sexta-feira, 26 de novembro de 2010

GREVE: Associação de juízes ameaça greve inédita

Do blog do NOBLAT
Deu na FOLHA

Os juízes federais ameaçam cruzar os braços em 2011 se a presidente eleita, Dilma Rousseff, não conceder reajuste de 14,69% nos subsídios da classe.
Eles protestaram contra a promessa do ministro Guido Mantega (Fazenda) de cortar novos gastos.
"Se não houver negociação, podemos promover paralisação ou greve nos primeiros meses do governo Dilma", afirmou o presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Gabriel Wedy.
A greve seria inédita -a categoria só parou uma vez, por um dia, em 2000.
Ontem, servidores do Judiciário federal ampliaram para o Rio de Janeiro a greve iniciada no dia 18.
A paralisação agora chega a 11 Estados.
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Associação de juízes ameaça greve inédita

ARTIGO: Capitão Nascimento

Do blog do NOBLAT
Por Merval Pereira
Ontem foi dia de a realidade imitar a arte. Foi dia de torcer pelo Capitão Nascimento de Tropa de Elite, que todos nós vimos em ação, ao vivo e a cores, nas reportagens das emissoras de televisão. Que o personagem de Wagner Moura tenha se tornado o novo herói nacional é um sinal dos tempos, não necessariamente um bom sinal.
Ontem entraram em ação centenas de capitães Nascimento encarnados em cada um dos soldados do BOPE, que o personagem do filme de José Padilha se orgulha de ter transformado em “uma máquina de guerra”.
E quando essa máquina de guerra conseguiu colocar em disparada várias dezenas de bandidos em fuga pela mata, em direção ao Morro do Alemão, houve comemoração do cidadão comum que assistia à TV Globo como se acompanhasse um filme de aventura em que os mocinhos eram os policiais.
Ou como se aquelas imagens em tempo real fizessem parte de um game em que o telespectador poderia interferir manejando os comandos.
Mas foi também dia de a população como um todo tomar consciência da gravidade da situação, que muitas vezes só é sentida na carne pelas comunidades mais carentes.
A ação de terrorismo distribuída por toda cidade, que já vinha sendo revelada com os arrastões na Zona Sul nos últimos dias, evidenciou que essas facções criminosas continuam ativas e bem armadas, com capacidade de levar o pânico a qualquer ponto.
O ponto positivo foi ver a reação policial, que deu a sensação de ter sido bem coordenada e comandada com extrema cautela para não colocar em risco a população. E mesmo assim eficiente.
É claro que a realidade lá fora mostrava uma cidade apavorada, quase deserta, com as pessoas escondidas dentro de casa.
Nas localidades envolvidas diretamente na guerra, era possível ver vez por outra lençóis brancos sendo acenados em pedidos desesperados de paz, enquanto as ações de guerrilha continuavam na Vila Cruzeiro, que acabou sendo dominada pelas forças públicas.
Essa verdadeira operação de guerra que se desenvolveu durante todo o dia na região da Penha mostrou uma grande ofensiva policial feita por 150 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 30 fuzileiros navais com rostos pintados, colocando várias dezenas de bandidos em fuga, permitindo que a polícia ocupasse o alto da Vila Cruzeiro, aonde não conseguiam chegar a anos.
E tudo mostrado ao vivo pelos helicópteros das televisões, que deixaram os telespectadores espantados com o poder de fogo dos bandidos, e a quantidade de pessoas envolvidas nessa guerra.
Foi um reality show em tempo real que, ao mesmo tempo em que colocou em cada um de nós um sentimento de horror com a constatação da dimensão do problema que a cidade enfrenta, deu-nos também a certeza de que é preciso apoiar a ação do governo, que não há mais volta nesse combate contra o tráfico de drogas.
O fato de que pela primeira vez no combate aos traficantes foram usados Urutus da Marinha de Guerra é “histórico”, como definiu o secretário de segurança José Mariano Beltrame, ao mesmo tempo em que todos ficamos espantados com a insinuação do secretário de que o Exército não parece disposto a colaborar.
A participação dos Urutus da Marinha, e de Fuzileiros Navais na operação foi mais um elemento emocional positivo para a ação da polícia.
A cada barreira que um Urutu ultrapassava, parecia uma vitória da sociedade sobre a bandidagem.
Mesmo que a Secretaria de Segurança não planejasse a ocupação da Vila Cruzeiro, ela se tornou inevitável depois que a TV Globo mostrou aquelas imagens, na quarta-feira, de bandidos chegando aos magotes de tudo quanto é lado, para se esconderem na favela que se transformou no bunker da direção da maior facção criminosa do Rio, que comanda as ações terroristas dos últimos dias.
A sensação dos especialistas é de que os policiais montaram uma operação dentro da lógica antiga de responder com uma ação direta no núcleo da bandidagem, para mostrar força, mas para entrar e sair da favela.
E a reação política da sociedade está mostrando que o avanço da polícia foi sentido de maneira tão positiva pela população que vale mais pelo lado intangível do sentimento de vitória do que pela propriamente pela ação em si.
As forças públicas não poderão sair tão cedo de Vila Cruzeiro, mesmo que não venha a ser instalada lá pelo momento uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), como chegou a ser anunciado.
Essas unidades pacificadoras estão se revelando um ativo político importantíssimo, com ampla aceitação pela população, mesmo que falte a essa política uma imprescindível ação de planejamento para combater as conseqüências da retirada dos bandidos dos territórios que dominavam.
Está se produzindo um fenômeno político que é a reação da sociedade de unidade em torno da ação do governo.
Se as forças públicas saírem da Vila Cruzeiro, ficará a sensação de que foram derrotados.
A reação dos bandidos de tocar o terror na cidade foi extremamente negativa para eles, por que conseguiram provocar uma grande unidade na sociedade, não entenderam que em certas circunstâncias o Estado não pode recuar.
O sinal de que estão descontrolados foi o ataque até a uma ambulância, com doente dentro, que conseguiu sair antes que o veículo pegasse fogo.

