segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ECONOMIA: Dólar cai 0,77% e vai a R$ 1,813; no mês, perda é de 4,02%

Do UOL
Da Redação em São Paulo
A cotação do dólar comercial encerrou esta segunda-feira em queda de 0,77%, a R$ 1,813 na venda, acumulando perda de 4,02% no mês e de 22,29% no ano.
O Banco Central comprou dólares no mercado à vista e a taxa aceita na operação ficou em R$ 1,8175.
Segundo boletim Focus divulgado pelo Banco Central, o mercado mudou a projeção para o câmbio motivado pela queda recente do dólar. A expectativa é que a moeda termine o ano em R$ 1,81, contra a projeção de R$ 1,85 que vinha sendo mantida por quatro semanas. Para 2010, a previsão continua em R$ 1,85.
O volume no mercado de câmbio manteve-se baixo hoje. De acordo com dados da clearing de câmbio da Bolsa de Mercadorias & Futuros, haviam sido registrados cerca de US$ 350 milhões em operações em pouco mais de uma hora e meia de negócios pela manhã. Na sexta-feira, por exemplo, o volume no segmento interbancário em todo o dia foi de US$ 3,88 bilhões.
O mercado também avaliou as declarações do presidente americano, Barack Obama, que alertou que há sinais de que alguns bancos estão tendo comportamento arriscado iguais aos que resultaram na crise mundial. Obama notou ainda que a economia e o sistema financeiro estão saindo de uma especial descendente.
(Com informações de Reuters e Valor Online)

POLÍTICA: Reforma eleitoral será votada amanhã

Do blog de CLÁUDIO HUMBERTO

Ficou para amanhã, terça-feira (15), a conclusão da votação da proposta que altera a legislação eleitoral, no Senado Federal. Cometido por uma faltança repentina na última quinta (10), a Casa não teve quorum para votar a matéria. O objetivo do Congresso é aprovar a proposta até o próximo dia 2, de modo que todas as mudanças na legislação já entrem em vigor nas eleições de 2010.

GERAL: Estado da Bahia fica fora do horário de verão

Do POLÍTICA LIVRE

O horário de verão começa à zero hora do dia 18 de outubro e, mais uma vez, a Bahia não vai alterar os ponteiros do relógio. Este ano, empresários de diversos setores reivindicaram a participação do estado na mudança de horário, alegando prejuízo para a economia baiana, que não segue o horário das principais cidades brasileiras. Mas o governador Jaques Wagner decidiu manter o estado fora do horário de verão.
A alteração no relógio é válida até zero hora de 21 de fevereiro de 2010. Vão aderir à mudança os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931 com objetivo de aproveitar melhor a luminosidade natural neste período, em que os dias são mais longos por conta da posição da terra em relação ao sol, desta forma, aproveitando energia. Informações do A Tarde On Line.

DIREITO: Mendes: é 'extremamente difícil' que PEC dos vereadores seja aplicada de imediato

Do POLÍTICA HOJE
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta segunda-feira (14) que considera “extremamente difícil” que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aumenta em mais de 7 mil o número de vereadores no Brasil seja posta em prática imediatamente. “Não sei o teor exato dessa PEC. É extremamente difícil que seja aplicada de imediato, convocando suplentes como se tivéssemos realizado uma eleição a posteriori. O Supremo inclusive tem restrições a mudanças no processo eleitoral no sentido amplo”, afirmou. "Certamente, terá efeito se ela for aprovada para a próxima eleição."
Mendes deu as declarações na abertura da Semana Nacional de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o qual preside. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, a PEC dos vereadores. A proposta trata também da redução do repasse de recursos para os legislativos municipais. A proposta precisa ser votada ainda em segundo turno antes de ser promulgada pelo Congresso Nacional. Do site G1.

DIREITO: STJ - Mãe divorciada poderá alterar sobrenome no registro dos filhos

Do MIGALHAS
A 3ª turma do STJ manteve a decisão que autorizou uma mãe a alterar o sobrenome no registro dos filhos em razão de ter voltado a usar o nome de solteira após o divórcio.
No caso, o MP/DF argumentou que, no registro de nascimento, os dados consignados deveriam atender à realidade da ocasião do parto. Ressaltou que a retificação só poderia ocorrer na hipótese de erro ou omissão. Além disso, alegou que a lei 8.560/92 (clique aqui) não teria aplicação porque trata de investigação de paternidade de filhos fora do casamento.
Em seu voto, o relator, ministro Sidnei Beneti, destacou ser perfeita a analogia com a lei 8.560/92, que assegura o direito de alterar o sobrenome materno no termo de nascimento do filho em razão de casamento.
Para o relator, se o registro civil pode ser modificado posteriormente ao nascimento para constar o nome de seu genitor ou genitora adotado com o casamento, é razoável admitir o mesmo direito para a situação oposta e correlata no registro civil do nome do genitor decorrente da separação.
Ao decidir, o ministro considerou justo o motivo da retificação em razão da inexistência de eventuais prejuízos a terceiros, de violação da ordem pública e de ferimento aos bons costumes.
•Processo Relacionado : REsp 1041751 – clique aqui.

