada, pode haver alguma recuperação."
Na segunda-feira, os papéis de companhias como Cesp, Cteep, CPFL, Copel e Cemig figuraram entre os destaques de baixa, sendo que no caso da Cesp o recuo foi superior a 7%. Por enquanto, sabe-se que haverá redução no preço da energia para consumidores residenciais (16,2%) e industriais (até 28%). Além disso, as concessionárias devem ser obrigadas a fazer investimentos de R$ 20 bilhões para, em troca, renovar seus contratos por mais 20 anos. Os demais detalhes serão informados nesta terça-feira pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Relatório distribuído a clientes pela Um Investimentos informa que o Ibovespa, se permanecer acima do suporte de 57.320 pontos, tem como primeiro objetivo romper os 59.500 pontos. Na segunda-feira, o indicador chegou a marcar 59.421 pontos, mas não teve fôlego para se sustentar acima dos 59 mil pontos.
Na agenda do dia, os EUA informaram que o déficit comercial do país foi de US$ 42 bilhões em julho, ante a previsão de US$ 44 bilhões do mercado. Ainda nesta terça-feira à tarde, o Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês) divulga os dados dos estoques brutos de petróleo na semana até 7 de setembro.

GESTÃO: Para ministro, conta de luz será 20,2% menor; Dilma reafirma 16,2%, mas diz que pode cair mais


Do UOL

No evento para anunciar redução do preço da conta de luz do brasileiro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidente Dilma Rousseff apresentaram números diferentes. Para o ministro, a redução média da conta será de 20,2% no início de 2013. A presidente Dilma manteve o percentual que havia divulgado na semana passada:16,2% para o consumidor residencial. As indústrias também vão pagar menos: uma redução de até 28%.
Após o discurso de Lobão, a presidente reafirmou a projeção de reduzir a conta de luz em 16,2%, mas disse que os cortes poderão ser ainda maiores após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) concluir estudos sobre custos, o que está previsto para acontecer em março do próximo ano.
O objetivo do corte na conta de luz é ajudar a economia a ser mais competitiva. "Isso significa baixar custos de produção e preços de produtos para gerar renda e emprego."
Um dos fatores que permitirão a redução do preço da luz será o fim da cobrança de alguns encargos adicionais. Esses encargos eram uma taxa a mais que o consumidor pagava, mas que não se referia ao seu gasto de energia. Servia para financiar o sistema.
Foram eliminadas a  Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Global de Reversão (RGR). A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) continuará sendo cobrada, mas ficará reduzida a 25% do valor atual, segundo Lobão.

Presidente diz que Brasil vai dar um "salto" na economia

Segundo o pronunciamento de Dilma na semana passada, a redução dos gastos com energia apoiará o crescimento. "São bases concretas para sermos um dos países com melhor infraestrutura e menor custo."
Para Dilma, o "Brasil criou modelo de desenvolvimento inédito. Nem mesmo a maior crise financeira da história conseguiu nos abalar fortemente."
A presidente afirmou que a economia brasileira teve uma queda "temporária", mas vai melhorar, "Tivemos uma redução temporária no índice de crescimentos, mas temos condições objetivos para novo salto."
A presidente disse que o país está bem e vai melhorar mais. "O Brasil, depois de tirar 40 milhões da pobreza e se transformar na sexta maior economia do mundo, prepara-se para dar novo salto, num momento em que o mundo se debate num mar de incertezas."

Eliminação de taxas ajuda a reduzir conta de luz


Além da eliminação ou redução de encargos, contribuirá ainda para uma redução maior dos preços, principalmente da indústria, a renovação das concessões de usinas e linhas e transmissão, cujos contratos vencem a partir de 2015.
O governo vai mudar a lei atual para permitir a renovação das concessões, desde que as empresas aceitem retirar das tarifas o repasse dos investimentos já amortizados.
A ideia seria antecipar os efeitos da renovação para 2013, em vez de esperar os contratos vencerem em 2015 para que o benefício seja sentido pelos consumidores.
A redução do custo da energia é um dos principais pedidos do setor industrial brasileiro para a melhora da competitividade do país. O setor está sofrendo com a crise internacional, e vem sendo foco de preocupação tanto do governo quanto do mercado, sendo apontado como o principal empecilho para uma retomada mais forte da economia.    

