quarta-feira, 17 de novembro de 2010

POLÍTICA: Lula indicará o novo ministro do STF até dia 17 de dezembro

Do blog do CLÁUDIO HUMBERTO

O presidente Lula disse nesta quarta (17) que não tem pressa para indicar o novo ministro do Supremo Tribunal Federal e que anunciará sua decisão até 17 de dezembro, último dia de trabalho do Congresso Nacional. Em entrevista no Palácio do Planalto, Lula afirmou que debaterá o novo nome com a presidenta eleita, Dilma Rousseff, e que também pretende resolver com ela os nomes para as agências reguladoras que vencem esse ano.

SEGURANÇA: DF: porta aberta facilitou ação de matador

Do blog do CLÁUDIO HUMBERTO
Ilson Gomes

O ex-zelador Leonardo Campos Alves, 44, assassino confesso do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, de sua mulher e da emregada, contou que nem precisou forçar a porta de serviço do apartamento das vítimas na 113 Sul, em Brasília, porque a encontrou aberta. A informação é do diretor-geral da Polícia Civil do DF, delegado Pedro Cardoso, que participou do interrogatório do criminoso, preso no interior de Minas Gerais. O assassino chegou a dizer que "é comum" as empregadas manterem as portas de serviço abertas. Após matar Villela e a empregada, o bandido esperou a chegada da dona da casa, dra. Maria Villela, de quem subtraiu algum dinheiro que ela trazia na bolsa e depois a obrigou a abrir cofre e gavetas onde guardava jóias e os dólares. Em nenhum momento o assassino tocou em nada, o que explica a ausência de impressões digitais na cena do crime. Depois disso, matou-a também, temendo vir a ser reconhecido por ela. O criminoso disse que levou mais ou menos uma hora no interior do apartamento e sua descrição da posição dos corpos é compatível com a perícia realizada no local.
Bandido se sentiu 'humilhado'- O diretor-geral da Polícia Civil saiu do depoimento do bandido com a impressão de que não há arrependimento em suas palavras. Cardoso revelou sua convicção de que se trata de crime de latrocínio (morte seguida de roubo), mas disse que também que o assassino contou haver se sentido "humilhado" por Villela, quando pediu emprego a ele e teve como resposta a sugestão de procurar o síndico do prédio. Leonardo Alves havia sido demitido do condomínio em razão de vários problemas, inclusive sumiço de dinheiro. O delegado acha que o criminoso falará aos jornalistas de Brasília, onde chegará nesta quarta-feira, como já o fez à imprensa de Montes Claros (MG). Leonardo foi preso segunda-feira (15) por agentes da 8ª DP na cidade de Montalvânia (MG), a 640km de Brasília, e apontou que Paulo Mota Cardoso, 23, como seu comparsa. Paulo deve ser conduzido a Brasília até o final desta semana. Os policiais também localizaram o joalheiro que comprou as joias subtraídas do local do crime. Ele também confessou a receptação.

ARTIGO: Leão mais faminto em 2011

Do blog do NOBLAT
Deu em O Globo

Correção na tabela do IR chega ao fim, mas defasagem ainda faz contribuinte pagar até 800% mais

Por Martha Beck

Depois de quatro anos de correção na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o benefício chegou ao fim. Termina este ano o compromisso do governo de repor parte das perdas provocadas pela inflação na renda dos trabalhadores que precisam acertar as contas com o Leão.
O Ministério da Fazenda, no entanto, já espera pressão para que o benefício seja prorrogado pois, mesmo diante de uma reposição entre 2007 e 2010, a defasagem da tabela ainda está em nada menos de 64,1% frente a 1995, segundo cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco Nacional).
Essa defasagem faz com que o contribuinte pague até 800% a mais de imposto do que pagaria caso a tabela tivesse sido integralmente corrigida desde 1995, calcula o Sindifisco. E, se a tabela não for corrigida em 2011, o IR a pagar será ainda maior.
A correção da tabela do Imposto de Renda será discutida pela equipe de transição e tem como apelo a formação de uma agenda positiva para a presidente eleita Dilma Rousseff em seu primeiro ano de mandato.
Segundo os técnicos da área econômica, um novo benefício não está descartado, mas ainda precisa ser amadurecido, pois representa uma renúncia de receitas num momento em que se discute ajuste fiscal e em que os gastos estão elevados.
Quando aceitou corrigir a tabela em 4,5% ao ano entre 2007 e 2010, o governo abriu mão de R$ 5,7 bilhões. Além disso, foram criadas em 2008 duas novas alíquotas para as pessoas físicas (7,5% e 22,5%), o que também representou uma perda de arrecadação de R$ 5 bilhões.