DIREITO: STJ - Cumprimento de citação emitida por corte estrangeira não fere soberania nacional

Do MIGALHAS

A Corte Especial do STJ confirmou que o cumprimento no Brasil de citação emitida por corte estrangeira não fere a ordem pública nem a soberania nacional. Esse entendimento foi aplicado no julgamento de uma carta rogatória expedida pela Justiça inglesa.
A carta rogatória é o instrumento utilizado por juízes e tribunais para requisitar a realização de atos processuais em outros países. No caso julgado pelo STJ, o Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra pediu ao Brasil a concessão de exequatur (cumpra-se) para citação da empresa Marítima Petróleo e Engenharia Ltda.
A citação é o ato processual por meio do qual a parte é informada da existência de um processo contra ela e chamada a apresentar defesa. A citação requerida pela corte inglesa tinha o objetivo de dar ciência à empresa brasileira de que ela fora incluída nos processos judiciais que discutem naquele país a execução do contrato de construção das plataformas de extração de petróleo P 38 e P 40 da Petrobras.
Informações do processo mostram que a Marítima também está sendo chamada a pagar custas (despesas) dos processos em tramitação na Inglaterra. No STJ, a companhia contestou o pedido da Justiça inglesa, alegando, entre outras coisas, que a carta rogatória ofenderia a soberania nacional por ter, na verdade, finalidade executória.
A empresa sustentou que o requerimento teria intenção velada de burlar a necessidade de homologação da sentença estrangeira, requisito indispensável para que uma decisão tomada no exterior possa ser executada em território brasileiro. Também argumentou que a competência para conhecimento das ações propostas seria da Justiça brasileira, já que as obrigações contratuais serão cumpridas em território nacional.
Os argumentos da companhia não convenceram os integrantes da Corte Especial. Seguindo o entendimento da relatora do processo no STJ, ministra Eliana Calmon, o colegiado entendeu que, como se tratava de um caso de pedido de comunicação de ato processual, a análise do Tribunal deveria se ater à observância dos requisitos para concessão do exequatur.
Citando vários precedentes do STJ, a ministra ressaltou que o exame sobre alguma ofensa à soberania e à ordem pública deve ser feito em momento oportuno, ou seja, quando da eventual homologação da sentença estrangeira.
A relatora também não enxergou qualquer efeito executivo na carta rogatória que, em seu entendimento, foi expedida somente para dar ciência à empresa dos processos e das custas devidas no exterior. A ministra também entendeu que a competência para julgamento de demandas que tratam de obrigação a ser cumprida do Brasil é concorrente, ou seja, elas podem tramitar tanto na Justiça brasileira como na Justiça estrangeira.
•Processo Relacionado : CR 371 - clique aqui.