GERAL: Cachoeira negociou sistema para fraudar licitação, afirma PF


Da FOLHA.COM

MATHEUS LEITÃO / ANDREZA MATAIS

Escutas telefônicas da Operação Monte Carlo, feitas pela Polícia Federal, revelam que o empresário Carlinhos Cachoeira negociava um software para burlar licitações feitas por pregão eletrônico.
O dispositivo foi classificado de infalível pelo grupo do empresário, em conversas gravadas pela PF, às quais a Folha teve acesso.
Em escuta de março de 2011, Cachoeira trata da aquisição do software com o ex-diretor da empreiteira Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu. Ele afirma que o grupo ganharia "tudo quanto é licitação" com o dispositivo, que, diz Cachoeira, funcionaria por meio de uma maleta.
Não fica claro na conversa como seria o funcionamento do programa nem o papel da maleta para influenciar os pregões, feitos a partir de lances dados pela internet.
O uso do sistema para fraudes em licitações já foi identificado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério do Planejamento.
Os órgãos descobriram que o programa identificava os lances dos oponentes e, de maneira quase imediata, dava lances um pouco menores, facilitando a vitória.
Por isso, em dezembro de 2011, o governo editou portaria para impedir que fossem feitas propostas em menos de 20 segundos após um lance.
Cachoeira e o ex-diretor da Delta foram presos em fevereiro por, entre outras acusações, corromper agentes públicos para ganhar licitações para a construtora --da qual o empresário era sócio oculto, segundo a PF.
Os agentes investigam se o grupo chegou a usar o equipamento em algum pregão eletrônico realizado em Goiás ou em outros Estados.
FORNECEDORA
Nos grampos, Cachoeira e Abreu citam uma empresa chamada Régula como a fornecedora da maleta, que seria fabricada na Bielorrússia.
Cachoeira conta a um interlocutor que conseguiu um desconto. "O problema é que eles queriam R$ 22 por coisa, aí eu fechei com eles a R$ 7", relatou o empresário.
"O dono da maleta é uma tal de Régula. Eles são exclusivos no mundo inteiro, cara. A gente ganha todas as licitações", completou ele.
O represente da Régula no país, Alexandre Marinho, afirmou que foi procurado por pessoas citadas Cachoeira no grampo. Eles queriam ser representantes de um equipamento vendido pela Régula. Marinho negou, entretanto, que seja a maleta. Segundo ele, a empresa vende equipamentos de prevenção de fraudes em veículos.
OUTRO LADO
O advogado de Carlinhos Cachoeira, Nabor Bulhões, afirmou que desconhece o uso da maleta e do software pelo seu cliente.
"Nos autos sobre os quais me debrucei não existe nenhuma referência a isso, direta ou indiretamente."
E continuou: "As interceptações telefônicas estão sob procedente impugnação, seja na ilegalidade para a interpretação de sua realização, seja na manifesta ilegitimidade na forma como elas foram executadas".
No início do mês, a Justiça Federal suspendeu o processo, em decisão provisória, até que as empresas de telefonia forneçam todos os extratos telefônicos acessados durante a operação.
O advogado do ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu foi procurado em seu escritório e no celular, mas não ligou de volta para a reportagem.
A empreiteira Delta já disse que não tem relação com Cachoeira e que eventuais ligações do nome da empresa com ele são de responsabilidade de Abreu.  

ECONOMIA: Novo pacote de R$ 50 bi


De OGLOBO,COM.BR

Para atrair investimentos em portos e aeroportos, setor privado pode participar da gestão