SEGURANÇA: Mesmo com policiamento reforçado, ataques de bandidos continuam nesta sexta-feira

De O Globo/CBN/GloboNewsTV
RIO - Novos ataques voltaram a acontecer na madrugada desta sexta-feira no Rio. Ao todo, foram incendiados três carros, um ônibus e um utilitário. Em Ipanema, na Zona Sul, um Fiat Punto ficou em chamas na Rua Farme de Amoedo. Bombeiros controlaram as chamas. Dois menores, suspeitos de terem provocado o ataque, foram apreendidos por policiais do GAT do 23º BPM (Leblon), que fizeram buscas pela região. Segundo a polícia, eles estariam cumprindo ordens de Paulo Cesar Figueiredo, conhecido como Bolão, que era chefe do tráfico de drogas nos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo antes da instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades.
O proprietário do Fiat Punto, um psicólogo de 36 anos, contou que foi acordado pela síndica do prédio, avisando que seu carro estava pegando fogo. Moradores ajudaram no combate às chamas, antes da chegada dos bombeiros do quartel de Copacabana.
- Comprei o carro ontem. Quando estacionei na rua ainda pensei: tomara que não aconteça nada - lamentou.
Um ônibus da Viação Caprichosa foi incendiado por volta das 5h da manhã, na pista sentido São Paulo da Rodovia Presidente Dutra, na altura do Jardim América. Bombeiros do quartel de Parada de Lucas estão no local para controlar as chamas. Ainda não há informação de feridos.
Em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, uma kombi foi incendiada no início da madrugada desta sexta-feira. Segundo a polícia, o ataque ocorreu por volta de 1h da manhã, na Rua Juá, no bairro do Colubandê. Bombeiros do quartel de São Gonçalo estiveram no local e debelaram as chamas. Não houve feridos.
Na Avenida Brasil, um carro foi incendiado nesta madrugada na altura da Penha, na Zona Norte. Segundo a Polícia Militar, o veículo foi encontrado em chamas na pista lateral, próximo à Favela Furkin Mendes. Ninguém ficou ferido.
Na Baixada Fluminense, um Fiat Siena foi queimado por volta das 2h na Rua João Bittencourt, em Edson Passos, Mesquita.
Com medo de novos ataques, as empresas de ônibus retiraram cerca de 95% de suas frotas de circulação à noite e durante a madrugada. Bandido morre após confronto com a polícia
No fim da noite de quinta-feira, um bandido foi baleado durante uma tentativa de ataque a carros na esquina das ruas Carolina Machado e Américo Brasiliense, próximo ao Madureira Shopping, Zona Norte. Quatro homens se preparavam para abordar os motoristas, quando foram surpreendidos por policiais militares. Houve troca de tiros.
Três integrantes da quadrilha conseguiram fugir, e o bandido baleado foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, onde morreu. Os policiais do 41º BPM (Irajá) apreenderam uma granada, uma pistola, um galão de gasolina, um isqueiro, uma mochila e uma faca, material deixado para trás pelo criminosos.
Também na noite de quinta-feira, um Fiat Siena branco que estava estacionado na Rua Vitória, esquina com a Avenida Porto Alegre, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, foi incendiado. Em ambos os casos, não houve feridos