ARTIGO: O desafio dos tucanos

Do blog do NOBLAT
Deu no Correio Braziliense

Por Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

As eleições mal acabaram e são visíveis as feridas deixadas pela candidatura Serra no conjunto das oposições. Ela foi ruim para todas e, em especial, para seu partido. O PSDB foi afetado de várias maneiras.
Depois de uma derrota, é natural que os partidos levem tempo para se recuperar. Salvo, no entanto, quando são acachapantes, não é raro que elas os façam até crescer, ao revigorar o espírito de corpo de seus integrantes e fortalecer a militância. Vencer é bom, mas costuma conduzir ao comodismo e às brigas internas pelo poder. Perder, às vezes, lhes enrijece o ânimo.
Não é isso que estamos vendo na oposição. Pelo contrário, ela sai da eleição presidencial mais dividida, menos orgânica e mais enredada nos problemas que ela própria criou ao longo do ano.
Seria fácil atribuir ao ex-candidato a responsabilidade por tudo que aconteceu. Em parte, é correto cobrar dele o modo como se comportou, as escolhas de estratégia e tática, o discurso adotado. Afinal, com o centralismo e a indiferença à opinião de seus companheiros que caracterizaram a campanha Serra, só ele pode ser culpado por seus equívocos.
Mas de uma coisa não se pode incriminar José Serra: a opção por seu nome. Por mais que tivesse meios para influenciar seus correligionários, por mais que pudesse fazer com que um ou outro dos partidos da oposição o apoiassem, a decisão de torná-lo candidato não foi dele. Ou seja: o grande erro das oposições este ano foi da direção dos partidos e não seu.
Em retrospecto, é difícil entender porque houve tanta incompetência na condução do processo de escolha do nome que as oposições apresentariam.
Que Serra desejava a indicação era evidente, pois ele nunca escondeu que seu único propósito na vida (política) era chegar à Presidência. Daí, no entanto, nada deveria decorrer para o cálculo das oposições. Era no conjunto das forças oposicionistas, políticas e na sociedade, que as lideranças deveriam ter pensado, e não nas preferências e nos projetos pessoais do ex-governador. O fato de ele querer ser candidato (e ter amigos na imprensa que o defendiam) era apenas um argumento em seu favor, que não deveria ser conclusivo.
Não há lugar melhor para ver as sequelas da candidatura Serra que em São Paulo. Lá, a transição entre os governos Serra/Goldman e Alckmin acontece sob o signo de profundas discordâncias, parecidas com as que presenciamos quando os dois estavam em lugares inversos.
Quem semeia ventos, colhe tempestades. Quando assumiu o governo do estado em 2007, Serra foi tudo, menos elegante em relação a seu antecessor. Alckmin teve que ouvir, calado, as críticas de Serra à sua gestão, ainda que contasse com a aprovação de mais de 80% da opinião pública.
Agora, Alckmin devolve a fatura, na mesma moeda. O serrismo e os serristas estão indo embora e sendo substituídos por quem sempre esteve do lado do governador eleito. A turma e as ideias de Serra (que nunca contaram com respaldo popular comparável ao de Alckmin) tiveram vida curta.
Foi inútil a tentativa de atrair o futuro governador, dando-lhe, em 2009, um cargo simbólico (e secundário) no governo estadual. Embora os jornalistas tucanos achassem que Serra havia feito uma manobra de mestre, sua desconsideração não fora esquecida por Alckmin. Um dia, ele apresentaria a conta. É o que está fazendo.
Serra exibe essa mesma força desagregadora no plano nacional. Assim como não conseguiu unificar o PSDB paulista, sua atuação atrapalha a rearticulação nacional indispensável às oposições. Oferecer-se para dirigir o PSDB e se colocar como pré-candidato, desde já, à sucessão de Dilma, só serve para paralisar o partido, no momento em que precisa romper com o passado e (re)adquirir rosto contemporâneo.
Mas a pior sequela da candidatura Serra está em seus efeitos na sociedade. Ele e seus simpatizantes na grande imprensa estimularam um nível de animosidade e beligerância entre as pessoas que não cedeu depois da eleição, apesar dos gestos de conciliação da presidente eleita. A mão que ela estendeu permaneceu no ar, pois ele se recusou a aceitá-la.
Não é pequeno o trabalho que as novas lideranças da oposição têm pela frente. A primeira tarefa é acabar com a herança de Serra.