BRASÍLIA - Em uma nova empreitada para estimular a economia, o governo está finalizando um pacote na área de portos e aeroportos, com potencial para atrair pelo menos R$ 50 bilhões em investimentos. As medidas na área dos portos estão mais adiantadas e devem sair em até duas semanas. Além das licitações de terminais novos e antigos com licença vencida e da construção de três novos portos com participação privada no Amazonas, no Espírito Santo e na Bahia, está em discussão no Palácio do Planalto um modelo que prevê a participação da iniciativa privada na gestão dos portos, por meio de sociedades de propósito específico (SPEs).
Por esse modelo, as companhias de docas perderão parte da autonomia que têm hoje. Elas atuariam em parceria com o setor privado na gestão portuária, o que seria viabilizado com a criação dessas SPEs.
— Estamos falando em algo na linha de redefinição de responsabilidades e choque de gestão — explicou uma fonte que participa da finalização do pacote.
O governo avalia que as companhias de docas, empresas subordinadas ao Ministério dos Portos, mas que costumam ser comandadas por políticos dos estados, têm sérios problemas de gestão. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), por exemplo, apresentou prejuízos nos últimos anos, o que reflete as dificuldades na gestão financeira em todos os portos que administra na Região Nordeste. Com melhor gestão nas docas e nos portos, o governo quer elevar a participação aquaviária na matriz de transportes, dos 13% da carga registrados em 2010 para 29% em 2025.
Aproveitamento pleno dos terminais
Uma ala do governo defende a privatização das docas, mas a ideia não tem encontrado eco dentro da equipe da presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, o que o governo indica é a vontade de criar um ambiente mais competitivo para os recursos privados. Faz parte dessa estratégia tanto dar sinais de que não permitirá excessos, como cobranças de tarifas abusivas, quanto de que vai amparar eventuais descompassos nas receitas dos concessionários — um exemplo seria oferecer novas desonerações quando achasse necessário.
— Queremos garantir que os benefícios que estão sendo concedidos cheguem aos clientes desses serviços, no setor produtivo — disse um integrante do governo.
Nessa redefinição de responsabilidades na área de portos, também deverão reformulados os Órgãos de Gestão de Mão de Obra (OGMO) e os Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs). Esses organismos regionais deverão ter seu papel incorporado a uma nova entidade federal.
O governo quer, ainda, garantir que a capacidade plena dos terminais já existentes seja, de fato, aproveitada, sem permitir a existência de brechas para que os concessionários de terminais discriminem clientes. A avaliação é que em terminais de uso privado no Porto de Sepetiba, por exemplo, são criadas dificuldades para o aproveitamento de espaço disponível que acabam prejudicando a competitividade da indústria brasileira — recentemente, em ação similar, uma medida governamental foi adotada a fim de assegurar o aproveitamento máximo das ferrovias.
Transporte marítimo, opção ecológica
No pacote de portos, o governo quer criar incentivos também para a navegação de cabotagem, aquela que é feita entre portos nacionais. Os técnicos que estão formatando o pacote entendem que é mais viável, tanto econômica como ecologicamente, por exemplo, levar cargas da Zona Franca de Manaus para o Rio Grande do Sul pelo mar do que por rodovias. De acordo com dados do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), o custo logístico no Brasil — que inclui transporte, estoque e armazenamento — é de 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) brasileiro, enquanto nos Estados Unidos esse percentual é de 7,7%.
Apesar de pressões contrárias à navegação de cabotagem — como de motoristas de ônibus e ferroviários, que temem a concorrência —, o governo já estuda oferecer incentivos tributários e de fomento para viabilizar esse transporte. Isso porque que esse tipo de navegação exige navios específicos, menores do que aqueles para exportações, e tem remuneração diferenciada para os terminais. Estes preferem movimentar os volumes mais expressivos e lucrativos das exportações.
Pacote se soma aos R$ 165 bi para rodovias
Há mais de um mês, o ministro Leônidas Cristino, da Secretaria Especial dos Portos, vem participando quase que diariamente de reuniões na Casa Civil e na Presidência da República para definir o novo modelo de gestão dos portos. Nessas reuniões também estão presentes representantes dos ministérios dos Transportes e da Fazenda.
O pacote de R$ 50 bilhões previsto para portos e aeroportos deve se somar aos R$ 165 bilhões já anunciados para ferrovias e rodovias. O objetivo é a criação de um sistema de logística nacional no qual os modais concorram entre si para oferecer melhores soluções de transporte de carga no país. Isso ajudaria a reduzir o chamado Custo Brasil, elevando a competitividade da indústria brasileira em uma economia global.

ECONOMIA: Petrobras inicia produção em plataforma no pré-sal de Campos


O GLOBO, COM AGÊNCIAS


A produção inicial do poço 7-BAZ-02-ESS, no campo de Baleia Azul, está estimada em 20 mil barris por dia

SÃO PAULO — A Petrobras informou há pouco que iniciou na segunda-feira a produção de petróleo do poço 7-BAZ-02-ESS, localizado no campo Baleia Azul, da Bacia de Campos, por meio do navio-plataforma Cidade de Anchieta.

A plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e exporta óleo e gás) destina-se exclusivamente à produção da camada pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, nos quais a companhia detém 100% de participação.

Segundo a companhia, a plataforma produzirá óleo de alto valor comercial, 28 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API em inglês). Afretada à empresa SBM Services, a plataforma tem capacidade de processar diariamente 100 mil barris de petróleo e 3,5 milhões de metros cúbicos de gás.

Instalado em lâmina d´água de 1.221 metros e localizado a 80 km da costa, o FPSO escoará o gás produzido por meio do gasoduto Sul-Norte Capixaba até a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no litoral capixaba.

A produção inicial do poço 7-BAZ-02-ESS, já interligado à plataforma, está estimada em 20 mil barris por dia. Outros nove poços, seis produtores e três injetores de água, serão interligados à plataforma. A previsão é que o pico de produção, de 100 mil barris por dia, seja atingido em fevereiro de 2013.

EDUCAÇÃO: Brasil aumenta investimento em educação, mas ainda não alcança médias da OCDE


Do UOL

Mesmo sendo um dos países que mais aumentaram os gastos com educação entre os anos 2000 e 2009, o Brasil ainda não investe o recomendado do PIB (Produto Interno Bruto) em educação e está longe de aplicar o valor anual por aluno indicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com base na média dos países membros. Os dados fazem parte do relatório sobre educação divulgado nesta terça-feira (11) pelo órgão.
Os gastos por aluno na educação primária e secundária cresceram 149% entre 2005 e 2009, mas o Brasil ainda está entre os cinco países que menos investem por aluno, entre os avaliados pela OCDE.