SEGURANÇA: Cabral, ministro da Defesa e Beltrame vão se reunir hoje. Bope vasculha a Vila Cruzeiro

De O Globo e TV Globo
RIO - O governador Sérgio Cabral vai se reunir, no início da tarde, no Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Na noite desta quinta, o Ministério da Defesa informou que, a pedido do governo do estado, serão enviados ao estado 800 militares para auxiliar a polícia no combate à violência. Também serão enviados dois helicópteros da Força Aérea e dez blindados de transporte, com origem a ser definida em coordenação entre as próprias Forças, inclusive a Marinha, que já disponibilizou blindados para as operações. Serão fornecidos temporariamente, ainda, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo, bem como óculos para visão noturna.
O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Paulo Henrique Moraes, afirmou, em entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo, que cem agentes passaram a noite na Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte. Ele explicou que a prioridade da operação desta quinta-feira foi tomar a região. Nesta sexta-feira, a meta dos policiais será vasculhar a comunidade. Já foram apreendidas armas e drogas, mas ele ainda não tem um balanço da quantidade. O clima é de aparente tranquilidade na região. A movimentação de pedestres e de veículos é pequena.
Segundo nota divulgada pelo ministério, Nelson Jobim, assinou esta noite a Diretriz Ministerial nº 14, que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio de Janeiro nas operações de combate à onda de criminalidade que afeta a cidade. "A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi solicitada pelo Governador do Rio de Janeiro e autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serão enviados 800 homens do Exército, para garantir a proteção dos perímetros das áreas que forem ocupadas pelas polícias", diz a nota.
A onda de ataques que atinge o Rio de Janeiro fez o subsecretário de segurança do Rio, Edval Novaes, afirmar, na noite desta quinta-feira, que a falta de contingente prejudica a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha:
- UPPs na Vila Cruzeiro e no Alemão precisariam de cerca de 2.200 policiais militares. Mas isso está dentro do nosso planejamento e vai acontecer. Por isso, no momento, a ocupação será permanente, mas isso não significa uma UPP a curto prazo. Há previsão de implantarmos 40 UPPs na favelas do Rio - declarou o subsecretário.

SEGURANÇA: RIO:Exército envia 800 homens e PF manda 300

Do BAHIA NOTÍCIAS

A pedido do governo do Rio de Janeiro, o Ministério da Defesa decidiu, na noite desta quinta-feira (25), enviar 800 militares do Exército para auxiliar a polícia local na guerra contra o tráfico de drogas. Para complementar o envio de tropas, a Aeronáutica também vai mandar para o Rio dois helicópteros, dez blindados de transporte, e serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo, além de óculos para visão noturna. Pela primeira vez na história, homens da Polícia Federal, pelo menos 300, também atuarão no Estado. Os soldados devem estar nas ruas da capital fluminense já na manhã desta sexta-feira (26). Segundo o documento assinado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, os soldados serão “utilizados na proteção de perímetro de áreas conflagradas a serem tomadas pelas forças estaduais e pela Polícia Federal".

SEGURANÇA: Especialistas defendem UPP em Salvador

Do BAHIA NOTÍCIAS

O modelo de combate ao tráfico de drogas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro deveria ser adotado em Salvador. Essa é a opinião de especialistas em Segurança Pública consultados pelo jornal A Tarde, em matéria publicada nesta sexta-feira (26). O carro-chefe do modelo carioca é a figura da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), que consiste na instalação da polícia nos bairros violentos, com outros serviços básicos do Estado, como educação e saúde. Na Bahia, o principal programa é o Ronda nos Bairros. “Não se pode deixar o problema reduzido somente à questão policial”, frisou Tânia Cordeiro, coordenadora do Fórum de Combate à Violência da Ufba. Segundo especialistas, apesar da territorialidade em Salvador ainda está sob um controle mais efetivo do Estado, á diversas áreas da cidade sob o domínio do crime. Só para citar, algumas, Bairro da Paz, Nordeste de Amaralina, Pero Vaz e Fazenda Coutos. “A inteligência policial só tem atuado para identificar crimes depois que eles ocorrem. Não dá para entender o motivo pelo qual não se colocam policiais permanentemente em locais desses, onde há crimes o tempo todo. É uma ação de conivência com o crime”, criticou o professor Costa Gomes, coordenador do Observatório de Segurança da Unifacs. O secretário de Segurança Pública do Estado, César Nunes, entretanto, não vê a necessidade de instalar UPPs na Bahia.