DIREITO: STJ busca parâmetros para uniformizar valores de danos morais

Do MIGALHAS

Por muitos anos, uma dúvida pairou sobre o Judiciário e retardou o acesso de vítimas à reparação por danos morais: é possível quantificar financeiramente uma dor emocional ou um aborrecimento? A CF/88 (clique aqui) bateu o martelo e garantiu o direito à indenização por dano moral. Desde então, magistrados de todo o país somam, dividem e multiplicam para chegar a um padrão no arbitramento das indenizações. O STJ tem a palavra final para esses casos e, ainda que não haja uniformidade entre os órgãos julgadores, está em busca de parâmetros para readequar as indenizações.
O valor do dano moral tem sido enfrentado no STJ sob a ótica de atender uma dupla função: reparar o dano buscando minimizar a dor da vítima e punir o ofensor para que não reincida. Como é vedado ao Tribunal reapreciar fatos e provas e interpretar cláusulas contratuais, o STJ apenas altera os valores de indenizações fixados nas instâncias locais quando se trata de quantia irrisória ou exagerada.
A dificuldade em estabelecer com exatidão a equivalência entre o dano e o ressarcimento se reflete na quantidade de processos que chegam ao STJ para debater o tema. Em 2008, foram 11.369 processos que, de alguma forma, debatiam dano moral. O número é crescente desde a década de 1990 e, nos últimos 10 anos, somou 67 mil processos só no Tribunal Superior.
O ministro do STJ Luis Felipe Salomão, integrante da 4ª turma e da 2ª seção, é defensor de uma reforma legal em relação ao sistema recursal, para que, nas causas em que a condenação não ultrapasse 40 salários mínimos (por analogia, a alçada dos Juizados Especiais), seja impedido o recurso ao STJ. "A lei processual deveria vedar expressamente os recursos ao STJ. Permiti-los é uma distorção em desprestígio aos tribunais locais", critica o ministro.
Subjetividade
Quando analisa o pedido de dano moral, o juiz tem liberdade para apreciar, valorar e arbitrar a indenização dentro dos parâmetros pretendidos pelas partes. De acordo com o ministro Salomão, não há um critério legal, objetivo e tarifado para a fixação do dano moral. "Depende muito do caso concreto e da sensibilidade do julgador", explica. "A indenização não pode ser ínfima, de modo a servir de humilhação a vítima, nem exorbitante, para não representar enriquecimento sem causa", completa.
Para o presidente da 3ª turma do STJ, ministro Sidnei Beneti, essa é uma das questões mais difíceis do Direito brasileiro atual. "Não é cálculo matemático. Impossível afastar um certo subjetivismo", avalia. De acordo com o ministro Beneti, nos casos mais freqüentes, considera-se, quanto à vítima, o tipo de ocorrência (morte, lesão física, deformidade), o padecimento para a própria pessoa e familiares, circunstâncias de fato, como a divulgação maior ou menor e consequências psicológicas duráveis para a vítima.
Quanto ao ofensor, considera-se a gravidade de sua conduta ofensiva, a desconsideração de sentimentos humanos no agir, suas forças econômicas e a necessidade de maior ou menor valor, para que o valor seja um desestímulo efetivo para a não reiteração.
Tantos fatores para análise resultam em disparidades entre os tribunais na fixação do dano moral. É o que se chama de "jurisprudência lotérica". O ministro Salomão explica: para um mesmo fato que afeta inúmeras vítimas, uma Câmara do Tribunal fixa um determinado valor de indenização e outra Turma julgadora arbitra, em situação envolvendo partes com situações bem assemelhadas, valor diferente. "Esse é um fator muito ruim para a credibilidade da Justiça, conspirando para a insegurança jurídica", analisa o ministro do STJ. "A indenização não representa um bilhete premiado", diz.
Estes são alguns exemplos recentes de como os danos vêm sendo quantificados no STJ.
Morte dentro de escola = 500 salários
Quando a ação por dano moral é movida contra um ente público (por exemplo, a União e os estados), cabe às turmas de Direito Público do STJ o julgamento do recurso. Seguindo o entendimento da 2ª seção, a 2ª turma vem fixando o valor de indenizações no limite de 300 salários mínimos. Foi o que ocorreu no julgamento do Resp 860705 (clique aqui), relatado pela ministra Eliana Calmon. O recurso era dos pais que, entre outros pontos, tentavam aumentar o dano moral de R$ 15 mil para 500 salários mínimos em razão da morte do filho ocorrida dentro da escola, por um disparo de arma. A 2ª turma fixou o dano, a ser ressarcido pelo Distrito Federal, seguindo o teto padronizado pelos ministros.
O patamar, no entanto, pode variar de acordo com o dano sofrido. Em 2007, o ministro Castro Meira levou para análise, também na 2ª turma, um recurso do Estado do Amazonas, que havia sido condenado ao pagamento de R$ 350 mil à família de uma menina morta por um policial militar em serviço. Em primeira instância, a indenização havia sido fixada em cerca de 1.600 salários mínimos, mas o tribunal local reduziu o valor, destinando R$ 100 mil para cada um dos pais e R$ 50 mil para cada um dos três irmãos. O STJ manteve o valor, já que, devido às circunstâncias do caso e à ofensa sofrida pela família, não considerou o valor exorbitante nem desproporcional - REsp 932001 (clique aqui).
Paraplegia = 600 salários