Investimentos financeiros em educação - gasto anual por aluno

Nível Brasil Média da OCDE Posição do Brasil no ranking
Ensino pré-primário USD 1,696 USD 6,670 3º pior colocado de 34 países
Ensino primário USD 2,405 USD 7,719 4º pior colocado de 35 países
Ensino secundário USD 2,235 USD 9,312 3º pior colocado de 37 países
  • USD = Dólar americano
  • Fonte: OCDE
Enquanto no ensino pré-primário o Brasil investiu USD 1,696 (dólar americano) por aluno, a média dos países da OCDE foi de USD 6,670; no ensino primário o país gastou USD 2,405 e a média da OCDE foi USD 7,719; com a educação secundária o investimento brasileiro foi de USD 2,235 e a média dos países da OCDE foi de USD 9,312. 
Já no ensino superior houve uma diminuição de 2% dos gastos públicos por estudante - com isso, o Brasil fica em 23º lugar de uma lista com 29 países.
Apesar de estar abaixo do recomendado, o investimento público total em educação no Brasil passou de 10,5% em 2000 para 16,8% em 2009. Nesse quesito, o país é o 4º em um ranking de 32 países avaliados – atrás somente de Nova Zelândia, México e Chile.

PIB

A porcentagem do PIB brasileiro que vai para educação também está abaixo da média da OCDE: o Brasil investe 5,55% do PIB no setor, quando o recomendado é 6,23%. O PNE (Plano Nacional da Educação), aprovado na Câmara e que segue agora para o Senado, prevê o investimento de 10% do PIB em educação.
Segundo a OCDE, 4,23% do PIB brasileiro é investido em ensino primário e secundário – acima da média de 4% definida pelo órgão. No ensino superior, entretanto, o Brasil investe apenas 0,8%, sendo o 4º país que menos gasta nesse nível de ensino. Já com pesquisa e desenvolvimento o Brasil apresenta o menor gasto entre 36 países avaliados: somente 0,04% dos investimentos em educação são para o setor.
O relatório destaca a evolução da porcentagem do PIB brasileiro investido em educação: "Em 1995, o Brasil investiu 3,7% do seu PIB em educação, em comparação com a média da OCDE de 5,6%. Enquanto o nível de investimento caiu um pouco em 2000, no Brasil (para 3,5%) e nos países da OCDE como um todo (5,4%), até 2005 o Brasil conseguiu aumentar seu investimento em educação para 4,4% do PIB (a média da OCDE, que ano foi de 5,7%), e em 2009 o nível subiu para 5,5% do PIB no Brasil, enquanto a média da OCDE chegou a 6% e, entre os países do G20, 5,7%".

OCDE

A OCDE é uma organização internacional para cooperação e desenvolvimento dos países membros. Fazem parte da OCDE: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. 
O relatório "Education at a Glance 2012" ("Olhar sobre a Educação") analisa os sistemas de ensino dos 34 países membros da OCDE, bem como os da Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.
A OCDE também é responsável pela aplicação e divulgação dos resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).

ECONOMIA: Receita libera consulta ao 4º lote de restituição do Imposto de Renda


De OGLOBO.COM.BR

Fisco depositará R$ 1,8 bilhão na conta de 1,9 milhão de contribuintes

BRASÍLIA — A Receita Federal liberou nesta terça-feira a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda 2012, além de restituições residuais de 2008 a 2011. Ao todo, o Fisco depositará R$ 1,8 bilhão na conta de 1,9 milhão de contribuintes. Com os valores liberados desde junho, o montante restituído chegará a R$ 9,1 bilhões após este lote.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone 146.

Com os recursos, além de cumprir os prazos legais, o governo busca incentivar o consumo em um momento de desaceleração da economia. Ao todo, são sete lotes de restituição, entre junho e dezembro. Neste quarto lote, do total de beneficiados, 25.076 são idosos, que receberão R$ 48,5 milhões.

Os valores serão creditados em 17 de setembro. De acordo com a Receita Federal, a restituição ficará disponível no banco durante o ano. Depois desse prazo, o contribuinte deverá fazer um requerimento pela internet.

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ECONOMIA: Redução na conta de luz será de 20,2%, afirma ministro; índice é maior do que dissera Dilma


Do UOL
A redução média da conta de luz do brasileiro será de 20,2% no início de 2013, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em evento sobre política de energia em Brasília, nesta terça-feira (11). O percentual é maior do que havia sido anunciado na quinta-feira da semana passada (6) pela presidente Dilma Rousseff.
Na ocasião, ela havia dito que a conta de luz  ficaria 16,2% mais barata, em média, no início de 2013. As indústrias também vão pagar menos: uma redução de até 28%. Na quinta, Dilma também falou sobre as medidas que o governo vem adotando para fortalecer a economia e combater os efeitos da crise.
O objetivo do corte na conta de luz é ajudar a economia a ser mais competitiva. "Isso significa baixar custos de produção e preços de produtos para gerar renda e emprego."

Presidente diz que Brasil vai dar um "salto" na economia

Segundo o pronunciamento de Dilma na semana passada, a redução dos gastos com energia apoiará o crescimento. "São bases concretas para sermos um dos países com melhor infraestrutura e menor custo."
Para Dilma, o "Brasil criou modelo de desenvolvimento inédito. Nem mesmo a maior crise financeira da história conseguiu nos abalar fortemente."
A presidente afirmou que a economia brasileira teve uma queda "temporária", mas vai melhorar, "Tivemos uma redução temporária no índice de crescimentos, mas temos condições objetivos para novo salto."
A presidente disse que o país está bem e vai melhorar mais. "O Brasil, depois de tirar 40 milhões da pobreza e se transformar na sexta maior economia do mundo, prepara-se para dar novo salto, num momento em que o mundo se debate num mar de incertezas."