DIREITO: TRF1 - Cabe à CEF indenização por extravio de talonário de cheques

A 5.ª Turma do TRF da 1.ª Região estabeleceu o valor de dez mil reais para reparar os danos sofridos por cliente da Caixa Econômica Federal, resultado de falha da instituição financeira.
Talonário de cheque de cliente da Caixa foi extraviado e acabou em poder de terceiro, que emitiu vários cheques. Estes foram compensados, e o nome do cliente acabou inscrito no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo.
Para o relator, desembargador federal Fagundes de Deus, a existência do dano está comprovada, e é inegável o constrangimento sofrido pela parte. O erro da instituição financeira demonstrou que esta não fora diligente quanto à guarda do talonário.
Explicou o magistrado que o valor arbitrado foi acompanhado de uma análise das circunstâncias do caso, levando-se em conta os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da moderação.
AP 200538000096528/MG

DIREITO: TRF1 - Pescadores têm direito a liberação de formulários de seguro-desemprego

A 5.ª Turma assegurou aos pescadores da Colônia de Pescadores de Parnaíba/PI a liberação dos formulários de seguro-desemprego para que possam preenchê-los e enviá-los ao Ministério do Trabalho.
A sentença do 1.º grau de jurisdição deferiu pedido para determinar que o diretor da Unidade de Intermediação do Serviço Nacional de Emprego no Estado do Piauí (Sine/PI) liberasse, de forma definitiva, em favor dos pescadores, os formulários de requerimento do seguro-desemprego a que alude a Lei n.º 10.779/03, e remetesse ao Ministério do Trabalho e Emprego, para fins de apreciação.
O Estado do Piauí alegou que os autores não comprovaram que houve negativa de liberação, nem ao menos apresentaram o requerimento. Não havendo, assim, demonstrado que satisfazem os requisitos necessários ao recebimento do benefício.
O relator convocado, juiz federal David Wilson de Abreu Pardo, com base na Lei n.º 10.779/2003 – a qual estabelece e consolida critérios para a concessão do seguro-desemprego aos pescadores artesanais –, explicou que o benefício será requerido pelo pescador profissional na categoria artesanal, na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou no Sistema Nacional de Emprego (Sine), ou ainda, nas entidades credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O magistrado acrescentou que, segundo o art. 9.º da mesma lei, o processamento do seguro-desemprego para fins de habilitação, concessão e emissão da relação de pagamento será efetuado pela Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE) do MTE, ficando a cargo dos bancos oficiais federais o respectivo pagamento.
Assim, cabe ao Sine/PI o fornecimento dos formulários de requerimento e a remessa deles ao MTE, na forma prevista em lei.

ApReeNec – 0000322-73.2006.4.01.4000

DIREITO: TSE - Certidões via web

Certidões
Quitação eleitoral
Crimes eleitorais

DIREITO: TSE - Prestação de contas das campanhas eleitorais

Consulta a prestação de contas final de candidatos e comitês financeiros
Permite consultar os dados do financiamento de campanha eleitoral de candidatos, comitês financeiros e partidos.

DIREITO: TSE mantém cassação de prefeito que concorreu ao quarto mandato consecutivo

Por maioria de votos, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a cassação do prefeito eleito em 2008 no município de Tefé (AM), Sidônio Trindade Gonçalves. A cassação foi julgada primeiramente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), para quem o político estaria exercendo o quarto mandato consecutivo.
Prefeito de Alvarães nas gestões 1996-2000 e 2000-2004, Sidônio se afastou do cargo, ao final do segundo mandato, para concorrer à prefeitura do município vizinho de Tefé, cargo para o qual foi eleito em 2004 e reeleito em 2008. Ao se pronunciar sobre a situação, o TRE amazonense determinou a cassação e a realização de novas eleições no município.
O prefeito recorreu ao TSE, mas a maioria dos ministros seguiu o voto do relator, ministro Marcelo Ribeiro, negando o recurso e confirmando a cassação de seu mandato.
Na sessão de hoje foi apresentado o voto-vista do ministro Arnaldo Versiani. Ele considerou que Sidônio é “prefeito itinerante” por ter sido eleito em município vizinho. Ele lembrou o entendimento do TSE no sentido de que “só é possível uma reeleição subseqüente para o cargo de prefeito, mesmo sendo em municípios diversos”.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SEGURANÇA: Bandidos desafiam polícia e continuam a queimar veículos no Rio à noite