Deloitte maquiou rombo no banco de Silvio Santos

Da FOLHA.COM
DE SÃO PAULO
A Deloitte mandou na última semana para o banco PanAmericano e para o Banco Central o balanço do terceiro trimestre da instituição financeira de Silvio Santos como se ela não tivesse um rombo de R$ 2,5 bilhões -- R$ 2,1 bilhões são do banco e R$ 400 milhões da área de cartão de crédito --, informa Mario Cesar Carvalho, em reportagem na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do UOL e do jornal).
A Folha apurou que o buraco seria tratado numa nota técnica da demonstração financeira, recurso usado normalmente para explicar metodologia ou eventos menores no período analisado pelo balanço --de julho a setembro deste ano.
Executivos que integram a nova diretoria e o novo conselho de administração do PanAmericano se recusaram a assinar o balanço porque seria o endosso da fraude, na interpretação deles.
O buraco foi descoberto pela fiscalização do Banco Central em agosto, mas a Deloitte só ficou sabendo do problema no mesmo dia em que o PanAmericano fez um comunicado ao mercado -no último dia 7.
A Deloitte é a maior empresa de auditoria do mundo e não apontou os problemas que o PanAmericano tinha ao auditar o balanço de 2009.
Silvio Santos já anunciou que vai processar a Deloitte por conta da aparente omissão na análise do balanço.

POLÍTICA: Governo define data para leilão do trem-bala

Da FOLHA.COM
DIMMI AMORA / NATUZA NERY, de BRASÍLIA

A reunião entre a presidente eleita, Dilma Roussef, e integrantes da Casa Civil e do setor de transporte do governo ontem selou a data do leilão do trem-bala que ligará Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. Ele vai acontecer em 29 de novembro por decisão de Dilma.
Havia pedidos dos empresários para que a data fosse adiada e, por isso, houve o encontro ontem entre a presidente eleita e os integrantes do governo responsáveis pelo leilão.
Houve, segundo alegações dos interessados, atrasos do governo na divulgação das regras devido ao processo eleitoral, o que teria atrapalhado a tomada de decisão das empresas e o fechamento dos estudos que garantam a viabilidade do projeto.
Mesmo com as reclamações a decisão foi por manter a data prevista no edital. As propostas serão entregues dia 29 e o vencedor será conhecido 18 dias depois.
A obra, que tem um custo estimado de R$ 33,1 bilhões, despertou o interesse de Coreia do Sul, China, Japão, Alemanha, França e Espanha.
RECURSOS
O governo publicou medida provisória para garantir recursos de até R$ 20 bilhões para o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao projeto.
A Medida Provisória 511 incluiu uma cláusula que permite que a União cubra um montante de até R$ 5 bilhões caso a receita do projeto se mostre inferior ao previsto nos primeiros dez anos de operação. A medida busca garantir o interesse de investidores estrangeiros no projeto.
O BNDES tem conversado com investidores japoneses, coreanos, chineses, espanhóis, alemães e franceses. O valor máximo da tarifa será de R$ 199 para o trecho entre Rio e São Paulo. A viagem terá duração de 1 hora e 30 minutos. O trem-bala terá uma extensão de 511 km.
AÇÃO
O PPS, partido da base da oposição, entrou no último dia 10 com uma
ação direta de inconstitucionalidade contra a Medida Provisória 511, que deu garantia recursos e subsídio para o empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao trem-bala.
O partido alega que o assunto não tem urgência para ser uma MP, além de tratar de questão orçamentário e fiscal, o que é proibido pela Constituição, segundo o partido.
A ação foi proposta pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) e assinada pelo deputado eleito e presidente do partido Roberto Freire. De acordo com nota do PPS, a MP está garantindo recursos públicos para o projeto ao assumir em caso de calote dos empresários o pagamento de parte dos juros do projeto até o limite de R$ 5 bilhões.