Eliminação de taxas ajuda a reduzir conta de luz


Além da eliminação ou redução de encargos, contribuirá ainda para uma redução maior dos preços, principalmente da indústria, a renovação das concessões de usinas e linhas e transmissão, cujos contratos vencem a partir de 2015.
O governo vai mudar a lei atual para permitir a renovação das concessões, desde que as empresas aceitem retirar das tarifas o repasse dos investimentos já amortizados.
A ideia seria antecipar os efeitos da renovação para 2013, em vez de esperar os contratos vencerem em 2015 para que o benefício seja sentido pelos consumidores.
A redução do custo da energia é um dos principais pedidos do setor industrial brasileiro para a melhora da competitividade do país. O setor está sofrendo com a crise internacional, e vem sendo foco de preocupação tanto do governo quanto do mercado, sendo apontado como o principal empecilho para uma retomada mais forte da economia.     
(Com informações da Reuters)

DIREITO: Presidente do STF elogia indicação de novo ministro para a Corte



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, comentou a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Zavascki para compor o colegiado da Corte na vaga deixada pelo ministro Cezar Peluso. A indicação foi feita pela presidenta da República, Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10).
Para o presidente do STF, Teori Zavascki “preenche, sem nenhuma dúvida, os requisitos de investidura para o cargo, previstos no caput do artigo 101 da Constituição Federal: reputação ilibada e notável saber jurídico”. Ele lembrou que o ministro Zavascki é oriundo da advocacia e concorreu pelo quinto constitucional, reservado aos advogados, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Ele é professor, é escritor, portanto, teórico do Direito, um acadêmico, e, a meu sentir, foi muito boa escolha da presidente”, afirmou Ayres Britto. O presidente do STF foi comunicado da indicação por meio de um telefonema do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a pedido da presidenta da República.
“Todos nós recebemos a indicação com agrado, porque se trata de um ministro conhecido no ofício judicante pela competência e pela experiência”, declarou o presidente ao lembrar que cabe ao Senado Federal avaliar a compatibilidade dessa indicação com os requisitos estabelecidos pela Constituição Federal para investidura no cargo.

DIREITO: STF - Ação contesta distribuição de royalties para não produtores



O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4846) ajuizada pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, contra o artigo 9º da Lei Federal 7.990/89, que determina que os estados afetados pela exploração de recursos naturais (petróleo, recursos hídricos para produção de energia elétrica e recursos minerais) repassem 25% dos royalties recebidos para seus municípios.
O governador afirma que o dispositivo viola o princípio federativo e o parágrafo 1º do artigo 20 da Constituição Federal, segundo o qual, conforme a ADI, as participações governamentais pagas pelas empresas exploradoras dos recursos naturais devem ser distribuídas exclusivamente às unidades federadas afetadas pela atividade econômica, já que são uma retribuição financeira.
“O artigo 9º da Lei Federal 7.990/89, na medida em que propõe o repasse de parcela dos royalties recebidos pelos estados produtores a todos os municípios é inconstitucional”, afirma o governador capixaba. Ele garante que isso fica claro ao se analisar o sentido que o constituinte originário pretendeu dar ao parágrafo 1º do artigo 20 da Carta da República e a interpretação dada ao dispositivo pelos tribunais brasileiros.
“A retribuição financeira de que trata esse dispositivo constitucional tem por finalidade compensar (ou indenizar) os estados e municípios afetados pela exploração de recursos naturais (estados e municípios produtores) pelos reflexos dessa atividade econômica sobre suas contas públicas e sobre o modo de vida das suas respectivas populações”, ressalta, acrescentando que “não há espaço para que o legislador distribua parcela dessas receitas a estados e municípios que não são afetados pela exploração de recursos naturais (estados e municípios não produtores)”.
Para exemplificar, o governador cita a exploração de mármores e granitos no município de Cachoeiro do Itapemirim (ES) e outros situados ao norte do estado. “A regra jurídica consignada no artigo 9º da Lei Federal 7.990/89 fará com que, ainda que a título de exemplo, a capital Vitória fique com parte dos royalties de mineração recebidos pelo estado, mesmo não tendo qualquer relação com essa atividade econômica e não sofrendo, por isso, os reflexos do seu exercício por particulares.”
Liminar e mérito
Na ação, o governador pede a concessão de liminar alegando que o perigo na demora da decisão “reside no fato de o dispositivo legal impugnado representar interferência ilegítima na economia do Estado do Espírito Santo, assim como na dos demais estados produtores de recursos naturais, com evidente repercussão financeira sobre suas contas públicas e sobre a capacidade dessas unidades federadas de cumprir sua missão constitucional de arcar com suas responsabilidades financeiras perante a sociedade”.
No mérito, requer a declaração de inconstitucionalidade do artigo 9º da Lei Federal 7.990/89.
RR/AD
Processos relacionadosADI 4846