A subjetividade no momento da fixação do dano moral resulta em disparidades gritantes entre os diversos Tribunais do país. Num recurso analisado pela 2ª turma do STJ em 2004, a Procuradoria do Estado do Rio Grande do Sul apresentou exemplos de julgados pelo país para corroborar sua tese de redução da indenização a que havia sido condenada.
Feito refém durante um motim, o diretor-geral do hospital penitenciário do Presídio Central de Porto Alegre acabou paraplégico em razão de ferimentos. Processou o estado e, em primeiro grau, o dano moral foi arbitrado em R$ 700 mil. O Tribunal estadual gaúcho considerou suficiente a indenização equivalente a 1.300 salários mínimos. Ocorre que, em caso semelhante (paraplegia), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais fixou em 100 salários mínimos o dano moral. Daí o recurso ao STJ.
A 2ª turma reduziu o dano moral devido à vítima do motim para 600 salários mínimos (Resp 604801 - clique aqui), mas a relatora do recurso, ministra Eliana Calmon, destacou dificuldade em chegar a uma uniformização, já que há múltiplas especificidades a serem analisadas, de acordo com os fatos e as circunstâncias de cada caso.
Morte de filho no parto = 250 salários
Passado o choque pela tragédia, é natural que as vítimas pensem no ressarcimento pelos danos e busquem isso judicialmente. Em 2002, a 3ª turma fixou em 250 salários mínimos a indenização devida aos pais de um bebê de São Paulo morto por negligência dos responsáveis do berçário - Ag 437968 (clique aqui).
Caso semelhante foi analisado pela 2ª turma neste ano. Por falta do correto atendimento durante e após o parto, a criança ficou com sequelas cerebrais permanentes. Nesta hipótese, a relatora, ministra Eliana Calmon, decidiu por uma indenização maior, tendo em vista o prolongamento do sofrimento.
"A morte do filho no parto, por negligência médica, embora ocasione dor indescritível aos genitores, é evidentemente menor do que o sofrimento diário dos pais que terão de cuidar, diuturnamente, do filho inválido, portador de deficiência mental irreversível, que jamais será independente ou terá a vida sonhada por aqueles que lhe deram a existência", afirmou a ministra em seu voto. A indenização foi fixada em 500 salários mínimos (Resp 1024693 - clique aqui)
Fofoca social = 30 mil reais
O STJ reconheceu a necessidade de reparação a uma mulher que teve sua foto ao lado de um noivo publicada em jornal do Rio Grande do Norte, noticiando que se casariam. Na verdade, não era ela a noiva, pelo contrário, ele se casaria com outra pessoa. Em primeiro grau, a indenização foi fixada em R$ 30 mil, mas o Tribunal de Justiça potiguar entendeu que não existiria dano a ser ressarcido, já que uma correção teria sido publicada posteriormente. No STJ, a condenação foi restabelecida (Resp 1053534 - clique aqui).
Protesto indevido = 20 mil reais
Um cidadão alagoano viu uma indenização de R$ 133 mil minguar para R$ 20 mil quando o caso chegou ao STJ. Sem nunca ter sido correntista do banco que emitiu o cheque, houve protesto do título devolvido por parte da empresa que o recebeu. Banco e empresa foram condenados a pagar cem vezes o valor do cheque (R$ 1.333). Houve recurso e a 3ª turma reduziu a indenização. O relator, ministro Sidnei Beneti, levou em consideração que a fraude foi praticada por terceiros e que não houve demonstração de abalo ao crédito do cidadão (Resp 792051 - clique aqui).
Alarme antifurto = 7 mil reais
O que pode ser interpretado como um mero equívoco ou dissabor por alguns consumidores, para outros é razão de processo judicial. O STJ tem jurisprudência no sentido de que não gera dano moral a simples interrupção indevida da prestação do serviço telefônico (Resp 846273 - clique aqui).
Já noutro caso, no ano passado, a 3ª turma manteve uma condenação no valor de R$ 7 mil por danos morais devido a um consumidor do Rio de Janeiro que sofreu constrangimento e humilhação por ter de retornar à loja para ser revistado. O alarme antifurto disparou indevidamente.
Para a relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, foi razoável o patamar estabelecido pelo Tribunal local (Resp 1042208 - clique aqui). Ela destacou que o valor seria, inclusive, menor do que noutros casos semelhantes que chegaram ao STJ. Em 2002, houve um precedente da 4ª turma que fixou em R$ 15 mil indenização para caso idêntico (Resp 327679 - clique aqui).
Evento 2º grau STJ Processo
Recusa em cobrir tratamento médico-hospitalar (sem dano à saúde) R$ 5 mil R$ 20 mil Resp 986947
Recusa em fornecer medicamento (sem dano à saúde) R$ 100 mil 10 SM Resp 801181
Cancelamento injustificado de vôo 100 SM R$ 8 mil Resp 740968
Compra de veículo com defeito de fabricação; problema resolvido dentro da garantia R$ 15 mil não há dano Resp 750735
Inscrição indevida em cadastro de inadimplente 500 SM R$ 10 mil Resp 1105974
Revista ítnima abusiva não há dano 50 SM Resp 856360
Omissão da esposa ao marido sobre a verdadeira paternidade biológica das filhas R$ 200 mil mantida Resp 742137
Morte após cirurgia de amígdalas R$ 400 mil R$ 200 mil Resp 1074251
Paciente em estado vegetativo por erro médico R$ 360 mil mantida Resp 853854
Estupro em prédio público R$ 52 mil mantida Resp 1060856
Publicação de notícia inverídica R$ 90 mil R$ 22.500 Resp 401358
Preso erroneamente não há dano R$ 100 mil Resp 872630