ECONOMIA: PAC2: Investimentos de R$ 824 milhões na Bahia

Do BAHIA NOTÍCIAS
A segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC-2, contempla 83 projetos baianos, que somados representam um investimento do Governo Federal na Bahia de R$ 824 milhões. Em todo o país, serão R$17 bilhões para 1.260 obras e projetos. No estado, as obras serão executadas em 24 municípios que possuem mais de 70 mil habitantes. Além disso, outras 97 cidades com menos de 70 mil habitantes foram pré-selecionadas para o PAC-2, mas ainda passarão por outra rodada de avaliação para que se defina se serão contempladas. O saneamento básico e a urbanização das cidades é o foco dessa segunda versão do PAC. Com apenas a quarta maior população entre os municípios baianos (225 mil habitantes), Camaçari é que mais receberá recursos: R$ 196 milhões, 23,8% do total. Depois vem Salvador, com R$ 190 milhões, e Feira de Santana, com R$ 90 milhões. Obras como a Ferrovia Oeste-Leste a Ponte Salvador-Itaparica estão fora do PAC-2, mas podem ser incluídas. Informações do A Tarde.

GESTÃO: Estudos sobre a ponte são adiados novamente

Do BAHIA NOTÍCIAS
O governo do Estado prorrogou, pela segunda vez, o prazo de entrega dos estudos de viabilidade econômica, ambiental e jurídica do chamado Sistema Viário Oeste. O projeto viário contempla a construção da ponte Salvador-Itaparica, a duplicação da Ponte do Funil, a duplicação da BA-001 da ilha até Nazaré e da BA-046, de Nazaré a Santo Antônio de Jesus. O adiamento, solicitado pelos consórcios que realizam os estudos de “manifestação de interesse” pela obra, teve como justificativa a complexidade dos estudos. Agora, as empresas Planos Engenharia e Serveng-Civilsan S.A., e o consórcio formado pela Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa, têm até o dia 10 de dezembro para entregar suas versões do projeto – o prazo anterior vencia nesta quinta (18). Após receber as propostas, o governo formará um grupo de trabalho para analisá-las.

SEGURANÇA: O segundo feriadão mais trágico – 142 mortos nas estradas

Do POLÍTICA LIVRE
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço de acidentes nas estradas federais do país. Ao todo, 142 pessoas morreram no feriado prolongado da Proclamação da República, entre a meia-noite de sexta-feira e a meia-noite desta segunda. Segundo a PRF, foram registrados 2.525 acidentes, num total de 1.486 pessoas feridas. Trata-se do segundo feriado mais violento do ano nas estradas federais brasileiras, atrás apenas do feriado de Carnaval quando 143 pessoas morreram. (O Globo)

DIREITO: STJ - MP pode pedir quebra de sigilo sem intermediação judicial em investigação prévia