DIREITO: STF - Presidente do STF elogia indicação de novo ministro para a Corte



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, comentou a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Zavascki para compor o colegiado da Corte na vaga deixada pelo ministro Cezar Peluso. A indicação foi feita pela presidenta da República, Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10).
Para o presidente do STF, Teori Zavascki “preenche, sem nenhuma dúvida, os requisitos de investidura para o cargo, previstos no caput do artigo 101 da Constituição Federal: reputação ilibada e notável saber jurídico”. Ele lembrou que o ministro Zavascki é oriundo da advocacia e concorreu pelo quinto constitucional, reservado aos advogados, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Ele é professor, é escritor, portanto, teórico do Direito, um acadêmico, e, a meu sentir, foi muito boa escolha da presidente”, afirmou Ayres Britto. O presidente do STF foi comunicado da indicação por meio de um telefonema do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a pedido da presidenta da República.
“Todos nós recebemos a indicação com agrado, porque se trata de um ministro conhecido no ofício judicante pela competência e pela experiência”, declarou o presidente ao lembrar que cabe ao Senado Federal avaliar a compatibilidade dessa indicação com os requisitos estabelecidos pela Constituição Federal para investidura no cargo.

DIREITO: STJ - Suspensa decisão que admitiu responsabilidade de ex-proprietário por não registrar transferência do veículo




A Súmula 132 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dispõe que a ausência de registro da transferência de veículo não implica a responsabilidade do antigo proprietário por dano resultante de acidente. Por isso, o ministro Villas Bôas Cueva concedeu liminar para suspender decisão da Terceira Turma do Colégio Recursal Cível e Criminal de São Paulo, que adotou entendimento contrário à súmula. 
Na decisão da turma recursal, uma locadora de veículos foi mantida como co-ré na ação porque se entendeu que a empresa não comprovou o registro de venda e transferência do veículo para novo proprietário. 
A empresa apresentou reclamação ao STJ, já que o entendimento do colegiado diverge da Súmula 132. Pediu, liminarmente, a suspensão da decisão e, no mérito, a reforma do julgado. 
Ao analisar o caso, o ministro Villas Bôas Cueva observou que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê que, no caso de transferência de propriedade, o antigo dono deve encaminhar ao órgão executivo de trânsito do estado a cópia do comprovante de transferência, sob pena de ser responsabilizado por danos causados pelo veículo até a data da comunicação. No entanto, ressaltou o ministro, “o dispositivo em questão não estabelece causa de responsabilidade objetiva”. 
Para o ministro, a responsabilidade pelos danos causados em decorrência de acidente com o veículo foi atribuída à antiga proprietária em função de mera irregularidade formal da transferência para o novo proprietário, e não por conta de sua efetiva culpa. Diante disso, o ministro admitiu o processamento da reclamação, nos termos da Resolução 12/2009 do STJ, e concedeu a liminar. 
O mérito da reclamação será julgado pela Segunda Seção.

DIREITO: STJ - Suspensa decisão que admitiu responsabilidade de ex-proprietário por não registrar transferência do veículo




A Súmula 132 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dispõe que a ausência de registro da transferência de veículo não implica a responsabilidade do antigo proprietário por dano resultante de acidente. Por isso, o ministro Villas Bôas Cueva concedeu liminar para suspender decisão da Terceira Turma do Colégio Recursal Cível e Criminal de São Paulo, que adotou entendimento contrário à súmula. 
Na decisão da turma recursal, uma locadora de veículos foi mantida como co-ré na ação porque se entendeu que a empresa não comprovou o registro de venda e transferência do veículo para novo proprietário. 
A empresa apresentou reclamação ao STJ, já que o entendimento do colegiado diverge da Súmula 132. Pediu, liminarmente, a suspensão da decisão e, no mérito, a reforma do julgado. 
Ao analisar o caso, o ministro Villas Bôas Cueva observou que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê que, no caso de transferência de propriedade, o antigo dono deve encaminhar ao órgão executivo de trânsito do estado a cópia do comprovante de transferência, sob pena de ser responsabilizado por danos causados pelo veículo até a data da comunicação. No entanto, ressaltou o ministro, “o dispositivo em questão não estabelece causa de responsabilidade objetiva”. 
Para o ministro, a responsabilidade pelos danos causados em decorrência de acidente com o veículo foi atribuída à antiga proprietária em função de mera irregularidade formal da transferência para o novo proprietário, e não por conta de sua efetiva culpa. Diante disso, o ministro admitiu o processamento da reclamação, nos termos da Resolução 12/2009 do STJ, e concedeu a liminar. 
O mérito da reclamação será julgado pela Segunda Seção.