ECONOMIA: Serasa: inadimplência tem maior queda desde maio

De A TARDE on line
Agência Estado

A retomada econômica e o efeito calendário fizeram a inadimplência do consumidor registrar, em agosto, a maior queda mensal desde maio. O índice caiu 5,1% no mês em relação a julho, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, divulgado hoje. Agosto não registrou aumento na inadimplência mesmo com o Dia dos Pais, a melhor data para o comércio no ano até agora, segundo a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O mês teve dois dias úteis a menos que julho.
De acordo com a Serasa Experian, a evolução da atividade econômica nos últimos meses favoreceu os resultados. Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,9% no segundo trimestre em relação ao primeiro.
Mesmo perdendo fôlego, a inadimplência mostrou aumento de 9,5% no acumulado de janeiro a agosto em comparação com o mesmo período de 2008. Segundo os técnicos, a retomada da economia a partir do meio de abril, com a diminuição dos juros, a recuperação do emprego, a maior confiança do consumidor e o restabelecimento do crédito, tem cooperado para a queda gradativa da inadimplência no período.
Na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês do ano passado, a ampliação do índice foi de 7%, repetindo o nível registrado em julho em relação ao mesmo mês de 2008. Nesta mesma base de comparação, agosto teve o menor resultado desde março, quando a inadimplência chegou a 16,6%.
Ranking
Os débitos com bancos ocuparam a primeira posição no ranking de representatividade da inadimplência do consumidor, de janeiro a agosto, com 44,2%. Em seguida, aparecem as dívidas com cartões de crédito e financeiras, com 36,5%. Na terceira posição, estão os cheques sem fundos, com 17,4%. Concluem a lista os títulos mandados a protesto, com 1,9%.
Já o valor médio das dívidas com cheques sem fundos cresceu 39,7% de janeiro a agosto, ante igual período de 2008. No caso dos títulos protestados, o crescimento foi de 16,8%. Os cartões de crédito e os débitos com bancos tiveram uma queda de 10,1% e 2,9%, respectivamente, no valor médio.

SEGURANÇA: Estudante de medicina acusado de pedofilia é apresentado pela polícia

De A TARDE on line
George Brito
O estudante de medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Diogo Nogueira Lima, 23 anos, preso sob acusação de abusar sexualmente de crianças, foi apresentado nesta segunda-feira, 14, na 26º CP, de Vila de Abrantes. Ele foi detido em flagrante em um quarto da pousada da mãe em Arembepe com três crianças de 8, 9 e 11 anos. No local, foram encontrados lubrificante, camisinha, vibrador, vídeos pornográficos e imagens no computador de relações sexuais com menores.A polícia investigava o rapaz há um mês, após receber denúncio do pai de uma vítima, que desconfiou dos abusos. O estudante é acusado de praticar o crime há cinco anos, preferencialmente contra meninos. A polícia suspeita que ele violentou cerca de 20 crianças, que eram atraídas para o quarto para brincar com jogos eletrônicos.

ECONOMIA: Bancos não podem mais cobrar renovação de cadastro

De ATARDE on line

Agência Estado
A cobrança de tarifa bancária para a renovação do cadastro de conta corrente está proibida a partir de hoje. Em decisão anunciada na última sexta-feira, o Banco Central (BC) proibiu a prática que, pelaregra anterior, podia ser feita até duas vezes por ano. Esse serviço, que tem como objetivo atualizar
dados relativos à vida financeira dos clientes, era alvo constante de reclamações de consumidores em órgãos como o Ministério Público e o próprio BC.Levantamento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostra que a maioria dos grandes bancos de varejo cobrava, a cada seis meses, valor entre R$ 25 (Bradesco) e R$ 48 (Santander e Real) de seus clientes. Mas há casos, como o do Banco Cruzeiro do Sul, em que a tarifa chegava a R$ 150.Segundo o chefe do departamento de normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, a proibição foi motivada pela falta de padronização do serviço prestado pelas instituições. Segundo ele, alguns bancos, porexemplo, exigiam a assinatura de clientes na ficha cadastral. Outros sequer entravam em contato com o consumidor por telefone. A cobrança de tarifa para a análise da ficha do cliente no início do relacionamento bancário não foi proibida e continua a valer.

FRASE DO DIA

Existe um reconhecimento de que nos últimos 16 anos o Brasil conseguiu o equilíbrio fiscal e a estabilização da moeda, junto com a grande inovação introduzida por Lula e que foi a questão da distribuição de renda.” Senadora Marina Silva (PV-AC)

ARTIGO: LULA APOSTA NA TRINCA DO BARULHO

Por Carlos Chagas
Muito na surdina, o Conselho Político do governo chegou à conclusão de que a meta, hoje, é garantir o segundo lugar no segundo turno das eleições presidenciais. Mas garantir não apenas para a candidatura prioritária, de Dilma Rousseff, senão outras, de Marina Silva e de Ciro Gomes. Armar uma barraca onde os candidatos possam abrigar-se significa não hostilizar, de forma alguma, a ex-ministra do Meio Ambiente e o ex-ministro da Integração Nacional. O presidente Lula saiu na frente, semana passada, ao declarar que os três postulantes exprimem a continuidade de seu programa.
É claro que no que depender do palácio do Planalto, a chefe da Casa Civil continuará recebendo todo o apoio. Sua queda nas pesquisas mais recentes serve de estímulo para maiores investimentos em seu nome. Coincidência ou não, esta semana Dilma reinicia suas viagens pelo país, isoladamente ou acompanhando o presidente Lula. Mas Marina e Ciro passarão a ser citados como hipóteses. Claro que não rejeitarão a oferta. Se já não vinham criticando o Lula, menos o farão agora, esperançosos de que se chegarem ao segundo turno, contarão com o respaldo oficial.
Fica evidente que mesmo sem uma palavra formal, o governo trabalha com a evidência de que José Serra ocupa a pole position e tem garantido o primeiro lugar no segundo turno. Todos os esforços se farão para evitar o desastre que seria a vitória do governador na primeira votação – possibilidade, aliás, hoje remota conforme as tendências apuradas. Mas é um perigo verificar que ele mantém 40% das preferências, índice que se crescer entorna o caldo. Está instituída, assim, até ulterior modificação, a trinca do barulho, na medida em que quanto mais despontem e se fixem as três candidaturas, melhor para a continuidade.
Publicado no blog do Cláudio Humberto

ECONOMIA: Pré-sal é ‘pura especulação’, diz ex-geólogo de exploração da Petrobras

Do blog do CLÁUDIO HUMBERTO

Ex-Petrobras, onde trabalhou mais de duas décadas, o geólogo Ivo Marcelino contesta o marco regulatório do pré-sal, vendido pelo governo como "a redenção do Brasil", mas que "não passa de pura especulação". E desafia: nenhuma empresa, nem a Petrobras, pode provar a fortuna dessa reserva de petróleo, "só estimativas", dadas "impossibilidades físicas, químicas, biológicas e, principalmente geológicas". O geólogo considera falácia "lençol freático de 800km x 200km ao longo da costa leste brasileira". Afirma que o marco regulatório é "forma disfarçada da volta ao monopólio estatal de petróleo" e que a Petrobras "de pires na mão, não dá conta sequer do que foi planejado estrategicamente para se explorar acima da camada de sal".

DIREITO: Justiça libera 80% dos que recusam bafômetro, diz estudo

Do POLÍTICA HOJE

Desde que a lei seca entrou em vigor, em junho do ano passado, o advogado Aldo de Costa Campo pesquisou o resultado de 159 decisões judiciais contra pessoas acusadas de dirigirem embriagadas, mas que se recusarama fazer o teste do bafômetro. O resultado é que 80% desses motoristas acabaram absolvidos. “Num universo de 159 acórdãos, 159 decisões de segunda instância, 80% dos motoristas que não se submeteram nem a exame de sangue, nem a exame por bafômetro acabaram sendo absolvidos pela Justiça brasileira”, contou o advogado. Os brasileiros já estão familiarizados com os testes de bafômetro. Quem faz, no entanto, é convidado, não pode ser obrigado. A pessoa pode se recusar.
É como o direito que o preso tem de se manter calado. Nenhuma pessoa pode ser obrigada a produzir provas contra ela mesma. O Código de Trânsito, porém, prevê que quem se recusa a fazer o teste e não prova que está em condições de dirigir pode perder a carteira por até um ano, além de pagar multa de mais de R$ 900. Uma cliente do advogado Sinbad Focaccia se aproveitou da possibilidade de não fazer o teste. Ela se envolveu em um acidente leve e os policiais notaram cheiro de álcool, mas ela se recusou a fazer o teste, apesar de ter reconhecido que tomou um copo de vinho. A polícia queria que o Instituto Médico Legal colhesse o sangue dela para análise.
O advogado, no entanto, recomendou que ela não fizesse qualquer teste. “Ninguém pode produzir prova contra si próprio. Então por isso que eu a orientei de forma definitiva a não fazer qualquer tipo de exame, nem se submeter a nada”, disse o advogado. No fim do processo, o caso acabou arquivado. Do site G1.