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconhece que o fisco pode requisitar quebra de sigilo fiscal e bancário sem intermediação judicial e, recentemente, estendeu este entendimento às requisições feitas pelo Ministério Público, uma vez que suas atribuições constitucionais visam ao bem comum. A orientação é da Segunda Turma, que atendeu a recurso em mandado de segurança do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).
A decisão determina que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) examine o mérito do pedido do MPGO envolvendo a quebra de sigilo bancário, no âmbito de investigação prévia, de uma empresa suspeita de praticar superfaturamento em processo de licitação.
Em seu voto, o ministro Herman Benjamin, relator do recurso, destacou que a Primeira Seção do STJ tem reiteradamente reconhecido que o fisco pode requisitar quebra do sigilo bancário sem intermediação judicial, no sentido de conferir natureza administrativa ao pedido. Como a atuação do MP é pautada no interesse público, assim com a do fisco, o ministro esclareceu que o órgão nem mesmo precisaria de autorização judicial para requisitar a quebra de sigilo em investigação pré-processual, como na hipótese. Portanto, o tribunal estadual deve analisar a questão, concluiu.
A ação
Inicialmente, o MP estadual solicitou, em razão de procedimento administrativo de investigação do órgão, a quebra do sigilo bancário da empresa. O juiz de primeiro grau negou o pedido. O MP, então, ingressou com um mandado de segurança no TJGO, visando obter a quebra do sigilo das transações bancárias, sob a alegação de que “a violação do sigilo bancário não pode ser tida como direito absoluto, pois há preponderância do interesse público na espécie”, evidenciada por supostas práticas que teriam lesado o erário goiano. Entretanto, o TJGO não conheceu do recurso, sob o fundamento de que o meio de impugnar a sentença de primeiro grau seria o agravo de instrumento, e não o mandado de segurança.
Inconformado com a decisão desfavorável, o MP estadual recorreu ao STJ. Alegou que a sentença que não concedeu a quebra de sigilo bancário em investigação pré-processual possui natureza administrativa, “pois servirá de apoio a eventual ajuizamento de ação civil pública. Portanto, não cabe interposição de agravo de instrumento contra a decisão denegatória”.
Caráter administrativo
Para o ministro Herman Benjamin, o pedido do MP goiano é pertinente, em parte. “De fato, em se tratando de procedimento prévio e investigativo no âmbito do Ministério Público, a decisão do juízo de primeiro grau, que negou o requerimento administrativo de quebra de sigilo bancário, não possui caráter jurisdicional, não havendo falar em recorribilidade por meio de agravo de instrumento”, afirmou.
O ministro explicou que a decisão atacada detém natureza administrativa, apesar de o órgão prolator (aquele que proferiu a decisão) pertencer ao Poder Judiciário. “Em contrapartida, não se ignora a jurisprudência desta Corte Superior que entende caber agravo de instrumento (e não mandado de segurança) contra decisão judicial que indefere o pedido de quebra de sigilo”, disse.
Porém, o relator ressaltou que o TJGO, ao analisar a questão, não teria feito a necessária distinção do caso em questão, seguindo apenas a jurisprudência corrente. A diferença é que, neste processo, o MP optou pela via administrativa, mediante simples requerimento administrativo ao juiz de primeiro grau, denominando-o expressamente de “pedido administrativo-judicial de quebra de sigilo bancário, fiscal e creditício”. “Frise-se que ambas as alternativas (pedido de quebra pela via judicial ou administrativa) são viáveis e buscam obter o mesmo fim, contudo são impugnáveis de modos distintos, além de possuírem ritos diferentes”, explicou o ministro.
Desse modo, a Turma deu provimento parcial ao recurso do MP goiano, para determinar, tão somente, que o TJGO julgue o mérito do mandado de segurança. A decisão foi unânime.

DIREITO: TRF1- Justiça Federal de Guanambi condena ex-prefeita daquele município por improbidade administrativa