DIREITO: TSE - Por não ter comprovado alfabetização, candidato tem registro negado




Decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) que indeferiu o registro de candidatura de Sebastião Pereira da Silva ao cargo de vereador no Município de Buíque-PE, por não ter o candidato comprovado sua alfabetização.
De acordo com o acórdão regional, Sebastião Pereira da Silva foi reprovado no teste de alfabetização e não apresentou documentos que atestassem sua escolaridade, enquadrando-se, assim, na condição da inelegibilidade descrita no art. 14, § 4º da Constituição Federal:  “São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos”.

O recurso foi negado pelo TSE por não constar nos autos instrumento de procuração outorgado pelo recorrente ao advogado subscritor do recurso especial ou certidão de seu arquivamento em cartório. “Conforme jurisprudência desta Corte, é inexistente o recurso interposto, na instância especial, por advogado sem procuração nos autos. Incide, na espécie, o Enunciado n° 115 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça”, enfatizou o relator em seu voto.
Processo relacionado: Respe 21675

DIREITO: TSE - Político cassado tem registro de candidatura negado com base na Lei da Ficha Limpa



O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli manteve decisão que indeferiu o registro de candidatura de Nelson Silva de Souza ao cargo de vereador em Campo Largo, no Paraná. O ministro negou recurso apresentado por Nelson Silva contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que confirmou sentença de juiz eleitoral contra o registro da candidatura.
O juiz eleitoral considerou Nelson Silva inelegível com base em item (alínea "b", inciso I, artigo 1º) da Lei Complementar nº 64/1990, a Lei de Inelegibilidades, com alterações feitas pela Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010). Segundo o item, está inelegível, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foi eleito e nos oito anos seguintes ao fim da legislatura, aquele que teve seu mandato cassado por infringir os dispositivos legais previstos.
No recurso, Nelson Silva afirma, entre outros argumentos, que entrou com ação contra decisão da Câmara Municipal que cassou o seu mandato. Sustenta que, apesar da antecipação da tutela (concessão preliminar dos efeitos de uma decisão) ter sido negada, existe a possibilidade de sucesso na sentença final.
Assim, Nelson pede que o processo sobre o seu registro de candidatura seja suspenso até o exame da ação. Isto porque, lembra ele, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) permite que alterações posteriores, que afastem inelegibilidade, sejam consideradas no momento do julgamento do pedido de registro.
Decisão

O ministro Dias Toffoli destaca, em sua decisão, que as disposições do Código de Processo Civil (CPC) somente são aplicáveis aos processos eleitorais “de forma subsidiária e naquilo que não conflitem com a sistemática do processo eleitoral, célere e concentrado”. Por esse motivo, norma como a que prevê prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores - art. 191 do CPC [Código de Processo Civil] - não tem eficácia no processo eleitoral”, diz o ministro.
O ministro ressalta que, segundo a jurisprudência do TSE, item da Lei das Eleições apenas estabelece que cumpre à Justiça Eleitoral levar em consideração fatos supervenientes “enquanto não cessada a jurisdição relativamente ao pedido de registro do candidato”.
Quanto à alegação de Nelson Silva de que há possibilidade de sucesso na ação que move contra a decisão da Câmara Municipal, o relator diz que ofício do juízo em que tramita a ação informa que novo pedido de antecipação dos efeitos da tutela foi negado em 1º de agosto deste ano, “o que contraria a argumentação do recorrente”.
EM/LF
Processo relacionado: Respe 11961

DIREITO: TSE - Concedido registro a candidato que teve rejeição de contas suspensa



O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deferiu o registro de candidatura de José Gerônimo de Sousa Lima ao cargo de prefeito nas eleições deste ano, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), da cidade de Bernardo do Mearim, na zona central do Maranhão.
O juiz eleitoral havia indeferido o registro de Gerônimo por irregularidades nas contas quando exerceu o cargo de presidente da Câmara Municipal no exercício financeiro de 2008. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) reformou a sentença.
O TRE-MA alegou que, apesar da exigência legal de que a aferição das causas de inelegibilidade deve ser efetuada no momento do pedido de registro de candidatura, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) ressalva que alteração posterior na situação do candidato afasta a inelegibilidade.
Na decisão, o ministro Dias Toffoli sustentou que a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral consolidou o entendimento de que, mesmo que as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade sejam aferidas no momento do pedido de registro de candidatura, “as inelegibilidades podem ser afastadas por alterações fáticas ou jurídicas supervenientes à formalização da candidatura”, conforme a Lei das Eleições.
No caso, afirmou o ministro, Gerônimo Lima obteve decisão favorável que suspendeu os efeitos da decisão do Tribunal de Contas do Maranhão, que rejeitou as contas de sua gestão da Câmara Municipal de Bernardo do Mearim. “Essa providência é suficiente para afastar a incidência da causa de inelegibilidade da alínea g do inciso I do art. 1º da Lei Complementar nº 64/1990 [a Lei de Inelegibilidades], conforme a já mencionada jurisprudência desta Corte”, finalizou.
BB/LF
Processo relacionado: Respe 11864