DIREITO: Mesmo proibido, nepotismo persiste e CNJ apura 39 casos em tribunais

Do POLÍTICA HOJE

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga 39 casos de nepotismo no Judiciário. Cada procedimento envolve contingente variado de contratados que não passaram pelo crivo do concurso público. A mais recente inspeção do CNJ apontou nepotismo em larga escala no Tribunal de Justiça da Paraíba - foram identificados 48 apadrinhados e outras 24 admissões estão sob suspeita. Desde que o nepotismo foi banido, em outubro de 2005, pela Resolução 7, o CNJ já abriu 203 processos relativos a nomeações violadoras do artigo 37 da Constituição, que trata da transparência, moralidade, honestidade e impessoalidade na administração pública.
Tribunais ainda relutam em acatar a diretriz do CNJ. "Há resistência às normas contra o nepotismo, não só no Judiciário como em toda a administração pública", declarou o ministro Gilson Langaro Dipp, corregedor nacional da Justiça.Muitos casos de indicação e contratação de familiares de magistrados e servidores chegam ao conselho por denúncia anônima ou representação de entidades de funcionários do Judiciário que têm acesso aos expedientes. "Constatamos indícios de nepotismo nas inspeções que temos realizado nos Estados. São indícios não apenas de nepotismo como de nepotismo cruzado."
Nepotismo cruzado é quando um magistrado emprega a filha de outro e este contrata parente daquele. Há Estados em que também há troca de favores entre desembargador e deputado - aquele admite parente do parlamentar que, por seu lado, emprega familiar do juiz. O recurso dificulta a identificação de apadrinhamentos com verba pública. As informações são do Estado de São Paulo.

DIREITO: Jornalista recorre à Justiça para que Renan pague pensão maior à filha

Do POLÍTICA LIVRE

A jornalista que causou o escândalo que tirou Renan da presidência do Senado quer 35% das verbas indenizatórias (foto Folha Imagem)
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) vai se reencontrar com a ex-namorada Mônica Veloso nos tribunais, já que a jornalista está preparando uma ação para aumentar a pensão que ele paga à filha dos dois. Em 2007, eles fizeram um acordo na Justiça e Renan passou a pagar R$ 7.000 de pensão. O acordo expirou e a pensão caiu pela metade, já que o senador passou a pagar 35% do valor líquido de seu salário (ele ganha R$ 16 mil brutos). Mônica acha que a filha tem o direito de receber também 35% das verbas indenizatórias pagas aos senadores para gastos em gabinetes. Informações da Folha.

POLÍTICA: IstoÉ diz que Lula cozinha ministro baiano

Do POLÍTICA LIVRE

Matéria publicada neste final de semana pela revista IstoÉ faz um apanhado sobre a sucessão baiana de 2009 envolvendo os aliados de Lula – o governador petista Jaques Wagner e o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima.
A matéria, assinada por Adriana Nicacio, diz que “candidato ao governo da Bahia e com a esperança de ser o único a desfrutar da popularidade de programas sociais como o Bolsa Família, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está sendo cozinhado em fogo brando pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.” Em alguns estados, Lula defende uma resignação do PT em favor de alianças. Mas na Bahia o presidente apoia a reeleição do governador Jaques Wagner.
Lula quer negociar um pacote com o PMDB para garantir o apoio nacional do partido ao candidato do PT a presidente em 2010. Vai incluir Geddel e as dissidências em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará nas discussões. Ele já percebeu que Geddel começa a se isolar na Bahia e acredita que o ministro pode voltar a apoiar Wagner. Leia matéria completa na
Tribuna.