Mesmo com a manutenção do efetivo policial nas ruas do Rio de Janeiro na noite desta quinta-feira (25), os criminosos desafiam a ação de reforço da segurança pública e continuam a incendiar veículos, a exemplo do que ocorreu ao longo da semana. O Rio teve um dia de guerra contra o tráfico, com cenas típicas: fuga de bandidos armados pelo morro, veículos blindados da Marinha circulando pelas ruas, mortes e veículos em chamas.
Segundo a Polícia Civil, três veículos foram queimados agora à noite: um ônibus na avenida Presidente Vargas (centro), um carro no bairro Cosme Velho (zona sul) e uma van na zona sul (o bairro não foi confirmado).
Durante a tarde, policiais, com a ajuda da Marinha, invadiram a Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio. Imagens do confronto foram divulgadas pelos canais de televisão. Aproximadamente 200 criminosos armados fugiram para o Complexo do Alemão, vizinho à comunidade. A fuga foi feita por uma estrada de terra que corta o Morro do Caricó, que é desabitado e separa as duas comunidades.
Após os confrontos, o subchefe operacional da Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, afirmou ao jornalistas que a favela estava tomada. “Posso dizer com 100% de certeza que a Vila Cruzeiro é do Estado”, afirmou. Cerca de 250 policiais participaram da ocupação, que não tem data para ser encerrada, segundo as autoridades.
Imprensa internacional destaca onda de violência
Presos são transferidos para o Paraná e Rondônia
Ataques mudam rotina do carioca
Em entrevista coletiva no final da tarde, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que o objetivo central das ações da polícia no Estado é o de retirar território do tráfico.
“Essas ações estão sendo feitas com o objetivo de garantir a continuidade do que está sendo feito. Foi tirado dessas pessoas o que nunca foi tirado, o território. Seu porto seguro. Eles faziam suas barbaridades e corriam para seu reduto, protegidos por armas de guerra. É importante prender, mas é mais importante tirar o território”, disse Beltrame. “Se não tirar o território, não se avança.”
Entenda os ataques
Uma onda de violência assola o Rio de Janeiro desde o último domingo (21), quando criminosos começaram uma série de ataques e incendiaram veículos, entre carros, coletivos e caminhões.
Na segunda-feira, as autoridades fluminenses consideraram os ataques uma resposta à política de ocupação de favelas por UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e à transferência de presos para presídios federais. A intenção seria colocar medo na população.
A polícia investiga se os ataques estão sendo orquestrados pelas facções criminosas Comando Vermelho e ADA (Amigos dos Amigos). Na quarta-feira, oito presidiários foram transferidos do Rio para o presídio de segurança máxima em Catanduvas (PR). Nesta quinta, detentos do Rio que estavam em Catanduvas foram transferidos para Porto Velho (RO).
Desde o começo da semana, uma megaoperação está sendo feita em diversas comunidades da capital, sendo a Vila Cruzeiro, no subúrbio do Rio, o local com combates mais intensos.
Uma determinação do comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, obrigou todos os policiais de folga a retornar para seus batalhões. A Marinha foi enviada para ajudar no combate e o governo federal enviou reforço da Polícia Rodoviária Federal.
Mais de cem pessoas já foram presas e mais de 30, mortas durante os combates. Grande quantidade de armas e drogas estão sendo apreendidas diariamente. A operação em resposta aos crimes não tem data para acabar, informam as autoridades.