A Justiça Federal de Guanambi condenou a ex-prefeita daquele município por improbidade administrativa. A sentença foi proferida no último mês de outubro pelo juiz federal Marcelo Motta de Oliveira contra a ex-gestora pública nos autos da ação civil pública de improbidade administrativa n.° 2006.33.09.000920-1, movida pelo Ministério Público Federal.
A ré foi condenada, pela sentença, às penas cominadas nos inciso II e III do art. 12 da Lei n.º 8.429/92, ao ressarcimento integral dos danos, conforme calculado pelo TCU, no valor de R$ 450.246,53, relativo a 23 de novembro de 2000, e R$ 94.362,36, relativo a 6 de junho de 2001, a serem atualizados monetariamente e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, até a data do efetivo pagamento; à suspensão dos direitos políticos por oito anos; pagamento de multa civil de R$ 200.000,00; à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, por cinco anos; além de pagamento das custas e de honorários advocatícios de sucumbência, e dez por cento do valor da condenação, pro rata.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a prefeita firmara com o Ministério da Previdência Social convênio no valor de R$ 66.645,00, para a reforma de creches municipais, e também com a Funasa, no valor de R$ 324.035,64, destinado à construção de 490 módulos sanitários no Povoado de Morrinho, visando ao controle da esquistossomose.
Na denúncia, o autor aponta que o TCU constatou que apenas 187 unidades foram efetivamente construídas, concluindo pelo desvio de metas estabelecidas, tendo em vista a realização de reformas e não construção de 41 instalações sanitárias, omitindo-se do dever legal de prestar contas de bens e valores públicos por ela administrados.
No entender do magistrado, as declarações da ex-gestora demonstram “completa confissão de que não houve prestação de contas dos convênios, no momento adequado; não houve correta aplicação dos recursos, que foram, inclusive, malversados mediante o pagamento antecipado por obra que não foi executada em sua totalidade; e não houve, também, ressarcimento pelos danos verificados”.
O juiz chama a atenção na sua sentença para “o grau de desorganização e despreparo na gestão dos recursos, aparentemente feita com grande dose de voluntarismo até certo ponto ingênuo. Infelizmente, porém, do ponto de vista técnico, boas intenções e ingenuidade não podem ser presumidas e não eximem o Administrador Público de responsabilidades pelos atos de gestão praticados, comissiva ou omissivamente, de forma dolosa e em desconformidade com a lei”.
O magistrado aponta que as sanções da Lei de Improbidade Administrativa deverão ser fixadas nos limites máximos, dada a gravidade da conduta e de seus efeitos; eis que, dentre os munícipes atingidos pela falta de prestação de contas, estão as crianças usuárias de creches situadas em bairro da periferia daquela cidade; bem como os moradores do Distrito de Morrinhos, afetados por doença endêmica grave, mas de prevenção singela, para a qual o Município recebeu recursos na gestão da Ré, que os utilizou de forma nefasta, como já exposto, inclusive propiciando à construtora receber antecipadamente por obra que acabou por não realizar.
2006.33.09.000920-1/BA

DIREITO: TRF1 - Proprietária de imóvel é responsável por manutenção

A 5.ª Turma negou pedido à proprietária de imóvel, que se encontra em mau estado de conservação, para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) se responsabilize pela realização das obras de recuperação.
O IPHAN entrou com ação contra proprietária de imóvel fora de conservação, objetivando que a proprietária promova a demolição das paredes do pavimento superior, o escoramento das paredes das fachadas laterais, o escoramento e a consolidação da principal, que deverá ser preservada, bem como a cobertura provisória das fachadas, a fim de conter as ações do intemperismo, na forma do contido no Parecer Técnico n.º 415/03 do IPHAN, para evitar que venham a desabar partes do prédio.
Em sentença de 1.º grau, a ré foi condenada na obrigação de adotar as providências necessárias à realização das obras emergenciais.
A proprietária do imóvel apelou ao TRF, alegando que cumpriu com a obrigação legal de comunicar ao IPHAN a ocorrência de um incêndio no imóvel e que requereu a intervenção da autarquia federal por não dispor de condições econômicas para a realização de obras de conservação ou reparação, mesmo de menor orçamento. Ao final, requer que se reconheça a responsabilidade solidária do instituto pela realização das obras.
Com base na decisão do 1.º grau de jurisdição, o relator, desembargador federal Fagundes de Deus, explicou que a proprietária infringiu o comando do art. 19 do Decreto-Lei n.º 25/37, que impõe uma obrigação ao proprietário do bem tombado, de não pôr em risco a segurança, a saúde e o sossego dos vizinhos nem comprometer, de forma irremediável, o patrimônio de interesse da coletividade, em razão do mau estado de conservação. A dona do imóvel fez constantes omissões de todos os orçamentos apresentados e não conseguiu comprovar sua total impossibilidade econômico-financeira para custear as obras de manutenção e restauração do imóvel tombado de sua propriedade, tendo assim que dar cumprimento à determinação da Codesal e do IPHAN. Além disso, as provas dos autos confirmam a capacidade econômico-financeira da apelante para a conservação do imóvel e para as medidas urgentes.
O magistrado constatou ainda que há falta de vontade de agir da proprietária, seja para a conservação do patrimônio ou para a adoção das medidas urgentes sob sua responsabilidade, como dona do imóvel.
AP 200433000183400

terça-feira, 16 de novembro de 2010

GERAL: Promotores estariam envolvidos no mensalão

Do blog do NOBLAT

DIREITO: TSE nega registro do senador eleito Marcelo Miranda

Do blog do NOBLAT
Ex-governador cassado do Tocantins foi eleito para o Senado. MP questionou candidatura com base na Lei da Ficha Limpa. Leia mais em TSE nega registro do senador eleito Marcelo Miranda