GESTÃO: Exército corta até comida da tropa

Do BAHIA NOTÍCIAS
SEM VERBAS, EXÉRCITO CORTA ATÉ COMIDA DA TROPA

Como medida emergencial para enfrentar o contingenciamento de verbas, os quartéis do Exército começam a funcionar em meio expediente às segundas-feiras. A ordem para reduzir o serviço foi dada pelo comandante da Força, general Enzo Martins Peri. O objetivo é economizar o almoço dos recrutas, que só terão de se apresentar para o trabalho no turno da tarde. A tropa já é liberada no fim da manhã das sextas-feiras, pelo mesmo motivo. A nova redução do expediente terá validade de um mês e meio, até 30 de outubro. O corte ocorre ao mesmo tempo em que oficiais do Exército reclamam do contraste entre a falta de investimentos na Força e as compras bilionárias de 36 aviões de combate para a Aeronáutica e de um submarino nuclear para a Marinha. Só serão poupadas da medida algumas unidades da Força que não podem reduzir a carga de trabalho, como hospitais e colégios militares. De acordo com um dos generais que receberam a ordem, o comandante não informou quanto será economizado com o corte do almoço. As informações são do jornal O Globo.
Comentário: a questão é de prioridade da administração... enquanto isso, o país vai gastar cerca de R$ 32 bilhoes comprando caças, helicópteros e submarinos da França...

POLÍTICA: Deputados articulam os próprios aumentos

Do BAHIA NOTÍCIAS

Um grupo de deputados quer pegar carona no aumento salarial aprovado esta semana pela Câmara para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e colocar em discussão um projeto que equipara os salários dos três poderes. Os parlamentares articulam nos bastidores a elaboração de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para assegurar que os vencimentos da Suprema Corte sejam repassados para deputados, senadores e para o presidente da República. Se a proposta de reajuste do STF também for aprovada pelo Senado, os ministros vão passar a ganhar R$ 25,7 mil – logo após aprovação – e R$ 26,7 mil a partir de fevereiro de 2010. Atualmente, o salário dos ministros é de R$ 24,5 mil, uma diferença de R$ 7.988 para o salário dos deputados, que é de R$ 16,5 mil, e de R$ 13 mil para o vencimento do presidente Lula, que é de R$ 11,4 mil. Os deputados, no entanto, ainda não entraram em acordo sobre quando esta PEC deveria entrar na pauta de votações da Câmara. Uma das ideias é que a equiparação só tenha validade para os parlamentares e o presidente que tomarem posse em 2011.

POLÍTICA: PDT fecha acordo com governo, mas divide legenda

Da TRIBUNA DA BAHIA

Fernanda Chagas
O arrastado acordo entre o PDT e o governo Jaques Wagner (PT), que durou nada menos que 2 anos e 8 meses para sair, enfim, se concretizou, mas acabou por dividir a legenda. A possível entrada de até quatro deputados na sigla não agradou aos deputados estaduais brizolistas que buscam a reeleição - Roberto Carlos e Euclides Fernandes, que temem perder votos com as novas filiações. Mas, não para por aí. Militantes que seriam candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa em 2010, principalmente no interior baiano, também já ensaiam deixar o partido. O discurso dos pré-candidatos sem mandato é que não querem servir de escada para ninguém.
No entanto, ainda assim, já é dada como certo o desembarque do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, para a legenda, assim como já se cogita a ida de Emério Resedá (PSDB), Paulo Câmera (PTB) e João Bonfim (DEM), que são da base do governo desde o primeiro momento, embora em partidos da oposição.
A decisão, conforme circula nos bastidores, foi praticamente imposta pelo presidente nacional licenciado do PDT, ministro Carlos Lupi, pois contraria o desejo dos deputados estaduais do partido, que só aceitam a ida de Nilo, por entenderem que, com os novos correligionários, seus mandatos correm risco no próximo pleito.
Agora, Euclides Fernandes e Roberto Carlos, juntamente com Jurandy Oliveira, que é do PRTB, mas faz parte informalmente da bancada pedetista, vão estudar a situação para ver que decisão tomam até o dia 2 de outubro, fim do prazo de filiação para quem deseja disputar as eleições.
O presidente nacional da legenda, ministro do Trabalho, Carlos Lupi, por sua vez, reitera que “um partido que quer crescer não pode rejeitar” nomes de expressão. Identificando um dos parlamentares descontentes, destacou o papel de Roberto Carlos na história do partido e disse que estará em Juazeiro na campanha para ajudá-lo na reeleição.
Vale ressaltar que, em prol do casamento com o governo estadual, a direção nacional do PDT interveio na direção estadual da legenda. Isso tudo depois que o presidente regional do partido, deputado federal Severiano Alves, negou-se a continuar negociando com os governistas alegando que eles queriam fazer imposições descabidas. O resultado foi Severiano substituído por Alexandre Brust.
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