ARTIGO: Desafio e reação

Do blog do NOBLAT
Por Merval Pereira
O que está acontecendo no Rio nos últimos dias é simplesmente terrorismo e como tal deve ser combatido, com a participação das Forças Armadas, mas não como responsáveis pelas operações, mas sim assumindo suas funções naturais.
O economista Sérgio Besserman, que foi um dos estrategistas da política de retomada dos territórios ocupados pelos bandidos no Rio, lembra que terrorismo é uma questão de segurança nacional e, portanto, mesmo sem alterar a Constituição já caiu o anteparo constitucional que sempre foi usado para evitar que as Forças Armadas se envolvessem nessa questão de segurança criminal.
O professor de História Contemporânea da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, considera um equívoco pensar que só é terrorismo aquilo que parte de grupos políticos, com um programa político, e objetivos bem estabelecidos, como libertação de um território, ou luta contra um regime.
“Terrorismo é um método de ação, não um objetivo”, ressalta Teixeira. Quando uma pessoa ou um grupo organizado usa da violência, em especial contra população civil ou autoridades constituídas num Estado de Direito, é terrorismo”.
Já Besserman lembra que terrorismo não luta para ganhar a guerra, mas para ganhar a comunicação, que no caso do Rio é instalar o pânico na população, sugerir que são capazes de impor elevados custos a todo o Rio de Janeiro, de modo a forçar algum tipo de acordo, ou explícito, ou tácito.
“E o que cabe às forças de segurança do estado, mas não apenas a elas, mas também, à União e à sociedade civil, é uma reação de não aceitar o jogo deles”, salienta Besserman, que considera que o que a Secretaria de Segurança vai fazer agora é um trabalho de inteligência, para demonstrar aos traficantes que o custo da ação terrorista é muito superior ao ocasional ganho que eles possam ter.
Para o professor Francisco Carlos Teixeira, malgrado o princípio correto praticado pelo governo estadual de restabelecer o controle territorial, com a extensão da soberania do Estado de Direito, uma política pública aprovada pela maioria esmagadora da população, o grande erro é não dar a dimensão política adequada ao combate ao narcotráfico.
“Não se trata apenas de “pedir” ou não ajuda federal. A ação federal deve, precisa, ser constante com ou sem pedidos formais”, diz ele.
Não se trataria de uma intervenção, mas de exigir que a Receita Federal, a Policia Federal e as Forças Armadas cumprissem com mais rigor e eficiência suas funções.
“Não quero dizer que são ineficientes ou incompetentes”, esclarece Teixeira, para quem “simplesmente o governo federal não deu a prioridade que o caso necessita”.
Estas instituições – típicas do Estado Moderno e expressão de sua soberania – não foram chamadas e equipadas para a uma luta direta contra o narcotráfico.
Teixeira ressalta que também por seus métodos (bombas, incêndios de carros, uso de armas de grosso calibre – chegando a atacar veículos das Forças Armadas ou derrubar helicópteros da Policia) reconhecemos um desafio direto ao Estado de Direito e, aí, a coisa é política.
“Desafiar o Estado em duas de suas condições de Estado Moderno: o monopólio da violência organizada e o acesso ao território, colocando graves problemas de exercício da soberania, é um fato político”, afirma Teixeira.
O economista Sérgio Besserman chama a atenção para o fato de que esse não é um problema apenas nosso, mas global.
O exemplo do México é o mais claro de todos. Na sua análise, o tráfico de drogas passou a ser um grande negócio global, a oferta de armas muito sofisticadas aumentou, elas ficaram muito mais baratas.
E a existência de muitos conflitos locais por todo o planeta faz com que exista uma enorme oferta de armas de segunda mão.
“Tornou-se possível a quem queira confrontar o monopólio da força por parte do Estado se armar”.
Para Francisco Carlos Teixeira envolver as Forças Armadas é um erro, e ele chama a atenção para o que está acontecendo no México, aonde cerca de 50 mil homens das Forças Armadas lutam há quatro anos contra 7 cartéis de drogas, já com 28 mil mortos, desde dezembro de 2006, na maioria civis inocentes.
“O que ocorreu lá? Ineficiência e, claro, a inadequação de função, ao lado da intrusão da corrupção e do suborno nas Forças Armadas, e forte choque entre autoridades civis e militares, inclusive no controle do espaço público”.
Segundo Teixeira, o Estado deve tomar as decisões necessárias com suas instituições republicanas, e todos já sabemos quais são estas ações: ao lado de um projeto correto e apoiado pela população precisamos que (a) a Receita Federal controle o fluxo anormal de recursos, a lavagem de dinheiro e as operações fronteiriças; (b) a PF interrompa a entrada de armas e de drogas; (c) as Forças Armadas tenham meios materiais para o efetivo controle das fronteiras, de forma organizada, permanente e com modernos recursos tecnológicos.
Além disso, as Forças Armadas podem trabalhar na formação de pessoal em logística, inteligência, preparação de ações anti-motins e demonstração e treinamento de armas e, principalmente, armamento não-letal. Segundo ele o equipamento da nossa PM é ainda muito ruim, com graves déficits de material de defesa pessoal.
O professor Francisco Carlos Teixeira dá um depoimento pessoal: “Eu próprio vi, em Rondônia, a ação exemplar do Exército no controle do fluxo de drogas na fronteira (e do desmatamento). Mas, a piada é que tais ações possuem calendário, posto que o diesel distribuído é insuficiente para patrulhas diárias durante 30 dias do mês. Assim, os bandidos ( traficantes e desmatadores ) esperam dia 15 ou 18 de cada mês para reiniciar suas operações, quando já sabem que o diesel acabou”.