DIREITO: Caso Celso Daniel: esquema abastecia Caixa 2 do PT

Do blog do NOBLAT
Sérgio Roxo, O Globo

O promotor Francisco Cembranelli pretende expor ao júri popular que julgará na quinta-feira o réu Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos, que o então prefeito de Santo André Celso Daniel foi assassinato para manutenção de um esquema de corrupção que destinava recursos para o caixa de campanha do Partido dos Trabalhadores e para contas pessoas.
- Havia uma desvio para caixa de campanha e também para contas pessoais. A administração toda era do Partido os Trabalhadores - disse Cembranelli, que foi designado para participar do júri pela Procuradoria-Geral de Justiça. O promotor ganhou notoriedade depois de conseguir este ano a condenação do casal Nardoni pelo morte da menina Isabella.
Leia mais em
Caso Celso Daniel: promotor vai dizer a jurados que esquema abastecia caixa do PT

FRASE DO (PARA O) DIA

"Se o povo é analfabeto, só ignorantes estarão em termos de o governar. Nação de analfabetos, governo de analfabetos."

Rui Barbosa

POLÍTICA: PMDB isola PT e forma 'megabloco' na Câmara

Do blog do NOBLAT

De Maria Clara Cabral, da Folha.com

PMDB, PR, PP, PTB e PSC fecharam um compromisso na Câmara para a formação de um bloco partidário de atuação conjunta para a próxima legislatura.
Segundo as lideranças desses cinco partidos, o novo bloco ficará com 202 deputados. O PT, principal aliado do PMDB, não ainda não foi procurado para se juntar ao grupo parlamentar.
Na semana passada, a Folha revelou que as siglas selaram um pacto para que nenhum "avance" sobre o território do outro na montagem do ministério de Dilma Rousseff (PT).
Além disso, a estratégia, liderada pelo líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é isolar os petistas e ganhar força na corrida pela presidência da Câmara no ano que vem.
"Vamos atuar sempre em conjunto, para ajudar a Dilma. Vamos estar sempre alinhados aqui [na Câmara] e fora", disse Henrique Eduardo Alves, que é candidato à presidência da Casa.
Além dele, o PT também quer a vaga. Pela legenda, são candidatos Cândido Vaccarezza (SP), Marco Maia (RS), João Paulo Cunha (SP) e Arindo Chinaglia (SP).
O deputado peemedebista negou que a formação do bloco na Câmara seja uma ofensiva contra o PT. "Não é uma atitude de confronto nem de conflito. Vamos esperar o que o PT vai fazer.
Esse é apenas o primeiro passo. Poderemos dar o segundo [junto com eles]", disse. "O nosso objetivo sempre é o entendimento", completou.
Além da briga na Câmara, há um conflito sobre o ingresso do Senado no acordo entre os dois partidos. O PT quer incluir o Senado, o PMDB não.
No âmbito da montagem do governo, os partidos querem manter as suas atuais fatias nos ministério. O PT é contra e quer ganhar mais espaço.