DIREITO: TSE - “TRE-BA Notícias” vai ao Presídio de Salvador mostrar como será voto dos presos provisórios



A Justiça Eleitoral na Bahia vai instalar, nestas eleições, urnas eletrônicas em 17 seções de votação a serem montadas em unidades prisionais e de internação de adolescentes em Salvador e seis cidades do interior baiano. A medida, que visa assegurar o direito do voto do preso provisório, aquele que ainda aguarda julgamento em definitivo pela Justiça, vai beneficiar um total de 2.291 custodiados em 15 unidades carcerárias da Bahia. O número já supera o de presos alistados nas Eleições 2010, quando 1.620 foram cadastrados para exercer o direito de escolha do candidato.
Para mostrar como vai funcionar o voto dentro das cadeias, o “TRE-BA Notícias”, boletim eletrônico produzido por equipe da Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TRE-BA, traz, na edição desta segunda-feira (10), reportagem realizada no Presídio de Salvador. A unidade integra o Complexo Penitenciário da Mata Escura, bairro situado em área da 17ª Zona Eleitoral, circunscrição que concentra 1.519 (66,3%) dos 2.291 presos cadastrados como eleitores aptos este ano na Bahia.
O voto dos presos provisórios é uma exigência prevista na Constituição Federal de 1988 e vem sendo assegurado em todo o país desde 2010. Naquele ano foi instituída, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Resolução 23.219, que dispõe sobre a instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais. Para garantir a participação destes presos nas eleições, desde 2010 o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) vem realizando o alistamento eleitoral e a nomeação de mesários em cooperação com a Defensoria Pública estadual, que realiza a coleta de informações dos presos nos presídios. O órgão firmou com o TRE-BA, em maio deste ano, cooperação para os trabalhos nas Eleições 2012. Os cartórios são os responsáveis também pela montagem das seções nas unidades prisionais no dia do voto. Todos os trabalhos contam com o apoio da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap).

Unidades prisionais
No pleito deste ano as seções serão instaladas em unidades prisionais situadas em Salvador e mais seis cidades baianas. Na Capital, terão seções a Comunidade de Atendimento Socioeducativo (CASE), o Presídio de Salvador, o Centro de Observação Penal (COP), a Unidade Especial Disciplinar (UED), o Conjunto Penal Feminino, a Cadeia Pública de Salvador, a Penitenciária Lemos de Brito (PLB) e a Fundação da Criança e do Adolescente (Case Cia). No interior, haverá seções no Conjunto Penal de Itabuna, no Presídio Nilton Gonçalves (em Vitória da Conquista), no Conjunto Penal de Paulo Afonso, no Conjunto Penal de Serrinha, na Case Zilda Arns (em Feira de Santana), no Conjunto Penal de Feira de Santana e no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas.
As edições do “TRE Notícias” podem ser veiculadas livremente por qualquer veículo, desde que citada a fonte.
Veja a reportagem no Youtube | Ouça a versão em áudio.

DIREITO: TRF1 - Suspeição de juiz deve ser demonstrada e ainda amparada nos motivos citados no CPC



Não é razoável considerar um magistrado suspeito sem que reste comprovada, especificamente, existência de alguma das hipóteses previstas no Código de Processo Civil, tais como amizade ou inimizade capital; envolvimento de credores, cônjuges, parentes de até terceiro grau, herdeiros, empregadores de qualquer das partes; interesse por parte do magistrado no julgamento da causa em favor de uma das partes, ou que seja suspeito por motivo íntimo. Assim decidiu a 4.ª Turma Suplementar do TRF/ 1.ª Região, de acordo com o exposto pelo juiz federal convocado, Márcio Barbosa Maia, relator .
A Turma entendeu não ser razoável presumir antipatia do magistrado em relação ao advogado de uma das partes, tendo como base apenas as alegações de que foram aplicadas multas, injustamente, com o objetivo de intimidá-lo no exercício de sua profissão. Além disso, não há elementos que apontem o prejuízo da imparcialidade do magistrado.
A respeito de ambos os pontos, já se manifestaram esta Corte e o Superior Tribunal de Justiça, respectivamente:
“Rejeita-se a exceção de suspeição do magistrado no caso em que não se configura, especificamente, nenhuma das hipóteses previstas no artigo 135 do CPC, revelando-se apenas o inconformismo do excipiente com ato judicial que poderia ser revisto através da via recursal própria. Precedentes”. (EXSUSP 0078007-38.2010.4.01.3800/MG; EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL FAGUNDES DE DEUS, Órgão Julgador: QUINTA TURMA, Publicação: e-DJF1 p.205 de 20/01/2012, Data da Decisão: 14/12/2011).
“Ao juiz é dado decidir a lide a partir de seu livre convencimento, sem que isso implique em parcialidade. Ademais, os atos jurisdicionais são passíveis de correção pela via recursal". (REsp n. 439713/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, 2.ª Turma, julgamento: 23/04/2004, DJ de 17/12/2004, p. 478).
Processo: 0018515-28.2004.4.01.3800
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