GESTÃO: Funcionários da EBDA ocupam prédio do órgão

Do POLÍTICA LIVRE
Funcionários da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) ocuparam, na manhã desta quinta-feira, o pátio do prédio do órgão, que fica na Avenida Dorival Caymmi, em Itapuã, em protesto pelo não pagamento do passivo trabalhista. De acordo com Dinorah Lobo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área Agrícola da Bahia (Sintagri), a categoria tenta receber este valor há 22 anos. “Em 2008 fizemos uma proposta e o governo aceitou, mas faltou empenho da direção da EBDA para conseguir cobrar que o pagamento fosse feito”, reclama a sindicalista, pedindo a saída do presidente da EBDA, Emerson Leal. Dinorah disse que os servidores só vão deixar o prédio do órgão após uma posição do governo. Ela também ameaça ocupar a Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), que começa no dia 28 de novembro. (A Tarde)

ECONOMIA: Governo limita tarifas do cartão e dá mais amparo ao consumidor

Do POLÍTICA LIVRE
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje uma decisão que revê as regras para cobranças de tarifas de cartões de crédito, que passam a ser reguladas também pelo Banco Central. O governo espera que fique mais claro para o usuário quais são os custos pagos e, por consequência, que uma comparação mais eficiente por parte dos consumidores leve a queda dos preços cobrados. Segundo Aldo Luiz Mendes, diretor de política monetária do Banco Central, foram identificadas cerca de 80 tarifas que são cobradas pelos bancos, que, a partir de agora, poderão ser apenas cinco, para facilitar a comparação. (iG)

POLÍTICA: Prefeitos infiéis do PSB criticam ameaça

Do BAHIA NOTÍCIAS

Os prefeitos que foram enquadrados como infieis pela direção do PSB, por terem apoiado candidatos a deputado federal de outros partidos, não gostaram da ameaça contida em resolução, de que todos seriam expulsos da legenda. O PSB disputou com seis candidatos a Câmara dos Deputados, entre os quais o ex-secretário estadual do Turismo, Domingos Leonelli, mas não conseguiu eleger nenhum. Maria Quitéria, a prefeita de Cardeal da Silva, reagiu: “Eu votei em Dilma, em Wagner, em Lídice da Mata, que é do PSB, e em Pinheiro. Nada disso é levado em conta só porque eu não votei em Leonelli? Isso é uma violência”, criticou. Ela prometeu ir ao governador Jaques Wagner (PT) para reclamar. Informações do A Tarde.

POLÍTICA: Palocci será o novo Ministro da Casa Civil

Do BAHIA NOTÍCIAS
O deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP) aceitou o convite da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT) e será o novo ministro da Casa Civil. De acordo com o Estadão, o ex-ministro da pasta preferia assumir um ministério de menor visibilidade, como a Secretaria Geral da Presidência, mas foi convencido a aceitar a missão pela futura líder nacional e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

DIREITO: STJ - Testamento deve assegurar vontade do testador e proteger direito dos herdeiros

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelece que testamento é ato solene que deve submeter-se a uma série de formalidades, que não podem ser desprezadas, sob pena de nulidade. Contudo, essas formalidades não podem ser adotadas de forma exagerada. Essas exigências devem ser acentuadas ou minoradas para preservar dois valores: assegurar a vontade do testador e proteger o direito dos herdeiros, principalmente dos filhos.
Esse entendimento foi adotado no julgamento do recurso especial em que familiares do fundador do banco Bradesco, Amador Aguiar, tentavam anular o testamento. Os autores do recurso alegaram defeitos formais na lavratura que implicariam a sua nulidade, entre eles a violação ao princípio da unidade do ato, tendo em vista que o documento foi lavrado em cartório de notas, sem a presença indispensável do testador e das cinco testemunhas. Só depois, em outro dia e local, as assinaturas foram colhidas.
O relator do recurso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, observou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reconheceu, a partir de depoimentos de testemunhas, que Aguiar não só estava lúcido na lavratura do testamento, como o ato representava a sua vontade. A conclusão do TJSP foi que não havia irregularidade formal capaz de ensejar a nulidade do ato.
Para o ministro Sanseverino, não foi demonstrado que Aguiar sofresse de doença mental no momento da elaboração do testamento capaz de impedi-lo de ter o devido discernimento sobre o que estava declarando, de forma que deve prevalecer sua vontade. A inobservância de requisitos formais também não foi comprovada.
Considerando que o tribunal estadual reconheceu que o testamento era formalmente perfeito, conforme certificado por oficial, que a certidão tem fé pública até prova em contrário e que o STJ não pode reexaminar provas, a Turma negou provimento ao recurso.
Honorários
Os honorários advocatícios também foram contestados no recurso. Os autores argumentam que o TJSP, ao dar provimento à apelação, aumentou a verba honorária sem que houvesse pedido expresso para isso. Segundo eles, o correto seria apenas inverter o ônus da sucumbência.
O ministro Sanseverino afirmou que cabia ao tribunal paulista enfrentar novamente a questão dos honorários, sem a obrigação de simplesmente inverter os encargos de sucumbência. O relator considerou correta a fixação dos honorários em R$ 150 mil, por estar de acordo com o artigo 20, parágrafo 4º, do Código de Processo Civil.

DIREITO: TRF1 - Contrato de fiança deve ter interpretação mais favorável ao fiador

Confirmada pelo TRF da 1.ª Região sentença do 1.º grau que exonerou fiadores dos efeitos da fiança dada à Panterinha Frutas e Vitaminas em contrato de locação firmado em 1.º/05/1996, com prazo de vigência de quatro anos, prorrogável por prazo indeterminado.
A Panterinha Frutas e Vitaminas é empresa locatária da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.
Ao apelar para o TRF, a instituição de ensino superior disse que os fiadores teriam renunciado ao direito de exoneração da fiança na cláusula XI do contrato e que assumiram “a obrigação como principais pagadores até a efetiva entrega do imóvel”. Sendo assim, considera inadmissível a exoneração dos fiadores, já que renunciaram expressamente ao benefício da exoneração (inscrito no art. 1500 do Código Civil).
Para o relator, desembargador federal Fagundes de Deus, é legítima a pretensão dos fiadores de se exonerarem do pacto acessório ao contrato de locação, por não ser razoável que a fiança prestada – contrato gratuito e com obrigação unilateral, na qual o fiador se obriga a cumprir a obrigação do afiançado, caso este não a cumpra – possa perdurar eternamente.
Além disso, o relator enfatizou precedentes jurisprudenciais do Tribunal e do Superior Tribunal de Justiça que convergem para o entendimento de que o contrato de fiança deve ser interpretado restritivamente e no sentido mais favorável ao fiador. Assim, tem-se que a cláusula XI do contrato que prevê a renúncia ao benefício da exoneração da fiança, inscrito no referido art. 1.500 do Código Civil /1916, implica onerosidade excessiva aos fiadores, importando violação aoprincípio do justo equilíbrio de direitos e obrigações.
Numeração única 0007244-90.2002.4.01.3800

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SEGURANÇA: Justiça autoriza transferência de presos do Rio para presídio no Paraná

Da FOLHA.COM

HUDSON CORRÊA, do RIO

A pedido do governo do Estado, a Justiça Estadual do Rio autorizou a transferência de oito presos para a penitenciária federal de Catanduvas (a 487 km de Curitiba), divulgou no início da tarde desta quarta-feira o Tribunal de Justiça. O grupo estaria envolvido nos ataques feitos por criminosos no Rio e iniciados no fim de semana.
Na penitenciária paranaense está Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho. Há suspeitas que a ordem para os arrastões e incêndios a carros e ônibus tenha partido de Catanduvas. Marcinho VP deve ser transferido para penitenciária federal de Porto Velho, mas ainda não há confirmação oficial disso.
Segundo o TJ do Rio, os presos que serão transferidos são Willian Rodrigues Vieira, o Robocop, Márcio Aurélio Martinez Martelo, o Bolado, Antonio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony Senhor das Armas, Wanderson da Silva Brito, o Paquito, Roberto Célio Lopes, o Robertinho do Vigário, Marcelo Tavares da Silva, o Marcelo Abóbora, Claudio Henrique Mendes dos Santos, o Chuca ou Dr. Santos, e Mauri Alves Ribeiro Filho, o Cocó.
ATAQUES
A onda de ataques começou no último domingo (21). Criminosos fazem arrastões e queimam veículos. Na segunda, o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse que novos ataques podem acontecer de 'traficantes emburrados', em retaliação às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e a transferência de presos para presídios federais.
No mesmo dia, o governador do Estado, Sérgio Cabral, disse que a reação dos bandidos tem ligação com a política de ocupar favelas com as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Nesta quarta, Cabral afirmou, em entrevista à rádio CBN, que a onda de arrastões e incêndios de veículos são 'desespero de marginais'.
Os ataques ocorreram em diferentes pontos --na via Dutra, nas zonas norte e oeste da cidade, na Baixada Fluminense e na região metropolitana do Rio. Ao todo, entre a noite de terça e esta quarta-feira foram incendiados ao menos 19 veículos --12 carros, uma van e seis ônibus.
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