MERCADO FINANCEIRO: Dólar vai a R$ 1,74 e atinge maior valor desde setembro

Do UOL
Da Redação, em São Paulo
A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,93% nesta terça-feira (16), a R$ 1,74. Com isso, a moeda norte-americana atingiu o maior valor desde o dia 1º de setembro, quando era negociada a R$ 1,747.
No mês, o dólar ganha 2,17%. No ano, porém, ainda perde 0,17%.
O Banco Central (BC) fez um leilão de compra de dólar ao longo do dia. O valor aceito foi de R$ 1,74.
"Essa alta do dólar tem motivos particularmente externos. Os problemas de dívida na Irlanda e de inflação na China estão preocupando os mercados, que correm para ativos mais seguros", disse à Reuters Reinaldo Bonfim, diretor da Pionner Corretora.
As Bolsas de valores globais e as commodities sofriam consideráveis perdas nesta sessão, numa onda de aversão a risco em meio a temores de que a Irlanda não consiga pagar suas dívidas.
Apesar dos problemas que vêm afetando as finanças do país, Dublin nega a necessidade de um socorro emergencial, mas, segundo o Wall Street Journal, autoridades europeias avaliam um pacote entre 80 bilhões e 100 bilhões de euros.
Em discurso ao Parlamento nesta sessão, o premiê irlandês, Brian Cowen, disse que a União Europeia e a Irlanda devem encontrar uma solução confiável para a crise de dívida, que tem levado os custos de empréstimos por Dublin às máximas recordes desde a criação do euro.
Não bastassem os problemas na Europa, a China também não deu trégua aos investidores. Pequim anunciou que vai efetuar controle sobre preços de alimentos e combater especulações nas commodities agrícolas, numa tentativa de frear a inflação.
A medida sugere que o país pode estar prestes a adotar um novo aperto monetário, o que reduziria o apetite por matérias-primas, principal produto da pauta de exportações brasileira.
Os analistas do HSBC lembraram que o real vem demonstrando um desempenho mais fraco nas últimas sessões, citando que pesadas posições vendidas em dólar tornaram as cotações mais vulneráveis à correção.
Desde 4 de novembro, último dia em que o dólar caiu, os investidores estrangeiros reduziram em 27% suas apostas na valorização do real, diminuindo a posição vendida em dólares a US$ 11,776 bilhões nos mercados futuro e de cupom cambial (DDI) da BM&FBovespa.
"Mas o real também tem sofrido por ameaças de intervenção. Investidores permanecem nervosos e não inclinados a voltar para a moeda, sabendo do risco de mais medidas de controle de capital", disseram em relatório.
O operador de uma corretora em São Paulo, que pediu anonimato, notou ordens de "stop loss" quando a cotação alcançou R$ 1,735.
(Com informações de Reuters)

POLÍTICA: Bancada do PT se reúne para discutir sucessão da AL-BA

Do POLÍTICA HOJE

A bancada do PT na Assembleia Legislativa volta a se reunir nesta terça-feira (16) para discutir e definir estratégias referentes à eleição para o cargo de presidente da Casa. O objetivo é buscar mais participação na disputa à Presidência para os petista serem também protagonistas do processo. Na reunião realizada na semana passada, o governador Jaques Wagner (PT) procurou acalmar ânimos, mas aceitou discutir alternativas que o PT lançar.
Desse vez o governador estará ausente, pois continua em Auckland, Nova Zelândia, onde mantém diálogos para buscar investimentos para o Estado e fortalecer relação comercial da Bahia com o país. Ele retorna à capital baiana na quinta-feira (18).
A maioria dos deputados, no entanto, são simpatizantes à permanência de Marcelo Nilo (PDT), que pode ir para o terceiro mandato. Outros parlamentares devem investir na possibilidade de o PT lançar nome próprio, em detrimento da candidatura do atual presidente.

GREVE: Servidores do Judiciário iniciam greve por tempo indeterminado nesta quarta

Do POLÍTICA LIVRE

Os servidores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Justiças Federal e Militar da União na Bahia iniciam nesta quarta-feira, 17, greve por tempo indeterminado em todo o Estado. A categoria reivindica a aprovação do Plano de Cargos e Salários (PCS) e a reprovação do PL 549/09, que congela gastos e investimentos no setor público por dez anos, sem investir em Saúde, Educação, Justiça e sem a realização de concursos públicos. De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindjufe-BA), Rogério Fagundes, o governo ainda não convocou os trabalhadores para uma tentativa de negociação. “O governo continua o desrespeito com a categoria e não se pronuncia sobre o assunto”, afirma. Ainda segundo Fagundes, durante os dias de greve serão realizadas escalas com 30% dos servidores, obrigados por lei a trabalhar, para manter o atendimento dos serviços essenciais como liberação de mandados de segurança e habeas corpus. (A Tarde)
Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |